quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Critérios de avaliação de vinhos

Meu parceiro de uma degustação às cegas de espumantes, realizada pela revista Sabores do Sul, no restaurante Le Bateu Ivre, em Porto Alegre, o enólogo Tarcis Rafael Capelletti, do Armazém dos Importados, manda-me um artigo do enólogo chileno Patrício Tapia, sobre as diferentes avaliações de vinhos. O titulo é Arrivismo enológico e o autor diz que, como no show business, acrítica de vinho perde quando usa os mesmos critérios para avaliar rótulos de massa e de butique.
Eis o texto do Tapia, autor do Guia Descorchados, principal publicação de vinhos do Chile:

“Fui ver um show do Jonas Brothers dias atrás. Não sei se vocês o conhecem, mas essa banda foi criada pelos estúdios Disney, e hoje faz milhões de crianças no mundo enlouquecer, inclusive minha filha Emilia, de 8 anos. Obviamente, o show foi um resumo de todos os lugares comuns que o pop já fabricou em sua história: saltos, guitarras estridentes, yeah yeahs, beijos, luzes, gritos e não sei o mais o quê. O fato é que, no dia seguinte, a crítica especializada dedicou seus comentários ao show. Claro que fizeram picadinho deles. Alvo fácil.
É provável que os críticos que destruíram o Jonas Brothers não tenham filhos de 8 anos. Daí sua postura. Devo dizer que as duas horas em que estive ali, maravilhado, escutando esses garotos que mal ultrapassam os 20 anos, foram mais que bem pagas.
É possível também que a dureza dessas críticas tenha outros motivos. Por exemplo, o de que o show do Jonas Brothers tenha sido avaliado com os mesmos critérios com que se avalia um show do U2, do Sonic Youth ou dos Rolling Stones. E considero isso um grande erro, já que se trata de produtos completamente diferentes, que mostram coisas distintas, que têm ambições quase opostas. Como medir nos mesmos parâmetros uma banda que busca emocionar uma menina de 8 anos e outra que espera emocionar uma platéia de homens e mulheres mais ou menos experientes na vida?
No mundo da crítica de vinhos, acontece a mesma coisa.
Como avaliar, com o mesmo critério um vinho de 300 dólares e com produção de 2.000 garrafas, por exemplo, e outro que custa 3 dólares e com produção de 500.000 caixas? É um assunto complexo, principalmente quando em um dia nos deparamos com esses grandes vinhos cheios de caráter e, no dia seguinte, temos de degustar esses Cabernet com aroma de Coca-Cola.
Nesses tempos de crise econômica mundial, tenho pensado sobre esse assunto. Qual é o mérito de um vinho de massa, comercial, um vinho cuja única pretensão é acompanhar a refeição de um dia qualquer da semana? Como podemos ser justos com ele?
Minha teoria é que o melhor vinho barato, comercial, de massa, é aquele em que não existe ambição, no qual só se sente a fruta, no qual não há defeitos nem corpo exageradamente potente ou álcool desmedido. Nele, só há fruta direta, honesta e limpa, os tipos de aroma e sabor que é possível obter quando o vinhedo possui a titânica tarefa de produzir dezenas de quilos por videira. O que estou querendo dizer é que gosto dos vinhos de massa quando estes assumem sua condição, quando não tentam ser o que não são.
Mas o problema é que o mundo do vinho está repleto de garrafas que pretendem mais. Esses tintos e brancos nos custaram 2 reais e estão cheios de chips que sentem a madeira (um símbolo de status) ou de taninos adstringentes que poderiam pressagiar um longo armazenamento em garrafa. Mas esses só se tornarão amargos com o decorrer dos meses e de um álcool exagerado, que serve de disfarce para a falta de concentração na fruta. Sempre observamos esse tipo de arrivismo enológico nas estantes dos supermercados e, ainda que o preço desses vinhos seja muito baixo, o que recebemos efetivamente é muito menos do que pagamos por eles.
No fundo, tudo é uma questão de honestidade. E nisso, nós, os críticos de vinhos, e os consumidores devemos ficar muito atentos para qualificar cada vinho dentro de seu real contexto.”
Quando conversei com Capelletti, disse-lhe que penso de forma mais ou menos igual. E lembrei-lhe que comecei a gostar de vinho, quando jovem, lá pelo início dos anos 60, bebendo verdadeiras zurrapas que chegavam a Livramento em grandes tonéis de madeira, eram “batizados” com água e álcool pelos engarrafadores e, nos botecos, nós ainda os piorávamos mais, pedindo ao bolicheiro um “pé sujo”, vinho tinto misturado com outras bebidas ou refrigerantes. Depois, quando vim para Porto Alegre, muito bebi vinho de garrafão, que ia comprar diretamente na serra, na Cooperativa São Pedro, em Flores da Cunha, na Aliança, em Caxias do Sul, e na Forqueta (lembro quando ela começou a colocar cabernet sauvignon nos garrafões, que loucura!), em Farroupilha. Hoje, refinei, um pouco, o paladar, sei apreciar um bom vinho de vinífera, elaborado com esmero e cuidados desde o vinhedo e vinificação até o envelhecimento, mas respeito o vinho de garrafão, até o vinho comum, não sou radical como enólogo francês Michel Rolland que disse aqui, na cara dos gaúchos, que o Brasil só vai ter vinho de qualidade e prestígio quando eliminar o vinho comum!
Para conversar com Tarcis Rafael Capelletti, é no Armazém dos Importados - Rua Padre Chagas, 196 - Porto Alegre – RS - 55 (51) 3346.7307 - www.armazemdosimportados.com.br

Jantar harmonizado no Koh Pee Pee

A enóloga Maria Amélia Duarte Flores também participou da degustação montada pela Sabores do Sul. Lá conversamos e ela convidou-me para o Jantar Harmonizado Koh Pee Pee Exotic and Thai Food que ela organizará, dia 30 de novembro, no excelente restaurante da rua Schiller, 83. Será uma viagem através da gastronomia da Tailândia, na companhia de vinhos especialmente selecionados do Brasil, Estados Unidos, Chile, Argentina, Espanha e Portugal. nove pratos, doze vinhos, compartilhados ao melhor estilo thai, novidades que trazem sensações, sabores únicos, combinações inexploradas. Custo individual: R$ 175,00.
Reservas e informações 51 - 9331 6098 ou mariaamelia@vinhoearte.com

Brasil amplia medalhas na Argentina

O Brasil participou do Vinandino 2009, realizado de 1º a 7 de novembro na Argentina, onde recebeu cinco Medalhas, sendo uma de Ouro e quatro de Prata. O concurso avaliou vinhos, espumantes e derivados de 15 países. As 832 amostras foram degustadas por 35 degustadores internacionais e 60 argentinos que se revezaram durante os dias do concurso.
O 9ª edição do concurso foi realizada em duas etapas. A primeira, na cidade de San Juan, com duração de dois dias, e a segunda, em Mendoza, durante três dias. O Vinandino é o primeiro concurso internacional do Hemisfério Sul, considerado um dos mais importantes no cenário dos grandes concursos de vinho.
A exemplo de edições anteriores, o Brasil teve destacada participação devido a qualidade de seus vinhos espumantes que conquistaram quatro Medalhas de Prata. O concurso não conferiu Medalha de Ouro para espumantes, apenas para vinhos. Neste caso, o Brasil obteve uma Medalha de Ouro. O enólogo Gilberto Pedrucci esteve representando o Brasil no evento.
Premiações
Medalha de Ouro
Mundvs Cabernet Sauvignon 2005 - Casa Valduga Vinhos Finos
Medalha de Prata
Aurora Espumante Prosecco - Cooperativa Vinícola Aurora
Aurora Espumante Brut Chardonnay - Cooperativa Vinícola Aurora
Casa Valduga Espumante Moscatel Premium 2009 - Casa Valduga Vinhos Finos
Garibaldi Espumante Moscatel 2009 - Cooperativa Vinícola Garibaldi
Zanotto Espumante Moscatel - Vinícola Campestre

Miolo Cuvée Tradition Demi-Sec Tiragem 2008

A Miolo Wine Group colocou no mercado o Miolo Cuvée Tradition Demi-Sec 2008, por R$ 150,00. É um vinho Espumante Natural elaborado pelo processo clássico (Champenoise) de fermentação na própria garrafa e envelhecido por um ano sobre as próprias leveduras da fermentação, onde através da "Autólise" das mesmas confere a este produto uma complexidade particular. O vinho base é uma Assemblage de uvas Chardonnay e Pinot Noir. Refrescante e delicado devido ao equilíbrio entre acidez e açúcar.

Mercado mundial para vinícolas brasileiras

Em recente consultoria prestada às vinícolas gaúchas no Quality Wine, o consultor australiano Warrick Duthy, que possui 25 anos de experiência em gerenciamento geral, marketing e desenvolvimento de negócios no setor vinícola, disse que os grandes supermercados vão dominar cada vez mais a venda de vinhos na Europa. “Estas redes trabalham com margens muito pequenas para as vinícolas”, alertou. A respeito dos Estados Unidos, comentou ser um mercado bastante difícil, com predominância de distribuidores regionais, mas com margens mais atrativas. “Atenção para a Ásia, que tem um mercado crescente para vinhos”.
Warrick indicou os mercados que compram vinhos acima de US$ 10 – China, Canadá, Austrália, Rússia, EUA, Coréia e Brasil. Com preços acima de US$ 20 estão Japão, EUA, Reino Unido, Alemanha, Rússia, China, Suíça, Canadá e os Países da Escandinávia. “Para exportar, é importante escolher o canal de distribuição”, observou. “O sucesso do Brasil depende de uma aliança com importadores e distribuidores de qualidade em lojas especializadas, que atendem prioritariamente formadores de opinião”, indicou.

Espumante Garibaldi Moscatel

O mais premiado espumante moscatel brasileiro em 2009 alcançou também o topo na lista dos mais vendidos no país. O Garibaldi Moscatel, de acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), é o espumante elaborado no Rio Grande do Sul mais vendido do Brasil. Ainda conforme o mesmo levantamento, a Vinícola Garibaldi figura na quarta colocação no total de espumantes comercializados no Brasil.
Elaborado através do processo Asti, o Espumante Garibaldi Moscatel apresenta um visual brilhante e sedutor com ótima formação de espuma. A temperatura recomendada para consumo, de cinco graus centígrados, indica que é a bebida ideal para as estações mais quentes do ano e adaptada ao clima tropical brasileiro.
Mantendo os mesmos aromas, outra novidade da Garibaldi marca a tendência para o verão é já está caindo no gosto do consumidor. A empresa apresentou a Moscatel Baby, em garrafas de 187 mililitros. O formato é ideal para ser desfrutado em encontros, baladas, ocasiões informais ou até mesmo na beira da praia ou piscina, em clima de festa e descontração.
Mantendo o espírito de brindar todos os momentos felizes, o novo visual dá versatilidade e charme ao produto para acompanhar seus apreciadores nas mais diversas ocasiões. Com a chegada das festividades de final de ano a perspectiva da empresa é aumentar ainda mais as vendas, que já são quase 30% superiores ao mesmo período do ano passado.
As premiações nacionais e internacionais têm impulsionado a marca. O Espumante Garibaldi Moscatel, por dois anos consecutivos, conquistou o prêmio máximo no Effervescents du Monde, na França, considerado um dos concursos de maior prestígio no mundo e, recentemente, foi o único brasileiro a receber Ouro nos Estados Unidos e na Alemanha.
O Espumante Garibaldi Moscatel foi considerado como o de melhor relação custo x beneficio (pontuação / preço) e a melhor compra, no Desafio de Espumantes Moscatel realizado recentemente em São Paulo. A banca, formada por representantes de confrarias, enófilos e meios de comunicação, avaliou 12 espumantes do Brasil e Itália.
“O grande campeão da noite, apontado como Melhor Vinho, Melhor Relação Custo x Beneficio e Melhor Compra, levando a tríplice coroa, foi o Garibaldi Moscatel, que veio confirmar todos os prêmios que vem recebendo no exterior”, destacou o organizador do desafio, João Filipe Clemente, enófilo e responsável pelo blog Falando de Vinhos.

Vinícola Perini reformula varejo em Farroupilha

A Vinícola Perini acabou de reformular seu espaço de venda em Farroupilha, tornando-o muito mais agradável e comercial, manda dizer-me o Antônio Luzzatto, assessor de imprensa da Vinícola Perini - (51) 3375.5815 / 9872.6230 - imprensa.antonio@comunicative.com
Localizado no Vale Trentino, em Santos Anjos, o varejo Perini passou por uma pequena reforma, firmando o espaço como mais uma opção de lazer e turismo na Serra Gaúcha. O espaço tem arquitetura rústica, confortável e aconchegante, onde o visitante tem acesso aos produtos de diversas safras e marcas de vinhos, espumantes, sucos e licores elaborados pela Vinícola — Casa Perini, Perini, Jota Pe, Pretinha e Santos Anjos — além de apreciar uma exposição de rótulos antigos. Como atrativo, a Vinícola oferece ainda promoções exclusivas.
Junto ao varejo foi criado um ambiente para que o visitante adquira e deguste o seu produto preferido ao final de tarde, observando a paisagem da serra gaúcha e a arquitetura tradicional italiana das instalações da Vinícola.
"Uma boa opção de programa é agregar conhecimento vitivinícola, além de conhecer novos derivados de uva elaborados pela Perini. No caminho, pode-se desfrutar de um passeio por um cenário exuberante em meio a capelas, flores, lagos e árvores até chegar a Perini", explica Benildo Perini, presidente da Vinícola.
A Vinícola Perini começou há 39 anos como um pequeno empreendimento familiar. Hoje é uma empresa competitiva que se destaca como uma das mais importantes do seu segmento no Brasil. Resultado deste reconhecimento são as diversas premiações nacionais e internacionais conquistadas ao longo do tempo em países como Brasil, Argentina e França.
Em 1970, Benildo Perini, atual diretor, inicia o pequeno empreendimento familiar em sua empresa, que engarrafa seu vinho com a marca Jota Pe. Em 1996, a empresa lança a marca Casa Perini, uma linha de vinhos e espumantes de alta qualidade elaborados exclusivamente com uvas viníferas de produção própria. Atualmente, a Vinícola Perini elabora seus vinhos com as marcas Jota Pe, a mais lembrada pelos gaúchos na categoria vinhos da pesquisa Top of Mind RS 2009; e Casa Perini, esta com diferencial de uvas de videiras europeias certificadas conduzidas em espaldeiras Y, além da “Pretinha”, um licor à base de grappa com um composto de frutas da região.

Ventisqueo reduz o peso de suas garrafas

A Viña Ventisquero, do Chile, continua a investir no conceito eco-friendly, promovendo constantemente programas de conscientização ecológica. Uma de suas últimas ações é o uso de novas garrafas Ecoglass, que trazem o equilíbrio perfeito entre a satisfação do cliente e a preservação do meio ambiente. A tecnologia, que permite diminuir em 12% o peso das garrafas, será utilizada nas linhas Reserva e Varietal.
Os benefícios do uso deste tipo de garrafa é que ao empregar uma quantidade menor de vidro, se gasta menos combustível e consequentemente há a diminuição das emissões de CO2 durante o transporte. Além disso, se contribui com a reciclagem do vidro.
“Esta ação se soma a todas as iniciativas que a Ventisquero realiza como parte de sua política ambiental, e entre as quais se encontra, por exemplo, a aliança com a Wrap, organização britânica que ajuda e assessora a redução de resíduos de lixo, a aplicação de medidas de reciclagem promovendo o melhor uso de recursos e a diminuição das mudanças climáticas. Os objetivos são muito claros e estão em sintonia com o que à Viña Ventisquero interessa alcançar: redução de desperdícios, redução de emissões de CO2 e o uso eficiente dos recursos”, explica Juan Ignacio Zuniga, diretor de exportações das Américas.
A Ventisquero é a única vinícola do Chile que possui os certificados ISO 9001, da qualidade, e ISO 14001, do meio ambiente, e HACCP (Análise de Riscos e Pontos Críticos de Controle), assegurando o máximo controle de qualidade de seus vinhos. Além disso, foi a primeira vinícola do Chile a compensar voluntariamente a emissão de CO2 por meio de uma aliança com a organização inglesa Climatecare. Suas ações de integração com o meio ambiente e com o planeta também estão estampadas no nome da vinícola, que homenageia um tipo de geleira chamado Ventisquero (FOTO), e nos rótulos de seus vinhos, como o Grey e o Queulat, dois dos mais importantes ventisqueros do Chile.
Os vinhos Ventisquero são trazidos ao Brasil com exclusividade pela Cantu Importadora. Outras informações sobre a Cantu no telefone 0300.210.1010 ou no site www.cantu.com.br.

Champagnes Pommery têm nova importadora

E, por falar em Cantu, a tradicional e famosa marca de champagnes Pommery passou a integrar o portifólio da Cantu Importadora e agora chega ao Brasil pelas mãos do grupo com sede no Paraná. A empresa, reconhecida pelo trabalho com as poderosas Susana Balbo (Argentina) e Ventisquero (Chile), amplia sua carta com investimento em novos rótulos do Velho Mundo.
Além do champagne, a Cantu também vai trazer tintos e brancos franceses que serão anunciados até o final deste ano. “A seleção foi criteriosa e certamente os vinhos irão surpreender seguindo o mesmo caminho do consagrado Château Porcieux, rosé bi-campeão Top Ten Expovinis Brasil”, afirma Tiago dal Pizzol, gerente de importação de vinhos da Cantu.
A Cantu também traz ao Brasil com exclusividade os vinhos uruguaios da H. Stagnari, os supertoscanos da I Giusti & Zanza e os azeites espanhóis Pons.
Conheça a história da Madame Pommery em www.ch2a.com.br.

Vinhos orgânicos na Maison dês Caves

A Maison des Caves vai proporcionar mais uma experiência especial para os apreciadores de vinho: a degustação de vinhos orgânicos da 1ª edição do roteiro Gabriel In Design. O evento, que acontecerá, hoje, dia 18 de novembro de 2009, às 20h, ocorrerá paralalemente com a feira de decoração que traz como tema o Ano Internacional da Fibra Natural.
Em tempos em que a sustentabilidade está na pauta de prioridades em todo mundo, a Maison des Caves participa dessa iniciativa de forma a impulsionar o cultivo orgânico dos alimentos. Pois, além de trazer benefícios ao meio ambiente, as frutas sem agrotóxicos ajudam a melhorar a saúde e possuem um gosto ainda mais saboroso.
Os rótulos que serão apreciados são Emiliana Pinot Noir Reserva, Domaine la Soumade e Viña Alicia Morena. Além da degustação, os participantes receberão informações sobre como os vinhos são fabricados e quais as principais diferenças para uma vinho não orgânico. As vagas são limitadas e as inscrições até o dia 17 de novembro pelo telefone 11 5525-2411.
Em atividade desde 2003, a Maison des Caves é a boutique de adegas e vinhos do Grupo Art des Caves, uma empresa pioneira e especializada há 12 anos em desenvolver as melhores adegas e climatizações do Brasil. Tem a missão de trabalhar apenas com os melhores vinhos, seja importado ou nacional, e acessórios em geral, como taças, decanters, saca-rolhas especiais, servidores de vinhos, entre outros, em suas lojas, sempre buscando trazer ao cliente informação e qualidade.
Fica na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1881 - Jardim Paulistano -
Contato: 11 5525-2411 / e-mail: callcenter@artdescaves.com.br

Paisagens Vitícolas na Embrapa

Conservar prédios históricos em áreas vitícolas, ver o originalidade dos plátanos que dão suporte para as videiras na Serra Gaúcha ou explorar visões dos vales e encostas constituem riquezas que dão notoriedade ao patrimônio que representa a vitivinicultura da região. Isto também pode ser explorado para aumentar a renda do setor produtivo, com o incremento de atividades ligadas ao enoturismo. Explorar a paisagem vitivinícola é um tema bastante novo no Brasil, mas que cada vez mais ganha espaço e desperta o interesse dos produtores e autoridades. Colaborando com esta nova perspectiva, a Embrapa Uva e Vinho, o Ibravin e a Universidade de Caxias do Sul promovem, na manhã de hoje, dia 18 de novembro, o Seminário “Vitivinicultura Sustentável e Paisagens Vitícolas”, com o pesquisador francês Dr. Joël Rochard, uma das maiores autoridades mundias no tema de paisagens vitícolas.
O evento é gratuito e abordará temas relevantes para o futuro da vitivinicultura, com destaque para a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade ambiental da vitivinicultura. Outro tópico que será abordado são as paisagens vitícolas mundiais. Há um movimento internacional rumo a preservação de territórios vitivinícolas, que cada vez mais ganha força na comunidade mundial. Valorizar e reconhecer uma região vitícola pela sua paisagem, suas características naturais, históricas, culturais e pelas suas vinícolas. Em certos casos, uma região pode até mesmo pleitear o reconhecimento como patrimônio mundial pela Unesco, como a região Douro, que obteve este reconhecimento e consolidou ampla visibilidade internacional.
Segundo o pesquisador Jorge Tonietto, organizador do encontro, Rochard ficou motivado a conhecer a Serra Gaúcha ao assistir a palestra realizada pela professora da UCS, Ivanira Falcade, sobre paisagens vitícolas da Serra Gaúcha, realizada recentemente em Dijon, na França. Tonietto destaca que Rochard irá conhecer a região com vistas a integrar o rico material gerado pelo francês junto à Rede Internacional de Paisagens Vitícolas.
O seminário será das 9h às 11h30min, no auditório da Embrapa Uva e Vinho (Rua Livramento, 515 – Bento Gonçalves). Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (54)3455-8135. Joël Rochard é diretor do Polo Francês de Desenvolvimento Sustentável do Instituto Francês da Uva e do Vinho e Coordenador do Comitê Científico e Técnico Internacional de Paisagens Vitícolas criada a partir da Carta de Fontevraud..

Vêneto Mercantil em Montevideu

De 11 a 13 de novembro aconteceu em Montevidéu o Congresso Latinoamericano de Viticultura e Enologia organizado pela Associação de Enólogos do Uruguai. A Vêneto Mercantil esteve presente no evento conferindo e também apresentado novidades científicas e inovadoras do setor.
O XII Congresso Latinoamericano de Viticultura e Enologia reuniu trabalhos de pesquisadores dos quatro países: Brasil, Uruguai, Argentina e Chile, e contou com a participação de conferencistas de renome internacional vindos da França, Itália, Estados Unidos, África do Sul. Entre os debates foram abordados temas como mudanças climáticas e seu impacto na produção de vinhos, fisiologia e manejo de vinhedos, fatores de qualidade da colheita, caracterização polifenólica e aromática de variedades de cada região, conservação, exigências de mercado e inocuidade de produtos.
Como o evento é uma grande oportunidade de interação e lançamentos inovações que auxiliam as vinícolas, a Vêneto Mercantil, representada pelo enólogo Neuri Bruschi, juntamente com a empresa francesa Laffort expuseram materiais e tecnologias pensadas para manter e preservar a qualidade original das uvas desde o plantio até a elaboração de vinhos, sucos e espumantes. Em um espaço especial alguns enólogos brasileiros degustaram produtos que foram auxiliados por produtos Laffort em sua produção. No Brasil a Vêneto Mercantil importa esses artigos para mais de 500 vinícolas.
A Vêneto, empresa de Flores da Cunha é especialista em importação de produtos enológicos e atua há mais de 20 anos no segmento de vitivinicultura, comercializando as melhores e maiores marcas internacionais do setor como Perdomini, Laffort, Pall, Celite/Perfiltra, Scholle, Nobile, Tecpon, dentre outras.
Diferenciais tais como liderança, logística integrada, credibilidade, inovação e linha completa, fazem da Vêneto a preferência comercial de mais de 500 vinícolas brasileiras, além da equipe de vendas especializada em enologia e da forte atuação no aprimoramento do setor brasileiro através de pesquisa para a importação de novos produtos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mailing

Meus leitores sabem que só coloco alguém no mailing para receber o Blog quando a pessoa pede ou algum amigo seu sugere, o que leva a pressupor que tal pessoa esta interessada em vinhos e cordeiros. Toda solicitação, é claro, me deixa muito satisfeito. Se alguém não quiser receber é só avisar, que eu tiro do mailing.
Ucha

Mensagens

Cordeiros

Faço muitos negócios com cordeiro.
Gostaria de poder me comunicar com a pessoa interessada em cordeiros,
para a casa em Porto Alegre. Meu fone: 53 3243 1965 ou 3178
Agradecido,
Nilo Xavier

Parker

Olyr Correa comentou a nota do Parker. Vejá lá, junto à nota, mas reproduzo aqui também.
“Não gosto muito é do gosto do Parker (que não combina com o meu) e o conceito de notas numéricas. Mas do seu profissionalismo não posso não gostar.
Quanto à cor, ele tem toda a razão.
Avaliar cor, como cheirar rolha, é para jardim de infância. Um profissional do gabarito dele não precisa ver se o vinho está turvo ou se está atijolado para dizer que está estragado ou descendo a coxilha.
Quanto à beleza da cor, depois do sujeito ter visto dezenas de milhares de vinhos, nenhuma cor vai lhe surpreender estéticamente.
Mas como digo, grandes egos escolhem a política ou as artes. Pequenos egos tem como hobby o vinho.
Olyr Correa

Marco Danielle

Esclarecida a dúvida que deixei no ar em relação à procedência do vinho Minimus Anima, do Marco Daniele.
Olá Danilo,
Sou a representante dos vinhos do Marco Danielle e gostaria de fazer uma correção ao seu comentário. Na realidade o Minimus Anima 2007 é produzido com uvas de vinhedos em Encruzilhada do Sul e faz parte do projeto Tormentas. O vinho do novo projeto em Campos de Cima da Serra - a Vinha Solo - é o Prelúdio 2007, um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Este vinho tem recebido mesmo comentários bastante positivos por seu estilo mais clássico e elegante, lembrando um Bordeaux.
Grande abraço,
Sonia Denicol

Don Giovanni

Quem me manda a informação é a jornalista Edith Auler, da Leed: na última semana, durante a Tecnoplast/Feira Lean 2009, em Porto Alegre, André Giovannini, diretor da vinícola Don Giovanni, de Pinto Bandeira (RS) participou da palestra de Sammy Obara, um dos maiores nomes em Lean Manufacturing no mundo. O empresário gaúcho ficou bastante interessado pelo tema proposto no encontro, que discutiu a aplicação deste sistema que visa eliminar o desperdício nas indústrias. Giovannini, disse que muitas das ideias e sugestões propostas serão futuramente aplicadas também nas atividades da vinícola. Ao final do evento, Obara foi presentiado com espumante da linha DG.

Wine Future em números

Andei falando aqui sobre o evento Wine Future que aconteceu na Espanha, na semana passada. O jornalista Orestes de Andrade Jr., do Ibravin, me passa algumas informações interessantes.
O congresso internacional organizado pela Academia de Vinho da Espanha, em Logroño, nos dias 12 e 13 de novembro, teve a participação de cerca de 1.000 profissionais do setor, de 40 países, para debater as tendências no consumo de vinhos no mundo, os mercados emergentes, entre outros assuntos estratégicos.
Ao todo, 103 expositores, representando mais de 150 vinícolas de 45 regiões produtoras participaram da degustação de vinhos e espumantes no evento. A cobertura envolveu 150 jornalistas de 18 países.

Uva grenache ou garnacha

Também falei, ao comentar a presença de Roberto Parker, que recebeu a primeira garrafa de vinho brasileiro em sua vida, que ele estava numa degustação de vinhos com garnacha. Aqui no Brasil, não é uma uva muito conhecida.
De acordo com o Guia do Vinho.com, a grenache (ou grenache noir) é a segunda casta vinífera mais cultivada no mundo. Ela não é famosa nem conhecida com a merlot ou cabernet sauvignon e a maioria das pessoas nem imagina que já experimentou essa uva. Mas então, a grande pergunta que fica no ar é: se pouca gente conhece essa uva, como pode ser tão cultivada? A resposta é fácil: essa casta normalmente se apresenta em corte e não varietal. Alguns dos vinhos que nós conhecemos tão bem levam um percentual de grenache. Apenas para exemplificar: Rioja, Châteauneuf-du-Pape e "GSM".
Sua origem está intimamente ligada ao Mediterrâneo. Sua terra natal é a Espanha, mais precisamente a região litorânea da Cataluña. Por conta disso, a grenache também é conhecida pelo seu nome espanhol, garnacha (ou garnacha tinta). Ainda recebe o nome de cannonau na Córsega e na Sardenha.
Fácil de cultivar, pode ser encontrada em muitas regiões (mais quentes). É uma uva versátil, produz desde vinhos rosés, passando pelos tintos, chegando aos vinhos de sobremesa. Pode estagiar em madeira (velha, de preferência) ou não. Origina vinhos alcoólicos, aromáticos com poucos taninos e baixa acidez.