segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

02 – Caranguejos e bons vinhos no Joe´s

 Começamos a turn~e enogastronômica com camarões gigantes
                               Patas de caranguejos no Joe´s
                                E bons vinhos Walt, Hall...
                                         e Mumm
                                          do Napa Valley

Chegamos em Miami e fomos direto para o apartamento de seis quartos de Luiz Eduardo Batalha,  no nono andar de um prédio da avenida Brickel com vista para o mar. Comemoramos a chegada bebendo champanha Veuve Clicquot e Mumm Napa Brut Rosé, Ellie´s Hall 2011 Cabernet Sauvignon e Eighteen Seventh Three 2011 Cabernet Sauvignon, para ter um primeiro contato com os vinhos de Napa Valley. Depois, fomos comer patas de caranguejo gigante no Joe´s, acompanhados por Jack´s Masterpiece Hall 2011 Cabernet Sauvignon, T Bart Ranch Alexander Valley Hall 2013 Sauvignon Blanc e Walt Chardonnay 2012 Dutton Ranch, do Russian River Valley. Os preços destes vinhos oscilam entre US$ 35,00 e US$ 50,00, mais 7% de imposto (nos Estados Unidos, o imposto é acrescentado ao preço do produto, na nota, ao contrário do Brasil, onde é escondido dentro do preço final. Por isso, sempre há + 7% ou mais em toda nota). Cada prato com 5 patas de caranguejo custa US$ 100,00.
O café da manhã do dia 14 teve Freixenet Cordon Negro Brut e Imperial Moët Chandon. A primeira ao preço de US$ 8,99 + 7% e, a segunda, por US$ 36,79 + 7%.
O enólogo Rossano Lazzaroto, que já possui uma vinícola, em parceria com Carlos Eduardo Garcia Seronni, também parceiro de Batalha no projeto de vinhos da Guarda Velha, explicou o novo projeto, em desenvolvimento numa área de 78 hectares. Dez hectares já estão com parreirais, outros começam a ser preparados, visando a produção de vinhos tintos diferenciados, suco de uva integral e frutas sofisticadas, como pistache e amêndoas. Na primeira fase, serão colhidas 100 mil toneladas de uvas e o primeiro vinho, da segunda safra, chegará ao mercado em 2015.

Depois de um passeio pelos shoppings Coast, Sport Autority e Dolphin, voltamos ao vinho. Foi a vez de um Brunello di Montalcino Le Bruciate 2008 e de um Mer Soleil Silver Chardonnay 2012, elaborado em Monterrey, na Califórnia.

03 – Corto Olive Company


 Áreas de oliveiras continuam em expansão









Vários azeites do Corto Olive Company






 Dino Cortopassi  vem de uma família há muitos anos dedicada à produção de azeites
 As últimas azeitonas da safra 2014 entrando na esmagadora






O fundador da empresa, em 1928


 Mudas novas no olival em formação


 A colheita mecânica impressionou os gaúchos

O verdadeiro objetivo da viagem começou a ser cumprido, dia 17 de novembro, com a chegada a Sacramento (CA) e  ao Napa Valley. A primeira visita foi à Corto Olive Company, recebido pelo próprio dono, Dino Cortopassi, que não só mostrou o olival, como os equipamentos, as máquinas e possibilitou uma degustação do seus azeites. Com 1.500 hectares de área plantada, a Corto Olive produz 3 milhões de litros de azeite/ano. Tem 4 linhas de esmagamento de azeitonas, que processam 7 mil quilos/hora cada uma. Empresa familiar, a Corto totaliza quase 5 mil hectares, onde também planta amêndoas, pistache, e, principalmente, tomates. É a maior empresa do mundo de molho de tomate fresco.
Cortopassi começou a plantar oliveiras há 10 anos e não se arrepende. O negócio vai muito bem e as perspectivas de futuro são ótimas. Os Estados Unidos, que consomem 9% do azeite produzido no mundo, produz apenas 3% das 350 mil toneladas que consome. O norte-americano já consome 1 litro de azeite per capita e a demanda continua aumentando. A produção nacional é de 5 mil t/ano para o consumo anual de 350 mil/t.
A terra é boa – em torno de US$ 29 mil o hectare – e possibilita extrair 2 mil litros de azeite por hectare. Empresa familiar, fundada em 1928, a Corto considera a qualidade dos seus produtos o aspecto mais importante do negócio. O segredo, no caso do azeite, é o tempo entre colher a azeitona e processá-la. A colheita dura 40 dias e neste período é que as máquinas de esmagamento funcionam. O restante do tempo é dedicado à limpeza do equipamento.
A Europa – Espanha (40%), Itália, Portugal e Grécia – é a principal fornecedora de azeite para o mundo, mas Cortopassi vê um grande futuro para quem se dedicar à olivicultura no Novo Mundo. Estão entrando firme no mercado os Estados Unidos, a Argentina, o Chile e o Brasil – este ainda tem uma produção insignificante, que nem aparece nas estatísticas mundiais, mas o crescimento do setor vem sendo de 20% ao ano, principalmente em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. No sul, já há mais de 1500 hectares plantados com oliveiras em vários municípios, desde Caçapava do Sul, Cachoeira e Lavras até a Campanha e a Serra do Sudeste.
A degustação na Corto constou de provas das variedades Koroneiki e Arbequina. O primeiro mostrou-se muito fresco, interessante, aroma de relva recém cortada, frutado, toques de maçã verde, picância e leve amargor. O de Arbequina mostrou menos aroma e mais picância, sabor de banana, alcachofra e tomate, atributos equilibrados.

A visita foi acompanhada pelo professor Paul Vossen, da Universidade de Davis, na Califórnia, considerado um dos maiores especialistas norte-americanos em oliveiras, azeitonas e azeites, catador (degustador) de fama internacional. Ele explicou, por exemplo, que a cor não significa qualidade, como pensam alguns brasileiros. Depende do tempo de maturação das azeitonas.

04 – Jantar com Darrel Corti





                               Darrel no seu supermercado em Sacramento
 Darrel Corti mostrando um exemplar raro de sua coleção de vinhos
                             





Bouillabaisse estava maravilhosa


                                                   Bom vinho da Harbor
                                         




















  Exquisite Whiskey da Corti Brothers


Um encontro inesquecível foi com o supermercadista e gourmand Darrel Corti, do Corti Brothers, especialista em alimentos e bebidas, que tanto fala sobre chá chinês, vinagre espanhol, vinho da Ásia Central, massas italianas, vinhos e uisques, quanto de qualquer tema gastronômico. Primeiro, estivemos no seu único supermercado, em Sacramento, com os produtos mais sofisticados de todo o mundo e uma coleção de vinhos fabulosa. Depois, jantamos com ele. Estivemos em tanto restaurantes, que me confundo um pouco,  mas Cho que foi no The Waterboy, de Rick Mahan. Começamos com degustação de azeites, inclusive as duas primeiras variedades lançadas pela Guarda Velha, a suave e a intensa; e um Arbequina 2013, levado por Corti.

Comi uma Bouillabaisse, a tradicional sopa francesa, com peixes brancos sortidos e frutos do mar, acompanhada por Andis Amador County 2012, um Semillon, elaborado por Bill Wiliam Wineyard, seguido de um italiano Torre Bianca Biológico 2013. Todos excelentes. Os tintos também não fizeram feio: Torley 2013 Lodi Cinsant, da Bechtold Wineyards, muito assemelhado a um Sangiovese com Pinot Noir; Cabernet Sauvignon St. Andrews 2010. Ainda bebemos Amador Counti 1986, um vinho com 28 anos de garrafa, e  o Mision Del Sol 2009.

05 – Bandolio Califórnia Extra Virgin Olive Oil


Com a proximidade do inverno, as árvores ficam lindas na California

Outra visita importante foi na Bondolio Extra-Virgin California Olive Oil, que já ganhou o prêmio de melhor azeite do mundo, em 2013 e 2014, outorgado pela New York Oleícula International Competitions. Provamos um Arbequina 2013, que se mostrou de aroma agradável, picante, equilibrado, muito verde, aromas de fruta verde, grama, frutas exóticas, citrus, maçã, banana e notas de ervas. O preço da garrafinha de 250 ml é de US$ 18,00 + 7% e a de 500 ml, US$ 30,00 + 7%.
Propriedade de Karen Bond, a Bondolio se assemelha ao projeto da Guarda Velha, em Pinheiro Machado, porque também extrái azeite para produtores da vizinhança. Cada cliente recebe moagem personalizada, de acordo com as azeitonas que entregou. Montada para produzir azeite orgânico, a propriedade tem baixa produtividade, exatamente para atender os requisitos dos que procuram alimentos sem qualquer produto químico, desde o plantio até a industrialização. Como busca qualidade total e desperdício zero, a Bondolio apresenta-se como a única indústria de azeite  nos Estados Unidos totalmente favorável ao meio ambiente.




Além das azeitonas próprias, a Bondolio esmaga os frutos de vizinhos-parceiros.

06 – California Olive Ranch















 Máquina é que não falta para os 4.400 hectares do Califórnia Olive Ranch
                                Gilson, Paul, Bob, Mauro e Batalha

                   z Eduardo Batalha com o azeite do California Olive Ranch








Bob Singletary recebeu-nos com simpatia e bom humor

Bob Singletary recebeu-nos no California Olive Ranch, em Chico (CA), e mostrou como extrai 7,8 milhões de litros/ano de azeite de uma propriedade que totaliza 4.400 hectares plantados com oliveiras, uvas e outras frutas. Seu olival tem 60% da variedade Arbequina, 30% da Arbesana e o restante são de outras 12 variedades em teste. Confirmou que as máquinas esmagadoras trabalham 24 horas por dia, durante 40 dias, e não podem parar, senão cai a qualidade da azeitona e do azeite. Ele tem 1.600 árvores por hectare. O azeite é armazenado, antes do engarrafamento, em tanques de aço inoxidável com até 650 mil litros, com mais de 20 metros de altura.

Bob começou em 2008, quando comprou o hectare de terra a US$ 4 mil. Hoje, não se encontram na mesma região áreas por menos de U$ 40 mil/há. O desenvolvimento da fruticultura, do vinho e do azeite levou à valorização das terras, fenômeno que está começando a acontecer na Campanha gaúcha, na Serra do Sudeste e em Pinheiro Machado, onde a viticultura e a olericultura estão mudando o cenário dos campos. O investimento do California Olive Ranch é de US$ 7 milhões.

07 – Erick Nielsen Ent., Inc.










                 A comitiva no olival  da ENE com Hilary Porter

O filho, à esquerda, e o pai, à direita, mostraram os olivais e as máquins que constroem para uso nos pomares

Na ENE, em Orland (CA), conhecemos uma família especializada no agronegócio, fabricante de equipamentos para olivais, vinhedos e pomares de pistache, cerejas e amêndoas, bem no interesse de Luiz Eduardo Batalha, que também quer produzir tais especialidades no terroir de Pinheiro Machado. Hilary Porter, que nos recebeu, informou que a oliveira é uma árvore caprichosa, que depende bastante das variações climáticas. Neste ano de 2014, ele colheu 40 t/há, mas, em 2013, apenas 7 t/há, de árvores com 16 anos de idade. O ideal economicamente, segundo Porter, é que cada planta produza 130 quilos de azeitonas.

O pessoal ficou impressionado com a variedade de máquinas, fabricadas pela ENE, para poda e colheita. Fundada em 1972, “nó projetamos e fabricamos nossos equipamentos para pomar, com qualidade e eficiência”, garantiu Porter. Almoçamos com ele e seu filho, que ofereceram uma interessante degustação de azeites.

08 – Gold Run Catile & Orchards







A máquina segura a árvore e sacode para as azeitonas cairem
                    Irv Leen vende as azeitonas para a indústria




 Azeitonas são recolhidas por empregados mexicanos

                     Batakla confere a qualidade dos frutos
A terceira visita daquele dia foi à propriedade Gold Run Catile & Orchards, de Irv e Aleta Leen, em Oroville (CA), que deu uma fantástica demonstração de colheita de azeitonas pelo método que usa uma grande máquina que segura a árvore pelo tronco e a sacode, até caírem a maioria das frutas, recolhidas num imenso lençol de plástico e levadas para o Bin, uma caixa que acomoda 550 quilos da fruta. Um empregado vem atrás da máquina, derrubando com um bastão de alumínio as azeitonas que ficaram na árvore.

A propriedade, de 40 hectares, dedica-se às oliveiras desde 1916. Há árvores novas, mas também algumas com 98 anos de idade, frutificando com vigor. Irv não industrializa. Vende as azeitonas para a indústria por US$ 600 a tonelada, variando de acordo com a qualidade e o mercado.

09 – Butte View Olive Company



 Lewis Johnson, um californiano típico e seus cachorros

                                 Johnson mostra os equipamentos para Batalha e Vossen
                             As cores do outno no Napa Valley
·         Depois de conhecer os grandes e médios produtores de azeitonas e azeites, Paul Vossen nos levou a um pequeno e tradicional produtor, Lewis Johnson, da Butte View Olive Company, dono de uma área de 100 hectares, na qual planta oliveiras e frutas e cria ovelhas. Também em Oroville (CA) o olival ocupa 60 há e os principais produtos são Bertoli Olive Oil e Bariani Olive Oil.
A empresa é de 1932, mas ele a comprou em 1962.
Johnson é o clássico californiano, semelhante àqueles que se vê nos filmes de cowboy, com um enorme bigodão e chapéu enterrado na cabeça. A seus pés, três cães quase não deixam a gente conversar. No lagar, totalmente aberto, sem muita preocupação com cuidados de higiene e esterelização como nas grandes indústrias, ele nos oferece degustação de seus azeites, que ele considera “o sol da Califórnia em uma garrafa”. Puros, leves e delicados, cada um dos azeites artesanais tem aromas maravilhosos. Seus empregados variam de 1 a 4, conforme a época da colheita e a limpeza das máquinas. Tem uma receita que oscila entre US$1,500,000 e US$ 1,750,000.



10 – Napa Stile Bottega

                                           Marco e Mauro, Serenni e Batalha no Bottega
                                           Rossano, Anderson e Gilson
                                          Muito bom o Chardonnay Carreros da Rombauer
                                          O meu prato com cordeiro
                                           O Cabernet Sauvignon dos 40 anos da Caymos


 O jantar foi no restaurante Napa Stile Bottega, onde me lembrei do Blog Cordeiro e Vinho, e pedi um prato com cordeiro, Carré d´Agnello, que me custou US$ 36,00 + 7%. Antes, comemos calamares fritos, a US$ 13,00 + 7% o prato. Os pratos foram preparados sob os cuidados do chef de cuisine Brian Bistrong.

O vinho começou com um branco Chardonnay Carneros Vintage 2013, da Rombauer Wineyards, com 14,6% de álcool. Depois, desfilaram pela mesa o comemorativo dos 40 anos da Caymos Wineyards 1972 Aniversary 2012 Cabernet Sauvignon, o Jackie Larkin Cabernet Sauvignon 2004, o Dariu´s Cabernet Sauvignon 2007 e o Ruth Erford Cabernet Sauvignon 2004, da Frank Family Wineyards. Os vinhos estavam bons, mas o serviço foi meio atrapalhado. Éramos oito, vieram todo os pratos, menos dois mais simples – Spaghetti à Sofia Loren – e o café foi servido antes da sobremesa.

11 – McEvoy, em Petaluma

                                Azeites e outros produtos da McEvoy
                                           Deborah Rogers falou sobre a produção de azeite
                                          Os vinhos tintos Pinot Noir e Cabernet Sauvignon
                                         E os rosés  Rosebud de Nana McEvoy

Da cidade de nosso consultor e guia Paul Vossen, Santa Rosa (CA), fomos para Petaluma (CA), visitar  o McEvoy Ranch, produtor de azeites e de vinhos, nestes últimos destacando-se o Pinot Noir; naqueles o Organic Extra Virgin Olive Oil. O empreendimento foi iniciado por uma jornalista do San Francisco Chronicle em 220 hectares, 32 dos quais plantados com oliveiras. Já foi considerado o melhor produtor de azeite de qualidade da Califórnia. Produz de forma orgânica, sem utilização de qualquer produto químico no olival ou nos vinhedos. A dona, Nana McEvoy, está com 94 anos de idade.
A propriedade produziu 180 toneladas em 2013, em torno de 7 t/há, considerado pouco rendimento pelos especialistas, mas isso se deve ao não-uso de defensivos e outros químicos no pomar, segundo Barbarah Rogers, que nos recepcionou. O fertilizante é todo orgânico.
A enóloga da casa, Margaret, nos ofereceu a degustação de três vinhos; um 100% Pinot Noir 2011 The Evening Standard, um rose Rosebud e um Cabernet Sauvignon Red Piano que passou 18 meses em barril de carvalho americano de 500 litros, um vinho de estilo mais europeu do que californiano, bem gastronômico.

A preocupação com a adubação orgânica é tão grande que a pasta de azeitona que permanece após a extração do azeite é misturado com estrume animal, inclusive de galinhas, e vegetal para compostagem e uso nos pomares e nos jardins. Os resíduos líquidos, ou água de azeitona, é utilizado para manter a umidade do composto. As ovelhas pastam entre as oliveiras, facilitando a ciclagem de nutrientes e desenvolvimento da fertilidade do solo. Batalha se interessou por este aspecto, pois, na Guarda Velha, também as ovelhas pastam o azevém do olival. Um gerador eólico de energia elétrica fornece 225 KW para a propriedade. Tem 97 metros de altura e pás com 40 metros de comprimento.

12 – Loja Amphora, em Lafayatte


Também há balsâmicos de todo o mundo

Nate Bradley da Loja de Azeites Anphora, em Lafayatte

Para ter uma melhor noção do interesse dos consumidores pelos azeites, Paul levou-nos à loja de azeites Amphora, em Lafayatte, onde fomos recebidos por Nate Bradley, que explicou que se trata de uma rede de lojas, existentes por todo o País, que compra azeite a granel, de todo o mundo, desde que tenha qualidade, e vendem também a granel. As pessoas vão à loja, provam os azeites, disponíveis em pequenos tanques de aço inoxidável, e enchem as garrafas com os que mais gostaram. A garrafinha de 200 ml custa US% 7,00 + 7%; a de 375 ml, US$ 12,00 + 7% e a de 750 ml US$ 18,00 + 7%. De vacordo com Nate, o preço do azeite varia muito no mundo todo e de acordo com a época. Neste momento, em Jaen, na Espanha, custa 3 Euros o litro e, no sul da Itália, entre 4 E e 5 E.

13 – Round Pond Olivei, em Rutherford

  

Gilson, Anderson, Vossen e Batalha na farta mesa da Round Pond Estate
                                A mesa com vários azeites para degustação
                  Io Erin coordengou a degustação 

Depois de almoçarmos num restaurante Burger King, em Pleasent Hill, numa homenagem ao nosso anfitrião Luiz Eduardo Batalha, que trouxe esta grande rede para o Brasil e, este ano, vendeu sua participação, mas ficou como sócio do fundo dono da rede mundial, fomos  para Ruhterford, conhecer a Round Pond. É interessante informar que o cheese burger com carne de gado Angus custou US$ 8,19 + 8,50% de imposto e o refrigerante é de graça.
A Round Pond Estate importou suas oliveiras da região do Mediterrâneo, na Europa, e elas se adaptaram muito bem na Califórnia.As azeitonas são colhidas à mão e esmagadas em modernos moinhos de pedra com tecnologia state-of-the-art. O engarrafamento é feito sob demanda, o que garante que cada azeite é entregue ao cliente no auge do frescor, segundo Chris Pedimonte, que nos recebeu com muita simpatia, mostrou os olivais e fez degustação de alguns azeites gourmets.
Foi a mais bela mesa que nos foi oferecida em toda a viagem. Chris, em companhia da especialista em azeites Io Erin, colocou vários azeites sobre a mesa, acompanhados por pães, folhas verdes, frutas, queijos, couve flor e frango assado em tiras, para teste de gosto com cada tipo de comida.
O primeiro, mostrou-se muito frutado, amargo, picante. O segundo, foi de azeitona Frantoio, feito naquele dia, com olor de madeira, muito picante, herbáceo, com especiarias. O terceiro, uma solicitação do consumidor norte-americano, com uma espécie de limão (cruzamento de mandarina com limão galego), de aroma fantástico, muito fresco, muito limpo, um pouco picante, o Meyer Lemonn. O quarto, elaborado com o que os americanos chamam laranja-de-sangue - Round Pond Blood Orange Olive Oil – amanteigado, exuberante e cheio de aromáticos vibrantes - perfeito para molhos e marinadas.  O quinto, um azeite fresco, recém elaborado, com lemon pepper; o sexto, um com a erva basílico e, finalmente, um com alho. Durante a degustação, às 16h35min, chegou a proprietária, a Sra. MacDonnell,  que nos desejou boa estada na Califórnia.

A Round Pond também produz vinhos, especialmente tintos varietais Cabernet Sauvignon, mas Io Erin nos deu provas, também, de Nebbiolo, Petit Verdot e Merlot. O Cabernet Sauvignon Rutheford é muito interessante, segundo ela um vinho que procurou ser elaborado para representar o melhor da uva Cabernet Sauvignon do Napa Valley. Só em vinhedos são 357 hectares. Os olivais, plantados em 1998,  com oliveiras da Espanha e da Itália,ocupam 12 hectares, com um total de 2.200 árvores. Como a cultura já existia na área, foram preservadas árvores que tem mais de 100 anos e frutificam normalmente.

14 – As vinícolas na próxima edição




Até aqui, dia 17 de novembro, visitamos produtores de azeites e de vinhos, mas voltados, especificamente, para conhecer as oliveiras e a produção de azeites, azeitonas e sub-produtos. Dia 18, começamos as visitas às vinícolas, mas preocupados em conhecer a qualidade dos vinhos e os métodos de comercialização. Este será o tema da próxima edição do Blog Cordeiro e Vinho.