domingo, 7 de dezembro de 2014

04 – Peixe frito com feijão preto

 Às 16h já cmeçava a escurecer no Napa Valley
 Salda e peixe sobre um colchão de feijão preto!

 Acompanhado por um excelente Cabernet Sauvignon


Depois de um passeio a pé por Santa Rosa, terra do nosso consultor Paul Vossen. A cidade estava molhada pela chuva e sempre paramos em algum winebar para experimentar novos vinhos, como o Mer Soleil Reserva Chardonnay 2012, da família Wagner, em Santa Lucia Highlands, em Monterrey, a US$ 29,99 + imposto; ou uma Veuve Clicquot Brut, a US$ 59,99 + imposto. O jantar foi cebola frita, peixe frito com muito molho, inclusive feijão preto (!), salada verde,e três vinhos da terra.

05 – Sterling Winery


 Na Sterling, chega-se à vinícola de bondinho aéreo
 que passa sobre os jradins e os vinhedos



 Vinhos da Sterling em promoção


A Sterling Winery é outra das grandes e suntuosas viíncolas da Califórnia. O prédio, com vários andares, estilo mediterrâneo, no alto de um morro, é alcançado através de um bondinho aéreo que passa por cima dos jardins, das encostas florestadas e dos vinhedos. Lá em cima, a vinícola, que se visita através de longos corredores envidraçados, vários pontos de degustação de vinhos e restaurante. O visitante paga US$ 30,00 ou mais, conforme a quantidade de vinhos que quer degustar. Eu fiquei num Cellar Club Rutherford Cabernet Sauvignon 2011, vendido a US$ 55,00 + imposto; Winemaker´s Select Blend 2011, elaborado com Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Syrah; e um Cellar Club Malvasi Bianca 2013, de US$ 30,00 + imposto. Lá, fiquei sabendo que a região de Sonoma é a da Pinot Noir e o Napa Valley da Chardonnay.

06 – Castello di Amorosa – Il Barone


 Um casetlo século 13, em
 pleno Napa Valley (CA-USA)
 Há cabras e ovelhas nos vinhedos do Castello di Amorosa
 Com 107 quartos diferentes entre si
 E que são usados para degustação...
 dos vinhos Castello di Amorosa
 A coleção de garrafas, desde a pequenininha até a de 27 litros, que
 custa US$ 18 mil + imposto[

Um castelo típico do século 13, na Europa, foi construído para dominar os mais de 100 hectares de vinhedos, principalmente de Sangiovese, Cabernet e Merlot da Castello di Amorosa, no Condado de Napa, ser a vinícola da empresa e receber turistas do mundo todo, mas, principalmente, dos Estados Unidos. A visita é guiada e se pode degustar até seis vinhos da casa, tintos premiuns, brancos, roses e doces.
É de Dario Sattui, mesmo dono da V. Sattui, um apaixonado pela arquitetura medieval da Itália, onde possui outras propriedades. O castelo é relativamente novo, construído a partir de 1995, tem 121 mil metros quadrados, 107 salas usadas para promover o vinho da casa e cavernas escavadas no morro para envelhecimento dos vinhos.
Entre os vinhos de destaque do Castello di Amorosa, vale experimentar Dry Gewurztraminer 2013, Passito Late Harvest Semillon/Sauvignon Blanc 2010, Barone Reserva Cabernet Sauvignon 2010, Napa Valley Sangiovese 2010, Zingaro 2011 e Fantasia 2013, produtos que, recentemente, ganharam várias medalhas no concurso Internacional de Vinhos de São Francisco.

Tudo chama a atenção no castelo de Dario Sattui, mas gostei muito da coleção de garrafas de Il Barone em todos os tamanhos usados na vinicultura. Desde a Bottle, com 375 ml, até a Goliath/Primat, com 27 litros de vinho, ao preço de US$ 18 mil + imposto. Os demais tamanhos são: Bottle 750 ml; Magnum, 1,5 l; Doble Magnum, com 3 l; Imperial, 6 l; Salmanzar, 9 l; Balthazar, 12 l; Nebuchadnezzar, 15 l; e Melchor, 18 l.

07 – V. Sattui Winery

Vinícola V. Sattui em Santa Helena 

O blogueiro na Vinícola Vittorio Sattuui

Na vinícola de Vittorio Sattui, em Santa Helena, você paga US$ 15,00 para degustar uma seleção de vinhos Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Merlot e Zinfandel.
Dois grandes vinhos da Sattui são Preston Vineyard Cabernet Sauvignon 2011, com aroma de frutas escuras, taninos firmes, que desce bem (US$ 55 + imposto), um vinho que recebeu 95 pontos de Robert Parker; e MT. Veeder Cabernet Sauvignon 2010 (US$ 80,00 + imposto).
Bebi um Sattui Familia Cabernet 2010 (US$ 30 + imposto), que se mostrou ainda jovem, suave e atraente.
Uma curiosidade da V.Sattui, que não sei se as outras vinícola fazem, é vender vinhos de safras selecionadas em barris de 250 l. Neste momento, estão vendendo 5 tipos de Cabernets 2013: Morisoli Vineyard Cabernet (US$ 12.500,00),  Mt. Veeder Cabernet (US$ 11.350,00), Preston Vineyard Cabernet )US$ 10.550,00), Vittorio Vineyard Cabernet (US$ 9.100,00) e Napa Valley Cabernet (US$  7.700,00), todos com + imposto. A vinícola oferece espaços para piqueniques tanto ao ar livre, entre velhas árvores, quanto na adega em estilio medieval.


08 – Hall


                                Na vinícola Hall,
 escultura gigantesca de um coelho em aço inoxidável
                                 e um celeito do século XIX recebem os visitantes


 num prédio moderno, sofisticado e cehio de obras de arte

Depois de um agradável almoço, ao ar livre, sob as árvores  ainda molhadas da chuva e rodeados de pássaros pretos, que vinham disputar as migalhas de pão, onde comemos saladas, camarões e frutos do mar, com um excelente vinho branco, fomos visitar a vinícola Hall, uma construção em arquitetura moderna que contrasta com um antigo celeiro original do velho oeste, do ano de 1885, transportado do local original e ali montado. No total, são mais de 500 hectares, principalmente com  Cabernet Sauvignon, Merlot e Sauvignon Blanc, mas na unidade que visitamos, em Santa Helena, são 33 hectares,desenvolvidos por Kathryn Walt Hall e Craig Hall.  A unidade destaca-se por vinhos, arte e arquitetura. A empresa começou a partir de 2003, quando adquiriram uma vinícola antiga na região de Rutheford.

O forte da casa é vender conjuntos de vinhos: duas, três, quatro garrafas.O Hall Napa Valley Cabernet Sauvignon 2011, que obteve 92 pontos na classificação da Wine Spectator, e o Hall T Bar Ranch Sauvignon Blanc 2013, com 90 pontos, numa caixa vermelha, custa US$ 80,00 + imposto.
                               Camarões e frutos do mar para comer ao ar livre
                                   Seronni e Batalha no pirquenique
Ucha, Gilson, Rossano, Marco, Anderson, Seronni e Batalha no almoço ao ar livre

09 - Mondavi-Rothschild - Opus One

                                A vinícola Opus One é...
                                Bela e imponente...

                                Inserida na paisagem do Napa Valley
                                            Lista de preços da Opus One
                               Dois dos grandes vinhos Opus One

Outra visita imperdível no Napa Valley é à Opus One, criação de Robert Mondavi e do barão Philippe de Rothschild,  em 1984, numa área de 68,4 hectares. Também é um edifício moderno, monumental, mistura de clássico e contemporâneo, Novo e Velho Mundo, onde são elaborados vinhos sutis, como o Opus One 2011 (US$ 245,00 + imposto) e o Opus One 2009 (US$ 780,00 + imposto), que degustei ungido. Na sala de degustação, cadeiras de ópera italiana do século XVIII. O vinho é envelhecido em mil barricas de carvalho francês durante um ano.
A pedida, é comprar seis garrafas de Opus One 2011, envoltas em tecido e acomodadas numa caixa de pinho, por US$ 1.470,00 + imposto. Como a produção é limitada, vende-se apenas uma caixa por cliente. De cor brilhante, este vinho expressa frutas vermelhas e folhas frescas, cereja fresca, chocolate escuro, com taninos ligeiros. É um bom desconto, pois a garrafa isolada custa US$ 245,00 + imposto.

10 – Robert Mondavi To Kalon Winery

  

Mauro, Seronni, Marco, Rossano, Batalha, Gilson e Anderson na vinícola Robert Modavi


                              O Patriarca Mondavi


                    Os grandes Resercas de Roberto Mondavi
 Obras de arte estão espalhadas pela bela vinícola




Um dos muitos vinhos premiados do vinhedo To Kalon

Já estava escurecendo – nesta época, no Napa Valley, começa a escurecer lá pelas 16h – quando chegamos em Oakville, na Robert Mondavi To Kalon Winery, espetacular vinícola criada por um dos desbravadores da região, nos anos de 1960, Robert Mondavi, após ser expulso da antiga vinícola da família, Charles Krug, pelo irmão Peter. Hoje, é propriedade da Constellation Brands. Você paga US$ 45,00 + imposto por pessoa e pode degustar grandes vinhos. Começamos no Chardonnay Reserva 2012, um vinho de US$ 55,00 + imposto, e continuamos com Pinot Noir 2012 Reserva (US$ 65,00 + imposto), Cabernet Sauvignon Reserva 1993 (US$ 165,00 + imposto), Cabernet Sauvigon Reserva 2009 (US$ 145,00 + imposto), Fumé Blanc I Block 2011 (US$ 90,00), com claras notas cítricas, e Sauvignon Blanc Botrytis 2001 (US$ 40,00 + imposto). Dá para ver que estes vinhos de Robert Mondavi são bem mais caros que os outros do Napa Valley, mas há outros na base dos US$ 30,00 + impostos, etodo mundo diz que os vinhos mais interessantes de Robert Mondavi são os brancos, como o Napa Valley Reserva Chardonnay 2011, equilibrado e brilhante.

Os vinhedos Kalon, atrás da cantina, iniciado em 1870, tem algumas das vinhas mais antigas da Califórnia. Mondavi tem 174 hectares do total de 600 há. Foi a última vinícola que visitamos. Era dia 21 de novembro de 2014.

11 – No jantar, mais vinhos











Vinhos Stony Hill e Seronni Lazzaroto para

acompanhar os peixes noTra Vigne


O jantar foi no restaurante Tra Vigne, no Napa Valley, onde os enólogos Rossano  Lazzaroto e Carlos Eduardo Seronni escolheram o primeiro vinho, um Stony Hill White Riesling 2013 (US$ 45,00 + imposto), um branco palha pálida, com 0,9% de açúcar, oriundo de vinhas com 65 anos e elegância garantida pela idade do vinhedo e abriram uma garafa do seu vinho, produzido em Pinheiro Machado. Eu segui com um Stony Hill Sauvignon Blanc 2014 (US$ 45,00). Depois, fechamos com Francis Ford Coppola Reserva Pinot Noir 2012 e Robert Mondavi Reserva Pinot Noir 2012. E encerramos cedo porque, no dia seguinte, tínhamos que ir a San Francisco, pois Marco Balinha e Gilseon Mesko não voltariam satisfeitos ao Brasil se não vissem de perto a ponte Golden Gate.

12 – San Francisco – Pier 29


P
                             Pier 29, em San Francisco

Em San Francisco, o pessoal aproveitou a manhã para fazer compras e passear – Union Square, Chinatow, o edifício mais alto da cidade, com 97 andares, e almoçamos no antigo porto, de onde se vê a velha prisão de Alcatraz no meio do mar. O porto tem vários quilômetros de extensão e a área foi toda reurbanizada com bares, restaurantes, lojas e várias atrações turísticas.

Mas, nem por isso, deixamos o vinho de lado. O almoço foi no restaurante Pier Market, no Pier 29, onde encontramos uma pernambucana de garçonete. Sempre amante dos camarões e dos frutos do mar, pedi um Cioppino, prato clássico de San Francisco, com frutos do mar e caranguejos, harmonizado com um Chardonnay Avant 2013, da KJavan, brilhante, elegante, bem frio, sabores de maçã e limão verde, que caiu muito bem com os camarões. Também calamares fritos.

13 – De volta ao Joe´s, em Miami



                    Os caranguejos no Joe´s em Miami Beach



                                         A movimentada mesa no Joe´s
O Pinot Noir ao qual o Rossano daria 100 pontos
                    Julio Ramirez, dono do Giardino´s

No domingo, dia 23/11, voltamos para Miami, o pessoal foi fazer mais algumas compras nos shoppings – Miami é o paraíso de compras dos brasileiros – e eu, como não sou muito turista comprador, me dediquei a fazer fotos e continuar conhecendo vinhos norte-americanos e alguns franceses e italianos, como o champagne Billecrat Salon e o Prosecco Superiore Valdobbiadene, de Fossatta di Portogruaro. E fiquei namorando uma garrafa Double Magnun, de três litros, do Cabernet Sauvignon Vintage Selection Charles Krug 1986, e outra, também de 3 litros de Mumm Napa Brut Rosé, daquela que o pessoal da Fórmula 1 abre sobre os pilotos vencedores, que Luiz Eduardo Batalha tem na adega de seu apartamento com vista do mar do Caribe, e que ele só ensaiou, mas não abriu. A Mumm anda em torno de R$ 5 mil a garrafa.
Encerramos a missão assim como começamos, comendo camarões gigantes e caranguejos no Joe´s (11 Washington Avenue, Miami Beach). Vale a pena, quem for a Miami não pode deixar de dar uma passada pelo restaurante. Há duas unidades, uma perto da outra, uma popular, outra chic. Vá na popular e pague em torno de US$ 100,00 + imposto por cinco patas de caranguejos maravilhosas.
Neste jantar, tivemos a companhia de Julio Ramirez, dono da rede de restaurantes Giardino´s (ele foi do King Burger e quem ajudou a trazer a rede para o Brasil), que também sonha em ver no Brasil, mas disse que ainda falta muito para isso. Começamos com Sauvignon Blanc Charles Krug 2013 (US$ 16,00 + imposto) e continuamos com um Belle Glos Pinot Noir 2013, da Dairyman, no Russian River Valley, em Sonoma, e que passou nove meses em barril de carvalho francês. A Wine Spectator deu 92 pontos à safra 2011, mas o enólogo Rossano Lazzaroto ficou entusiasmado e disse que merecia “mais de 100”. O interessante é que na vinícola é vendido por US$ 41,00 + imposto e, no Joe´s, pagamos US$ 35 + imposto.
Fomos dormir cedo porque, na madrugada de 25/11, tínhamos que levantar às 3h para ir para o aeroporto de Miami. Como já escrevi, não sou turista comprador, mas tive que ajudar os companheiros a carregar as bagagens. Éramos 8, chegamos a Miami com 8 malas, voltamos com 22.
Foi uma grande viagem. Espero que os parcerios, assim como eu, tenham compreendido tudo o que os americanos fazem para vestir seus azeites e seus vinhos de charme e, assim, vendê-los bem e montar uma indústria rica e poderosa. O pessoal de Pinheiro Machado está com tudo para tentar, com mais segurança e conhecimento, lançar-se no plantio de oliveiras e de vinhas. O mercado brasileiro, tenho certeza, está ansioso.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Mensagens


Cumprimentos

Caro jornalista Danilo Ucha,
Queria receber meus parabéns pela honrosa classificação de finalista do Prêmio Press 2014 na categoria Colunista de Jornal/Revista do Ano.  
Um abraço,
 João Pedro Casarotto.
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01 - Um novo mundo: azeites e vinhos – Projeto Guarda Velha



  A comitiva chegando no aeroporto de Miami: Marco e Mauro Balinhas, Luiz Eduardo Batalha, o motorista, Anderson e Lazzaroto




 O município de Pinheiro Machado, que já tem oito projetos de vitivinicultura e dois de olericultura funcionando, poderá ganhar mais alguns, transformando totalmente a economia da região, hoje dominada pela pecuária e a silvicultura. Uma comitiva de empresários, proprietários de terras e enólogos, liderada pelo empreendedor paulista Luiz Eduardo Batalha (um dos maiores criadores de gado Nelore e Angus do Brasil), que já tem investimentos em gado, cavalos, ovelhas, oliveiras e vinhos na região, passou 10 dias nos Estados Unidos, visitando propriedades e indústrias, na Flórida e na Califórnia (Napa Valley) para conhecer como os americanos produzem vinhos, azeitonas e azeites e, principalmente como sabem vender seus produtos envolvendo-os em charme e sofisticação, além, é claro, da qualidade de primeiro mundo. Acompanhei a comitiva, degustamos azeites e bebemos bons vinhos.
A comitiva, constituída pelos enólogos e proprietários de vinhedos Rossano Lazzaroto, Carlos Eduardo Garcia Seronni e Anderson Schmitz, mais os empresários e proprietários rurais Marcos e Mauro Balinhas e Gilson Mesko, visitou seis plantações e indústrias de azeitonas e azeites, entre as quais as maiores dos Estados Unidos - Corto Olive Co., Corti Brothers, ENE Inc., Mcevoy Ranch, entre outras - e mais de 10 vinícolas de grande porte, como a de Francis Ford Coppola, a Charles Krug, de Peter Mondavi Jr., a Sterling, a Castello di Amorosa e outras - que impressionaram pela produção e, especialmente, pelo marketing para venda de azeites e vinhos. Os investimentos são fabulosos em publicidade e nas instalações de grande porte e alto luxo para receber turistas. Cada unidade parece um palácio.
 O Projeto Guarda Velha, de Luiz Eduardo Batalha, em Pinheiro Machado, já conta com 200 hectares de oliveiras e colocou o primeiro azeite no mercado este ano. Em 2015, apresentará o primeiro vinho, a partir de uma área  de 78 ha, 10 ha já plantados com videiras Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling Grecheto. Também haverá aumento na área com oliveiras. Mas a ideia é maior. Além de incentivar os proprietários rurais da região a entrarem nesta nova economia, a intenção é criar um polo industrial com outros produtos derivados do azeite e do vinho – inclusive cosméticos, alimentos e sucos de uva – que exprimam o terroir da região, que possui um microclima único, na área de transição entre a Serra do Sudeste e a Campanha do Rio Grande do Sul. Batalha já aplicou R$ 3 milhões no projeto e pretende duplicar o investimento nos próximos anos. Hoje, ele tem pouco mais de 500 hectares na região e quer chegar, no mínimo, a 1.500 ha. Inicialmente, serão produzidas 100 mil garrafas de vinhos diferenciados e o lagar tem capacidade de 500 mil litros/ano de azeite, com azeitonas próprias e dos parceiros.

 Como o projeto é de grande envergadura, os empresários fizeram questão de ver as modernas máquinas utilizadas na olericultura dos Estados Unidos, especialmente as de poda, de colheita mecânica e de esmagamento, como na Corto Olive Company, que planta 1.500 hectares e tem quatro linhas de esmagamento, com capacidade de processar 7 mil quilos/hora, produzindo 3 milhões de litros de azeite/ano, trabalhando apena 40 dias por ano, pois este é o tempo da colheita das azeitonas. O proprietário da Corto, Dino Cortopassi, deixou os gaúchos mais entusiasmados quando falou sobre o mercado do azeite. Os Estados Unidos consomem 9% da produção mundial de azeite e produzem apenas 3% do que necessitam. O consumo é de 1 litro por pessoa, enquanto no Brasil é de cerca de 0,2 litros/habitante/ano, com forte tendência de crescimento.  A Espanha, Itália, Grécia e Portugal dominam a produção mundial de azeite, mas o volume não é suficiente para atender a demanda mundial, abrindo espaço para o Novo Mundo, como Chile, Argentina, Uruguai e Brasil.