segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Acquasantiera Lorena Ativa: o vinho branco turbinado

Um dos vinhos diferentes que provamos na Garibaldi foi o Lorena Ativa, elaborado com tecnologia inédita no país> tem a delicadeza dos vinhos brancos com a força dos compostos orgânicos presentes nos tintos. A Vinícola Garibaldi aplicou tecnologia desenvolvida pela Embrapa Uva e Vinho permitindo a elaboração de um vinho branco com quatro vezes mais antioxidantes e maior quantidade de resveratrol, quercitina e flavonóides.
Dentro do conceito dos "alimentos funcionais", que proporcionam benefícios à saúde, os vinhos tintos têm grande vantagem na preferência desses consumidores por apresentarem maior concentração de polifenóis. Por conseqüência, a produção das variedades de uva e de vinhos desse tipo são muito mais significativos e vem tirando espaço dos brancos no mercado. “A proporção de venda é de um branco para nove tintos. Em se tratando de vinhos tranqüilos (não espumantes), o apelo à saúde tem pesado na decisão de compra”, diz o pesquisador de enologia da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Celso Zanus.
A partir de 2008, entretanto, é possível apreciar um vinho branco com todas as suas características degustativas clássicas – como o frescor, baixo teor de álcool, aromas frutados mais marcantes – com as propriedades de compostos enológicos semelhantes à dos tintos. O vinho Acquasantiera Lorena Ativa, que reúne em si o melhor destes dois mundos, é resultado de uma parceria entre a Cooperativa Vinícola Garibaldi e a Embrapa Uva e Vinho.
O desenvolvimento deste produto teve início seis anos atrás, quando a Embrapa deu largada ao desenvolvimento de tecnologias para "turbinar" o vinho branco com os compostos benéficos à saúde oferecidos pelas uvas. A entidade desenvolveu e a Garibaldi aplicou uma tecnologia que permitiu a elaboração de um vinho branco com quatro vezes mais antioxidantes e maior quantidade de resveratrol, quercitina e flavonóides.
O novo método é resultado de um pacote de inovações que envolve três etapas: a utilização de uma uva já desenvolvida pela instituição (a BRS Lorena), uma levedura específica para sua fermentação e de um novo protocolo de vinificação (espécie de receita para produção de vinho). “Muitas pessoas que preferiam um branco acabavam consumindo um tinto por causa dos benefícios à saúde. Agora este público está migrando para o Acquasantiera”, ressaltou o enólogo Gabriel Carissimi. Em comparação aos brancos, os vinhos tintos normalmente são mais encorpados, estruturados e alcoólicos. Já os primeiros, apesar de mais delicados, apresentam aromas mais intensos. “O Acquasantiera Lorena Ativa não tem a estrutura tânica típica dos tintos, apesar de ser mais encorpado e de apresentar alta concentração de polifenóis. Este vinho oferece frescor, uma boa complexidade de aromas sem deixar amargor por causa de seu processo inovador de vinificação”, avaliou Carissimi.
Até o final de 2011, a Vinícola Garibaldi é a única empresa brasileira a comercializar o vinho, gerando grande oportunidade de negócios às suas redes de clientes e representantes. “O crescente interesse por vinhos brancos no País, aliado à qualidade do produto, faz do Acquasantiera Lorena Ativa um grande destaque nas prateleiras de supermercados, principalmente por seus diferenciais, exclusividade e preço competitivo”, salientou Oscar Ló, presidente da Cooperativa Vinícola Garibaldi.
A variedade BRS Lorena, desenvolvida pela Embrapa, é capaz de atingir uma boa maturação com elevados níveis de açúcar na Serra Gaúcha, apresentando fácil manejo e boa produtividade. Ela resulta em um vinho de aroma intenso e sabor semelhante ao das uvas moscatel. Já a levedura, a 1 vvt, também fruto de pesquisas da entidade, produz mais álcool durante a fermentação, acelerando a extração de vários compostos, entre eles os polifenóis.
O grande segredo da tecnologia, entretanto, é o protocolo de vinificação, onde estão determinados o tempo certo de maceração (permanência do líquido extraído da polpa em contato com as cascas e sementes da uva) e as condições de fermentação da bebida. Esta tecnologia compõe um pacote fechado, de propriedade da Embrapa, informa o pesquisador da Embrapa Mauro Zanus. Gabriel Carissimi, enólogo da Cooperativa Vinícola Garibaldi, nos explicou que o processo envolve cuidados especiais desde o manejo do vinhedo até a seleção das uvas para este rótulo, visto que há um ponto ideal de maturação para que o resultado da vinificação seja adequado. “Como a uva é fermentada com a casca, tal como para a elaboração um vinho tinto, a uva não pode ter nenhum defeito. A maturação deve estar completa e a sanidade deve ser total senão a bebida pode trazer amargor e aromas herbáceos que não são desejados”, informa o enólogo.

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