terça-feira, 6 de maio de 2014

Mensagens


Vinho com antibiótico

 Caro Sr. Ucha,

Gostaria de saber a sua opinião sobre os vinhos da Serra estarem contaminados com antibióticos. Afinal, o senhor é expert no assunto...
Nevile - nevile.przy@gmail.com> escreveu:
Resposta – Nevile, ainda estou meio porfora porque estava em Ribeirão Preto, participando da Agrishow, mas vou me informar e publicarei alguma coisa no Blog.
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De vinhos e vinhos


Estive em São Paulo, na semana passada, e jantei no apartamento da Maria Cristina e do João Carlos Botezzeli, o Pelão, no bairro de Perdizes. Aproveitamos para rememorar bons momentos em que estivemos juntos, no passado, em eventos musicais e culturais, inclusive nos festivais de música nativista do Rio Grande do Sul. O Pelão fez questão de servir um Vin de Bordeaux – Château Jean de Bertrand 2010, Appellation D´Origine Protegée, que caiu muito bem com os queijos e presuntos da ceia.
Por falar em vinho, andei lá por Brodowski, a terra de Portinari, me hospedando num mosteiro, para acompanhar a 21ª Agrishow, que aconteceu ali perto, numa fazenda em Ribeirão Preto, e reencontrei meu amigo Nairo Alméri, jornalista gaúcho, criado no Rio de Janeiro, mas hoje residente em Belo Horizonte. Determinada noite, Nairo inventou de beber um vinho e teve que sair pela noite brodowskiana para encontrar um, um Santa Helena, e achou caro cobrarem-lhe R$ 30,00 pela garrafa. Disse que, em BH, custa a metade.


Vinho comum contaminado com antibiótico

Instigado pelo Olyr Corrêa, lá do Rio, o Pelão me azucrinou com a história das vinícolas gaúchas de vinhos de mesa que colocaram antibiótico no seus vinhos. Não resta dúvida que é mais um estargo na imagem do nosso vinho, que rema contra a corrente, mas é preciso ficar bem claro que o assuntoainda está sendo examinado pelas autoridades e que se trata do chamado vinho de mesa, vinho comum, elaborado com uvas híbridas, de consumo popular. Mesmo assim, e até por isso, não deveria ter antibiótico nem coisa coisa alguma que não fosse derivado da uva. A punição deve ser exemplar se os produtores cometeram algo errado.
 Cleidi Pereira, do jornal ZH, escreveu que “O Ministério da Agricultura identificou a presença de antibióticos em vinhos de mesa produzidos no Rio Grande do Sul. As amostras foram coletadas no ano passado, em uma operação conjunta com a Secretaria da Agricultura (Seapa). Os rumores vinham preocupando a secretaria há mais tempo, segundo o gerente da Defesa Vegetal, José Cândido Motta. Mas a pasta não possui condições técnicas de comprovar o uso de substâncias como, principalmente, a natamicina — um tipo de conservantes cuja utilização é permitida na fabricação de queijos e embutidos.”
“As substâncias seriam utilizadas, segundo ele, em vinhos e espumantes suaves e em suco de uva, que contêm açúcar, fazendo com que as bactérias se proliferem com mais facilidade. O uso continuado pode criar resistência e venha a perder seu efeito quando necessário".Conforme apuração da Rádio Gaúcha, 13 indústrias vinícolas são investigadas por adulteração no vinho. Os processos por fraude no vinho estão sendo concluídos pelo Ministério da Agricultura e serão encaminhamento ao Ministério Público. Os nomes das empresas não foram divulgados.
O Ibravin, como emprese, desconhece "formalmente" o problema. Em nota, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) alegou desconhecer "formalmente esse tipo de problema", e destacou que cabe aos órgãos responsáveis "investigar, punir os responsáveis e orientar o setor a fim de não prejudicar a reputação da cadeia produtiva". A reputação do vinho gaúcho, que já enfrenta percalços, já foi atingida como mostram as reações do Olyr e do Pelão, certamente a mesma de muita gente pelo País afora. No Rio Grande do Sul, o setor produtivo da uva e do vinho envolve 15 mil propriedades vitícolas e 735 vinícolas com cadastro ativo. O problema é saber quando todos vão agir corretamente?

O Ibravin informou à Zero Hora ainda que o projeto para atualização tecnológica do Laboratório de Referência Enológica (Laren), que realiza as análises, foi pré-aprovado pelo Ministério do Planejamento e pelo Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). Orçado em R$ 5 milhões, a proposta está em fase final de avaliação para liberação dos recursos. 

Vinhos brasileiros nas cartas de mais de 400 restaurantes


                                         O bom vinho brasileiro nas mesas da boa gente
                                          Foto Gilmar Gomes/D/Ibravin

Já o vinho fino brasileiro vai bem. Até o dia 18, pelo menos, estará nas cartas de mais de 400 restaurantes brasileiros que participam do Festival Brasil Sabor. A parceria é Ibravin-Abrasel.
Desde o dia 1,  centenas de restaurantes que participam no 9º Festival Brasil Sabor servirão vinhos brasileiros. Uma parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) vai oportunizar a inserção dos produtos nos estabelecimentos que aderirem ao maior festival gastronômico do mundo. Até o momento, mais de 400 estabelecimentos fecharam  negócios com pelo menos uma das 54 vinícolas que manifestaram interesse em participar da ação.  O slogan do evento, que ocorre em 22 estados e no Distrito Federal é "O Brasil Inteiro Pedindo Mais Um" e faz alusão às refeições com apelo na culinária local e, nesta edição, aos vinhos elaborados no país.  
O gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, destaca que o Ibravin e a Abrasel têm intensificado as parcerias para aumentar a comercialização de vinhos brasileiros nos restaurantes. Bertolini enfatiza que o objetivo da ação é aumentar o volume de vendas no on trade. "O principal desafio é aproximar os brasileiros da cultura do vinho, além de ser uma excelente oportunidade para as vinícolas ampliarem mercado e aumentar o sortimento nas cartas dos bares e restaurantes às vésperas da Copa do Mundo", avalia. 
Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci Junior, o festival é uma grande vitrine para a gastronomia e para os vinhos brasileiros. "O Brasil Sabor valoriza o uso de ingredientes locais e tem como objetivo ser palco de memoráveis experiências para os consumidores reunidos em torno de uma boa refeição. Para os donos de restaurantes é a oportunidade de encantar os clientes habituais e atrair os novos. Todos saem ganhando", resume. 
Em três estados o festival terá datas alternativas à programação oficial. No Amazonas, o Brasil Sabor ocorre de 6 a 18 de maio, no Espírito Santo vai de 17 a 31 e no estado de Tocantins de 15 a 31 de maio. As seccionais da Abrasel do Distrito Federal e de Minas Gerais já confirmaram a prorrogação do Brasil Sabor até o final de maio.  
No Rio Grande do Sul, o Brasil Sabor acontece em estabelecimentos de Porto Alegre, Gramado e Canela com 29 bares, pubs e restaurantes engajados. Organizado pela regional da Abrasel no Estado, o festival desafia bares e restaurantes a prepararem pratos especiais, com valores promocionais. 
Os clientes que frequentarem os restaurantes participantes do Brasil Sabor este ano podem concorrer a cinco viagens com acompanhante para a Serra Gaúcha. A premiação é oferecida pelo Ibravin por meio do concurso Cultural "Beba com descontração - Ganhe Viagens para a Serra Gaúcha". A plataforma do concurso poderá ser acessada no site www.bebacomdescontracao.com.br. A campanha também será divulgada em 250 lojas e 19 redes de supermercados, até o dia 1º de julho.            
Os participantes deverão escrever uma frase que responda a pergunta: o que é para você beber com descontração os vinhos do Brasil? Após, deve selecionar uma foto de uma lista pré-determinada que ilustre a frase criada. Os melhores conjuntos de frase e foto serão avaliados ao final do concurso por uma comissão julgadora e as cinco vencedoras serão premiadas com viagens com acompanhante para a Serra Gaúcha, hospedagem, passeios turísticos, visitas a vinícolas e almoços e jantares harmonizados.       
Em algumas cidades o festival se estenderá até o dia 31 de maio. Consulte o site e verifique a data de realização em sua cidade. Informações: www.brasilsabor.com.br   Vinícolas brasileiras cadastradas para participar: 54. Empreendimentos com vinhos brasileiros nas cartas: 400, até o momento.


Chateau de Reignac

A Importadora Castel Studio rompeu seu contrato com a vinícola francesa e está fazendo oferta das últimas garrafas. Eis o bilhete de Jeronme: “Gostaria de informar que infelizmente, estamos encerando a nossa parceria com o Chateau de Reignac esse mes . Como voce sabe, a Castel Studio sempre tentou oferecer no Brasil o melhor custo beneficio possível . Infelizmente, o castelo nao ficou razoável nos valores pedidos e nao respeitou as obrigações contratual que tenhamos . Por essa razão, estamos hoje oferecendo as ultimas garrafas de nosso stock em Porto Alegre com os valores mais baixo possível :

Grand Vin de Reignac 2008, edição colector 2008, Animae ( alma em latino ), garrafas numeradas, 90 Robert Parker: Ate 6 garrafas : R$ 185,00 a garrafa; Entre 6 e 12 garrafas : 185R$; Entre 12 e 24 garrafas : 165R$. Balthus 2008,  ediçao colector 2008, Animae Grande Reserve ( alma em latino ), garrafas numeradas, o 100% merlot do castelo, 93 Robert Parker, R$ 490,00 a garrafa. Jerome - www.castelstudio.com

Herminio Ficagna assume a direção da Vinícola Aurora

O executivo Hermínio Ficagna, de 54 anos, assume a direção geral da Cooperativa Vinícola Aurora a partir desta terça-feira (29 de abril). Há 26 anos na empresa, Ficagna atuou na área jurídica e desenvolveu, nesses anos, larga experiência na administração e no assessoramento do quadro social da vinícola. Tem formação em Economia e Direito, com pós-graduação em Direito Processual Civil e em Direito Contemporâneo. É casado e tem dois filhos. Depois de 42 anos na Aurora, Alem Guerra deixa a empresa, nesse momento de plena expansão e de crescimento  contínuo da Vinícola no mercado.




Em prova os bons vinhos do Alentejo


Até o dia 10 de maio, em Évora, mais uma semana de provas dos vinhos regionais alentejanos, sob coordenação de Maria Teresa Chicau. Começará com o Alfaraz Branco Colheita Selecionada 2013 VRA, de Beja, elaborado com Antão Vaz e Verdelho, por Henrique José de La Puente Sancho Uva, na Herdade da Mingorra; seguindo do Alfaraz Tinto Colheita Selecionada 2012 VRA, com Trincadeira, Alfrocheiro, Alicante Bouschet e Touriga Nacional. Depois, Riso Branco Colheita Especial 2013, VRA, também de Beja, da Herdade Monte de Vau, com Alvarinho, Arinto e Antão Vaz, seguindo do isso Tinto Colheita Especial 2012, VRA, com  Touriga Nacional, Syrah, Aflrocheiro e Souzaão; ainda de Beja, mas da Sociedade Agrícola dos Pelados, o Monte dos Pelados Branco 2013, VRA, com Antão Vaz, Arinto e Verdelho, e o Monte dos Pelados Tinto 2012, com Trincadeira, Aragonez e Alicante Bouschet.
Como sempre, as provas ocorrem todos os dias, à praça Joaquim Antonio de Aguiar, 20-21, junto ao Teatro Garcia de Resende. Apartado 2146, em Évora. Telefones 266 746 498 / Fax – 266 746 602  /  Email - rota@vinhosdoalentejo.pt. A Maria Teresa Chicau recebe todo mundo com muita simpatia.



Miolo Wine Group e Viña Santa Rita firmam acordo de distribuição de vinhos



A Miolo Wine Group e a Viña Santa Rita firmaram acordo que prevê, a partir de hoje,  5/5, a comercialização dos vinhos Santa Rita pela Miolo e a distribuição dos vinhos Miolo no mercado internacional pela Viña Santa Rita.  O histórico de sinergia entre Miolo e Santa Rita já tem mais de três anos, quando uma das vinícolas do grupo chileno, a Viña Sur Andino, iniciou a elaboração do vinhos Costa Pacífico para a Miolo, que já é comercializado no Brasil. A Miolo, por sua vez, elabora o espumante Moscatel, sob a marca Terra Andina, na Vinícola Ouro Verde, no Vale do São Francisco – BA, para a distribuição da Santa Rita no mercado internacional. 
“Já havia uma sinergia e uma identificação entre os dois grupos em função da filosofia de trabalho das empresas Miolo e Santa Rita. O que fizemos foi estreitar nossos laços para que tenhamos maior representatividade no mercado internacional,  ao mesmo tempo em que aumentamos nosso portfólio” afirma Adriano Miolo, diretor superintendente do Grupo Miolo. 
Os vinhos chilenos são os mais consumidos, na categoria importado, no mercado brasileiro. Para atender a essa demanda, a Miolo Wine Group passará a oferecer um portfólio mais completo e em diversas faixas de preço, desde R$ 25 na linha Costa Pacífico, até cerca de R$ 400 com o ícone, Casa Real. Farão parte do novo portfólio da Miolo: na categoria premium, as linhas 120 e Santa Rita Reserva; na categoria super premium, o Medalla Real; na categoria ultra premium, o Santa Rita Triple C e o Pehuén, além do ícone, Casa Real. 
“Estamos muito satisfeitos com a parceria entre Santa Rita e Miolo, porque acreditamos no potencial do mercado brasileiro e no trabalho desenvolvido pela Miolo no segmento de vinhos”, afirma Andrés Lavados, diretor de exportação da Santa Rita. A Vinícola Santa Rita é a maior vinícola chilena em participação de mercado no Chile e uma das principais exportadoras de vinhos super premium. Está presente em 75 países nos cinco continentes e no mercado brasileiro há mais de 20 anos.

Até o francês aderiu ao vinho em lata



Até os franceses, meio metidos à besta em se tratando de vinhos, aderiram ao vinho em lata. Outro cheio de mania em termos de vinhos, o Olyr Corrêa, é que me manda o texto de Martine Breson, da France Bleu 107.1 :
“Du vin en canettes bientôt dans les supermarchés franciliens
Lundi 28 avril 2014 à 05h00
C’est un nouveau concept. La société Winestar l’a présenté au salon Vinexpo en 2013. Ces canettes de vin, qui correspondent à un verre de vin, se trouvent déjà dans des épiceries fines et chez des cavistes. Très prochainement les canettes de vin vont être commercialisées dans les grandes surfaces.
Cédric Segal, le fondateur de cette société située à Malakoff (Hauts-de-Seine) estime que son produit correspond à une nouvelle  demande des consommateurs. Avec ces canettes, il permet, à ceux qui ne veulent boire qu’un seul verre de vin, de ne pas acheter une bouteille entière. Avec ces canettes à 2,50 euros pièce, on peut aussi boire plus facilement plusieurs verres de vins différents.
Winestar affirme que le revêtement intérieur des canettes permet une bonne conservation des arômes du vin si elle est stockée à la bonne température. 
"On a un brevet spécial pour le revêtement intérieur de la canette" : Cédric Segal le patron de Winestar   (00'39'')
Les vins proposés dans ces canettes sont pour l'instant tous issus du Château de L'Ille, un AOC Corbières en région Languedoc avec un vin blanc, un vin rosé et un vin rouge. 
Ce sera peut-être plus facile d'imposer les canettes de vins à l'export qu'en France   © Winestar
Winestar pense qu’il y a un grand marché à prendre à l’export avec ces canettes de vins.En Allemagne, c'est déjà un succès avec 60 millions de canettes vendues.
Convaincre le consommateur français risque d’être plus difficile. La bouteille en verre et les bouchons en liège sont encore indissociables d’un bon vin contrairement au plastique et au bouchon à vis plutôt mal perçus.”


Steven Spurrier diz que o Brasil tem o melhor espumante do Hemisfério Sul

                               Steven Spurier no Painel do Espumante, em São Paulo
                                Foto Janice Prado/Ibravin
Na opinião do jornalista editor da Decanter Magazine, Brasil terá papel de relevância na produção de espumantes, que está com consumo em ascensão no mercado mundial "Vocês não precisam de Champagne, o Brasil tem seus próprios espumantes para beber". Essa foi uma das frases capitais proferidas pelo renomado crítico inglês, Steven Spurrier, editor da Decanter Magazine, durante a realização do Panorama dos Espumantes do Hemisfério Sul, realizado na última sexta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), no Centro de Convenções da Fecomércio, em São Paulo.Em sua vinda ao Brasil, Spurrier coordenou uma degustação às cegas, segmentada por país, realizada na parte da manhã, complementada por uma palestra sobre o panorama mundial de espumantes à tarde, com sua avaliação sobre a produção verde-amarela.
Além de compilar informações sobre o centenário do espumante no Brasil, o jornalista passeou pelas principais zonas produtoras mundiais, incluindo dados pioneiros sobre a atividade na Inglaterra, fazendo a ligação com a evolução do mercado consumidor.
"O consumo de espumante está em ascensão em todos os mercados mais importantes do mundo, e o Brasil terá um importante papel nesta categoria nos próximos anos", avaliou o jornalista complementado: "O Brasil produz os melhores espumantes do Hemisfério Sul. Mesmo com poucas amostras, esse painel provou que os espumantes brasileiros têm qualidade, são competitivos em preço e tem potencial de conquistar novos consumidores tanto no país como no Exterior", sentenciou.
As avaliações foram apresentadas ao público convidado após Spurrier ter coordenado um painel de degustação que contou com 21 amostras de espumantes do Brasil, Argentina, Chile, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Com um júri especializado que comentou as amostras servidas às cegas e um grupo de degustadores que acompanhou a prova com as bebidas sendo servidas simultaneamente, o evento convidou a plateia a conhecer as características dos produtos elaborados nos principais países produtores do Hemisfério Sul.
Sem querer repetir a experiência realizada no clássico Julgamento de Paris, Spurrier formatou o painel para que os participantes imergissem na diversidade de características dos países produtores em questão, sem que as amostras recebessem notas ou fossem ranqueadas. "Será um exercício de ponto de vista, apontando o que mais nos agrada, sem necessariamente significar que são os melhores", convidou ele durante a abertura do evento.
Na contabilização das preferências dos jurados, o Brasil ficou com duas, das três amostras indicadas pelo grupo no método Charmat, e repetiu o resultado na categoria do método Tradicional. O outro país que compartilhou a preferência com uma amostra em cada categoria foi a Nova Zelândia.
No Charmat, os rótulos brasileiros com mais indicações foram o Giacomin Brut, da Vinícola Giacomin, e o Cordelier Brut, da Fante Indústria de Bebidas. O neozelandês foi o Sparkling Brut Sileni, da Sileni State. Os rótulos elaborados pelo método tradicional que mais agradaram foram os brasileiros Miolo Millesime, da Miolo Wine Group, o Cave Geisse Blanc de Blanc, da Vinícola Geisse, e o Miru Miru, da neozelandesa Hunter´s Wines.
"A degustação foi fascinante. Fiquei impressionado com a qualidade dos espumantes brasileiros, com os comentários dos jurados e com a riqueza de detalhes com que foram apresentados. O resultado, com mais de 50% das preferências para os produtos do Brasil, comprova essa qualidade", concluiu Spurrier.
A promoção do evento contou com recursos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa/RS) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil) e apoio da Strauss, fabricante da taça oficial do espumante brasileiro.
Quem é Steven Spurrier
Steven Spurrier nasceu em 1941, em Londres, onde, em 1964, como estagiário, começou no comércio de vinhos. Em 1970, foi morar em Paris, tornando-se dono da Les Caves de la Madeleine, uma pequena loja de vinhos no centro da cidade que alcançou rapidamente o reconhecimento como um dos mais inovadores varejos da capital francesa. Em 1973, abriu a L´Academie du Vin Frances, uma escola privada de vinhos.
Mas sua fama internacional correu o mundo em 1976, quando conduziu o conhecido e histórico "Julgamento de Paris", confrontando, em uma degustação às cegas, vinhos tintos e brancos californianos contra os melhores exemplares de Bordeaux e Borgonha. O resultado da degustação, que tinha nove juízes franceses, surpreendeu a todos: um Chardonnay e um Cabernet Sauvignon da Califórnia venceram os tradicionais rótulos franceses.
Em 1988, Spurrier vendeu suas empresas e retornou a Londres, onde tornou-se um consultor de vinho e jornalista. É também consultor e editor da revista Decanter.
 Nos últimos anos, Spurrier tem se dedicado a um novo desafio: plantou em uma propriedade de três hectares, em Dorset, na Inglaterra, cerca de 12.500 videiras, com as variedades da região de Champagne (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier). As primeiras garrafas estarão disponíveis em 2015. 
Frases proferidas por Steven Spurrier durante a palestra em São Paulo:
"Vocês (os brasileiros) não precisam de Champagne. O Brasil tem seus próprios espumantes para beber".
"O sucesso que o champanhe fez no passado não é garantia de que fará no futuro. Ao exigir a denominação e restringir o acesso, estão sendo abertas portas para espumantes de outros países e o Brasil tem um potencial enorme nesse sentido".
Sobre os moscatéis:"É um vinho muito popular em todos os mercados devido ao baixo teor alcoólico, por ser um produto leve, jovem e descontraído".
"O Brasil produz os melhores espumantes do Hemisfério Sul. Mesmo com poucas amostras, esse painel provou que os espumantes brasileiros têm qualidade, são competitivos em preço e tem potencial de conquistar novos consumidores tanto no país como no exterior".
"A tendência por produtos Premium está se espalhando pelo mundo: as pessoas tendem a beber em menor quantidade, mas buscando vinhos e espumantes de qualidade".
"O consumo de espumantes cresceu 25% no Reino Unido nos últimos cinco anos, o que é uma oportunidade para os produtores brasileiros. Para preencher a lacuna que existem no mercado, principalmente de espumantes Premium".
"O céu é o limite para os espumantes brasileiros. O espumante é o canto da sereia para o setor vinícola brasileiro."
"A degustação foi fascinante. Eu fiquei impressionado com a qualidade dos espumantes brasileiros, com os comentários dos jurados e com a riqueza de detalhes que foram apresentados. O resultado, com mais de 50% das preferências para os produtos brasileiros, comprova essa qualidade".
Componentes do júri
Steven Spurrier - Editor da Decanter Magazine
Dirceu Vianna Júnior - Primeiro brasileiro Master of Wine
Dirceu Patrício Tápia - Representante da Wine Intelligence no Brasil e editor do Guia Descorchados
Mauro Zanus - Chefe Geral da Embrapa Uva e Vinho
Roberto Rabacchino - Presidente da Associação da Imprensa da indústria Agroalimentar Italiana
Diego Arrebola - Melhor Sommelier do Brasil, pelo Concurso Nacional da Associação Brasileira de Sommeliers
Suzana Barelli - Editora da Revista Menú
Christian Burgos - Editor de vinhos brasileiros da Revista Adega
Marcelo Copello - Diretor da Baco Multimídia
Horst Kissmann - Editor de vinhos da Revista Prazeres da Mesa
Eduardo Viotti - Editor da Revista Vinho Magazine
 Amostras degustadas - método Charmat
Amostra
País
Rótulo
Vinícola
Variedades
Valor em SP
1
Argentina
Norton Extra Brut
Bodegas Norton
Chardonnay e Chenin Blan
R$ 47,00
2
Argentina
Trivento Brut
Trivento
Chenin e  Chardonnay
R$ 35,00
3
Argentina
Altas Cumbres Brut
Bodega Lagarde
Chardonnay, Pinot Noir e Semillon
R$ 35,20
4
Brasil
Chandon Reserve brut
Chandon
Riesling Itálico, Chardonnay e Pinot Noir
R$ 74,00
5*
Brasil
Giacomin brut
Giacomin
Riesling Itálico
R$ 23,00
6*
Brasil
Cordelier brut
Fante
Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico
R$ 35,00
7
Chile
Santa Carolina Brut
Viña Santa Carolina
Chardonnay
R$ 28,84
8
Chile
Concha Y Toro Brut Charmat
Concha Y Toro
Chardonnay e Chenin Blan
R$ 35,00
9
Chile
Santa Helena Premium Brut
Viña Santa Helena
Chardonnay, Pinot Noir e Sauv. Blanc
R$ 29,90
10*
Nova Zelândia
Sparkling Brut Sileni
Sileni Estate
Chardonnay
R$ 101,90
11
África do Sul
Nederburg Cuvée Brut
Nederburg
Cape Riesling, Chardonnay, Chenin Blanc e Colombar
R$ 39,95
 * Amostras com mais indicações de preferência pelo júri

Amostras degustadas - Método Tradicional
Amostra
País
Rótulo
Vinícola
Variedades
Valor em SP
1
Argentina
Luigi Bosca brut Nature
Luigi Bosca
Chardonnay e Pinot
R$ 118,46
2
Argentina
Kaiken Sparkling Brut
Kaiken
Pinot Noir e Chardonnay
R$ 110,78
3
Argentina
Trapiche Brut
Bodegas Trapiche
Chardonnay, Semillon e Malbec
R$ 49,90
4
Australia
Angas Brut

Chardonnay e Pinot
R$ 78,00
5*
Brasil
Miolo Millesime
Miolo
Chardonnay e Pinot Noir
R$ 90,00
6
Brasil
Casa Valduga 130
Casa Valduga
Pinot Noir e Chardonnay
R$ 80,00
7*
Brasil
Cave Geisse Blanc de Blanc
Geisse
Chardonnay
R$ 85,00
8*
Chile
Tarapacá Tradicional Brut
Vinã Tarapacá
Chardonnay
R$ 97,67
9*
Nova Zelândia
Miru Miru
Hunter's Wines
Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier
R$ 116,93
10
África do Sul
Twee Jonge Gezellen Kron Borealis Cuvée Brut 2007
Krone
Chardonnay e Pinot Noir
R$ 118,77
* Amostras com mais indicações de preferência pelo júri






Salton lança linha de vinhos Paradoxo





                                             Salton Paradoxo Merlot, o meu preferido
                                             D/JN
Produtos que chegam ao mercado em maio têm contraste marcante e são oriundos de videiras da Campanha Gaúcha. De um lado as tradicionais terras altas da serra; do outro as suaves ondulações da campanha. Este contraste inspirou a produção dos novos vinhos da Vinícola Salton: a linha Paradoxo, a qual busca expressar através de seus varietais as melhores características que a região do extremo sul do Rio Grande do Sul pode oferecer.
A linha chega ao mercado no mês de maio, e é composta, inicialmente, pelos tintos Cabernet Sauvignon e Merlot e pelo branco Chardonnay. Tais produtos, além de expressar suas características varietais, conjugam de forma harmônica com os atributos que o envelhecimento em barricas de carvalho pode oferecer.
De acordo com o diretor técnico e enólogo da Salton, Lucindo Copat, os vinhos da linha Paradoxo se caracterizam por marcante contraste. “Enquanto a menor incidência de luz beneficia uma região, na outra a luminosidade faz brilhar os tons das uvas”, ressalta. “Depois de estabilizados, clarificados, filtrados e levados à garrafa, os vinhos repousaram por seis meses nas caves da vinícola”.
A linha Paradoxo foi elaborada com enfoque total no canal on-trade, ou seja, quando o consumo ocorre no local, como em restaurantes, bares e casas noturnas. Os tintos Cabernet Sauvignon e Merlot são das safras 2011 e 2012, respectivamente, e o branco Chardonnay, safra 2013.
Cabernet Sauvignon - Sua coloração é rubi, com nuances violáceas. Notas de pimentas, frutas negras frescas, tabaco, frutos secos e carvalho surgem no seu aroma, denotando um agradável equilíbrio entre o vinho e a madeira. Em boca, tem uma adstringência equilibrada, com a estrutura própria da variedade, e uma permanência marcada por sabores do carvalho.  Combina com carnes vermelhas assadas, pimentões recheados e massas condimentadas, especialmente as com carnes.
Merlot - Possui uma vivaz coloração bordô. No seu aroma, surgem notas de frutas vermelhas maduras e balsâmicas, as quais são ressaltadas por aromas próprios da passagem por barricas de carvalho. Em boca, sua acidez é refrescante, seus taninos são maduros e untuosos, e a persistência gustativa é prolongada. Pode ser harmonizado com queijos de pasta dura e maturação média, risoto com cogumelos frescos e carnes vermelhas com molhos.
Chardonnay - Tem coloração amarela e destacados reflexos esverdeados.  Seus aromas são predominantemente de frutas cítricas e frutas de polpa branca, além de agradáveis notas de baunilha, chocolate e leveduras. Quando levado à boca, proporciona uma entrada suave, seguida de uma acidez vibrante, corpo consistente e um final de boca frutado. Harmoniza com queijos maturados de pasta mole, como o Brie e o Camembert, carnes brancas grelhadas, peixes assados (em especial os com molhos) e massas com molhos leves.
Sobre a Vinícola Salton
A Vinícola Salton é reconhecida como uma das principais do Brasil, sendo referência na elaboração de espumantes e frisantes no mercado nacional e responsável por alguns dos vinhos mais premiados do País. Com unidade localizada no distrito de Tuiuty, em Bento Gonçalves/RS, e uma em São Paulo, a Salton espera receber cerca de 90 mil visitantes para este ano. Centenária, familiar e 100% brasileira, a empresa elabora vinhos, espumantes, frisantes e suco de uva.


Preço do cordeiro caiu, mas se mantém estável


 O preço do cordeiro caiu nas principais praças de São Paulo, mas se mantém estável num patamar aceitável pelos produtores. De acordo com o Informativo Semanal do Indicador de Preço do Cordeiro Paulista, em Sorocaba, o quilo vivo anda em torno de R$ 5,63 e, em Marilia, em  R$ 5,60. Nas duas praças, o preço carcaça gira nos R$ 12,19 e R$ 12,89.
Os indicadores são realizados por meio de pesquisas semanais de preços junto a frigoríficos e produtores localizados nas principais regiões produtoras e consumidoras do estado de São Paulo. Os preços da carne do cordeiro representam a média dos valores dos animais comercializados, ponderado com o volume de animais abatido. Os preços cotados são de animais de todas as raças, de 25 a 40 kg e no máximo com 160 dias de idade. Os preços são normalizados para um rendimento de carcaça de 45%.

O azeite virgem extra é considerado um dos melhores alimentos funcionais


Como o brasileiro está descobrindo mais intensamente o azeite – aliado ao fato do País também estar entrando firme na produção de azeitonas e azeites – aproveito para divulgar um texto da Bio Comunicação Assessoria de Imprensa, agência que promove os azeites La Rioja:
“Muito se fala sobre alimentos funcionais e este termo ainda gera dúvidas na cabeça das pessoas. Mas, afinal, o que é alimento funcional e como escolher?
Alimentos funcionais são todos aqueles que, além do aspecto nutricional beneficiam outras funções do nosso organismo, contribuindo para melhorar o estado de saúde e bem estar, colaborando para se obter melhor qualidade de vida em alimentação.
"O que deve ser avaliado no azeite de oliva virgem extra, além da origem, colheita e produção é a acidez, o amargor, a doçura e a picância, tudo bem equilibrado.Essas são as características principais de um bom produto." Informa Walter Leone, gerente de marketing da La Rioja.

Dentre os alimentos funcionais que mais trazem benefícios à saúde o azeite é um dos mais ricos em nutrientes, como o Omega 3 que auxilia na regularização do mau colesterol e componentes que previnem a formação de placas de gorduras que entopem as artérias e provocam infarto; antioxidandes que auxiliam na prevenção de rugas e outras vitaminas que ajudam a fortalecer as unhas, cabelos e ossos. Uma colher de sopa de azeite contém 90 calorias e o consumo indicado é de duas colheres de sobremesa ao dia”

Cave Geisse consagra seus espumantes no Anuário Vinhos do Brasil

Na maior prova de vinhos nacionais, o Anuário Vinhos do Brasil, da Editora Baco, em parceria com o IBRAVIN,  os espumantes Cave Geisse tiveram um excelente desempenho, levando dois dos principais títulos: o de melhor espumante brut, com o exemplar de Cave Geisse 1998 e o o melhor nature, com Cave Geisse Nature, safra 2011.  Entre as quase 200 garrafas degustadas, só na linha de espumantes, Cave Geisse ficou também com o segundo e terceiro lugar, entre os  brut, com o Cave Geisse Brut 2011 e Cave Geisse Brut 2005. 

Consagrada pela excelência de seus espumantes, a Vinicola Geisse confirma sua consistência de qualidade, demostrando a importância da fidelidade com o terroir demarcado em seus vinhedos, em Pinto Bandeira.  Vem mantendo um elevado padrão de matéria prima, a dedicação a cada detalhe do processo e ao método tradicional, conforme vislumbrou seu fundador, o chileno Mario Geisse, há mais de 35 anos.

Vinícola Salton é campeã em cortes finos no Anuário dos Vinhos do Brasil 2014



                                                             Tinto Salton 100 Anos
                                                             D/JN
Já a Vinícola Salton, de Tuiuty, consagrou o vinho tinto Salton 100 anos – safra 2008 – como o melhor em cortes finos do setor, no Anuário. Uma das principais publicações do segmento vitivinicultor, o Anuário dos Vinhos do Brasil reúne informações e tendências da produção de vinhos e espumantes no Brasil, além de apontar os melhores rótulos em uma criteriosa avaliação de especialistas do setor. Neste ano, o vinho o Salton 100 anos – safra 2008 foi campeão na categoria “Cortes Finos”. Mais de 850 vinhos e espumantes fizeram parte da Grande Prova desta edição, com os resultados sendo anunciados no lançamento do Anuário, durante a ExpoVinis Brasil – o Salão Internacional do Vinho, realizada nesta semana, em São Paulo (SP).
“Esse resultado reflete nossa intensa busca por inovação e altos padrões de qualidade em rótulos que possam sempre impressionar os nossos consumidores”, pontua Luciana Salton, diretora-executiva da vinícola. “Já acumulamos cerca de 300 medalhas nacionais e internacionais”.
O tinto Salton 100 anos tem aroma amplo, complexo, com notas de frutas vermelhas, madeira de boa qualidade, baunilha, especiarias, cacau e café. O destaque é a coloração tom rubi, com reflexos violáceos, proporcionando paladar de corpo significativo, macio e com taninos presentes, além de boa acidez. É considerado um autêntico vinho de guarda que ganha com tempo de garrafa.
“O Salton 100 anos é uma raridade! Como foi uma edição comemorativa e limitada, atualmente restam poucos exemplares mantidos literalmente trancados em nossa cave. Desse mesmo corte de uvas, em 2013, lançamos o também colecionável, integrante do Salton Gerações, Paulo Salton. Já para ExpoVinis 2014 preparamos o colecionável tinto Salton Septimum, com safra de 7.547 garrafas,” destaca o presidente da vinícola, Daniel Salton.
Se depender das novidades da Salton, os brasileiros vão poder brindar muito em 2014! A vinícola acaba de lançar o Brasil Intenso By Salton, um espumante equilibrado com bastante acidez e cremosidade. Elaborado pelo método Charmat Longo (18 meses em contato com as leveduras) é resultado da combinação dos varietais Chardonnay, Pinot Noir e Riesling. Ao todo serão produzidas 40 mil garrafas sendo que 10 mil delas chegarão ao mercado dentro de um kit em duas versões: um com duas taças de acrílico nas cores verde e amarelo e outro com taças nas cores azul e branco.
De acordo com o enólogo Gregório Salton, o espumante possui uma coloração amarelo claro, com abundantes e finas borbulhas, formando uma coroa de espuma branca. “É ideal para harmonizar com aperitivos, carnes brancas, frutos do mar e pratos com molhos brancos”, revela. “O Brasil Intenso tem aromas cítricos, de flores brancas, nozes, cogumelos, cevada tostada e levedura de pão”.

O espumante foi produzido dentro da concepção de trabalho da Salton, que está comprometida com as melhores práticas de cultivo desde o plantio das videiras até a comercialização de todos os seus produtos. A vinícola procura fazer com que os setores da cadeia produtiva desenvolvam suas atividades com eficiência e harmonia.