terça-feira, 15 de setembro de 2015

Miolo comemora três notícias


A equipe do Miolo Wine Group está comemorando três notícias: 
1. O Miolo Merlot Terroir conquistou, na última semana, a Medalha de Ouro no Världens Viner Awards na categoria Melhor Vinho Tinto da América do Sul. Uma conquista e tanto! O concurso é realizado na Suécia pela Världens Viner, considerada uma das melhores revistas de vinhos do mundo pelo Gourmand World Cookbook Awards, de Paris.
2. Outro rótulo que fez bonito foi o Miolo Cuvée Tradition Brut. O  espumante premium foi eleito como um dos 50 melhores da América do Sul na relação custo-benefício pela famosa Revista Decanter, conquistando 90 pontos em sua avaliação. Estamos muito felizes com mais este reconhecimento!

3. Por fim, o Cuvée Giuseppe Merlot/Cabernet Sauvignon, um dos vinhos mais requisitados pelos clientes, esteve fora da loja por algumas semanas no mês passado. Acontece que estávam finalizando a rotulagem da safra 2013, e ela chega em primeira mão para os clientes através do e-commerce. Nesta nova safra, o novo rótulo traduz a elegância e a modernidade que este vinho apresenta. Você está convidado a conferir a nova embalagem e experimentar a nova safra.

ABS-RS iniciou curso profissional de sommelier




O  Spa do Vinho Hotel e Condomínio Vitivinícola, em Bento Gonçalves, no coração do Vale dos Vinhedos, recebeu na noite de sábado (12) autoridades e entidades ligadas à cadeia da uva e do vinho para a inauguração da sede oficial da secção gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). “É com grande satisfação que vemos agora se tornando realidade o sonho antigo de ter uma unidade da ABS no Rio Grande do Sul, principal polo produtor da bebida no Brasil”, ressaltou Andreia Gentilini Milan, presidente da entidade. “Nascemos com o objetivo de fomentar a cultura do vinho no Estado e, também, auxiliar o trade na formação de sommeliers capacitados que nos ajudem nesse longo trabalho”, completou Andreia.
Na ocasião, a ABS-RS assinou o primeiro acordo de parceria institucional com o Spa do Vinho. “Somos empreendedores apaixonados pelo mundo do vinho e reconhecemos na iniciativa da ABS-RS uma forma de desenvolver o setor não apenas localmente como nacionalmente”, ressaltou Deborah Villas-Bôas Dadalt, sócia-diretora do Spa do Vinho.  
O final de semana marcou também o início das atividades do curso profissional de sommelier da ABS-RS, que conta com professores da ABS-SP. O diferencial deste curso é que ele é ministrado dentro das vinícolas gaúchas – Miolo, Aurora, Don Guerino, Chandon, Salton e Casa Valduga. O módulo final, de serviço do vinho, será no Spa do Vinho.
O médico e professor Mario Telles Jr., que também é um dos diretores do capítulo paulista da ABS, foi o responsável pelo primeiro módulo. As quatro primeiras aulas, que foram dadas na sede da vinícola Miolo, trataram de noções básicas como enogastronomia, funções de um sommelier, análise sensorial e aspectos organolépticos dos vinhos e algumas regiões produtoras da França (Rhône, Loire, Alsácia, Provence, Sudoeste da França e Languedoc-Roussillon). Outros experientes diretores da ABS-SP – Arthur Azevedo e José Luiz Borges –, que já presidiram a entidade em mais de uma oportunidade, também serão professores do curso.
A primeira turma de sommeliers profissionais tem 45 alunos. Além de profissionais da cadeia do vinho, também fazem parte do grupo profissionais de outras áreas como advogados, médicos, arquitetos e empresários. O próximo módulo será ministrado por José Luiz Borges nos dias 9, 10 e 11 de outubro no Centro Tecnológico Viticultura Aurora, em Pinto Bandeira.
 Entre os principais objetivos da ABS-RS está a formação de profissionais para a cadeia do vinho e da gastronomia. Com sede em Bento Gonçalves e unidade em Porto Alegre, a entidade espera somar forças no desenvolvimento do trade da região. Neste primeiro ano, o projeto se concentrará na serra gaúcha e na região metropolitana da capital gaúcha, dois fortes centros econômicos e intensamente ligados aos setores gastronômico e vinícola. Desde maio, a associação tem promovido cursos temáticos na capital gaúcha. O mais recente deles foi o primeiro Happy Hour de degustação durante navegação no barco Cisne Branco. Durante um passeio pelo Guaíba, os convidados puderam experimentar oito diferentes tipos de vinhos e espumantes nacionais. Em 2016, o plano é promover cursos com diversas temáticas em grandes cidades do interior e nas regiões vitivinícolas como a Campanha, por exemplo.







5ª edição do Festival do Moscatel encerrou com casa cheia em Farroupilha

Pessoal das vinícolas comemorou o sucesso da festa
Enólogo Dirceu Scottá, da Dal Pizzol, foi conferir os moscatéis de Farroupilha
Fotos Marciele Scarton

Também no final de semana passado, terminou, em Farroupilha (RS), dia 13, o Festival do Moscatel. Em dois finais de semana de realização, entre os dias 4 e 6 e 11 e 13 de setembro, o evento enogastronômico serviu à vontade ao público visitante bebidas premiadas e cardápio elaborado por chefs, em ambiente aconchegante. O público total foi de 2100 (duas mil e cem) pessoas, oriundas de diversas cidades do Rio Grande do Sul e de outros estados, como como Santa Cataria, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas. Esse número atendeu a capacidade máxima do evento, que tem lugares limitados, com o diferencial de oferecer acomodações em mesas, com lugares para sentar, a todos os visitantes.
    Esta edição cumpre a proposta de divulgar o posto de maior produtor de uvas da variedade moscato, ocupado por Farroupilha, bem como a recente conquista da Indicação de Procedência Farroupilha, focada nos produtos moscatéis, além de aproximar o consumidor dos produtos elaborados pelas vinícolas farroupilhenses. Cerca de 40 diferentes rótulos, entre vinhos, espumantes, frisante e sucos de uva, foram servidos pelas empresas integrantes da Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin): Adega Chesini, Basso Vinhos e Espumantes, Cave Antiga Vitivinícola, Cooperativa Vinícola São João, Vinícola Cappelletti, Vinícola Colombo, Vinícola Perini e Vinícola Tonini.
    Em novidade da edição, as vinícolas estiveram dispostas no centro do espaço, facilitando o acesso às bebidas e promovendo a visibilidade da estrela da festa, o moscatel, formato que foi aprovado pelo público. “A ideia de colocar o produto-foco do evento no centro foi acertadíssima, extremamente coerente com objetivo de divulgar o espumante. A comida, junto com os demais elementos, por melhores que sejam, são coadjuvantes nesse evento em que o astro é o moscatel e nós, que apreciamos as bebidas em geral, ficamos satisfeitos por esse acesso diferenciado a elas nessa edição” destaca o visitante de Bento Gonçalves, Valdir Ben.
    O enólogo Dirceu Scottá, presidente da União Brasileira de Viticultura (Uvibra) e integrante do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), que esteve no Festival do Moscatel com familiares, faz sua avaliação do evento. “O espaço é fantástico, harmônico, com um ambiente que pode congregar diversos públicos. A gastronomia é estruturada, com opções  bem elaboradas. Em relação às bebidas, encontramos o que cada vinícola produz de melhor, abrindo a possibilidade do público conhecer os moscatéis e também novos produtos a partir deles. Eu diria que o evento tem um nível muito interessante de excelência e diferenciação, em um modelo que pode servir de referência para outras festas de região”, pontua.
    O menu da edição teve a assinatura de Senac Gastronomia Serra Gaúcha, valorizando pratos descomplicados e aromáticos, como o moscatel. “Elaboramos um cardápio que valoriza pratos típicos da região de descendência italiana, como o galeto al primo canto,  espaguete, carne de porco e risoto. São diversas opções pensadas para obter harmonizações com os rótulos servidos”, explica a chef Vanessa Binotto, coordenadora da equipe.  Os doces, que fazem o casamento perfeito com a estrela da festa, o espumante moscatel, também integram o cardápio. “As sobremesas utilizam como ingredientes de base açúcar e nata, que  fazem uma combinação perfeita de sabores na harmonização com o moscatel. Entre os doces estão tartelete, creme brulée e panna cotta com calda de moscatel”, destaca a chef. O cardápio completo do Festival do Moscatel incluiu:  Aperitivos (pães, salame, copa, carpaccio de filé, queijo de moscatel), Saladas (Caprese, alface americana com tomate seco e champignon, caponata e mix de folhas), Pratos Principais (Braseado Bovino, galeto al primo canto e costela suína com crosta de ervas), Acompanhamentos (Risoto de cogumelos frescos, risoto de ervas, espaguete com tomates frescos e manjericão e legumes salteados), Sobremesas (Panna cotta com calda de moscatel, tartelete e mini brulée), Biscoitos para o café (Biscoito de amêndoas, biscoito amanteigado e merengue de limão). 
    Para quem deseja conferir mais sobre como foi o Festival do Moscatel, basta acessar o Fan Page do evento e curtir a página, acessando o link facebook.com/festivaldomoscatel.
    A 5ª edição do Festival do Moscatel é uma realização de Prefeitura  de Farroupilha, através das Secretarias de Desenvolvimento Econômico e Turismo e de Agricultura, Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin) e Fecomércio RS/Senac. Patrocinam o evento LNF Latino Americana, Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região Uva e Vinho (SHRBS), Sicredi, Ibravin e Governo do Estado do Rio Grande do Sul/Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Grendene, Tramontina, Mario Tur, Revista Adega e Cromo Gráfica. Apoia a realização: Atuaserra, Comtur e Café Três Corações.






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domingo, 13 de setembro de 2015

Perderei a 23ª Avaliação Nacional de Vinhos

Pela primeira vez, nos últimos 20 anos, não participarei da Avaliação Nacional de Vinhos, evento extraordinário realizado, todos os meses de setembro, pela Associação Brasileira de Enologia, em Bento Gonçalves, quando mais de 800 enólogos, enófilos e apreciadores de vinhos degustam os melhores vinhos da safra do ano, neste caso, a de 2015, e indicam os que consideram os mais destacados e promissores. Como faz todos os anos, a ABE mandou o convite, mas tive que dizer não, pois tenho dois compromissos que aceitei sem me dar conta do período de realização do tradicional encontro vínico. Desta vez, meu companheiro Affonso Ritter, que foi a todas as 22 Avaliações já realizadas, não me terá a seu lado. Também sentirei não estar junto com a Lucinara Masiero, que comanda a assessoria de imprensa da ABE e da linda Andréia Debon, proprietária e editora da revista Bon Vivant, a quem conheci, exatamente em minhas andanças no mundo do vinho e pela qual tenho muito carinho.
Fiz compromisso para o dia 25 de setembro com a Unicred, para uma palestra, em Livramento-Rivera, e com a Fabiana Aguinsky, para um jantar, dia 28, em Rivera, quando faremos o lançamento, no Uruguai, do meu livro As melhores receitas da Confraria do Cordeiro..Lá beberei um Tannat Amat, do meu amigo Javier Carrau, em homenagem aos velhos companheiros com os quais não estarei na 23ª Avaliação Nacional de Vinhos - Safra 2015.

Cooperativa Vinícola Garibaldi conquista medalhas na Argentina




As novas distinções da Cooperativa Vinícola Garibaldi chegam diretamente da Argentina. A 12ª edição do Concurso Internacional de Vinhos e Licores Vinus, realizada no início do mês de agosto, premiou a cooperativa gaúcha com três medalhas, sendo dois ouros e uma prata.
O certame leva em consideração, além da qualidade da bebida, o custo benefício do produto. No momento da apresentação das amostras, os organizadores divulgam o valor de comercialização de cada garrafa.
Os espumantes Garibaldi Moscatel e Garibaldi Prosecco conquistaram o júri e garantiram Medalha de Ouro. Já o espumante Chardonnay Brut recebeu Medalha de Prata. O concurso recebeu 556 amostras, provenientes de 20 países.

Para o presidente da Garibaldi, Oscar Ló, a premiação é mais uma vez o reflexo do trabalho de qualidade da cooperativa. “Nossos produtos estão cada vez mais evidenciados no mundo e isso é motivo de muito orgulho. Serve também como um incentivo para continuarmos em busca da excelência”, garante.

ABS-RS inaugura sede oficial

Localizado em Bento Gonçalves, no coração do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, o Condomínio Vitivinícola Spa do Vinho será a sede oficial da secção gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). O coquetel de inauguração da nova sede da entidade será no dia 12 de setembro, sábado, a partir das 18h no hotel.
Este mesmo final de semana marca também o início das atividades do curso profissional de sommelier que está sendo ministrado pela ABS-SP em conjunto com a ABS-RS. As aulas serão ministradas em seis vinícolas, além do Spa do Vinho, local do sétimo e último módulo que contará com uma prova de serviço, em março. O curso será ministrado por experientes diretores da ABS-SP – Arthur Azevedo, Mario Telles Jr. e José Luiz Borges, que já presidiram a entidade em mais de uma oportunidade e são professores do curso de formação de Sommeliers e Profissionais da ABS-SP, um dos mais conceituados do Brasil. 

Entre os principais objetivos da ABS-RS está a formação de profissionais para a cadeia do vinho e da gastronomia. Com sede em Bento Gonçalves e unidade em Porto Alegre, a entidade espera somar forças no desenvolvimento do trade da região. Neste primeiro ano, o projeto se concentrará na serra gaúcha e na região metropolitana da capital gaúcha, dois fortes centros econômicos e intensamente ligados aos setores gastronômico e vinícola. Desde maio, a associação tem promovido cursos temáticos na capital gaúcha. O mais recente deles foi o primeiro Happy Hour de degustação durante navegação no barco Cisne Branco. Durante um passeio pelo Guaíba, os convidados puderam experimentar oito diferentes tipos de vinhos e espumantes nacionais. Em 2016, o plano é promover cursos com diversas temáticas em grandes cidades do interior e nas regiões vitivinícolas como a Campanha, por exemplo.

Adegas e vinícolas apostam em climatizadores gaúchos para conservar o vinho na temperatura ideal


Climatizadores da Joape, empresa instalada em Porto Alegre, auxiliam no processo de conservação do vinho de maneira econômica e eficiente. O processo do preparo do vinho é complexo e depende de diversos fatores externos. Um dos exemplos de como os detalhes são importantes é o cuidado com a temperatura de armazenagem do líquido antes do engarrafamento e da venda. O ideal para a longevidade dos vinhos é manter a garrafa entre 12°C e 20°C. Porém, as temperaturas elevadas no verão faz com que adegas e vinícolas dependam de sistemas para melhorar a temperatura do local. Pensando nisto, adegas e vinícolas apostam nos climatizadores da empresa gaúcha Joape.
- Adegas e vinícolas precisam de um cuidado constante para manter a temperatura dos barris e garrafas de vinho. Os climatizadores da Joape são eficientes nesse sentido e são econômicos - salienta o diretor da Joape, João Henrique Schmidt.
Um dos exemplos de adegas com o climatizador Joape é Concha y Toro, no Chile. A empresa é uma das mais tradicionais do país. Foi fundada em 1883 no sul de Santiago. Produz cerca de 20 milhões de caixas. Já a Vinícola Valduga, em Bento Gonçalves (RS), utiliza os climatizadores Joape durante o processo de engarrafamento do vinho. A família Valduga chegou ao Brasil em 1875 e, desde então, trabalha com vinho na cidade da Serra gaúcha.

Os climatizadores Joape emitem uma névoa fina que o ar absorve a água sem molhar as pessoas ou objetos do ambiente. Além de reduzir a temperatura, o projeto auxilia na limpeza e na hidratação do ar. O baixo consumo de energia elétrica é também um diferencial, especialmente se comparado a um aparelho de ar condicionado. Alguns modelos chegam a ser 90% mais econômicos do que um equipamento de ar condicionado comum.

90 enólogos e 90 vinhos na taça


ABE inova e abre degustação de pós-seleção da Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2015 para enólogos associados. A Associação Brasileira de Enologia (ABE) coloca em prática uma degustação inédita. Pela primeira vez na história da entidade, os enólogos associados vão degustar amostras inscritas na Avaliação Nacional de Vinhos. São três dias de degustação com sessões de manhã e de tarde, totalizando 90 amostras degustadas por 90 enólogos, 15 em cada sessão. A programação inicia nesta terça-feira, 8, encerrando na quinta-feira, 10, no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho. 
O presidente da ABE, enólogo Juliano Perin, explica que esta é uma ótima oportunidade para a troca de informações. “Os enólogos poderão correlacionar a degustação ao processo de elaboração e as análises físico-químicas, o que com certeza vai gerar mais conhecimento para o participante. É mais uma ferramenta de atualização à disposição dos enólogos associados e este é um dos nossos compromissos: gerar oportunidades para desenvolver profissionais experientes e mais competitivos”, garante.  Foram oferecidas, gratuitamente, 15 vagas por sessão, preenchidas por ordem de inscrição. Para cada sessão, vinhos de categorias diferentes. 
Cada enólogo teve a oportunidade de se inscrever somente em uma das sessões, garantindo, assim, que um grande número de associados pudesse viver a experiência. Mauro Zanus, chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho e João Carlos Taffarel, técnico da Embrapa Uva e Vinho e diretor Técnico em Viticultura da ABE, são os enólogos que conduzirão as sessões. 
Além da troca de experiências entre os profissionais, a Degustação Pós-Seleção também tem o objetivo de empregar todo potencial da Avaliação Nacional de Vinhos, podendo relacionar a degustação dos vinhos com suas características físico-químicas, atendendo a uma demanda dos associados de ampliar as oportunidades na busca de maior conhecimento e prática da análise sensorial. 
Cada amostra foi recodificada para ser degustada às cegas, seguindo critérios internacionais. O grupo de 90 vinhos é resultado de uma seleção entre os 30% melhores pontuados, 40% intermediários e 30% menores pontuados, conforme resultado da degustação de seleção realizada por 120 enólogos durante o mês de agosto. Com isso, a intenção da ABE é refletir sobre a representatividade da safra 2015. 
Cada vinho será apresentado com sua cultivar, degustado às cegas e discutido. Após, é apresentada a nota do grupo, anunciada a procedência do vinho, as análises físico-químicas e a nota da degustação de seleção, justificando o melhor e o pior. O processo encerra com a discussão final da amostra. Todo processo tem a coordenação técnica da Embrapa Uva e Vinho. 
Agenda Degustação Pós-seleção 
8 de setembro
9h – 7 vinhos Não Aromáticos e 8 vinhos Base Espumante
14h30min – 7 vinhos Não Aromáticos e 8 vinhos Base Espumante 
9 de setembro
9h – 5 vinhos Aromáticos e 10 vinhos Tintos de Guarda
14h30min – 5 vinhos Base Espumante e 10 vinhos Tintos de Guarda 
10 de setembro
5 vinhos Não Aromáticos e 10 vinhos Base Espumante

7 vinhos Tintos Jovens e 8 vinhos Tintos de Guarda.

Público satisfeito no primeiro final de semana do Festival do Moscatel, em Farroupilha


O presidente da Afavin, João Carlos Taffarel, servindo bebidas aos visitantes
                    Foto Marciele Scarton

Evento enogastronômico segue de portas abertas nos próximos dias 11. 12 e 13 de setembro, oferecendo bebidas premiadas e cardápio elaborado por chefs, servidos à vontade em ambiente aconchegante.    Em seu primeiro final de semana de realização, nos dias 4, 5 e 6 de setembro, o Festival do Moscatel ofereceu ao público visitante bebidas premiadas e cardápio elaborado por chefs. Todas as opções de vinhos, espumantes, frisantes e sucos de uva, bem como os pratos, são servido à vontade, em ambiente aconchegante, sendo que as acomodações são em mesas, com cadeiras para todos os participantes sentarem-se e desfrutarem com toda a comodidade do que o Festival do Moscatel oferece.
    Em novidade dessa edição, as vinícolas estão dispostas no centro do espaço, facilitando o acesso às bebidas e promovendo a visibilidade da estrela do festival, o moscatel. O produtos, cerca de 40 rótulos diferentes, são servidos pelas vinícolas integrantes da Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin): Adega Chesini, Basso Vinhos e Espumantes, Cave Antiga Vitivinícola, Cooperativa Vinícola São João, Vinícola Cappelletti, Vinícola Colombo, Vinícola Perini e Vinícola Tonini. A visitante de  Porto Alegre, Adriana Carolina Broilo aprovou o formato. “O que eu destaco no evento é o encontro das vinícolas no mesmo espaço, propiciando-nos o conhecimento de toda a variedade e qualidade dos produtos locais, bem como o acesso a eles, em um mesmo ambiente”, elogia. O público, aliás, sai satisfeito em diversos aspectos do primeiro final de semana do Festival do Moscatel, conforme aponta o irmão de Adriana, o farroupilhense Alexandre Broilo. “O Festival do Moscatel está excelente, com produtos de qualidade, comida boa e equilibrada, som, ambiente e pessoas agradáveis, em pé de igualdade com qualquer evento internacional da categoria”, avalia.
    O menu da edição tem a assinatura de Senac Gastronomia Serra Gaúcha, valorizando pratos descomplicados e aromáticos, como o moscatel.  “Elaboramos um cardápio que valoriza pratos típicos da região de descendência italiana, como o galeto al primo canto, o espaguete, a carne de porco e o risoto. São diversas opções pensadas para obter harmonizações  com os rótulos servidos”, explica a chef Vanessa Binotto, coordenadora da equipe.  Os doces, que fazem casamento ideal com a estrela do festival, o espumante moscatel, também integram o cardápio. “As sobremesas utilizam como ingredientes de base açúcar e nata, que  fazem uma combinação perfeita de sabores quando harmonizada com moscatel. Entre os doces estão tartelete de chocolate, creme brulée e panna cotta com calda de moscatel”, destaca a chef. O cardápio completo do Festival do Moscatel contém:  Aperitivos (pães, salame, copa, carpaccio de filé, queijo de moscatel), Saladas (Caprese, alface americana com tomate seco e champignon, caponata e mix de folhas), Pratos Principais (Braseado Bovino, galeto al primo canto e costela suína com crosta de ervas), Acompanhamentos (Risoto de cogumelos frescos, risoto de ervas, espaguete com tomates frescos e manjericão e legumes salteados), Sobremesas (Panna cotta com calda de moscatel, tartelete e mini brulée), Biscoitos para o café (Biscoito de amêndoas, biscoito amanteigado e merengue de limão). 
    No sábado, dia 05 de setembro, esteve no Festival do Moscatel  o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares Região Uva e Vinho (SHRBS), João Antonio Leidens. A entidade é patrocinadora do evento e Leidens faz sua avaliação. “O Festival do Moscatel evolui a cada ano. Nessa edição, serviços e disposições estão excelentes. A centralização das bebidas nos deixa mais próximos do produto foco do evento e perceber a presença de turistas, vindos de diversas regiões do Rio Grande do Sul e do país é muito positivo. Um evento que somente tende a crescer”,aponta. Vale mencionar a presença no Festival do Moscatel de visitantes de diversos municípios gaúchos, bem como de outros estados brasileiros, como Santa Cataria, Paraná, São Paulo e Amazonas.
    No domingo, dia 6 de setembro, o Festival do Moscatel recebeu a visita ilustre do músico Luiz Carlos Borges, um dos principais instrumentistas da música gaúcha. Borges gentilmente presenteou o público subindo ao palco interpretando algumas canções.
    Para quem deseja conferir a proposta, o Festival do Moscatel tem mais um final de semana de realização, com portas abertas nos próximos dias 11, 12 e 13 de setembro, no Centro de Eventos do Parque Cinquentenário (Avenida Arno Domingos Busetti S/nº. Bairro Cinquentenário, Farroupilha-RS). O funcionamento ocorre nas sextas e  sábados das 19h às 23h e no domingo, das 11h às 15h. O ingresso tem o valor de R$ 100 por pessoa e dá direito às bebidas e cardápio servidos à vontade, em ambiente aconchegante, com confortáveis acomodações, música e atrações.
    Para o sábado, dia 12/09, os ingressos estão esgotados. Para sexta e domingo, restam algumas unidades, por isso é recomendada a compra antecipada. A aquisição pode ser feita, enquanto houver disponibilidade, antecipadamente, até esta quinta-feira, 10 de setembro, com a organização do evento pelo telefone (54) 3261.6963  ou e-mail contato@vinhosdefarroupilha.com.br. Nos dias do evento, somente no local, conforme disponibilidade de lugares.  Crianças até seis anos têm entrada franca, de sete a 11 anos pagam o valor de R$ 35 e de 12 a 17 pagam R$ 65, independentemente do lote. Vale lembrar que não serão servidas bebidas alcoólicas a menores de 18 anos e que sua entrada é condicionada ao acompanhamento de pais ou responsáveis.
  Conteúdo relacionado ao Festival do Moscatel pode ser acompanhado pela Fan Page do evento. Basta acessar o  link facebook.com/festivaldomoscatel e curtir a página.

     A 5ª edição do Festival do Moscatel é uma realização de Prefeitura de Farroupilha, através das Secretarias de Desenvolvimento Econômico e Turismo e de Agricultura, Associação Farroupilhense de Produtores de Vinhos, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin) e Fecomércio RS/Senac. Patrocinam o evento LNF Latino Americana, Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região Uva e Vinho (SHRBS), Sicredi, Ibravin e Governo do Estado do Rio Grande do Sul/Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Grendene, Tramontina, Mario Tur, Revista Adega e Cromo Gráfica. Apoiam a realização: Atuaserra e Comtur.

Linha de vinhos Casa Perini de cara nova


A linha de vinhos finos Casa Perini mudou de rótulos. O fundo do rótulo ganhou um tom grafite que contrasta com detalhes estampados em cobre, dando um tom elegante ao produto. O caráter clean pela presença de poucos elementos gráficos reforça o estilo  contemporâneo da marca, com um traço sutil de cor distinta para cada varietal na parte inferior do rótulo. Entre as variedades disponíveis estão o Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat e Chardonnay. Há também um novo item agrefgado a esta linha, o Casa Perini Solidário, elaborado a partir das uvas cabernet sauvignon e merlot, o qual fazer parte de um projero desenvolvido pela vinícola há mais de cinco anos e tem parte dos fundos arrecadados revertidos para Ongs que combatem doença. Neste domingo, ao meio-dia, bebi o Chardonnay já com rótulo novo. Excelente vinho.

Instalada em Farroupilha, a Perini é uma das cinco principais vinícolas do País. Situa-se no Vale Trentino, na serra gaúcha.

Ovinos da Pecuária Gessinger

 Rudolf Gessinger com o governador José Ivo Sartori, na Expointer 2015
Foto Ruy Gessinger


Ruy Gessiger manda informar que a família decidiu que, a partir de agora, a gestão dos ovinos caberá à Maristela, sua espos,  Rudolf, seu filho. Aliás, Maristela sempre entendeu muito de Ile de France, a raça criada pela Gessinger, e foi até presidente da associação da raça. “Eu cuidarei do gado, dos cavalos crioulos e da cabanha de Brangus”, concluiu. Em tempo: acho que muito do trabalho ficará com Rudolf, pois Maristela é candidata a prefeito de Unistalda, pelo PMDB, nas eleições de 2016.

Art des Caves completa 18 anos e traz ao mercado diversas novidades


Para comemorar o seu aniversário, a empresa lança adega para 14 garrafas e muda o nome de suas lojas físicas. A Art des Caves, pioneira no mercado brasileiro de adegas climatizadas, completa 18 anos em 2015 e, para comemorar a sua maioridade em grande estilo, apresenta algumas novidades aos amantes da enologia. 
A empresa acaba de lançar a adega Petit, com capacidade para 14 garrafas, modelo que chega para atender o mercado de pequenos apartamentos, a partir de 18 m², cada vez mais procurados nas grandes metrópoles brasileiras.  
O produto busca também agradar aos novos consumidores do mundo do vinho, que ainda não possuem muitas garrafas, além daqueles que apreciam a bebida, porém, anseiam por uma adega com um menor custo. “Com a atual realidade econômica do país, muitos clientes realizam uma pesquisa mais minuciosa de preço. O nosso objetivo é aliar valores mais baixos com a nossa qualidade reconhecida nacionalmente”, afirma a administradora de empresas e gerente de marketing da Art des Caves, Rafaela Vidigal.
Outra novidade é a mudança do nome das lojas físicas da Art des Caves. A partir de agora, a boutique Maison des Caves passa a ter o mesmo nome da já consagrada marca de adegas e climatizações, fato que trará uma melhor identificação junto aos consumidores. Atualmente, a empresa possui quatro lojas próprias, três em São Paulo e uma no Rio de Janeiro.
O Blog da Art des Caves (blog.artdescaves.com.br) é mais uma das ações que a marca preparou em seu aniversário de 18 anos. Com o objetivo de manter o público informado sobre as curiosidades dos mais diversos aspectos do vinho, o blog é atualizado duas vezes por semana, com posts publicados às terças e quintas-feiras.  
Os textos, assinados por Rafaela Vidigal, que integra a equipe da Art des Caves há oito anos, e pelo sommelier international formado pela FISAR (Federazione Italiana de Sommeliers), Bruno Hermenegildo, são produzidos de forma leve e didática, como no caso do artigo “Entenda as diferenças entre os principais tipos de vinho”, que estreou o espaço, e “Sete dicas de conservação de vinhos para manter a qualidade”, feito em formato de listas, modo muito utilizado na internet atualmente, a exemplo de sites como o Buzzfeed. “Pretendemos atingir tanto os brand lovers da marca, como os iniciantes no mundo da bebida de baco”, explica Rafaela.
Depois de muita pesquisa, participação em feiras e trabalho incessante, em agosto de 1997 nasce a Art des Caves, a primeira indústria brasileira de adegas climatizadas, e com ela, o mercado brasileiro se lança rumo ao aprendizado no mundo da enologia. A excelência do trabalho da empresa ao longo desses 18 anos se confirma com a conquista de inúmeros prêmios, a exemplo do Top of Mind, da revista Casa&Mercado/Instituto Datafolha, como a empresa mais lembrada pelos arquitetos e decoradores de todo o Brasil, durante nove anos consecutivos. 

Ao atingir a maioridade em um mercado ainda novo, a Art des Caves se consolidou como a pioneira na fabricação de adegas climatizadas no país e no desenvolvimento de um produto adequado ao clima tropical brasileiro, buscando ouvir os desejos dos seus consumidores, fazendo estudos contínuos e lançando novidades que agradam todos os gostos e necessidades. A Art des Caves possui um minucioso processo de criação de seus produtos e está sempre em busca das tendências mais atuais do mercado. São mais de 40 opções de modelos em diferentes cores e tamanhos, que vão desde a nova adega Petit com capacidade para 14 garrafas à Sommelier 230, para 220 garrafas e três temperaturas diferentes para vinhos tinto, espumantes e vinhos brancos. 

O vinho Quinta do Seival e a história do vinho gaúcho

Miguel Ângelo Vicente Almeida é um enólogo e winemaker português do Miolo Wine Group que conheci em minhas andanças pelo mundo do vinho e logo que ele chegou ao Brasil, trazido por Adriano Miolo, para ajudar no processo de crescimento e qualificação dos vinhos da companhia, quando ela começou a crescer. Além de qualificado como enólogo criador de vinhos, Miguel gosta de escrever. Agora, ele está mandando um texto sobre um grande vinho que ajudou a criar nos vinhedos de Candiota, na Campanha gaúcha. Vale a pena ler:
“Um bem-haja a todos.                                                                                                   
Falar sobre vinho é falar sobre a história da civilização. Evidências arqueológicas apontam a data de 7.000 AC e o Médio Oriente como o berço desta cultura: a vinha transformada em vinho. Nos dias atuais, o vinho é um hábito mais ocidental do que oriental. Por isso, hoje escrevo sobre um rótulo brasileiro histórico. A mais antiga chancela de vinhos do Brasil ainda existente na forma líquida: o Quinta do Seival.
Edifiquei uma breve linha do tempo do vinho brasileiro:
1500 – Descobrimento do Brasil.
1532 – Martim Afonso de Souza faz a primeira tentativa de plantar Vitis vinifera no Brasil.
1551 – Brás Cubas elabora o primeiro vinho fino brasileiro.
1626 – Roque Gonzaléz, jesuíta espanhol, introduz a Vitis vinifera no Rio Grande do Sul, a Tempranillo.
1789 – A corte portuguesa proíbe o cultivo de Vitis vinifera no Brasil para proteger a produção de vinho português.
1808 – Transferência da corte portuguesa para o Brasil.
1822 – Independência do Brasil.
1875 – Chegada dos primeiros imigrantes italianos à Serra Gaúcha, trazendo na bagagem a tradição do cultivo, da elaboração e a cultura do consumo do vinho, conferindo importância econômica à atividade.
1886 – João Marimon, espanhol da Catalunha, inicia os plantios de videiras na Quinta do Seival, região da Campanha Gaúcha.
1897 – Chegada de Giuseppe Miolo ao Brasil.
1889 – Proclamação da República do Brasil.
1912 – Celeste Gobbato, agrônomo italiano, impulsiona o plantio de Vitis vinifera no Brasil, catequizando os agricultores quanto à importância destas para a produção de vinhos de qualidade.
1920 - João Marimon tinha 28 hectares de vinha em produção, na época considerada a maior vinha particular do Brasil.
1937 – Lançamento dos primeiros vinhos finos brasileiros mono-varietais engarrafados: Granja União.
1977 – A empresa norte-americana Almadén inicia o plantio de 550 hectares de Vitis vinifera nas terras arenosas de Palomas, município de Santana do Livramento/RS.
1989 – Fundação da Vinícola Miolo.
Convergindo para a história da Quinta do Seival, no final do século XIX, por questões políticas, a família Marimon deixa Barcelona imigrando para o Uruguai, mas termina esta travessia no Brasil. João Marimon trabalhou no canteiro de obras da estrada de ferro que cruzou em Jaguarão a fronteira Uruguai/Brasil. Quando a obra chegou ao pequeno povoado de Santa Rosa, hoje Seival, localidade pertencente ao município gaúcho de Candiota, João Marimon se apaixonou e passou a viver por ali. Nos genes do catalão estava a prática agrícola e a primeira bebida fermentada elaborada com o nome Quinta do Seival que tinha como matéria prima uma fruta nativa do bioma Pampa.
Em 1888, foi construída a primeira adega da Quinta do Seival, suas paredes eram de barro e o telhado de palha de santa fé. A grande adega foi erguida por volta de 1910.
Em 1920, a empresa João Marimon & Filhos tinha 28 hectares de vinhedo em produção, com mais de 70 mil pés de videiras, considerado o maior vinhedo particular do Brasil. Faziam parte do encepamento castas francesas (Alicante Bouschet e Grand Noir de la Calmette) e castas híbridas franco-americanas (Isabel, Herbemont, Oberlin, Seibel 1, Seibel 2, Jacquez, entre outras). O fato da maioria das castas serem híbridas era justificado pela proximidade dos enormes prejuízos causados pela filoxera nos vinhedos mundiais no início da década de 1860. João Marimon, depois de radicado no Brasil, retornou quatro vezes à Europa, em busca de conhecimento técnico e mudas para plantio. Em 1966, a sociedade João Marimon & Filhos – que eram onze – dissolveu-se.
Outro edificante e histórico fato ocorrido nos campos da Quinta do Seival foi o brado de independência, em 11 de Setembro de 1836, para proclamação da República Rio-Grandense. O marco aconteceu após a vitória da Batalha do Seival pelas tropas do general farroupilha Antônio de Souza Netto contra as tropas do general imperialista João da Silva Tavares.
No ano de 2000, a família Miolo comprou as terras da Quinta do Seival e resgatou todo o passado pouco conhecido da vitivinicultura nacional. No ano de 2001, iniciou a instalação dos atuais 200 hectares de vinha. A marca Quinta do Seival foi utilizada pelo Grupo Miolo para corporizar a sua linha de vinhos de alta gama. O primeiro vinho elaborado foi o Quinta do Seival Castas Portuguesas 2003, originalmente acrescido com um terço de Alfrocheiro Preto.
O grande diferencial da Quinta do Seival é o seu vinhedo instalado na já secular região da Campanha Gaúcha:
•             25 castas diferentes, mas apenas 15 com área produtiva significativa (porque, convenhamos, produzir 100 garrafas de um vinho é fácil);
•             65% do encepamento com tintas e 35% com brancas, 80% castas francesas e 20% castas portuguesas;
•             seleção clonal nas castas francesas e seleção massal nas castas portuguesas;
•             primeira fase do plantio em 2001: densidade de 2.800 plantas/ha; segunda fase do plantio em 2007: densidade de 4.600 plantas/ha, ou seja, com o aumento da densidade do plantio em mais de 60%, aumentou-se a área de folhas expostas ao sol; portanto, mais plantas por hectare, maior produção por área, diminuindo o rendimento por planta com uma maior eficiência energética e vinhos mais concentrados;
•             os solos, a placenta/base nutricional do futuro vinho, são predominantemente do tipo argissolo vermelho-amarelo e o argissolo vermelho, com enorme predominância de arenito, mas também quartzo e algum granito; são solos profundos, bem drenados com percentuais de areia até 35%, ligeiramente ácidos, pobres com 1 a 2% matéria orgânica. 
Hoje, com as uvas da Quinta do Seival, a Miolo elabora 18 vinhos diferentes, um terço dos vinhos que a vinícola elabora em todo o Brasil. O Seival é o projeto de vinhos brasileiros que dispõe, há alguns anos, da maior faixa de exportação em dinheiro e em volume, sendo o Reino Unido o seu principal país importador.
Resumindo, atesto que saboreei bastante estas “escavações arqueológicas”, constatando que João Marimon, tal como Giuseppe Miolo, ambos estrangeiros, valorizaram de maneira humilde e simples a cultura do vinho. E que, mesmo desconhecidos um do outro, construíram uma parte da história vitivinícola brasileira.
No vinho, sempre temos engarrafados uma paisagem e um Homem. Minha equipe e eu também amamos e fazemos intensamente esta Quinta!
Antes de me despedir, gostaria de convidá-lo para experimentar os vinhos do projeto Seival e apreciar um pouco da vida que despejamos na elaboração de cada garrafa.
•             Para conhecer os vinhos premium que levam a marca Quinta do Seival, clique aqui.
•             Procure conhecer todos os rótulos elaborados no projeto Seival, no site da Miolo.”

Um abraço e até breve,
Miguel Ângelo Vicente Almeida
Enólogo | Winemaker
Miolo Wine Group

Muito bom o texto do Miguel, especialmente no aspecto histórico. Acho que meu amigo enófilo Olyr Correa, leitor deste Blog, também vai gostar. Afinal, ele tinha (ou tem) um projeto de escrever sobre a história do vinho no Rio Grande do Sul e foi um dos primeiros a me falar, mas profundamente, sobre a família Marimon. Depois, é claro, das conversas que tive com Ary Faria Marimon, presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, em 1985.


Os melhores vinhos de Flores da Cunha



O secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Serviços de Flores da Cunha, Éverton Scarmin, está distribuindo o Guia dos Melhores Vinhos de Flores da Cunha Edição 2015. Desde 1994, o município, situado na serra gaúcha, região dauva e do vinho, tem o titulo de Maior Produtor de Vinhos do País, tendo uma produção anual estimada em 85 milhões de litros. São vinhos finos, comuns e sucos de uva. Em sua história, um dos mais importantes marcos é o de ser o berço ncional de uvas viníferas da moderna vitivinicultura brasileira, pois recebeu, em 1931, mudas vindas da Europa, trazidas pela Cooperativa Vinícola Riograndense – Granja União. No texto anterior, o em´logo Miguel Ângelo Vicente Almeida lembra que, em 1937, houve o lançamento dos primeiros vinhos finos brasileiros mono-varietais engarrafados: Granja União. Foi, exatamente, em Flores da Cunha.



Salton Gerações Antônio Nini Salton chegou ao mercado



                                    Daniel Salton, presidente da vinícola Salton

O projeto Salton Gerações, de edições limitadas, com produtos elaborados a partir de vinhos de destaque, apresentou ao mercado seu quarto lançamento, o vinho Antônio Nini Salton. Assim como os demais produtos, presta homenagem aos integrantes da família Salton, que ajudaram na construção da empresa aos longos seus primeiros 100 anos de existência.
O rótulo tem a assinatura de cada homenageado. No caso de Nini, primeiro enólogo da família, reme à intuição, característica de um homem de personalidade forte, justo e correto, que sempre . A figura das pipas é utilizada como símbolo de experiência na área da enologia  e a numeração de série da garrafa está presente e destaca a edição especial. A garrafa ainda apresenta a medalha do projeto Gerações que traz os grandes nomes da história da vinícola, como o primeiro produto lançado, em homenagem ao patriarca e pai de Nini, Antonio Domenico Salton zelou por sua família.
Integrante da primeira geração da vinícola, Nini era irmão de Paulo e de Bepi, também homenageados em lançamentos anteriores. Pai amoroso, participava ativamente do cotidiano da vinícola, sendo admirado e respeitado  por todos que com ele conviviam e que o reconheciam como um homem cujo objetivo de vida estava diretamente ligado ao desenvolvimento do negócio da família.
O projeto basei-ase no conceito O melhor da vida é passado de geração para geração e tem como foco a qualidade final dos produtos. “Fazemos uma referência aos homens que tiveram, pulso firme e deixaram uma marca pessoal na empresa. Eles atuaram m diversas posições transmitindo experiências e ensinamentos, que foram extremamente fundamentais na construção de uma companhia consolidada”, afirma o presidente da vinícola Salton, Daniel Salton.
Numeradas e de produção limitada a 13 mil garrafas, o Nini Salton possui coloração roxa intensa e viva e aromas de especiarias, frutas roxas, chocolate, baunilha, nozes, balsâmico, eucalipto, folhas secas, nota de tostado na boca e muito corpo. A excelente acidez e os taninos maduros harmonizam com carnes vermelhas, massas à bolonhesa, carnes condimentadas e caças.
Os três vinhos anteriores continuam no mercado e são muito bons:
Antonio Domenico Salton, o desbravador, é o primeiro espumante da série, homenageia o imigrante italiano que deixou sua terra natal, no Vêneto, e veio para o Rio Grande do Sul em busca da realização d sonhos, em 1878. Em 1884, fundou uma casa de pasto para atender viajantes, além de elaborar vinho de forma artesanal. Antonio foi o pioneiro da história da vinícola, empresa criada por seus filhos, em 1910.
Paulo Salton, o empreendedor, é o segundo produto da série, vinho tinto em homenagem ao homem de personalidade forte e grande comerciante, que assumiu a  Casa de Pasto do pai e prosperou os negócios da família. Em 1910, Paulo empreendeu e registrou o estabelecimento como Paulo Salton Armazéns Gerais, datando, assim, o início da história da vinícola.
José Bepi Salton, o visionário, é o terceiro produto da série, em homenagem a Bepi, como era conhecido o homem que assumiu os negócios da família em 1943, dando andamento e prosperando o legado que recebera do irmão Paulo. Visionário, teve a sensibilidade de perceber em São Paulo uma grande oportunidade e, em 1948, fundou a unidade na capital paulista.
Hoje, a vinícola Salton, em Tuiuty, distrito de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, é reconhecida como uma das principais do País. Sua inidade em Bento Gonçalves é referência na produção de spumantes e frisantes e responsável por alguns dos vinhos mis premiados do País. Em Santana do Livramento (RS), terra natal deste bloguista, tem uma unidade que recebe as uvas oriundas dos 635 hectares dedicados à agricultura de ponta implantada na região da Campanha. A outra unidades está em Jarinu (SP), uma planta piloto para desenvolvimento de novos produtos e aplicação de novas tecnologias – projeto que contempla a elaboração de produtos na categoria “hard e soft drinks”.

Nas grandiosas e magníficas intslações de Tuiuty, a companhia recebe milhares de turistas por ano. Neste ano, são esperados mais de 75 mil visitantes, que acompanham a produção dos vinhos, participam de degustações e de eventos gastronômicos.

domingo, 6 de setembro de 2015

Mensagens


 Carrau

Caro Ucha,Parabens pelo Novo Blog  e tomara que antes do fim do mês nós encontremos na Fronteira da Paz em o homenagem que será feito Segunda dia 28 pra o Amigo. Tou tentando estar lá pra cumprimentar e receber a você na sua terra.  
Grande abraço desde Montevidéu na Vinícola do Sul.
Javier Carrau
Bodegas Carrau 
Uruguay e Brasil 

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Lançamento do livro As melhores receitas da Confraria do Cordeiro no Uruguai





As melhores receitas da Confraia do Cordeiro já está em segunda edição
Reprodução JN

Fabiana Aguinsky manda dizer, lá de Rivera (Uruguaia), que está tudo acertado para o jantar com carne de cordeiro, dia 28 de setembro, quando faremos mais uma apresentação do livro As melhores receitas da Confraria do Cordeiro, de autoria deste blogueiro. O Claudino Loro, da Cabanha Santa Orfila, que acaba de ter um de seus carneiro Texel premiado na 38ª Expointer, em Esteio (RS), confirmou que vai entrar com os cordeiros e o Javier Carrau mandou e-mail, de Montevideu, informando que entrará com os grandes vinhos Carrau. O jantar, com apoio do jornalista Duda Pinto de A Platéia, será na Parrillada Gardel. Espero que meus conterrâneos de Livramento compareçam.


O livro As melhores receitas d Confraria do Cordeiro, o terceiro que publiquei sobre carne de cordeiro, contém algumas receitas preparadas e apresentadas pela Confraria do Cordeiro, entidade que fundamos, em 1999, para divulgação da carne de cordeiro, num momento em que o setor da ovinocultura está voltando a crescer no Rio Grande do Sul e no Brasil. Comia-se pouca carne de cordeiro e, em algumas regiões, nem a se conhcia, ou, então, confundia-se com carne de cabrito. A partir dos trabalhos da confraria, o produto se tornou mais conhecido, foram elaborados novos cortes, os grandes frigoríficos se interessaram e hoje é um sucesso. Era difícil encontrar crane de carne de cordeiro em restaurantes. Hoje, quase não há restaurante que não a ofereça. Até brinco com os demais confrades: acamos fazendo um ótimo trabalho para a ovinocultura e os produtores, que conquistaram novos mercados, e um péssimo para nós, consumidores, pois, lembro bem, naqueles anos, no Rio Grande do Sul, a carne de cordeiro custava, nos mercados e açougues, em torno de R$ 4,50 o quilo. Hoje, não se encontra carne de cordeiro por menos de R$ 18,00 o quilo, no Sul, porque em São Paulo e centro do país ultrapassa os R$ 50,00!

O produtor também saiu ganhando. A carne ovina, que sempre foi vendida, nas fazendas, por preços inferiores à bovina, hoje ultrapassou a carne de gado. O preço do boi vivo anda em torno de R$ 4,95, no RS, enquanto o do cordeiro já chegou a R$ 6,00, e, em São Paulo, a R$ 8,00.

Belo jantar com carne de cordeiro e bons vinhos

                        Gilmar Tietböhl, superintendente do Senar-RS, e Derly Fialho, do Sebrae-RS
     Marcos Livi, chefe de cozinha
Infelizmente, não consegui participar, porque havia outros compromissos a cumprir naquela noite da 38ª Expointer, em Esteio (RS), mas sou que foi muito bom o coquetel-jantar preparado pelo chefe de cozinha gaúcho Marcos Livi para o Sebrae-RS e o Senar-RS. Quem foi diz que perdi grandes delícias.
O chef de cozinha nascido em São Francisco de Paula e morador de São Paulo há 23 anos Marcos Livi veio à Expointer mostrar seu talento como cozinheiro internacional. Proprietário dos restaurantes Quintana e Veríssimo na capital Paulista, Livi assinou o cardápio de pratos que tiveram a carne de cordeiro como a grande atração. O evento denominado Sobre Cordeiros e Vinhos ocorreu na noite  de 31 de agosto, e foi promovido pelo programa Juntos para Competir, uma iniciativa desenvolvida por Farsul, Senar-RS e SEBRAE/RS.
Os convidados que lotaram o estande do Juntos para Competir na feira, também puderam degustar vinhos selecionados e produzidos por empresas atendidas pelo programa. O superintendente do Senar-RS, Gilmar Tietböhl, na ocasião representando o presidente do Sistema Farsul e do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae/RS, Carlos Sperotto, ressaltou a importância de estimular o consumo da carne de cordeiro. “Eventos como este contribuem para desmistificar alguns conceitos a respeito da carne deste animal. Por isso estamos todos reunidos”.

Para o diretor-superintendente do Sebrae/RS, Derly Fialho, que, certamente, recordou os bons cordeiros que preparou lá no Rincão dos Fialhos, em Rosário do Sul, qualquer produto ou serviço só tem realmente valor se o consumidor final atestar a qualidade e a forma como ele foi feito. “Por isso vamos intensificar nossa atuação para qualificar, ainda mais, as cadeias produtivas. E consumidores mais exigentes tornam as cadeias mais competitivas e competentes”, acrescentou. O coordenador estadual de Pecuária de Corte do Sebrae/RS, Roberto Grecellé, disse que o momento foi de celebração, pois reuniu inúmeros parceiros que ajudam a alavancar a ovinocultura gaúcha. O presidente Sperotto chegou para encerrar o evento, bem como o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e conselheiro do SEBRAE/RS, Fábio Branco.

Degustação de vinhos do Alentejo no Rio, São Paulo e Curitiba


 Nos dias 8, 10 e 14 de setembro, vinícolas da região do Alentejo, em Portugal, estarão mostrando seus vinhos no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. As degustação sesão comentadas:

Lançamento do Espumante Angus na Expointer


                                 Espumante Angus Brut
                                 Foto Carolina Jardine


A jornalista Carolina Jardine desdobrou-se em várias para atender os clientes de sua assessoria de imprensa na Exponter 2015, em Esteio (RS), entre eles a Associação Brasileira de Cridores de Angus e a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Árabe. Na Angus, promoveu, inclusive, o lançamento do primeiro espumante Angus do Brasil. Depois do sucesso do vinho Tannat lançado pela Estância do Vinho Guatambu com a marca Angus, agora é a vez do espumante. A iguaria Extra Brut foi apresentada oficialmente pelo presidente da associação, José Roberto Pires Weber, durante coquetel de entrega de prêmios aos grandes campeões de argola da exposição, quarta-feira (2/9), às 18h, no estande da raça no Parque de Exposições Assis Brasil. Uma curiosidade: a vinícola Guatambu, em Dom Pedrito, é propriedade de Valter José Pötter, um dos maiores criadores de bovinos Hereford e Brangus, grandes concorrentes do Angus e do Brangus.  A Jardine Agência de Comunicação - www.jardinecomunicacao.com.br -  funciona à rua dos Andradas, 1464/ 113 - Centro Histórico – POA, (51) 3224-0104 / 9911-1342.