quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Restaurante Manu lançou nova carta de vinhos
Manu Bufara, chef e restauranteur
Mer-Soleil-Barrel-Fermented-Chardonnay-2008-Label
Fotos D/JN
Desenvolvida pela sommelier Patricia de Leon, a carta traz rótulos internacionais de várias partes do mundo. O Restaurante Manu, comandado pela premiada chef Manu Buffara, lançou a sua nova carta de vinhos, elaborada pela sommelier Patricia de Leon. Pioneiro do conceito menu degustação na cidade de Curitiba, o empreendimento oferece a partir de agora um novo cardápio com harmonização completa por vinhos de diversas nacionalidades, entre eles gregos, italianos e libaneses.
Segundo Patricia de Leon, um dos destaques da nova carta fica por conta do Ile de Beauté François Label Pinot Noir 2011, vinho que recebeu inúmeros prêmios internacionais nos últimos anos. “De vinhedos da Córsega, na França, o Ile de Beauté é um vinho de excelente custo-benefício, aveludado, rico e com taninos delicados. Ele é perfeito para ser servido com carnes e, até mesmo, com queijos mais marcantes”, explica a sommelier.
Além disso, a nova carta de vinhos do Restaurante Manu oferece, entre outros, o marroquino Tandem, produzido a partir de videiras de Syrah cultivadas de forma orgânica; e o norte-americano Mer Soleil 2008, Considerado um dos melhores Chardonnays da Califórnia. “Tivemos muito cuidado para definir essa nova carta de vinhos. Nossa adega não é muito grande, mas estamos trabalhando com rótulos muito interessantes, com qualidade indiscutível. Para cumprir esse objetivo, pesquisamos muito e fomos buscar vinhos diferenciados em várias partes do mundo”, completa Patricia de Leon.
O Restaurante Manu está localizado na Alameda Dom Pedro II (nº 317), no coração gastronômico da capital paranaense, e funciona de terça-feira a sábado, das 20h às 24h. As reservas podem ser feitas pelo telefone (41) 3044-4395. Mais informações nos sites www.restaurantemanu.com.br.
Vinhos para fazer bonito em qualquer adega
Lúcia Paes de Barros é quem sugere fazer compras de vinho nesta época, quando muitas lojas renovam estoques e fazem promoções. O mesmo acontece no mundo dos vinhos – e vale dizer, os rótulos com preços reduzidos, em muitas importadoras e empórios fazem jus às melhores taças e aos mais exigentes amantes do líquido de Bacco!
Na recém-inaugurada Bodega Franca, em São Paulo – complexo gourmet que abriga restaurante, empório e loja de vinhos, pode-se adquirir, por exemplo, o excelente Epu 2009 – versão acessível do mítico Alma Viva, que custa R$ 590,00 e que sai por R$ 150,00 (o preço original é R$ 190,00). Denso, encorpado e frutado, com taninos maduros e boa acidez, final longo e tostado, é ideal para grelhados de carne vermelha, principalmente cordeiro e cortes nobres bovinos, queijos de textura cremos e sabor pronunciado e massas com molho cremoso de cogumelos.
Joint venture da Concha Y Toro com a tradicional família francesa do Barão Philippe de Rothschild, a Alma Viva, localizada na região do Maipo acena com um dos melhores terroirs para Cabernet Sauvignon e outros uvas tintas do pais. Aos apreciadores vai a dica: corra logo para pegar o seu, pois não é todo o ano que este vinho é produzido.
Já o lendário Dom Melchor 2008 (meu vinho preferido para as pescarias às margens do rio Quarai, em Santana do Livramento, quando não tenho à mão o Cabernet Franc da Dal Pizzol), caiu de R$ 420,00 para R$ 340.00 Ícone da Concha Y Toro, é elegante e complexo no aroma, com notas de frutas vermelhas maduras, tabaco e chocolate. Acompanha pratos de carne vermelha, massas, pratos condimentados e queijo curado.
Para finalizar, diz Lúcia, vale prestar atenção no excelente Terrunyo, linha ultra premium também da Concha Y Toro (Cabernet Sauvignon), que baixou de R$ 270,00para R$ 150,00. De cor vermelho-escura, aromas de frutas negras, notas minerais e aromas de groselha e figo, tem taninos suaves e persistentes. Ideal com carnes vermelhas ou de caça condimentados, e risoto de funghi porcini. A versão Carmenère, caiu de R$ 250,00 para R$ 170,00.
Fazendo jus ao título de Bodega, a casa oferece uma vasta gama de secos e molhados em seu empório. São produtos gourmets de todas as procedências e variedades, como cervejas, águas, cachaças, whiskys, massas artesanais, trufas, queijos, peixes defumados, linguiças, geleias, chocolates, carne de rã, king crabs, cuscuz marroquino e bolo de rolo, entre muitas outras delícias. Entre os produtos, duas grandes estrelas brilham mais forte: as carnes sul-africanas Bonsmara (as mesmas utilizadas no restaurantes), que oferecem um sabor e padrão de qualidade inigualáveis; e o Café Jacu Bird, elaborado a partir das fezes higienizadas do pássaro natural da Serra da Cantareira, que seleciona os melhores grãos de café para sua alimentação – a exemplo do famoso e cobiçado Café Civeta, ou Kopi Luwak, da Indonésia.
O premiadíssimo café Jacu Bird faz parte da Seleção Renaissance des Appellations, um grupo francês de produtores de vinhos liderado por Nicolas Joly, o papa dos vinhos biodinâmicos. Com aproximadamente 190 produtos relacionados ao vinho sob seu guarda-chuva, o café é o único produto diferente do portfólio, que conquistou esta exceção pela alta qualidade e proposta inovadora. É um café de Denominação de Origem Controlada reconhecido internacionalmente, vendido na Bodega Franca por R$ 16 a xícara ou R$ 148 o pacote com 250g.
Um verdadeiro oásis da alta gastronomia, a Bodega Franca segue a tendência observada largamente no exterior, principalmente em cidades grandes, oferecendo restaurante, empório e loja de vinhos em só lugar, para os apreciadores das boas coisas da vida. Fica na Alameda Franca, 1045, Jardim Paulista - (11) 3081-3870 / www.BodegaFranca.com.br . O almoço executivo custa R$ 49,00. Funciona de segunda-feira a domingo.
O Terruñyo, da Concha y Toro, a R$ 150,00
Foto D/JN
Vinícola Perini inverte tendência de mercado e cresce mais de 16% na venda de vinhos finos em 2012
Benildo Perini com o ícona da vinícola, o vinho Perini 4
Foto Gilmar Gomes
A empresa do Vale Trentin, que vem num processo de crescimento, registrou avanço de 20% em 2012, superando média nacional em seis linhas de produtos. A Vinícola Perini comemora o crescimento real de 20% em 2012. Mais do que isso, a empresa do Vale Trentino, em Farroupilha, na Serra Gaúcha, alcançou índices de vendas acima da média do setor em seis famílias de produtos. O grande destaque ficou pelo desempenho entre os vinhos finos. Enquanto o mercado registrou queda de aproximadamente 3%, a Vinícola Perini aumentou a venda em 16,80%. Na prática, a Perini apresentou rendimento quase 12% superior à média do mercado nacional de vinhos finos.A vinícola do Vale Trentino também superou os números do mercado nas vendas de vinhos de mesa, fortificados, frisantes, moscatéis e espumantes. Neste último caso, atingiu mais de 40% de crescimento, contra 10% da média do segmento. “Em 2012 a Perini entrou em áreas onde não estava atuando e aumentou a participação no mercado líder, que é o Rio Grande do Sul. Além disso, tem investido muito em qualificação e equipe de vendas, que aumentou em 30%. Os lançamentos da companhia no ano, como as linhas Arbo, Exóticos e Fração Única, também tiveram um sucesso de mercado muito rápido”, analisa o gerente nacional de vendas da Perini, Márcio Bonilha.
Para o fundador da empresa que chega a 42a safra este ano, Benildo Perini, uma palavra expressa o que foi determinante para o resultado do ano anterior: “Evolução qualitativa, evolução da equipe de vendas, evolução de conhecimento, com o que a chegada do Bonilha agregou. E, principalmente, evolução no envolvimento de todos com o objetivo”.
Foto Gilmar Gomes
A empresa do Vale Trentin, que vem num processo de crescimento, registrou avanço de 20% em 2012, superando média nacional em seis linhas de produtos. A Vinícola Perini comemora o crescimento real de 20% em 2012. Mais do que isso, a empresa do Vale Trentino, em Farroupilha, na Serra Gaúcha, alcançou índices de vendas acima da média do setor em seis famílias de produtos. O grande destaque ficou pelo desempenho entre os vinhos finos. Enquanto o mercado registrou queda de aproximadamente 3%, a Vinícola Perini aumentou a venda em 16,80%. Na prática, a Perini apresentou rendimento quase 12% superior à média do mercado nacional de vinhos finos.A vinícola do Vale Trentino também superou os números do mercado nas vendas de vinhos de mesa, fortificados, frisantes, moscatéis e espumantes. Neste último caso, atingiu mais de 40% de crescimento, contra 10% da média do segmento. “Em 2012 a Perini entrou em áreas onde não estava atuando e aumentou a participação no mercado líder, que é o Rio Grande do Sul. Além disso, tem investido muito em qualificação e equipe de vendas, que aumentou em 30%. Os lançamentos da companhia no ano, como as linhas Arbo, Exóticos e Fração Única, também tiveram um sucesso de mercado muito rápido”, analisa o gerente nacional de vendas da Perini, Márcio Bonilha.
Para o fundador da empresa que chega a 42a safra este ano, Benildo Perini, uma palavra expressa o que foi determinante para o resultado do ano anterior: “Evolução qualitativa, evolução da equipe de vendas, evolução de conhecimento, com o que a chegada do Bonilha agregou. E, principalmente, evolução no envolvimento de todos com o objetivo”.
Onde o passado e o presente se encontram
Maria Fumaça revive os anos de 1940/50/60
Foto Conceitocom Brasil/JN
Quem for colher uvas no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, e degustar os bons vinhos das vinícolas locais, deve aproveitar um tempinho e passar pelo Parque Temático Epopéia Italiana, onde ficará conhecendo a história da imigração italiana para o Rio Grande do Sul e sua extremada ligação com a uva e o vinho. Em lindos cenários é representada a saga da imigração e os visitantes são convidados pelos atores e atrizes a interagir com o que é narrado. Ali, o passado e o presente se encontram. É um espetáculo de som e luz que conta a história real de um casal de imigrantes italianos no século XIX, revivendo aquele tempos difíceis, mas gloriosos . Tem duração de aproximadamente 45 minutos e está aberto das 9h às 18h, segundo a Giordani Turismo, responsável pelo funcionamento.
Outro passeio importante da mesma empresa é o do trem Maria Fumaça, entre as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa, com muita música italiana, distribuição de espumante, vinhos e suco de uva, teatro, shows em cada estação. O passeio tem duração de 2 horas.
Tramontina, os bons talheres e as grandes panelas para uma boa mesa
Este é um Blog sobre vinhos, cordeiros e alguma coisa de gastronomia. Então, cabe falar também sobre a Tramontina, da cidade de Carlos Barbosa, uma das maiores indústrias brasileiras, dedicada à produção de muitos itens relacionados com a gastronoma, a começar por seus talheres e panelas, reconhecidos em todo o mundo.
Estive lá, muito bem recebido pelo Guilherme Pedó Flores, do Departamento de Marketing, e confirmei algo que eu já sabia, a imensa diversidade de produtos, sua beleza e seu design. Conheço Clóvis Tramontina, com quem já almocei e jantei, e sei um pouco de sua história, contada por ele mesmo, até o episódio arriscado do início de sua carreira, quando vendeu um milhão de talheres para a Sears enquanto a empresa tinha capacidade de produzir pouco mais de 100/200 mil. Foi a grande jogada que colocou a Tramontina no mercado, obrigando-a a crescer para atender tal demanda e, depois, voltar-se para o mundo. Hoje, está com seus 17 mil itens produzidos em centenas de países.
O parque fabril da Tramontina é considerado um dos mais modernos do Brasil. A empresa aposta em soluções tecnológicas para otimizar a produtividade e reduzir custos. Um dos marcos tecnológicos mais recentes foi o sistema de forjamento de alumínio, que permitiu a criação da linha Lyon, um produto revolucionário, uma panela 1ue funciona como forno. Aliás, o que mias chama a atenção entre os 17 mil itens fabricados por Clóvis Tramontina são as panelas. Quase comprei uma nesta ida ao varejo, em Carlos Barbosa, mas, depois, achei meio exagerado dar R$ 600,00 por uma panela! O mundo Tramontina é encantador, mas, em alguns momentos, caro...
Se você subir a serra gaúcha para beber vinho, espumante e suco de uva e comer salame, copa, queijo e pão tipo italiano, com geléias e schmias, naõ esqueça de passar por Carlos Barbosa e visitar o varejo da Tramontina. Quem gosta de talheres, facas, panelas, frigideiras e outros itens da cozinha e da gastronomia ficará encantado. Fica na avenida 25 de Setembro, 1024, no bairro Triângulo, telefone (54) 3461-8005. O e-mail do Guilherme é: Guilherme@tramontina.net
A Tramontina iniciou como uma pequena ferraria, na cidade de Carlos Barbosa, e hoje tem 10 fábricas no País – oito no Rio Grande do Sul, uma em Belém e outra em Recife, totalizando mais de 6700 empregados.
Três brancos da Garibaldi destacados pela Adega
A nova edição da Revista Adega destaca o alto nível de qualidade de três grandes vinhos brancos elaborados pela Cooperativa Vinícola Garibaldi: o espumante Garibaldi Brut Chardonnay, o Chalet Du Clermont Chardonnay e o Granja União Riesling. "São vinhos finos, clássicos, que agradam a diversos tipos de paladares. Por serem brancos, se destacam muito no verão, mas são bebidas que podem ser apreciadas o ano inteiro”, descreve o presidente da cooperativa Oscar Ló.
Vinícola Aurora celebra mais uma safra excepcional
Aqui, em Pinto Bandeira, a Aurora pretende erguer cantina só para espumantes
Foto DU/JN
Norma Ramos, da assessoria de imprensa da Vinícola Aurora está confirmando algo que já escrevi aqui: o pessoal celebra o resultado parcial da safra 2013 com entusiasmo. As condições climáticas ideais, de muito sol e baixíssima incidência pluviométrica, possibilitaram um perfeito amadurecimento das uvas, precoces e intermediárias, que chegam à vinícola exuberantes, com qualidade excelente e já são comparadas às de 2012, ano de safra excepcional em desempenho qualitativo.
De acordo com o enólogo Flávio Zílio, as uvas precoces – Chardonnay, Riesling e Pinot Noir - já foram colhidas em sua totalidade e chegaram à vinícola com grande complexidade, riqueza aromática e acidez correta. Da mesma forma, as variedades intermediárias que estão sendo entregues na vinícola pelos produtores associados da cooperativa sinalizam grandes vinhos. “Estamos recebendo Merlot e Tannat excepcionais, com perfeita maturação de taninos, acidez equilibrada, rica concentração de cor e aromas intensos”, revela Zílio. “De tudo o que recebemos até agora, podemos dizer que de nossos espumantes aos vinhos tranqüilos varietais e os reservas, todos terão altíssima qualidade”, comemora o enólogo.
A Aurora Pinto Bandeira já encerrou sua colheita, nos 18 hectares plantados de Chardonnay, Pinot Noir e Riesling para elaboração de vinhos com Indicação de Procedência. É certo que as condições climáticas da safra 2013 estão muito semelhantes às da excepcional 2012. Porém, segundo Flávio Zilio, impressiona a constância e o padrão de qualidade das uvas dessa propriedade da Aurora na região mais alta da Serra. “Estamos engarrafando vinhos brancos da safra 2012 de Pinto Bandeira e os da 2013 estão em elaboração, e percebe-se nos dois a mesma riqueza e exuberância”, conclui.
O que estou esperando são informações de Além Guerra, diretor-geral da Aurora, sobre os trabalhos de construção de uma cantina em Pinto Bandeira, que será dedicada exclusivamente à produção de espumantes. Conversei com a Débora Ribeiro, da Eco de Informação, em São Paulo, durante o desfile da escola de samba Vai Vai, e ela me disse que ainda não recebeu nenhuma informação sobre o início das obras em Pinto Bandeira.
Nova Mesa Espaço Gourmet em Cuiabá
Luciana Leite, na Vinícola Viapiana, em Flores da Cunha, garimpando dicas na Serra Gaúcha para seu Espaço Gourmet Nova Mesa Fotos DU/JN
A colunista do Diário de Cuiabá e gestora gastronômica Luciana Leite está preparando a abertura do espaço gourmet Nova Mesa, na cidade de Cuaibá, que ela promete ser, também, um espaço privilegiado para o vinho brasileiro, no qual aplicará os conhecimentos que aprendeu em viagens ao Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves e aos Altos Montes, em Flores da Cunha e Nova Pádua. Parceiro destas viagens, conversei muito ela e sei de sua preocupação em fazer as coisas bem feitas. Como ela diz, “uma pitada de sal. Fogo mais brando. Um bocadinho mais de pimenta. Um raminho de alecrim e muito carinho. Cozinhar é isso, misturar ingredientes, aceitar uma cumplicidade com o tempo e juntar sentimentos e temperos na mesma panela. Cozinhar é uma receita que envolve técnica e amor.”
Seu Espço Gourmet Nova Mesa será um ambiente dedicado aos apreciadores deste conceito de comunhão e convivência, um santuário dedicado aos prazeres da boa gastronomia, onde se poderá desfrutar de receitas extraordinárias, aprimorar-se nas artes culinárias, deliciar-se com jantares temáticos e, ao mesmo tempo, comprar especiarias, temperos e bebidas finas. “Comer e beber bem não são mais atos de pura sobrevivência, mas sim uma celebração da vida”, diz Luciana. O Nova Mesa vai funcionar à rua 24de Outubro, 566, Sala 02, na Vila Maria, em Goiabeiras, Cuiabá. Contatos pelos telefones (65) 9983-3038/3621-9736, e-mail leite.leite_@hotmail.com
ClubeW apresenta vinho com novo terroir brasileiro
Um dos vinhos vem da vinícola do locutor da TV Globo Galvão Bueno e tem consultoria do renomado enólogo francês Michel Rolland. O ClubeW, o maior clube de vinhos do Brasil, apresenta com exclusividade os vinhos do Grupo Miolo selecionados para o mês de fevereiro: Bueno Paralelo 31° 2010 e RAR 2009. O Bueno Paralelo é composto por uvas cultivadas em uma região do sul do Brasil que privilegia a viticultura. Este vinho, que traz novo terroir ao paladar brasileiro, vem da região do Brasil que faz fronteira com o Uruguai. O outro rótulo selecionado pela equipe de winehunters da Wine foi o RAR 2009. Os dois rótulos pertencem a vinícolas parceiras do Miolo Wine Group.
Presente no mercado de vinhos desde 1990 – tendo, entretanto, iniciado as atividades ligadas a bebida desde 1897 - a Miolo Wine Group se consolidou no mercado brasileiro de vinhos finos. Hoje, a empresa reúne mais de 100 produtos elaborados a partir de parcerias nacionais – no Rio Grande do Sul e Bahia - e internacionais – no Chile, Espanha, Argentina, França e Itália.
Os vinhos Bueno Paralelo 31° e RAR estão disponíveis aos sócios do clube por R$ 40 cada. Hoje, o ClubeW, possui 19 mil sócios que recebem mensalmente, em suas casas, uma seleção de vinhos escolhidos pela equipe de Winehunters, um time de sommeliers que se dedica a conhecer vinícolas e produtores de diversas regiões do mundo e degustar novos rótulos. Os vinhos selecionados pelo ClubeW podem ter valores até 40% abaixo do mercado.
Bueno Paralelo 31° 2010, que degustei em companhia do Galvão Bueno e do Adriano Miolo, é uma assemblage da região da Campanha, produzido pela vinícola Bueno Bellavista Estate (Miolo), do comentarista esportivo Galvão Bueno, e assinado pelo renomado enólogo Michel Rolland. Seu nome é inspirado nas áreas que localizam as melhores produções de viniviticultura do hemisfério sul. O vinho apresenta 13,5% de teor alcoólico, é composto pelas uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot e permanece 12 meses em barricas de carvalho francês para amadurecimento. Seu corte é utilizado em grandes rótulos franceses, sendo considerado um vinho de peso, volume e estrutura. O sommelier Wine avalia: “sua coloração é rubi intenso e no nariz remete a frutas vermelhas maduras com notas de tabaco e tostado”. A harmonização indicada para esse rótulo são queijos maduros, massa gratinada com molho de carne, picanha na brasa com batatas douradas e risoto com peito de frango recheado.
Já o rótulo RAR, do meu amigo Raul Anselmo Randon, produzido pela Miolo com uvas colhidas nos Campos de Cima da Serra, em Vacaria, apresenta 13% de teor alcoólico e é composto pelas uvas Cabernet Sauvignon e Merlot. Seu sabor é encorpado e volumoso com notas de fruta madura. Permanece de 8 a 10 meses em barricas de carvalho e mais 12 meses em garrafa antes de ser comercializado. A harmonização sugerida pelo sommelier Wine é servir o rótulo com paleta de carneiro assada com sal grosso e alecrim, cogumelos recheados e gratinados, massa com molho de linguiça fresca e polenta com ragu de ossobuco.
RBS comprou parte da Wine
Uma novidade para mim foi que, recentemente, a holding digital Grupo RBS adquiriu uma parte minoritária da Wine, que é a maior webstore de vinhos da América Latina. Lançada na Internet em novembro de 2008, a Wine oferece hoje mais de dois mil rótulos de vinhos finos das principais regiões vitivinícolas do mundo além de acessórios para degustação e produtos gourmet.
A missão da Wine é contribuir para o aumento do consumo consciente de vinhos finos em todo o Brasil - expresso no conceito “o mundo dos vinhos em suas mãos” -, proporcionando acesso às melhores opções de todo o mundo e oferecendo em sua loja online uma cuidadosa e ampla seleção realizada por uma equipe de Sommeliers Wine. A Wine opera um Centro de Distribuição de última geração, totalmente climatizado, localizado estrategicamente em Serra, ES, de onde saem os produtos que são entregues em embalagens especialmente desenvolvidas (a WineBox), por meio de uma parceria com a TAM Cargo, em até 72 horas em todas as capitais do país e em mais de 600 cidades para 67 mil clientes ativos de todo o país.
A Wine está empenhada em levar conhecimento e informações relevantes sobre o mundo dos vinhos para todos os consumidores, onde quer que eles estejam e por meio de várias plataformas digitais como o site e as redes sociais (Twitter, Orkut e Facebook) e impressas, como a revista Wine, com 85 mil exemplares e distribuição mensal. A Wine mantém ainda o exclusivo ClubeW, o maior clube de vinhos do Brasil vinculado a uma webstore de vinhos e a um clube de vantagens. O ClubeW é atualmente o maior clube de vinhos do país com mais de 20 mil sócios ativos que recebem mensalmente uma WineBox com duas, quatro ou seis garrafas de vinhos selecionados pelo Sommelier Wine e têm 15% de desconto e frete grátis em todas as compras na loja virtual. Recentemente recebeu o troféu “Ouro” do Prêmio Excelência em Qualidade Comércio Eletrônico B2C concedido pelo e-bit.
A missão da Wine é contribuir para o aumento do consumo consciente de vinhos finos em todo o Brasil - expresso no conceito “o mundo dos vinhos em suas mãos” -, proporcionando acesso às melhores opções de todo o mundo e oferecendo em sua loja online uma cuidadosa e ampla seleção realizada por uma equipe de Sommeliers Wine. A Wine opera um Centro de Distribuição de última geração, totalmente climatizado, localizado estrategicamente em Serra, ES, de onde saem os produtos que são entregues em embalagens especialmente desenvolvidas (a WineBox), por meio de uma parceria com a TAM Cargo, em até 72 horas em todas as capitais do país e em mais de 600 cidades para 67 mil clientes ativos de todo o país.
A Wine está empenhada em levar conhecimento e informações relevantes sobre o mundo dos vinhos para todos os consumidores, onde quer que eles estejam e por meio de várias plataformas digitais como o site e as redes sociais (Twitter, Orkut e Facebook) e impressas, como a revista Wine, com 85 mil exemplares e distribuição mensal. A Wine mantém ainda o exclusivo ClubeW, o maior clube de vinhos do Brasil vinculado a uma webstore de vinhos e a um clube de vantagens. O ClubeW é atualmente o maior clube de vinhos do país com mais de 20 mil sócios ativos que recebem mensalmente uma WineBox com duas, quatro ou seis garrafas de vinhos selecionados pelo Sommelier Wine e têm 15% de desconto e frete grátis em todas as compras na loja virtual. Recentemente recebeu o troféu “Ouro” do Prêmio Excelência em Qualidade Comércio Eletrônico B2C concedido pelo e-bit.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Mensagens
Syrah
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Vindima 2013 - 05 - Os destaques da Alamúnica":
Sou leitor diário do seu Blog, mas esta de a Almaunica ser a primeira a produzir Shiraz no Brasil em 2010foi complicado, não vou citar nomes mas acredito que uma pesquisa seja bem vinda sobre esta informação para manter a credibilidade do Blog.
Forte Abraço.
Resposta – Obrigado, vou conferir.
..............
Carrau
Caro Ucha, acho que ainda não está confirmada a data, embora a obra esteja na parte final e já tenhamos vinhos das safras de 2011 e de 2012 . Vou informar ao Javier para que ele nos diga alguma coisa a respeito . Tenho entendido que será neste ano mas provável que seja no 2o semestre imagino .
Grande abraço e caso vá a Livramento em algum momento não deixe de nos avisar, quem sabe não podemos degustar um cordeiro CARA MORA com alguns dos vinhos brasileiros já elaborados .
Ignacio Carrau – Rivera
......................
Amigo Ucha,
Minha conta Google foi sumariamente removida. Não me respondem, não me atendem pessoalmente, não querem que eu saiba o porquê da remoção. Não sei se algum hacker fez besteira; não sei se o Google deu uma pane e perdeu tudo, mas peço que me siga agora no www.divinoguia.com.br Estou tentando ainda recuperar todo o trabalho de anos.Se conhecer alguém com quem eu possa falar e explicar o sumiço, e que eles me digam o motivo, e me mandem o conteúdo agradeço.
Abraços de luz
Álvaro Cézar Galvão
"O ENGENHEIRO QUE VIROU VINHO"
http://ww.divinoguia.com.br
cezargalvao@uol.com.br
11 9 9136-2953
Resposta – Obrigado pela informação, Galvão. Vou falar com o pessoal do Apoio Técnico do jornal e ver se eles sabem alguma coisa.
.....................
Os franceses do Jerome
Boa tarde Danilo, tudo bem?
Queria te desejar um feliz ano novo, tudo de bom por esse novo ano. Acabo de voltar da França e temos uma grande novidade, acabei de fechar uma parceria exclusiva com o Chateau Angelus, o Primeiro Grand Cru Classé de Saint Emilion. Tu pode ver 2 videos sobre o castelo:
http://youtu.be/GeH8_it5teM ou http://youtu.be/jqXq_z86Obg
Temos hoje todas safras antigas de Angelus e também o Carillon d'Angelus e o mais novo vinho do castelo, o N°3 d'Agelus, uma micro produção de 6000 garrafas por ano . So recebi 600 garrafas para o ano inteiro .... Um belo vinho 100% exclusivo. Ja estamos com as reservas abertas. Qualquer duvida, fico a teu dispor .
Abraço
Jerome Dumora – (51) 8315-0009
.....................
Expedição
Estimado amigo Danilo,
Com os meus cumprimentos, desejo-lhe uma expedição exitosa em Bento Gonçalves, Flores da Cunha e Nova Pádua e quando do seu retorno gostaria de saber das tuas façanhas.
Receba um forte abraço,
Torvaldo Antonio Marzolla Filho
Respotsa – Obrigado, amigo. Foi tudo muito bom.
..................
Examina bem
Parabéns Danilo, “examina” bem as uvas no paladar degustativo..... para depois dar tua opinião, Abs,
Lula Costa - SINDUSCON-RS
Resposta – Bebi bastante vinho.
............
Vindima
Cristina Bielecki deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Vindima 2013 - 12 - Altos Montes, um mundo de desc...":
Parabéns pela cobertura da Vindima, completa e pontual, muito boa, abraços,
Cristina Bielecki Jornalista e Assessora de Imprensa, São Paulo-SP
Resposta – Obrigao, Cristina. Nesta edição apresento a parte II.
............
Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Vindima 2013 - 05 - Os destaques da Alamúnica":
Sou leitor diário do seu Blog, mas esta de a Almaunica ser a primeira a produzir Shiraz no Brasil em 2010foi complicado, não vou citar nomes mas acredito que uma pesquisa seja bem vinda sobre esta informação para manter a credibilidade do Blog.
Forte Abraço.
Resposta – Obrigado, vou conferir.
..............
Carrau
Caro Ucha, acho que ainda não está confirmada a data, embora a obra esteja na parte final e já tenhamos vinhos das safras de 2011 e de 2012 . Vou informar ao Javier para que ele nos diga alguma coisa a respeito . Tenho entendido que será neste ano mas provável que seja no 2o semestre imagino .
Grande abraço e caso vá a Livramento em algum momento não deixe de nos avisar, quem sabe não podemos degustar um cordeiro CARA MORA com alguns dos vinhos brasileiros já elaborados .
Ignacio Carrau – Rivera
......................
Amigo Ucha,
Minha conta Google foi sumariamente removida. Não me respondem, não me atendem pessoalmente, não querem que eu saiba o porquê da remoção. Não sei se algum hacker fez besteira; não sei se o Google deu uma pane e perdeu tudo, mas peço que me siga agora no www.divinoguia.com.br Estou tentando ainda recuperar todo o trabalho de anos.Se conhecer alguém com quem eu possa falar e explicar o sumiço, e que eles me digam o motivo, e me mandem o conteúdo agradeço.
Abraços de luz
Álvaro Cézar Galvão
"O ENGENHEIRO QUE VIROU VINHO"
http://ww.divinoguia.com.br
cezargalvao@uol.com.br
11 9 9136-2953
Resposta – Obrigado pela informação, Galvão. Vou falar com o pessoal do Apoio Técnico do jornal e ver se eles sabem alguma coisa.
.....................
Os franceses do Jerome
Boa tarde Danilo, tudo bem?
Queria te desejar um feliz ano novo, tudo de bom por esse novo ano. Acabo de voltar da França e temos uma grande novidade, acabei de fechar uma parceria exclusiva com o Chateau Angelus, o Primeiro Grand Cru Classé de Saint Emilion. Tu pode ver 2 videos sobre o castelo:
http://youtu.be/GeH8_it5teM ou http://youtu.be/jqXq_z86Obg
Temos hoje todas safras antigas de Angelus e também o Carillon d'Angelus e o mais novo vinho do castelo, o N°3 d'Agelus, uma micro produção de 6000 garrafas por ano . So recebi 600 garrafas para o ano inteiro .... Um belo vinho 100% exclusivo. Ja estamos com as reservas abertas. Qualquer duvida, fico a teu dispor .
Abraço
Jerome Dumora – (51) 8315-0009
.....................
Expedição
Estimado amigo Danilo,
Com os meus cumprimentos, desejo-lhe uma expedição exitosa em Bento Gonçalves, Flores da Cunha e Nova Pádua e quando do seu retorno gostaria de saber das tuas façanhas.
Receba um forte abraço,
Torvaldo Antonio Marzolla Filho
Respotsa – Obrigado, amigo. Foi tudo muito bom.
..................
Examina bem
Parabéns Danilo, “examina” bem as uvas no paladar degustativo..... para depois dar tua opinião, Abs,
Lula Costa - SINDUSCON-RS
Resposta – Bebi bastante vinho.
............
Vindima
Cristina Bielecki deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Vindima 2013 - 12 - Altos Montes, um mundo de desc...":
Parabéns pela cobertura da Vindima, completa e pontual, muito boa, abraços,
Cristina Bielecki Jornalista e Assessora de Imprensa, São Paulo-SP
Resposta – Obrigao, Cristina. Nesta edição apresento a parte II.
............
Foi um sucesso o vinho na avenida, com a Vai Vai, em São Paulo
Carlos Raymundo Paviani, diretor do Ibravin, e Alceu Dalle Molle, presidente, e sua esposa fizeram voto com Ana Hickamnn, Madrinha da Vai Vai.
Fotos DU/JN
Eu, bloguista e carnavalesco, a bela Ana Hickmann
Foto Marcela Duarte
Um dos carros da Vai Vai sobre a uva e o vinho
Foto Ibravin
Maior vencedora do Carnaval paulista, escola de samba Vai Vai, do bairro Bixiga, em São Paulo, poderá repeir o sucesso de anos anteriores com o belo desfile que fez, na madrugada de sexta-feira para sábado, apresentando o tema Vinhos do Brasil, com apoio dos Instituto Brasileiro do Vinho e várias vinícolas. Até cheirinho de uva teve na passagem do carro abre-alas, bem como a apresentação da bela Ana Hickmsnn, madrinha da escola, na passarela do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo. A Vai Vai tem 14 títulos e poderá sair ganhando mais um na apuração dos votos dos jurados terça-feira. Desfilou com seus quase 4 mil integrantes contando e cantando a história do vinho no Brasil. A inciativa do patronício foi do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), com a cota master exclusiva da Verallia. Outros patrocinadores foram a Tetra Pak e as vinícolas Aurora, Cereser, Góes, Greenday, Perini e Salton. O apoio foi da Scholle Packaging, da Miolo, da Santille e da Alberto Belesso. O suco de uva também está presente com patrocínio das marcas Greenday e Jota Pe. O Ibravim montou um camarote para mais de 350 pessoas, muitas de Caxias do Sul, inclusive a Rainha da Festa da Uva, de Bento Gonçalves, Flores da Cunha e moutras cidades produtoras de vinho. Vários jornalistas da serra e de Porto Alegre participaram. Antes de ir para a avenida, a bela modelo e apresentadora de TV Ana Hickmann, passou pelo camarote, linda e simpática, e fez fotos com Alceu Dalle Molle, Raymundo Paviani, Diogo Bertolini e outros diretores, além do público que a aplaudiu muito.
A Vai-Vai iniciou o desfile com um magnífico carro alegórico contando a história do vinho, enfatizando o seu aspecto religioso e sagrado. Depois, entrou a produção brasileira de vinhos, tratando das diversas regiões vitivinícolas, ressaltando a evolução da qualidade dos rótulos verde-amarelos. Por fim, a sustentabilidade fechou com chave de ouro o desfile, cujo tema foi “Sangue da terra: videira da vida: um brinde de amor em plena avenida – Vinhos do Brasil”. “Foi um desfile em alto astral, alegre, como é o vinho brasileiro”, afirmou Cahê Rodrigues, carnavalesco que fez a sua estreia no Carnaval de São Pauloa. “Estou muito empolgado. O enredo é muito bom, o tema é perfeito, o que torna o projeto audacioso. Com a força da comunidade e a qualidade dos Vinhos do Brasil vamos buscar o título”, ressaltou. O refrão do samba-enredo da Vai-Vai sobre os Vinhos do Brasil já pegou em São Paulo, que cantou, no desfile, junto com a escola: “Divino eu sou / Sangue da terra, videira da vida / Num brinde de amor transbordo em plena avenida”. “Fomos em busca do 15º campeonato com a benção dos Vinhos do Brasil”, diz o presidente da escola, Darly Silva, o Neguitão, acrescentando seu tradicional bordão: “Doa a quem doer”.
A Vai-Vai, que ficou em 3º lugar no ano passado, foi a quarta escola a entrar na avenida na primeira noite do desfile do Grupo Especial paulistano. Ou seja, já era sábado (9) quando a “Saracura” entrou no Anhembi. “A parceria com o Ibravin possibilitou um desfile que promete ser um divisor de águas no Carnaval paulistano”, comentou Neguitão. “É com muito orgulho que contamos a história e a evolução dos vinhos do Brasil”, acrescenta ele, que incorporou o consumo de vinho e espumante ao seu dia a dia. “Além de fazer bem pra alma, o vinho faz bem pra saúde”, comenta.
“Queremos democratizar o consumo de vinho no Brasil, por isso, nada mais adequado do que investirmos no Carnaval, uma festa sempre ocupada por outras bebidas”, explica o presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Alceu Dalle Molle, que botou a fantasia e caiu no samba na avenida. “Os vinhos e os espumantes são bebidas essencialmente democráticas, que podem e devem ser consumidas em todas as ocasiões. É isso que pretendemos com a parceria estabelecida com a Vai-Vai. O sucesso desta ação terminou com um grande espetáculo na avenida”, disse. É nesta linha que a frase “O Carnaval é para sair da rotina. Inclusive na hora de beber” emoldurou o palco da Vai-Vai no Bixiga. Todo mundo espera com ansiedade os resultados de terça-feira.
O gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini, informou que foram comercializados 2.500 taças de vinhos durante os desfiles na Vai-Vai em dezembro e janeiro. Ainda foram vendidas mais de 200 garrafas de espumantes e centenas de taças de suco de uva 100%. No aniversário da Vai-Vai, no dia 26 de janeiro, foram consumidas ainda 24 mil caixinhas de vinho em embalagem Tetra Pak de 250ml. Nas tradicionais feijoadas realizadas aos sábados ao meio-dia, a comunidade da Vai-Vai aderiu ao vinho apara acompanhar a refeição. “Conseguimos atrair pelo menos 20% dos frequentadores da Vai-Vai para o mundo do vinho”, festeja. Durante o desfilem no camarote do Ibravin, o espumante, os vinhos e os sucos circularam a noite toda, acompanhados por tira-gostos e um prato quente. Foi uma verdadeira festa de Baco. Mais de 120 quilos de uvas foram usados pela escola na avenida. Uma ala inteira foi formada por integrantes da Serra Gaúcha. No camarote da Liga das Escolas de Samba de São Paulo foram consumidos espumantes e vinhos brasileiros. Pela primeira vez, os Vinhos do Brasil tiveram um camarote exclusivo no Anhembi. “Montamos uma verdadeira plataforma de negócios para receber compradores e também formadores de opinião do mundo do vinho e de fora dele”, explica Bertolini. Orestes de Andrade Jr. diretor de comunicação e divulgação do Ibravin, comemorou junto com jornalistas do Rio Grande do Sul e de São Paulo que estiveram no camarote, como Décio Azevedo, Eduardo Bins Ely, este colunista, Roberto Hunof, Silvia Rosa, João Pulita e muitos outros, bem como as celebridades modelo e apresentadora Ana Hickmann, madrinha da Vai-Vai, a atriz e destaque da Vai-Vai, Adriana Lessa, e a atriz Leona Cavalli. O sommelier do Restaurante Fasano, Manoel Beato, e a sommelier do Restaurante D.O.M (do famoso chef Alex Atala), Gabriela Monteleone, desfilaram na Vai-Vai.
O Ibravin captou R$ 1,35 milhão para investir na Vai-Vai – 90% dos recursos vieram por meio da Lei Rouanet. No ano passado, os Vinhos do Brasil foram tema da Estado Maior da Restinga, que acabou como campeã do Carnaval de Porto Alegre. Do investimento de aproximadamente R$ 700 mil, mais de R$ 5 milhões tiveram retorno com mídia espontânea. Ainda foram vendidas 1,8 mil taças de espumantes no sambódromo da Capital Gaúcha. Para os próximos anos, a ideia é chegar ao Carnaval do Rio de Janeiro – a Beija-Flor, a Mocidade e a Portela já mostraram interesse em levar o tema à avenida – e também ao Nordeste. Isso, porém, só para 2015 ou 2016, pois em 2014 a Copa do Mundo de Futebol será o evento magno do país. Alguma coisa, ainda em segredo, poderá ser feita no Nordeste, onde o consumo de vinho está aumentando, talvez em Fernando de Noronha. O vinho brasileiro está disposto a investir alto...
O intérprete Wander Pires comandou pela terceira vez o samba da Vai-Vai. Por uma feliz coincidência, foi ele quem conduziu a Restinga para o título do Carnaval de Porto Alegre em 2012 com o tema Vinhos do Brasil, com apoio do Ibravin. O samba da Vai-Vai, eleito de forma democrática pela comunidade, é de autoria dos compositores Zeca do Cavaco, Ronaldinho FDQ, Osvaldinho da Cuíca, Evaldo Rodrigues e Valter Camargo. O carnavalesco Cahê Rodrigues usou cinco carros alegóricos e 31 alas para contar a história do vinho brasileiro. Tudo começa com o carro abre-alas, de quase 60 metros. “Ele conta que Noé carregou em sua arca não somente animais, mas também as sementes de videira. Com isso, ele fez com que a arte de fazer vinho não morresse. Foi uma abertura bem bíblica da escola”, revela Rodrigues. A referência bíblica segue com a transformação da água para vinho nas Bodas de Caná.
A produção brasileira de uva e vinho começou a ser contada no terceiro carro alegórico. “Nós fizemos uma adega no Brasil. A gente entende que esse ‘sangue da terra’, esse vinho, movimenta muito a estrutura do país. Muitos imigrantes vieram pra cá e, através de muita luta, de muita história de superação, foi possível tornar o vinho brasileiro o que ele é hoje”, revelou o carnavalesco, que esteve na Serra Gaúcha conhecendo as vinícolas e, sobretudo, os vitivinicultores. “Foi uma viagem encantadora porque você descobre que atrás de uma garrafa existem muitas histórias de superação, de luta e de conquistas dos imigrantes italianos que se instalaram na região e começaram a reconstruir suas vidas. Esse processo é muito lindo”, afirma Rodrigues. No carro houve imigrantes italianos pisando em uvas, lembrando como era a produção de vinhos antigamente. As uvas foram levadas a São Paulo diretamente do Vale Trentino, em Farroupilha. A produtora Maira Tartarotti forneceu boa parte das uvas Merlot que estiveram na avenida. “Para mim, é a valorização do colono”, orgulha-se. Na sequência, o quarto carro teve o símbolo da escola, o personagem Criolé, oferecendo um grande banquete regado a vinho. A quinta alegoria concluiu o desfile com uma mensagem de preservação ambiental e sustentabilidade. “Ela é inspirada na Arca do Futuro, que foi feita na Noruega. Sementes de várias espécies de frutas e plantas foram armazenadas já em preparação para o próximo dilúvio, pois isso pode acontecer. A gente abre com uma arca e fecha com outra, com visões e propostas diferentes, mas o mesmo sentimento”, registrou Rodrigues. Conforme o carnavalesco, o vinho contagiou de alegria toda a escola. “Todas as nossas fantasias têm detalhes de uva. Esperamos brindar no final o título da escola com muito vinho e espumante”. Como diz o próprio samba da escola: sempre com moderação. O último título da Vai-Vai veio em 2011, com o enredo “A Música Venceu”. Fundada em 1930, a escola teve mais de 3,6 mil componentes e uma bateria com 280 ritmistas.
Vindima 2013 - 13 - Os investimentos da Casa Valduga
Juarez Valduga, um dos três irmãos da Casa Valduga
Daniel Dallevale, enólogo da Casa Valduga
João Valduga e Sérgio Inglez de Souza na festa de abertura da Vindima 2013
Fotos DU/JN
Passada, para mim, a folia do Carnaval, estou de volta para continuar o relato sobre nossa viagem de uma semana pelo Vale dos Vinhedos e pelos Altos Montes, organizada pela Conceitocom Brasil, entre os dias 30 de janeiro e 6 de fevereiro. Foi uma festa só, com muito queijo, copa, vinho, salame, espumante, vinho tinto e branco e suco de uva, em companhia de um grupo de jornalistas e conversando com produtores e enólogos que ratificaram a informação de que a safra 2013 deverá ser uma das melhores em qualidade.
Recomeço pelo encontro com Juarez Valduga, que confirmou outra coisa que eu já estava sabendo: mal começou 2013, recém passamos janeiro, e a Casa Valduga já investiu R$ 12 milhões, no período, para ampliação de sua linha produtiva, nova unidade, em Garibaldi, e renovação dos equipamente da que comprou, em Uruguaiana, para a vinificação dos vinhos da Campanha, e novos equipamentos para a própria Valduga, no Vale dos Vinhedos, com a instalação de uma máquina que vai aumentar o ritmo da degorja de 600 garrafas por hora para 2.750 garrafas/ora, segundo o enólogo Daniel Dallevalle. Outra máquina nova, importada também da Itália, aumentará a seleção de grão de um caminhão de uvas de um dia todo para apenas 3 horas. Com isso, a Casa Valduga pretende encher de uma vez sua adega, que tem capacidade para 4 milhões de garrafas.
Além de Juarez e Daniel, nos recebeu, também, o enólogo Jonatan Marini. Hoje, a Casa Valduga está trabalhando com três linhas: Raízes, na região da Campanha (Quaraí e Uruguaiana), Leopoldina (Vale dos Vinhedos) e Identidade (Encruzilhada, na Serra do Sudeste). O enólogo Daniel Dallevalle chamou a atenção para algo curioso, conseqüência da mudança climática: como no Nordeste, o RS teve duas safras de uvas num ano, pois a vindima, adiantada em 20 dias pelo clima, começou em 20 de dezembro de 2012. Garantiu que a sadra 2013 terá o mesmo nível de qualidade da de 2013, com potencialidade para ser melhor. Para espumantes, foi super equilibrada. A Casa Valduga, no Brasil, está cultivando 60h no Vale dos Vinhedos, 200ha em Encruzilhada do Sul e 50h na Campanha, em Quarai e Uruguaiana. Produz vinho, o Mundvs, também em Portugal e na Argentina e está se preparando para iniciar produção no Chile, no famoso Valle Maipo. As atuais instalações da Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, que são imensas, serão destinadas apenas à produção de vinho base para espumantes e espumantes, enquanto o restante – vinhos – será produzido nas instalações da Domno, em Garibaldi, outra empresa do grupo, dirigida por Jones Valduga. Segundo Juarez., a decisão estratégica é obter um crescimento de 30% a 40% na Domno, enquanto a Casa Valduga dimnuirá 20%. O projeto é deixar o grupo, que hoje é 50/50, com 80% de espumantes e 20% de vinhos, produzidos especialmente na região da Campanha. A produção de espumantes anda em torno das 1,2 milhão de garrafas e o projeto é chegar às 2 milhões de garrafas.
Ao mesmo tempo, começará a ser produzido azeite de oliva. Mas, por enquanto, segundo Juarez Valduga, será para utilização própria, nos antipastos produzidos por outra unidade do grupo, a Casa de Madeira.
A degustação na Casa Valduga, coordenada por Alceu Dallevalle e Juarez Valduga, começou com o Gran Reserva Extra Brut, elaborado com Pinot Noir e Chardonnay, método champenoise, que passou um ano no carvalho e é vendido a R$ 82,00. Tem reflexos palhas, dourados, perlage fino, bouquet de especiarias preciosas e delicadas, lembra amêndoas, flores secas, frutas exóticas e maduras, excelente volume de boca, acidez equilibrada e retrogosto convidativo. Depois da definição das características, enquanto degustávamos, Juarez falava sobre a necessidade e a importância do governo brasileiro definir melhor as normas e as regras para a produção vitivinícola. “Todo mundo tem certeza de que os vinhos Reserva e Gran Reserva são os melhores e o consumidor está certo, mas, na verdade, no Brasil, o que vem em garrafas de Reserva e Gran Reserva nem sempre é o melhor, porque não há regras sobre o que colocar nas garrafas”, afirmou Valduga.
Depois, bebemos o Gran Leopoldina Chardonnay 2011 DO, da garrafa 005795, o primeiro Denominação de Origem lançado pela Casa Valduga, branco de qualidade impecável, fresco, com toques bem leves cítricos e de frutas brancas e na boca tem um excelente equilíbrio de acidez e corpo. O terceiro vinho foi um corte Gran Identidade 2009, com as uvas Arinarnoa, Marselan e Merlot, cultivadas em Encruzilhada do Sul, que passou 12 meses em carvalho e mais 12 meses na garrafa, com 13,5 de álcool. É um vinho jovem, intenso e encorpado, cor rubi intensa e profunda, ideal para guarda.
O enólogo não havia colocado na lista de degustação, mas Juarez, dono da casa, fez questão de que degustássemos um dos melhores espumantes da Casa Valduga, que já conhecia desde seus lançamentos, o Maria Valduga, homenagem à mamma. Maria Valduga Brut Vintage é uma jóia do espumante brasileiro, elaborado com 80% de uvas Chardonnay e 20% Pinot Noir, límpido e brilhante, de coloração amarelo palha, perlage fino e persistente, culminando em uma nobre e generosa coroa, bouquet elegante e intenso com notas de frutas em calda, remetendo principalmente à pera e maçã. Os aromas de brioche amanteigados e pão delicadamente tostados expressam a complexidade adquirida durante a lenta maturação deste espumante. Em boca possui excelente complexidade gustativa, com acidez equilibrada e ótimo frescor, alta cremosidade, ampla intensidade, persistência e retrogosto que remete à análise olfativa. Custa em torno de R$ 190,00.
Vindima 2013 - 14 - A cave de Pedra é um castelo medieval
.jpg)
A Cave de Pedra é de 1997
Foto DU/JN
No Vale dos Vinhedos não é muito fácil escrever sobre as várias vinícola sem, às vezes, se confundir um pouco. São tantos irmãos, primos, pais e tios com o mesmo sobrenome em empresas diferentes. Mas, como vou naquela região há mais de 40 anos, tenho mais facilidade de me movimentar entre tantos nomes iguais em vinícolas diferentes.
A Cave de Pedra, por exemplo, é outra vinícola, mas um dos sócios também é Juarez Valduga. Aliás, conta a lenda que ele construiu aquele diferente castelo estilo medieval, totalmente em pedra basalto, para ser mais do que uma vinícola, e sim um SPA do vinho, mas, aí, foi pego de surpresa pela construção do Spa do Vinho – hoje quase todo do Grupo Miolo – a poucos quilômetros de distância e deixou a Cave de Pedra Winery apenas para vinícola e casa de eventos, casamentos, almoços e jantares especiais.
Instalada na Linha Leopoldina, 315. A temperatura das pedras ajuda a manter o vinho com qualidade. A especialidade é a elaboração de espumantes pelo processo tradicional (com fermentação na garrafa) muito utilizado na França. É uma empresa boutique, com vinhedos próprios, grande experiência profissional, sensibilidade e máxima dedicação. Suba na torre mais alta para ter uma bela visão do Vale dos Vinhedos. A visitação de 45 min, com degustação de cinco vinhos, custa R$ 10,00 por pessoa, descontados se for comprado alguma produto no varejo. A produção é de 45 mil garrafas/ano. Entre os lançamentos que experimentamos, um Espumante Brut Rosé e um Prosecco.
A primeira degustação foi com Gewurztraminer 2012, Resrva da linha Adaga, que custa R$ 38,00. Depois, um Egiodola 2007, que passou oito meses em barris de carvalho francês. É aquela mesma uva especial sobre a qual falei na abertura da última edição do Blog, levada ao Vale dos Vinhedos por Plinio Pizzato. É um vinho delicado, de muitas surpresas, mais estilo europeu do que Novo Mundo, jovem, intenso e cristalino, 12,5 de álcool.
Depois, degustamos um Espumante Brut elaborado com Pinot Noir e Chardonnay 50/50, amanteigado, leve e cremoso, como gosta de fazer o enólogo Daniel Dallevalle. Com 12 graus de álcool, custa R$ 46,00. A Cave de Pedra também elabora um Extra Brut 100% Pinot Noir, que é muito bom, mas ele não entra nas degustações públicas pois só são elaboradas 900 garrafas. Se o Juarez Valduga estivesse lá, certamente o teríamos degustado. Finalmente, bebemos um Espumante Moscatel 2012, elaborado com uvas Moscato e Malvasia, vendido a R$ 33,00.
Vindima 2013 - 15 - Interessantes surpersas na Angheben
Eduardo Angheben e uma de suas surpresas
Chef Luciana Leite, de Cuiabá, chegando na vinícola Angheben
Fotos DU/JN
Nossa última visita no dia primeiro de fevereiro foi à vinícola Angheben, fundada em 1999, mas por alguém que já tinha muita experiência em vinhedos e vinhos, Idalêncio Angheben, professor e enólogo.. Ele trabalha com seu filho Eduardo, também enólogo, e fazem um vinho mais europeu do que Novo Mundo, produzindo cerca de 30 mil garrafas/ano.
Começamos com um Espumante Brut Champenoise Angheben, com 12,5 graus de álcool, 100% Chardonnay, que é vendido a R$ 46,00. Excelente perlage, boa acidez, sabor delicado na boca. Espumante de alta qualidade, o qual permaneceu em contato com as leveduras por doze meses. Depois, bebemos um Gewurztraminer 2012, cujo resultado foi muito bom, sabendo-se que é uma difícil de produzir, mesmo em Encruzilhada do Sul, na serra do Sudeste, de onde ela procede. É um vinho muito floral, 13 de álcool, que explode gostoso na boca. Custa R$ 38,00.
O terceiro vinho foi um Pinot Noir super agradável, leve, mas intenso de aromas, também com uvas de Encruzilhada do Sul, coloração vermelho vivo, aroma de frutas vermelhas como morango e framboesa, compotas doces e caramelo. Ao paladar mostra-se um vinho leve, de taninos macios e sedosos.
Eduardo Angheben gosta de buscar novidades, como o resgate que está fazendo da uva Barbera. Provamos o Barbera Angheben 2010, que passou 16 meses em barrica de carvalho francês, um dos mais comercializados pela empresa. 40% passou por madeira leve, corpo médio, resultando num vinho muito macio, fácil de beber devido a seus taninos “redondos”, com grande intensidade aromática, equilibrado e muito envolvente. O Barbera 2007, um pouco mais leve que o de Piedmonte, é um campeão de sabor e acidez perfeita, delicioso e fresco. O quinto vinho foi um Tourtiga Nacional 2008, intensa coloração, aromas florais como violeta e madre-silva, abrindo para notas de frutas vermelhas e um toque de caramelo. Paladar agradável, taninos potentes e adocicados, com grande volume e persistência.
O vinho de nº 6 foi um Teroldego 2008, que é vendido a R$ 78,00. É um vinho bem incorpado, que exige ooxigenação no decanter – cerca de 40 minutos . Idalêncio garante que foram pioneiros no cultivo desta uva de origem portuguesa que encontrou, em Encruzilhada do Sul,um ambiente extremamente favorável, gerando um vinho potente, encorpado, com aromas intensos e complexos, e paladar harmônico e marcante. Os taninos são concentrados, mas macios, ideais para acompanhar uma picanha de cordeiro ou de javali.
Finalmente, a grande surpresa da Angheben, um Rebo, uma uva nova na região, da qual foram elaboradas apenas 70 garrafas, uma microvinificação que, por enquanto, não será colocada no mercado varejista. Um vinho interessante, atraente, com um toque de Merlot, mas que não será uma degustação rápida, como esta, sob um calor de quase 40 graus, que permitirá dizer tudo sobre ele. Vou ter que voltar na Angheben para provar mais alguma das 70 garrafas do Eduardo.
Vindima 2013 - 16 - No Dia Paolo, falou-se sobre o futuro do vinho
Rogério Valduga, presidente da Apromontes, explicou o alcance da DO
Paulo Geremia, dono do restaurante Di Paolo
Fotos DU/JN
Um dos jantares da nossa viagem foi no restaurante Di Paolo, em Garibaldi, casa que já ganhou vários troféus da Veja como um dos melhores da serra gaúcha, especializado em galeto e massas, com bons vinhos da serra gaúcha. Paulo Geremia, dono do Di Paolo, tem 19 anos na atividade de restauranteur e já possui 8 casas em Garibaldi, Caxias do Sul e Gramado e está abrindo uma nova, em Porto Alegre, junto ao aeroporto Internacional Salgado Filho. Ele nos serviu um cardápio típico da imigração italiana, com sopa de capeletti, galeto al primo canto, radicci com bacon, salada de maionese, salada siciliana, queijo à dorê, polenta na chapa, massas caseiras espaguetti e tortéi xom lohos a quatro queijos, tomate seco, alho e óleo, funghi e o tradicional vermelho. De sobremesa, sagu com creme, pudim de leite e ambrosia. Custa R$ 49,00 por pessoa.
Nosso anfitrião foi Rogério Valduga, presidente da Associação dos Produtores de Vinhos do Vale dos Vinhedos, que explicou como foi obtida a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos e o que se espera dela no futuro. Primeiro, aumento da qualidade dos produtos, porque será preciso seguir regras de qualidade muito rígidas para poder usá-la nos rótulos; depois, aumento das vendas, pois os vinhos terão sua qualidade assegurada junto ao consumidor.
A DO Vale dos Vinhedos beneficia vinhos elaborados com as uvas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat, em diferentes proporções, predominando, sempre, a Merlot. De acordo com Rogério Valduga, dentro de 10 ou 15 anos, a maior parte dos vinhos serão DO, com reconversão dos vinhedos de latada para espaldeira, nas quais a produção é menor, mas a uva consegue maior valor de venda. Segundo Rogério, uma uva de latada é comprada por R$ 1,20 o quilo, enquanto pela de espaldeira paga-se R$ 4,00. A região delimitada compreende 62 km2.
“A safra 2013 – disse ele – está sendo maravilhosa. As perspectivas das uvas tintas são excelentes, assim como foram as brancas.”
Vindima 2013 - 17 - Música, dança e muito vinho no Maria Fumaça
Os vagões são os mesmos dos anos 40/50 do século passado
Música e cantoria italiana o tempo todo da viagem no trem
A velha locomotiva bufa, mas vence a subida da serra
Fotos DU/JN
Para divertir um pouco a turma de jornalistas, Lucinara Masiero e Janquiel Mesturini, da Conceitocom Brasil, programaram, para sábado, visitação ao Parque Temático Epopeia Italiana (som e luz) e um passeio no trem Maria Fumaça, que sai de Bento Gonçalves e vai até a cidade de Carlos Barbosa, aproveitando a antiga via férrea que ligava as cidades de Montenegro e Caxias do Sul, construída no governo de Carlos Barbosa Gonçalves (1908-1913). Ambos os projetos foram montados pela Giordani Turismo e são, não só culturais, sobre o trabalho dos imigrantes italianos, mas, também, muito divertidos. No parque, há uma encenação, com participação dos visitantes, sobre a epopéia da vinda dos italianos; no trem, é uma viagem alegre e divertida, com vinho e suco de uva, muita cantoria e brincadeiras.
A velha locomotiva bufa, mas vence a subida da serra
Fotos DU/JN
Para divertir um pouco a turma de jornalistas, Lucinara Masiero e Janquiel Mesturini, da Conceitocom Brasil, programaram, para sábado, visitação ao Parque Temático Epopeia Italiana (som e luz) e um passeio no trem Maria Fumaça, que sai de Bento Gonçalves e vai até a cidade de Carlos Barbosa, aproveitando a antiga via férrea que ligava as cidades de Montenegro e Caxias do Sul, construída no governo de Carlos Barbosa Gonçalves (1908-1913). Ambos os projetos foram montados pela Giordani Turismo e são, não só culturais, sobre o trabalho dos imigrantes italianos, mas, também, muito divertidos. No parque, há uma encenação, com participação dos visitantes, sobre a epopéia da vinda dos italianos; no trem, é uma viagem alegre e divertida, com vinho e suco de uva, muita cantoria e brincadeiras.
Vindima 2013 - 18 - Goes e Venturini, até as tardias tiveram antecipação
Felipe Bebber e José Venturini, na Goes e Venturini, em Flores da Cunha
Foto DU/JN
Depois do excelente almoço na Dal Pizzol, elaborado pelo chef Avelino Anederle, que se seguiu à colheita das uvas no Vinhedo do Mundo, onde colhi a variedade italiana Nero D´Avola, que vai entrar no Vinum Mundi 2013, ao lado de outras 36 variedades, viajamos para Flores da Cunha, para visitar algumas das 11 vinícolas da região dos Altos Montes, associadas da Apromontes. A primeira, ainda no domingo, foi a Goes e Venturini, em São Gotardo, onde José Venturini e o enólogo Felipe Bebber nos esperavam para mais uma degustação. Segundo eles, a mudança climátiva deste ano foi tão grande que até as uvas chamadas tardias tiveram antecipação de 20 dias na colheita. Garantiram que a safra está sendo excepcional na qualidade, que aumentou, enquanto a quantidade diminuiu. Em 2012, segundo o Ibravin, colheu-se mais de 700 milhões de quilos de uvas. Esta ano, ficará em pouco mais de 600 milhões de quilos.
O setor vai indo muito bem, segundo José Venturini, que defende uma tese que nós sempre defendemos: os produtores de vinho precisam parar de brigar com os vizinhos e brigar com o concorrente, que é o vinho estrangeiro. Isso está começando a acontecer, não só na realização de viagens de jornalistas, como a nossa, mas também em iniciativa do Ibravin e da Apex-Brasil, que promocionam o vinho brasileiro em território nacional e no estrangeiro. A participação do vinho no carnaval, criada pelo Ibravin e por algumas vinícolas, é a melhor demonstração da nova união.
A Goes e Venturini trabalha com 200 mil garrafas/ano de vinhos finos e 5,5 milhões de litros de vinho de mesa, elaborados com as chamadas uvas híbridas ou americanas, Isabel e bordô, principalmente. Em 2013, vai lançar um espumante pelo método champenoise com 70% de uvas Chardonnay e 30% de Pinot Noir, que já estão nos tanques nº 3 e 4, cuja base provamos, e que já mostram complexidade de frutas e flores, longo na boca, aromas cítricos.
Algumas das uvas da Goes e Venturini são oriundas de Santana do Livramento, minha terra natal, na região da Campanha. São Sauvigon Blanc, Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Tannat e Pinot Noir. Na serra, produzem Cabernet Sauvignon, Merlot e Moscato.
A degustação, coordenado por Felipe Bebber, começou com um Chardonnay Reserva 2010, selecionado entre os 16 melhores do ano na categoria branco fino seco não aromático, que Gustavo Kauffmann descreveu como vinho de coloração de media intensidade, amarelo-palha esverdeado, aroma de alta intensidade, nítido e fino, com notas de flores brancas, como jasmim, banana, mel, abacaxi e maracujá, sabor com ataque equilibrado, de boa estrutura, muito refrescante. Custa R$ 29,00. José Venturini aproveitou para anunciar que, brevemente, lançará o 2012. Também um espumante champenoise e o vinho Sauvignon Blanc 2012.
A segunda degustação foi um Merlot 2011 Reserva, com 12,2 graus de álcool, muito leve de boca, que passou por barrica francesa. Vinho límpido e brilhante de coloração intensa com tonalidade rubi. Possui aromas de frutas vermelhas maduras, chocolate e especiarias. No paladar apresenta bom volume de boca, macio, equilibrado e com grande classe. O terceiro vinho foi um Cabernet Sauvignon 2011, com 13,8 de álcool, que passou 12 meses em carvalho, depois de elaborado com uvas de Santana do Livramento e de Flores da Cunha, com produção limitada a apenas 6.500 garrafas. Tem paladar doce bem pronunciado, boa estrutura, taninos maduros e macios, resultado do seu amadurecimento em barricas de carvalho francês.
Seguiu-se um Tannat Reserva 2009, com 14 graus de álcool, cujas uvas também vieram de Santana do Livramento. Felipe Bebber descreveu-o como vinho de personalidade forte e espírito livre, límpido e brilhante, apresenta boa intensidade de cor nos tons vermelho, rubi e púrpura. Seu aroma se destaca pelas notas de frutas vermelhas maduras, cassis, ameixa e especiarias oriundas de sua maturação de 18 meses em barricas de carvalho francês. No paladar apresenta ataque doce, boa estrutura na boca com taninos marcantes e maduros típicos da uva tannat. Como diz o poema em seu rótulo: “Raiz dos pampas. Forte, intenso./Revolto, puro sangue farrapo./Solto ao vento, brinca com o tempo,/pois sabe que para unir um reino,/ basta aspirar à liberdade.”
Fechei a minha degustação na Goes e Venturini com um Brut Chamart, elaborado com 70% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir, vendido a R$ 20,00, custo-benefício extraordinário. Tem 12,5 de álcool.
Vindima 2013 - 19 - Na Monte Reale, menarosto com um grande vinho
Eleida e Lucas Mioranza
O excelente menarosto
Fotos DU/JN
Em todas as vezes que tenho ido à Vinícola Monte Reale, em Flores da Cunha, é na hora do jantar e, coincidentemente, todas as vezes o parto é menarosto, uma seleção de carnes – codorna, coelho, porco e frango – preparados no calor da brasa, num aparelho que fica girando até que todas esteja no ponto. Se pssar, fica ruim, porque as carnes secam e endurecem. A desta vez, estava no melhor do seu ponto, ideal para ser acompanhada com polenta brustolada, salada de radicci e massas. A Monte Reale produz excelentes vinhos de viníferas (50 mil garrafas) e também conhecidos vinhos de mesa (1,5 milhão de garrafas). Tem uvas próprias e de terceiros. Os Merlot e Cabernet Sauvignon são seus grandes ícones, bem como o 200% Prosecco, elaborado com uva própria. Em 2013, a vinícola espera um crescimento de 20% nas vendas, segundo Eleida e Lucas Mioranza, os dois irmão que tocam a produção. São descendentes de Valdecir Mioranza, que chegou na região, vindo da Itália, em 1884. Por isso, os nomes dos vinhos levam, também, a marca Valdemiz, pois ele veio do Valle Del Miz.
A empresa produz 20% de vinhos finos e 80% de vinhos de mesa. Na degustação, tivemos Chardonnay 2011, sem madeira, cuja produção foi de 3 mil garrafas e que é vendido a R$15,00. Depois, um Cabernet Sauvignon 2012, que passou 4 meses em barrica de carvalho francês, 6 mil garrafas, bastante jovem, vendido a R$ 22,00. E, finalmente, o meu preferido, o Sospirolo 2005, o topo da casa, do qual foram produzidas 9 mil garrafas, vendida a R$ 30,00. Elaborado com cinco variedades de uvas – Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Ancellota, Tannat, passou um ano em madeira francesa. Lucas descreveu-o como de elevada intensidade de cor, sendo caracterizado muito pela cor viola e vermelho intenso, aromas pronunciados, delicados e harmônicos, características provenientes da variedade e do tempo de envelhecimento em barricas de carvalho francês, grande complexidade que lembra fruta vermelha, chocolate, especiarias, características de vinhos elaborados com excelentes uvas e que tiveram uma perfeita maturação em barris de carvalhos franceses, nos quais o aroma varietal e frutado não é coberto pelo aroma da madeira. É um vinho que apresenta um ótimo volume de boca, com uma elevada estrutura e corpo. Apresenta um ataque inicial doce, os taninos são perfeitamente evoluídos e equilibrados. Possui uma acidez equilibrada e uma grande persistência gustativa, o que lhe confere paladar elegante. Foram produzidas 10.500 garrafas. Cai muito bem com um prato elaborado com carne de cordeiro, talvez um cordeiro ao molho de shiitake. Tem 13° de álcool.
Vindima 2013 - 20 - Degustação na vinicola Viapiana
Cesar Curra, enólogo da Viapiana
Elton Viapiana também é enólogo
Degustamos cinco vinhos na Viapiana Fotos DU/JN
O dia 4 de fevereiro começou com a visita à Vinícola Viapiana, uma das modernas dos Altos Montes, sendo recebidos oelos enólogos Cesar Curra e Elton Viapiana. A vinícola começou a trabalhar em 1986, mas, só em 1999, entrou na linha dos vinhos finos. Hoje, produz 1,7 milhão de litros de vinhos de mesa e 80 mil garrafas de vinhos finos. No seu bonito prédio administrativo, tem um wine-bar e um restaurante, além de uma loja onde vende seus vinhos e os da Importadora Mediterrâneo. Trabalha com quatro linha: Jovem, Premium, Gran Premium e Icone: dois tintos, um branco e um espumante, que representa 25% das vendas.
A degustação, na bela sala especial da Viapiana, começou com Sauvignon Blanc 2011, sem barrica, vendido a R$ 38,00. Vom boa mescla vegetal e fruta, cremosidade, baixa graduação alcoólica, elaborado com uvas da região dos Altos Montes. Seguiu-se um Chardonnay Expressões 2011, que passou 9 meses em barrica de carvalho nova, 100%, vendido a R$ 48,00. É amanteigado, tem boa baunilha e pode crescer mais com o passar do tempo.
O terceiro vinho degustado foi um Pinot Noir 2011, também denomina Expressões, que passou 12 meses em barricas de carvalho francês, com 12,5° de álcool e custa R$ 52,00.Pareceu-me um vinho leve, aveludado, com boa acidez final, gastronômico, com cereja, boa integração na madeira, e que também vai crescer com o passar do tempo. Seguiu-se um Marselan 2009 Via 1986 Gran Premium, do qual foram feitas apenas 2 mil garrafas. Antes, o vinho passou por 16 meses em barrica de carvalho americano nova. É muito diferente dos demais vinhos da Viapiana, com leve toque de couro, gengibre e chocolate, no aroma, e fresco na boca. Apesar dos 16 meses em carvalho, não se sente muito a madeira. Tem 12,8° de álcool.
Fechamos a degustação na Viapiana com um espumante Brut Champenoise, uma proposta jovem, pois o vinho passou seis meses em contato com as leveduras. Tem complexidade de aroma, mas é jovial, elaborado com as uvas Prosecco, Chardonnay e Viognier, vendido por R$ 26,90, um dos menores preços de champenoises que existem no mercado. É uma aquisição recomendável.
Elton Viapiana também é enólogo
Degustamos cinco vinhos na Viapiana Fotos DU/JN
O dia 4 de fevereiro começou com a visita à Vinícola Viapiana, uma das modernas dos Altos Montes, sendo recebidos oelos enólogos Cesar Curra e Elton Viapiana. A vinícola começou a trabalhar em 1986, mas, só em 1999, entrou na linha dos vinhos finos. Hoje, produz 1,7 milhão de litros de vinhos de mesa e 80 mil garrafas de vinhos finos. No seu bonito prédio administrativo, tem um wine-bar e um restaurante, além de uma loja onde vende seus vinhos e os da Importadora Mediterrâneo. Trabalha com quatro linha: Jovem, Premium, Gran Premium e Icone: dois tintos, um branco e um espumante, que representa 25% das vendas.
A degustação, na bela sala especial da Viapiana, começou com Sauvignon Blanc 2011, sem barrica, vendido a R$ 38,00. Vom boa mescla vegetal e fruta, cremosidade, baixa graduação alcoólica, elaborado com uvas da região dos Altos Montes. Seguiu-se um Chardonnay Expressões 2011, que passou 9 meses em barrica de carvalho nova, 100%, vendido a R$ 48,00. É amanteigado, tem boa baunilha e pode crescer mais com o passar do tempo.
O terceiro vinho degustado foi um Pinot Noir 2011, também denomina Expressões, que passou 12 meses em barricas de carvalho francês, com 12,5° de álcool e custa R$ 52,00.Pareceu-me um vinho leve, aveludado, com boa acidez final, gastronômico, com cereja, boa integração na madeira, e que também vai crescer com o passar do tempo. Seguiu-se um Marselan 2009 Via 1986 Gran Premium, do qual foram feitas apenas 2 mil garrafas. Antes, o vinho passou por 16 meses em barrica de carvalho americano nova. É muito diferente dos demais vinhos da Viapiana, com leve toque de couro, gengibre e chocolate, no aroma, e fresco na boca. Apesar dos 16 meses em carvalho, não se sente muito a madeira. Tem 12,8° de álcool.
Fechamos a degustação na Viapiana com um espumante Brut Champenoise, uma proposta jovem, pois o vinho passou seis meses em contato com as leveduras. Tem complexidade de aroma, mas é jovial, elaborado com as uvas Prosecco, Chardonnay e Viognier, vendido por R$ 26,90, um dos menores preços de champenoises que existem no mercado. É uma aquisição recomendável.
Assinar:
Postagens (Atom)

.jpg)
.jpg)












.jpg)
.jpg)



.jpg)

.jpg)
