domingo, 9 de junho de 2013

03- Guatambu, uma vinícola com base na sustentabilidade



                               Uma vinícola sobre a coxilha, no meio da Pampa
                                                   Foto DU/JN

Fomos recebidos na vinícola pelo Valter José, ainda coordenando os últimos retoques junto aos operários, e pela filha Gabriela, que nos acompanharia na visita às instalações, junto com os enólogos Alejandro Cardozo e Javier González, ambos uruguaios. Depois de visitar o varejo de vinhos e produtos típicos, que já está funcionando, e o mirador, de se tem uma vista sobre os campos, os animais e as áreas destinadas à agricultura, estivemos na área industrial, onde se prepara o vinho, nos grandes tanques de aço inoxidável, nas barricas de carvalho e na caves onde eles descansam. O sistema de produção de espumante é o champenoise, no qual as garrafas precisam ficar com o bico para baixo, para o depósito das impurezas, que, depois, serão retiradas no “degourgement”.
Passamos por dois jardins internos. Um deles, tropical, com vegetação típica do Brasil quente; outro, no velho estilo do campo gaúcho, reproduzindo uma tapera, local abandonado, no qual cresceram os arbustos naturais da Campanha gaúcha e com as pedras características do solo da Pampa, escavadas do próprio local onde foi construída a cantina, sobre uma coxilha. O paisagismo e a consultoria ambiental foram feitos pela Associação Face Nativa Soluções Ambientais. Todo o processo da vinícola foi montado em cima de sustentabilidade, com aproveitamento da água da chuva, das águas naturais recolhidas do campo, com uso de energia solar através de painéis fotovoltaicos.

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