sábado, 15 de março de 2008
Turismo com uva e vinho
O aumento do turismo na região do vinho na serra gaúcha está entusiasmando os empresários, que preparam suas cantinas para receber visitantes, criam novos restaurantes típicos e ampliam seus hotéis. Só nesta safra, o Vale dos Vinhedos, onde existem 31 vinícolas, receberá 30 mil turistas. O Hotel Villa Michelon, dirigido pelo empresário Moysés Michelon, ampliou sua capacidade em 14%, com a construção de mais sete apartamentos. Agora com 57 apartamentos – 36 luxo, 12 super luxo, sete executivos e duas suítes especiais – ficou com capacidade de acomodação para 170 pessoas. Para comemorar a Páscoa, que este ano coincidiu com a safra da uva, o hotel criou um pacote de 20 a 23, com café da manhã, jantar, almoço de Páscoa no domingo e programação de lazer para adultos e crianças a partir de R$ 490,00 por pessoa em apartamento luxo duplo. As atrações incluem, ainda, bacalhoada na Sexta-feira Santa e, no sábado, jantar típico italiano com show especial.
Brandy com 20 anos
Quem gosta de brandy envelhecido vai ser brindado, em abril, pela Casa Valduga, de Bento Gonçalves, que colocará no mercado um Brandy 20 anos, que desde 1988 está descansando nas barricas da adega. Serão apenas 1.782 garrafas, vendidas por preço superior a R$ 100,00, segundo Juciane Casagrande, diretora-comercial da Valduga. Juarez Valduga, que cuida com carinho dos barris de carvalho onde descansa esta preciosidade, tem certeza que as garrafas serão vendidas rapidamente. Encomende a sua.
Vinhos aprovados
É claro que eles não diriam, de cara, que o vinho brasileiro é ruim, pois foram convidados pela Apex-Brasil e o Ibravin para vir ao Brasil e conhecer os vinhos gaúchos. Mas deu para sentir, como já escrevi em mensagem anterior, que, em Bento Gonçalves, durante o seminário e degustação de nossos vinhos, que os 12 jornalistas estrangeiros, especializados em vinhos, que vieram ao estado, se surpreenderam pela qualidade dos produtos gaúchos. Ficaram impressionados com as técnicas usadas nos vinhedos e nas cantinas, dando a entender que o produto brasileiro poderá vir a ocupar um bom espaço no mercado mundial.
Aliás, esta é a intenção da Apex-Brasil e do Ibravin com a promoção destes eventos e de outras ações para aumentar as exportações de vinho. Os vinhos brasileiros são cada vez mais reconhecidos por sua qualidade no cenário internacional, recebendo consecutivas premiações, e as exportações cresceram mais de cinco vezes nos últimos cinco anos, passando de US$ 772 mil em 2003 para US$ 4 milhões em 2007, sendo que as empresas participantes do projeto Wines From Brasil, desenvolvido em parceria pela Apex-Brasil e o Instituto Brasileiro do Vinho foram responsáveis por 57% deste valor.
O programa Wines From Brasil começou, em 2002, com apenas dois participantes e hoje já conta com 29 empresas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e da Bahia. Entre as vinícolas gaúchas que participam do projeto, estão Salton, Miolo, Cordelier, Casa Valduga e Boscato, entre outras.
Na Boscato, em Nova Pádua, os visitantes conheceram o método pioneiro de mapeamento climático e do solo, e também a forma tecnológica de irrigação - por gotejamento. O enólogo Clóvis Boscato e a engenheira agrônoma Roberta Boscato explicaram como se produz os vinhos na vinícola fundada em 1983.
Aliás, esta é a intenção da Apex-Brasil e do Ibravin com a promoção destes eventos e de outras ações para aumentar as exportações de vinho. Os vinhos brasileiros são cada vez mais reconhecidos por sua qualidade no cenário internacional, recebendo consecutivas premiações, e as exportações cresceram mais de cinco vezes nos últimos cinco anos, passando de US$ 772 mil em 2003 para US$ 4 milhões em 2007, sendo que as empresas participantes do projeto Wines From Brasil, desenvolvido em parceria pela Apex-Brasil e o Instituto Brasileiro do Vinho foram responsáveis por 57% deste valor.
O programa Wines From Brasil começou, em 2002, com apenas dois participantes e hoje já conta com 29 empresas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e da Bahia. Entre as vinícolas gaúchas que participam do projeto, estão Salton, Miolo, Cordelier, Casa Valduga e Boscato, entre outras.
Na Boscato, em Nova Pádua, os visitantes conheceram o método pioneiro de mapeamento climático e do solo, e também a forma tecnológica de irrigação - por gotejamento. O enólogo Clóvis Boscato e a engenheira agrônoma Roberta Boscato explicaram como se produz os vinhos na vinícola fundada em 1983.
Prestígio da Cave Geisse
O enólogo gaúcho Mario Geisse, da vinícola Cave de Amadeu, foi convidado por Philippe Dumont, produtor dos champagnes Premier Crus e Grand Crus, a elaborar, ainda este ano, seu espumante Cave Geisse lá em Champagne, na França. A família Dumont possui dois “chateaux” com mais de 300 anos de tradição na região.
Cuidado com os argentinos
Um produtor de vinhos da serra gaúcha, que também possui vinhedos em Mendoza, na Argentina, informou que os vinicultores daquele país estão se articulando para inundar o Brasil com espumantes em 2008. O crescimento do consumo brasileiro – 15% em 2007 – despertou o interesse dos argentinos, que produzem com menores custos e pagam menos impostos, podendo colocar a bebida no Brasil por preços menores do que os elaborados aqui. No ano passado, os vinhos estrangeiros dominaram o mercado nacional, na base de três garrafas de vinho importado em cada quatro consumidas. Sem dúvida, vai ficar mais difícil ainda para os nacionais enfrentarem a concorrência.
Uma das tentativas dos brasileiros de saírem do sufoco da concorrência dos vinhos estrangeiros é aumentar a sua exportação para Estados Unidos, Europa e Ásia, o que está sendo feito com apoio da Apex-Brasil, através do programa Wine from Brazil
Uma das tentativas dos brasileiros de saírem do sufoco da concorrência dos vinhos estrangeiros é aumentar a sua exportação para Estados Unidos, Europa e Ásia, o que está sendo feito com apoio da Apex-Brasil, através do programa Wine from Brazil
Confraria do Espumante
Recomeçaram as reuniões da Confraria do Espumante no restaurante indiano Sharin. Beatriz Dreher Giovannini, da Vinícola Don Giovanni, acompanhou a preparação do “risoto de vinho tinto” pela jornalista Letícia Souza.
Denominação de Origem Controlada
Os vitivinicultores do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, estão entusiasmados com o rápido andamento do processo para a conquista da Denominação de Origem para os vinhos produzidos na região. Segundo Lídio Ziero, presidente da Vinícola Cordelier, que foi um dos fundadores da Aprovale, associação que reúne os produtores do vale e comanda a reivindicação junto aos órgãos competentes, a decisão deverá ser conhecida antes de 2010, dando o grande impulso que o setor precisa, depois de ter reconvertido seus parreirais e passado a produzir vinhos e espumantes de alta qualidade.
Os vinhos do vale já têm a Indicação de Procedência. A tendência, depois de conquistada a DOC, será de que duas uvas predominem nos vinhos do Vale dos Vinhedos, a cabernet sauvignon e a merlot, com 60%, ficando os outros 40% para as demais cultivadas na região. O trabalho está sendo desenvolvido em conjunto com a Aprovale, com a Universidade de Caxias do Sul, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Embrapa Uva e Vinho, contando com o apoio da Finep - Financiadora de Estudos e Pesquisas.
Concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a Denominação de Origem traduz as características do solo, vinho e tratos culturais da região e facilita a comercialização internacional dos vinhos. A Cordelier, como as demais empresas, está entusiasmada com a qualidade da safra 2008, segundo o enólogo e diretor Dario Crespi. Anunciou o lançamento de um vinho com uvas ancellotta e um Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2005, na linha Dom Ziero, e comemorou a excelente receptividade que obteve um Vintage Licoroso Clássico, safra 2002, preparado com quatro uvas, que ele não revela quais, e que passou 36 meses em barrica de carvalho. Tem 18° de álcool e chegou ao mercado por R$ 43,00.
Os vinhos do vale já têm a Indicação de Procedência. A tendência, depois de conquistada a DOC, será de que duas uvas predominem nos vinhos do Vale dos Vinhedos, a cabernet sauvignon e a merlot, com 60%, ficando os outros 40% para as demais cultivadas na região. O trabalho está sendo desenvolvido em conjunto com a Aprovale, com a Universidade de Caxias do Sul, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Embrapa Uva e Vinho, contando com o apoio da Finep - Financiadora de Estudos e Pesquisas.
Concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), a Denominação de Origem traduz as características do solo, vinho e tratos culturais da região e facilita a comercialização internacional dos vinhos. A Cordelier, como as demais empresas, está entusiasmada com a qualidade da safra 2008, segundo o enólogo e diretor Dario Crespi. Anunciou o lançamento de um vinho com uvas ancellotta e um Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2005, na linha Dom Ziero, e comemorou a excelente receptividade que obteve um Vintage Licoroso Clássico, safra 2002, preparado com quatro uvas, que ele não revela quais, e que passou 36 meses em barrica de carvalho. Tem 18° de álcool e chegou ao mercado por R$ 43,00.
Vinho para comemorar
O empresário e corretor de seguros Auri Rodrigues prometeu abrir um grande vinho para comemorar novidades em sua empresa SMJ Seguros. A SMJ Seguros contratou Fábio Topal como executivo para sua área comercial. De acordo com Auri Rodrigues, diretor da empresa, serão ampliados os negócios através da oferta de novos produtos e abertura de novos nichos de mercado. Topal é gaúcho, com 15 anos de mercado de seguros, mas estava atuando no Ceará.
Valduga faz opção pelos espumantes
A Vinícola Casa Valduga, do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, uma das que mais tem investido em enoturismo - possui quatro restaurantes, uma pousada e começa a construir outro restaurante e um hotel spa - deverá somar investimento de cerca de US$ 20,5 milhões neste projeto de crescimento. A maior novidade deste ano, além do lançamento de novos vinhos e espumantes, é o início do funcionamento de uma nova unidade de vinificação na área que pertenceu à inglesa Allied Domecq, em Garibaldi, adquirida pela Valduga da francesa Pernod Ricard. Conforme o diretor Juarez Valduga, será uma nova empresa, denominada Domno, dedicada exclusivamente à produção de espumantes pelo método charmat (fermentação em grandes tanques de aço inox), para serem vendidos pelo preço médio de R$ 12,00. Na atual unidade do Vale dos Vinhedos, cada vez mais voltada para o enoturismo, continuarão sendo produzidos espumantes pelo método champenoise (fermentação na garrafa) e os vinhos tops da empresa, estes apenas em anos de safras de uvas excepcionais pela qualidade.
"O mercado brasileiro de espumantes cresceu 15%, em 2007, e as nossas vendas cresceram 25% e, por isso, a empresa decidiu apostar no espumante", diz Juciane Casagrande, diretora-comercial. O faturamento foi de US$ 15 milhões, no ano passado, e deverá ser de US$ 20 milhões, em 2008. Só em sucos, outro destaque, foram vendidos US$ 1 milhão e as máquinas estão trabalhando 24 horas nesta safra para atender a demanda. O grupo, que possui vinhedos também em Encruzilhada do Sul e Mendoza (Argentina), vai fazer uma opção bem radical pelo espumante, passando a ter sua produção 80% voltada para espumante e apenas 20% para os vinhos finos. Dois lançamentos, até junho, serão o Solo, um cabernet sauvignon 2005, "para disputar com os melhores chilenos", segundo Valduga, e o primeiro brandy da empresa, com 20 anos de envelhecimento.
A Valduga também se destaca pela produção de vinagre balsâmico e geléias em sua unidade Casa de Madeira, onde também funciona um restaurante de comida típica dos imigrantes italianos. Oferece boas massas, galeto, costelinhas de porco, polenta, fortaia e, certamente, sopa de capelleti.
"O mercado brasileiro de espumantes cresceu 15%, em 2007, e as nossas vendas cresceram 25% e, por isso, a empresa decidiu apostar no espumante", diz Juciane Casagrande, diretora-comercial. O faturamento foi de US$ 15 milhões, no ano passado, e deverá ser de US$ 20 milhões, em 2008. Só em sucos, outro destaque, foram vendidos US$ 1 milhão e as máquinas estão trabalhando 24 horas nesta safra para atender a demanda. O grupo, que possui vinhedos também em Encruzilhada do Sul e Mendoza (Argentina), vai fazer uma opção bem radical pelo espumante, passando a ter sua produção 80% voltada para espumante e apenas 20% para os vinhos finos. Dois lançamentos, até junho, serão o Solo, um cabernet sauvignon 2005, "para disputar com os melhores chilenos", segundo Valduga, e o primeiro brandy da empresa, com 20 anos de envelhecimento.
A Valduga também se destaca pela produção de vinagre balsâmico e geléias em sua unidade Casa de Madeira, onde também funciona um restaurante de comida típica dos imigrantes italianos. Oferece boas massas, galeto, costelinhas de porco, polenta, fortaia e, certamente, sopa de capelleti.
Vinhos da fronteira
Conforme já comentei antes, o prefeito de Livramento, Wainer Machado, comemorou o fato de que o município, depois de 30 anos das primeiras videiras de viníferas plantadas pela Almaden está alcançando uma safra superior a 10 milhões de quilos. Ao mesmo tempo, lançou a proposta de realizar, em 2009, a festa Vindima Internacional, com a participação das vinícolas locais e da cidade vizinha de Rivera, no Uruguai.
sexta-feira, 14 de março de 2008
O retorno
Depois de alguns meses suspenso, por absoluta preguiça deste escriba, o Blog Cordeiro e Vinho volta a circular, por insistência de amigos e leitores como Sérgio Paes Leme e Vera Renner, e também porque estou cheio de notícias de cordeiro e vinho, pois este início de ano está muito movimentado. Desde novembro não editava nada.
Começo registrando uma mensagem da colega e amiga jornalista Lu Bueno. Eis o que ela diz: "Deixa eu te contar uma que fiz ontem. Fui numa degustação de vinhos e chocolates que ocorreu na Adega Uniagro. (Eu sou mera curiosa no assunto, sei apreciar um tinto e conheço pouquíssimas uvas.) Encerramos com um espumante frutado muito bom, IL Segreto 7 Grados Orgânico, São Rafael, Mendoza/Argentina. Fiquei apaixonada pelo local, é convidativo, hein?"
Nestes meses da safra de uvas 2008 - janeiro, fevereiro e março - fui quase cinco vezes à região dos vinhedos da serra - Garibaldi, Bento Gonçalves, Veranópolis e Cotiporã, para ver a qualidade da safra e conversar com os vinhateiros. Posso garantir que a safra dos brancos 2008 será excepcional, também a dos vinhos merlot, cujas uvas já foram colhidas. A cabernet sauvignon também será das melhores mas os produtores resolveram arriscar e deixaram as uvas mais tempo nos parreirais, para pegar mais sol e ganhar mais açúcar natural. É uma arriscada, porque se chover cai o grau de açúcar. Como a meteorologia promete tempo seco até o dia 30 de março, a uva será boa - os cachos estão lindos - e o vinho dos melhores.
Me hospedei nos Hotéis Villa Michelon, do grande Moysés Michelon, e Villa Europa, dirigido pelo Aldemir Dadalt e a Déborah Villas-Bôas Dadalt,m cujos destaques são o serviço à francesa, o spa do vinho e uma das melhores adegas do Rio Grande do Sul. Um fim-de-semana excepcional passei na chácara de Dom Lidio Ziero, proprietário da Vinícola Cordelier. Muitas árvores, gramados lindos, piscina convidativa e muitos vinhos e espumantes da Cordelier, fornecidos pelo enólogo Dario Crespi, inclusive um licoroso aperitivo fantástico. Os restaurantes preferidos foram Canta Maria e Sbornea´s.
Nos textos abaixo, vocês encontrarão algumas informações destas minhas andanças pela terra do vinho. Nas próximas postagens, mais detalhes sobre cada vinícola visitada, seus planos e seus vinhos.
Boa leitura!
Começo registrando uma mensagem da colega e amiga jornalista Lu Bueno. Eis o que ela diz: "Deixa eu te contar uma que fiz ontem. Fui numa degustação de vinhos e chocolates que ocorreu na Adega Uniagro. (Eu sou mera curiosa no assunto, sei apreciar um tinto e conheço pouquíssimas uvas.) Encerramos com um espumante frutado muito bom, IL Segreto 7 Grados Orgânico, São Rafael, Mendoza/Argentina. Fiquei apaixonada pelo local, é convidativo, hein?"
Nestes meses da safra de uvas 2008 - janeiro, fevereiro e março - fui quase cinco vezes à região dos vinhedos da serra - Garibaldi, Bento Gonçalves, Veranópolis e Cotiporã, para ver a qualidade da safra e conversar com os vinhateiros. Posso garantir que a safra dos brancos 2008 será excepcional, também a dos vinhos merlot, cujas uvas já foram colhidas. A cabernet sauvignon também será das melhores mas os produtores resolveram arriscar e deixaram as uvas mais tempo nos parreirais, para pegar mais sol e ganhar mais açúcar natural. É uma arriscada, porque se chover cai o grau de açúcar. Como a meteorologia promete tempo seco até o dia 30 de março, a uva será boa - os cachos estão lindos - e o vinho dos melhores.
Me hospedei nos Hotéis Villa Michelon, do grande Moysés Michelon, e Villa Europa, dirigido pelo Aldemir Dadalt e a Déborah Villas-Bôas Dadalt,m cujos destaques são o serviço à francesa, o spa do vinho e uma das melhores adegas do Rio Grande do Sul. Um fim-de-semana excepcional passei na chácara de Dom Lidio Ziero, proprietário da Vinícola Cordelier. Muitas árvores, gramados lindos, piscina convidativa e muitos vinhos e espumantes da Cordelier, fornecidos pelo enólogo Dario Crespi, inclusive um licoroso aperitivo fantástico. Os restaurantes preferidos foram Canta Maria e Sbornea´s.
Nos textos abaixo, vocês encontrarão algumas informações destas minhas andanças pela terra do vinho. Nas próximas postagens, mais detalhes sobre cada vinícola visitada, seus planos e seus vinhos.
Boa leitura!
Paletinhas do Feliciano
Na noite de 12 de março, o Feliciano Almeida reuniu uma turma de amigos, Petros Grill, para comemorar os 17 anos de sua empresa de consultoria Affectum, em torno de várias paletas de cordeiro trazidas especialmente do frigorífico Divisa em Sant´Ana do Livramento. Havia muitos santanenses na festa, inclusive o pessoal do Jornal da Noite, como Ario e Arfio Mazzei, e também o velho amigo Mazzarolo, dono da Gráfica Comunicação Impressa. Aliás, acertei com o Mazzarolo a reedição do meu livro "Confraria do Cordeiro", esgotado há muito tempo e com dezenas de pedidos em carteira. Aliás, quem estiver interessado já pode ir fazendo sua encomenda para daniloucha@terra.com.br
Paletinhas no Jornal da Noite
Na edição de março do Jornal da Noite, há uma bela nota sobre uma receita de "paleta de cordeiro" que o crítico de vinhos Olyr Corrêa saboreou no D.O.M, em São Paulo. Experimente.
Vinho no Castelo Benvenutti
O Castelo Benvenutti, localizado na entrada do Vale dos Vinhedos, entre Bento Gonçalves e Garibaldi, passou a contar com dois novos empreendimentos. Dia 18, serão inaugurados o Vin Caffé e a loja física da Vinhos & Vinhos, que contribuirão para a promoção do vinho brasileiro. As novas atrações estarão abertas ao público a partir do dia 19.
Em um ambiente moderno e acolhedor, o Vin Caffé é um bistrô que funcionará das 7h às 19 horas, oferecendo café da manhã, lanches e sanduíches, pratos leves para o almoço, além de pastas, pães e porções para um saboroso happy hour. O cardápio da casa, assinado pela chef Idana Spazzini, trará delicados folhados, salgados, quiches e rabanadas, bem como, sopas, risotos, saladas e omeletes. Já a carta de bebidas contará com diversificados cafés, vinhos e espumantes nacionais, cervejas importadas e de microcervejarias e sucos naturais. Com infra-estrutura completa, o Vin Caffé também será um espaço para a realização de eventos. Após às 19 horas a casa estará aberta para locação, comportando eventos com capacidade para até 150 pessoas.
A Loja Vinhos & Vinhos, por sua vez, ganha estrutura física, uma vez que ela já existe no mundo virtual. Com 890 rótulos, sendo 623 ativos, a loja comercializará vinhos tintos, brancos, rosés e orgânicos, além de espumantes, frisantes, sucos, destilados, licores e vinagres. No espaço também poderão ser encontrados acessórios para vinho, embalagens para presente, queijos, geléias e livros, além da oferta de cursos de degustação. Entre os diferenciais da casa o destaque é o atendimento especializado feito por enólogos. O cliente também é beneficiado pela qualidade do serviço, podendo efetuar suas compras de forma presencial, por telefone ou através do site www.vinhosevinhos.com.
Em um ambiente moderno e acolhedor, o Vin Caffé é um bistrô que funcionará das 7h às 19 horas, oferecendo café da manhã, lanches e sanduíches, pratos leves para o almoço, além de pastas, pães e porções para um saboroso happy hour. O cardápio da casa, assinado pela chef Idana Spazzini, trará delicados folhados, salgados, quiches e rabanadas, bem como, sopas, risotos, saladas e omeletes. Já a carta de bebidas contará com diversificados cafés, vinhos e espumantes nacionais, cervejas importadas e de microcervejarias e sucos naturais. Com infra-estrutura completa, o Vin Caffé também será um espaço para a realização de eventos. Após às 19 horas a casa estará aberta para locação, comportando eventos com capacidade para até 150 pessoas.
A Loja Vinhos & Vinhos, por sua vez, ganha estrutura física, uma vez que ela já existe no mundo virtual. Com 890 rótulos, sendo 623 ativos, a loja comercializará vinhos tintos, brancos, rosés e orgânicos, além de espumantes, frisantes, sucos, destilados, licores e vinagres. No espaço também poderão ser encontrados acessórios para vinho, embalagens para presente, queijos, geléias e livros, além da oferta de cursos de degustação. Entre os diferenciais da casa o destaque é o atendimento especializado feito por enólogos. O cliente também é beneficiado pela qualidade do serviço, podendo efetuar suas compras de forma presencial, por telefone ou através do site www.vinhosevinhos.com.
Pizzato exporta seus vinhos
Em 2007, a Pizzato Vinhas & Vinhos ocupou o 4º lugar no ranking de crescimento de exportação pelo Wines From Brazil (WFB). O WFB é resultante de um convênio entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência para Promoção das Exportações (Apex-Brasil) que visa à promoção do vinho brasileiro no exterior.
A Pizzato participa desse grupo de consórcio de exportação desde 2005 e hoje já leva seus produtos para os Estados Unidos (Nova York e Califórnia) e para a Suíça. Esses contatos foram iniciados através da participação da vinícola em feiras no exterior, como o Sial 2006, na França, e em 2007 em Miami (EUA).
Em 2007 as exportações representaram 18% do volume de vendas e 6% do faturamento da empresa, totalizando aproximadamente 20 mil garrafas de vários rótulos, com destaque para Pizzato Reserva Cabernet Sauvignon e Merlot, e Pizzato Chardonnay, todos do Vale dos Vinhedos, e Fausto Cabernet Sauvignon, do vinhedo Dr. Fausto.
Para esse ano, a Pizzato espera alcançar novos países além da Europa e dos Estados Unidos. Já foram efetuados contatos com a África do Sul e com países latino-americanos, como o Uruguai, Bolívia e Venezuela. A projeção para 2008, segundo Jane Pizzato, é que o percentual de crescimento nas exportações seja equivalente ao crescimento da empresa no mercado interno. Mais informações www.pizzato.net
A Pizzato participa desse grupo de consórcio de exportação desde 2005 e hoje já leva seus produtos para os Estados Unidos (Nova York e Califórnia) e para a Suíça. Esses contatos foram iniciados através da participação da vinícola em feiras no exterior, como o Sial 2006, na França, e em 2007 em Miami (EUA).
Em 2007 as exportações representaram 18% do volume de vendas e 6% do faturamento da empresa, totalizando aproximadamente 20 mil garrafas de vários rótulos, com destaque para Pizzato Reserva Cabernet Sauvignon e Merlot, e Pizzato Chardonnay, todos do Vale dos Vinhedos, e Fausto Cabernet Sauvignon, do vinhedo Dr. Fausto.
Para esse ano, a Pizzato espera alcançar novos países além da Europa e dos Estados Unidos. Já foram efetuados contatos com a África do Sul e com países latino-americanos, como o Uruguai, Bolívia e Venezuela. A projeção para 2008, segundo Jane Pizzato, é que o percentual de crescimento nas exportações seja equivalente ao crescimento da empresa no mercado interno. Mais informações www.pizzato.net
Cordeiro no Sheraton
Como faz periodicamente, o Sheraton Hotel de Porto Alegre muda o cardápio de seus restaurantes. Na noite do dia 13 de março, tive a satisfação de jantar com o gerente Renato Mendonça, sua esposa Ana, a jornalista Karin Miskulin, da revista Voto, e sua irmã Ângela, e a jornalista Neiva Mello, no Bistrô Porto Alegre, para conhecer o novo cardápio elaborado pelo chefe Mauro Souza, e encontrei um belo e gostoso prato com carne de cordeiro, ao lado de outros com salmão e bacalhau. Bebemos dois excelentes vinhos chilenos e terminamos com vinho do Porto. Vale a pena experimentar o cordeiro elaborado no Sheraton.
Confraria do Cordeiro
O 98º Jantar da Confraria do Cordeiro, dia 17 de março, no restaurante da Farsul (Praça Saint Pastous, 125, 5º andar) vai ser coordenado pelo chefe O.F. Capra, novo confrade. É o primeiro jantar dele como membro da confraria. Estamos planejamento prepararmos juntos outro jantar com carne de cordeiro.
Boscato
A Vinícola Boscato, dentro do seu planejamento estratégico de comunicação, firmou parceria com a Dinâmica Comunicação Empresarial. Especialista em vinhos finos e de qualidade, a Boscato foi fundada há 25 anos pelos irmãos Clovis e Valmor Boscato. Localizada em Nova Pádua, a vinícola possui um pioneiro sistema de irrigação e inovador modelo de mapeamento climático. Hoje, a empresa é uma das mais renomadas vinícolas do Estado, com vinhedos próprios, exportando para os EUA e Europa. Não é por menos que dos dias 16 a 18, os representantes da vinícola estarão em Düsseldorf, na Alemanha, participando da Feira Internacional de Vinhos. Além disso, já confirmaram presença na Expo Vinis Brasil 2008, que será realizada no Salão Internacional do Vinho, em São Paulo, de 28 a 30 de Abril deste ano. A Boscato está provando que é possível, sim, produzir bons vinhos no Brasil.
A representante da vinícola Boscato de Nova Pádua viajou, dia 12 de março, com destino a Düsselford, na Alemanha. Inês Boscato participou da Prowein Wine Fair 2008, que acontece dos dias 16 a 18 de março. O evento sobre vinhos é um dos maiores do mundo e um dos principais do circuito, juntamente com a London Wine Fair.
A viagem tem como objetivo levar o vinho da Boscato aos especialistas internacionais para que eles tenham a oportunidade de degustar uma bebida de qualidade, produzida na Serra gaúcha. Um dos propósitos é mostrar que o Brasil é capaz de produzir vinhos com qualidade internacional. Na Prowein, a Boscato estará localizada em um dos estandes, proporcionando aos visitantes a degustação das diferentes produções da vinícola gaúcha.
A Boscato foi fundada há 25 anos e, desde o início, tem a missão de produzir vinhos que proporcionem ao consumidor saúde e satisfação, além de um prazer único aos mais exigentes paladares. Além de participar da Prowein, já confirmou presença na ExpoVinis Brasil 2008, realizada no Salão Internacional do Vinho, em São Paulo, dos dias 28 a 30 de abril.
A representante da vinícola Boscato de Nova Pádua viajou, dia 12 de março, com destino a Düsselford, na Alemanha. Inês Boscato participou da Prowein Wine Fair 2008, que acontece dos dias 16 a 18 de março. O evento sobre vinhos é um dos maiores do mundo e um dos principais do circuito, juntamente com a London Wine Fair.
A viagem tem como objetivo levar o vinho da Boscato aos especialistas internacionais para que eles tenham a oportunidade de degustar uma bebida de qualidade, produzida na Serra gaúcha. Um dos propósitos é mostrar que o Brasil é capaz de produzir vinhos com qualidade internacional. Na Prowein, a Boscato estará localizada em um dos estandes, proporcionando aos visitantes a degustação das diferentes produções da vinícola gaúcha.
A Boscato foi fundada há 25 anos e, desde o início, tem a missão de produzir vinhos que proporcionem ao consumidor saúde e satisfação, além de um prazer único aos mais exigentes paladares. Além de participar da Prowein, já confirmou presença na ExpoVinis Brasil 2008, realizada no Salão Internacional do Vinho, em São Paulo, dos dias 28 a 30 de abril.
Vinhos de Santa Catarina
Vinhos de montanha
Depois de surpreender pela qualidade dos vinhos apresentados no ano passado, a Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude vai manter o padrão de excelência nesta edição do Expovinis Brasil - 12º Salão Internacional do Vinho, que será realizado de 28 a 30 de abril, em São Paulo. Em sua terceira participação no evento, a Acavitis terá oito vinícolas representando os vinhos finos de altitude de Santa Catarina. Quinta Santa Maria, Quinta da Neve, Sanjo, Villa Francioni, Vinícola Santa Augusta, Vinícola Santo Emílio, Vinícola Suzin e Villaggio Grando levarão vinhos da região ao Transamerica Expo Center. Os vinhos finos de altitude catarinense serão apresentados em um estande, que será montado em parceria com o Sebrae/SC, e onde os associados apresentarão seus produtos em bancadas individuais.
Um dos vinhos levados pela associação em 2006, o Chardonnay produzido pela Villa Francioni, foi considerado o melhor Chardonnay da Expovinis, concorrendo até mesmo com os franceses ali presentes. "Isso demonstra a preocupação e o cuidado que nossos associados têm com o vinho fino de altitude produzido na serra catarinense. Estamos apresentando vinhos únicos e que estão à altura dos melhores já produzidos", destaca Maurício Carlos Grando, presidente da Acavitis.
Na feira são esperados 21 mil visitantes, entre compradores de grandes redes de supermercado, proprietários de bares, adegas, restaurantes, produtores, importadores e exportadores, especialistas e consumidores interessados em conhecer as novidades em rótulos, acessórios e equipamentos para o serviço de vinho. O evento traz as novidades em tecnologia e produtos para a indústria de bebidas.
A Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude - Acavitis foi criada em novembro de 2005 para difundir a qualidade da produção catarinense de vinhos finos de altitude e dar subsídios às políticas públicas do setor, além de viabilizar a qualificação e a certificação dos produtos dos seus associados e conquistar novos mercados para o vinho de altitude catarinense.
Atualmente, a associação reúne 35 empreendimentos e cerca de 160 produtores das regiões de São Joaquim, Caçador e Campos Novos. Juntos, eles representam mais de 300 hectares em produção no estado. Para se associar, o produtor tem que, necessariamente, preencher três requisitos: produzir em Santa Catarina uvas do tipo Vitis vinifera (ou européia), produzir em altitude acima de 900 metros e produzir com rigoroso controle de qualidade.
Depois de surpreender pela qualidade dos vinhos apresentados no ano passado, a Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude vai manter o padrão de excelência nesta edição do Expovinis Brasil - 12º Salão Internacional do Vinho, que será realizado de 28 a 30 de abril, em São Paulo. Em sua terceira participação no evento, a Acavitis terá oito vinícolas representando os vinhos finos de altitude de Santa Catarina. Quinta Santa Maria, Quinta da Neve, Sanjo, Villa Francioni, Vinícola Santa Augusta, Vinícola Santo Emílio, Vinícola Suzin e Villaggio Grando levarão vinhos da região ao Transamerica Expo Center. Os vinhos finos de altitude catarinense serão apresentados em um estande, que será montado em parceria com o Sebrae/SC, e onde os associados apresentarão seus produtos em bancadas individuais.
Um dos vinhos levados pela associação em 2006, o Chardonnay produzido pela Villa Francioni, foi considerado o melhor Chardonnay da Expovinis, concorrendo até mesmo com os franceses ali presentes. "Isso demonstra a preocupação e o cuidado que nossos associados têm com o vinho fino de altitude produzido na serra catarinense. Estamos apresentando vinhos únicos e que estão à altura dos melhores já produzidos", destaca Maurício Carlos Grando, presidente da Acavitis.
Na feira são esperados 21 mil visitantes, entre compradores de grandes redes de supermercado, proprietários de bares, adegas, restaurantes, produtores, importadores e exportadores, especialistas e consumidores interessados em conhecer as novidades em rótulos, acessórios e equipamentos para o serviço de vinho. O evento traz as novidades em tecnologia e produtos para a indústria de bebidas.
A Associação Catarinense de Produtores de Vinhos Finos de Altitude - Acavitis foi criada em novembro de 2005 para difundir a qualidade da produção catarinense de vinhos finos de altitude e dar subsídios às políticas públicas do setor, além de viabilizar a qualificação e a certificação dos produtos dos seus associados e conquistar novos mercados para o vinho de altitude catarinense.
Atualmente, a associação reúne 35 empreendimentos e cerca de 160 produtores das regiões de São Joaquim, Caçador e Campos Novos. Juntos, eles representam mais de 300 hectares em produção no estado. Para se associar, o produtor tem que, necessariamente, preencher três requisitos: produzir em Santa Catarina uvas do tipo Vitis vinifera (ou européia), produzir em altitude acima de 900 metros e produzir com rigoroso controle de qualidade.
Vinho nos Caminhos da Colônia
Caminhos da Colônia
Muito vinho foi reservado para a comemoração dos 10 anos do Roteiro Caminhos da Colônia. Programação dirigida para convidados vai assinalar no dia 17 de março, no empreendimento Colina dos Vinhedos, no Bairro Nossa Senhora da Saúde em Caxias do Sul, os 10 anos da implantação oficial do Roteiro Caminhos da Colônia, que envolve os municípios de Caxias do Sul e Flores da Cunha. O nome vinha sendo utilizado em matérias jornalísticas e folhetos, desde 1989, mas foi só em dezembro de 1997 que o roteiro foi lançado oficialmente. Nestes dez anos houve um significativo crescimento de empreendedores, e o roteiro tem se diferenciado dos demais, pela presença de mais de dez restaurantes que servem desde a cozinha internacional, até os tradicionais pratos italianos.
O Roteiro Turístico Caminhos da Colônia contempla os municípios de Caxias do Sul e Flores da Cunha, englobando propriedades rurais, restaurantes, vinícolas, cantinas, atrativos culturais e naturais, passando pelas regiões produtoras de Otávio Rocha em Flores, e Santa Justina e Linha 40 em Caxias do Sul.
O trajeto pode ser percorrido com veículo próprio ou através de veículos de agências, o destaque para o veículo de 1957, restaurado, da Vinotur, que faz até no transporte uma viagem sentimental ao passado. Os atrativos estão sinalizados com placas e o simples passeio pela região, coloca em evidência a paisagem típica desenhada pela imigração italiana, com suas casas, vinhedos, vinícolas, taipas, capitéis, igrejas ...
O Caminhos da Colônia tem um site – www.caminhosdacolonia.com.br e está colocando à disposição do público um canal de comunicação que é o caminhos@caminhosdacolonia.com.br .
No dia 17 de março acontecerá também a posse da nova Diretoria da ADECA – Associação Cultural e de Desenvolvimento dos Caminhos da Colônia, quando o atual presidente Marcelo Fidêncio dará posse a nova Diretoria formada por Presidente: Floriano Molon; vice: Sandra Brandalise Zanrosso; secretário: Pedro Ferrari e tesoureira: Jaqueline Molon.
Muito vinho foi reservado para a comemoração dos 10 anos do Roteiro Caminhos da Colônia. Programação dirigida para convidados vai assinalar no dia 17 de março, no empreendimento Colina dos Vinhedos, no Bairro Nossa Senhora da Saúde em Caxias do Sul, os 10 anos da implantação oficial do Roteiro Caminhos da Colônia, que envolve os municípios de Caxias do Sul e Flores da Cunha. O nome vinha sendo utilizado em matérias jornalísticas e folhetos, desde 1989, mas foi só em dezembro de 1997 que o roteiro foi lançado oficialmente. Nestes dez anos houve um significativo crescimento de empreendedores, e o roteiro tem se diferenciado dos demais, pela presença de mais de dez restaurantes que servem desde a cozinha internacional, até os tradicionais pratos italianos.
O Roteiro Turístico Caminhos da Colônia contempla os municípios de Caxias do Sul e Flores da Cunha, englobando propriedades rurais, restaurantes, vinícolas, cantinas, atrativos culturais e naturais, passando pelas regiões produtoras de Otávio Rocha em Flores, e Santa Justina e Linha 40 em Caxias do Sul.
O trajeto pode ser percorrido com veículo próprio ou através de veículos de agências, o destaque para o veículo de 1957, restaurado, da Vinotur, que faz até no transporte uma viagem sentimental ao passado. Os atrativos estão sinalizados com placas e o simples passeio pela região, coloca em evidência a paisagem típica desenhada pela imigração italiana, com suas casas, vinhedos, vinícolas, taipas, capitéis, igrejas ...
O Caminhos da Colônia tem um site – www.caminhosdacolonia.com.br e está colocando à disposição do público um canal de comunicação que é o caminhos@caminhosdacolonia.com.br .
No dia 17 de março acontecerá também a posse da nova Diretoria da ADECA – Associação Cultural e de Desenvolvimento dos Caminhos da Colônia, quando o atual presidente Marcelo Fidêncio dará posse a nova Diretoria formada por Presidente: Floriano Molon; vice: Sandra Brandalise Zanrosso; secretário: Pedro Ferrari e tesoureira: Jaqueline Molon.
Chegou o Gamay
Gamay da Miolo
A Miolo Wine Group colocou no mercado o 1º vinho da safra 2008 a ser comercializado em todo o mundo. Trata-se do Gamay, um tinto jovem com características semelhantes às dos “beaujolais nouveau” franceses, que marcam na França e em mais de 200 países a chegada da nova safra. O lançamento mundial dos “beaujolais nouveau” franceses acontece tradicionalmente na terceira 5º feira de novembro de cada ano. Como o Brasil e o Uruguai são primeiros países a colherem a safra no mundo, e o Uruguai não produz o gamay, a Miolo é a única vinícola a produzir a variedade com lançamento no período da Páscoa.
Além de ser a primeira oportunidade de provar vinhos da safra de uvas deste ano, considerada excepcional por especialistas, a grande novidade do Gamay 2008 será o rótulo do produto, desenhado pelo artista plástico pernambucano Romero Britto. A obra de uso exclusivo para o vinho segue a característica marcante do trabalho do artista. O rótulo traz imagens coloridas alegres e vibrantes, representando alegria e festa. A embalagem individual do produto trará a mesma imagem.
“São exatamente estes os conceitos que desejamos passar com o Gamay, que entra no mercado no período da Páscoa. Por ser um vinho de estrutura leve, ideal para ser consumido no mesmo ano da safra, harmoniza perfeitamente com frutos do mar, principal cardápio do fim de semana da Páscoa”, afirma a gerente de marketing da Miolo, Raquel Knies. A ligação do vinho com a obra de Romero torna o produto uma opção ainda melhor de presente para a data para quem deseja uma opção ao chocolate.
O vinho com o rótulo exclusivo terá edição especial. Serão cerca de 120 mil garrafas vendidas em lojas de varejos, lojas especializadas, restaurantes e pelo site www.miolo.com.br
A Miolo Wine Group colocou no mercado o 1º vinho da safra 2008 a ser comercializado em todo o mundo. Trata-se do Gamay, um tinto jovem com características semelhantes às dos “beaujolais nouveau” franceses, que marcam na França e em mais de 200 países a chegada da nova safra. O lançamento mundial dos “beaujolais nouveau” franceses acontece tradicionalmente na terceira 5º feira de novembro de cada ano. Como o Brasil e o Uruguai são primeiros países a colherem a safra no mundo, e o Uruguai não produz o gamay, a Miolo é a única vinícola a produzir a variedade com lançamento no período da Páscoa.
Além de ser a primeira oportunidade de provar vinhos da safra de uvas deste ano, considerada excepcional por especialistas, a grande novidade do Gamay 2008 será o rótulo do produto, desenhado pelo artista plástico pernambucano Romero Britto. A obra de uso exclusivo para o vinho segue a característica marcante do trabalho do artista. O rótulo traz imagens coloridas alegres e vibrantes, representando alegria e festa. A embalagem individual do produto trará a mesma imagem.
“São exatamente estes os conceitos que desejamos passar com o Gamay, que entra no mercado no período da Páscoa. Por ser um vinho de estrutura leve, ideal para ser consumido no mesmo ano da safra, harmoniza perfeitamente com frutos do mar, principal cardápio do fim de semana da Páscoa”, afirma a gerente de marketing da Miolo, Raquel Knies. A ligação do vinho com a obra de Romero torna o produto uma opção ainda melhor de presente para a data para quem deseja uma opção ao chocolate.
O vinho com o rótulo exclusivo terá edição especial. Serão cerca de 120 mil garrafas vendidas em lojas de varejos, lojas especializadas, restaurantes e pelo site www.miolo.com.br
Parceria para o vinho
Parceria Pão de Açúcar e Miolo
O Grupo Pão de Açúcar, maior vendedor brasileiro de vinhos, anunciou uma parceria inédita com a Miolo Wine Group para comercialização de vinhos e espumantes nacionais. O acordo faz parte da estratégia global definida pela varejista para expansão de suas marcas exclusivas e transversais com presença em todas as redes do Grupo - supermercados Pão de Açúcar, CompreBem, Sendas, Extra Perto, hipermercados Extra e as lojas de conveniência Extra Fácil.
A produção da vinícola gaúcha para o Grupo Pão de Açúcar irá compor a linha exclusiva Club des Sommeliers, marca internacional criada pelo Casino composta por varietais franceses, chilenos, argentinos, portugueses, italianos, e que no Brasil passa a contar também com uma opção nacional.
“A marca Club des Sommeliers já é referência e sinônimo de qualidade entre nossos consumidores. Com a parceria firmada com a Miolo, ampliamos nosso portfólio e conseguimos criar um diferencial importante, sobretudo pela qualidade do fornecedor e exclusividade da marca”, afirma Alexandra Jakob Santos, diretora de marcas próprias do Grupo.
Segundo o diretor nacional de vendas da Miolo, Márcio Bonilha, o Grupo Pão de Açúcar é um dos varejistas que mais investe no segmento de vinhos. “Foi uma honra para Miolo ser escolhida entre as vinícolas nacionais para fazer parte deste projeto na produção de uma marca que já é de qualidade reconhecida no exterior”, afirma.
A produção da Miolo para a marca exclusiva da rede varejista é de categoria Reserva nas variedades cabernet sauvignon, merlot, chardonnay e rosé. Os brancos e roses são da safra 2007. Já os tintos, da safra 2006. “São vinhos jovens, ao estilo do novo mundo, aromáticos e frutados”, comenta o diretor técnico da Miolo, Adriano Miolo. Os espumantes são elaborados a partir do método champegnoise (envelhecimento na própria garrafa) nas variedades brut, brut rosé e demi-sec. Todos os produtos foram elaborados com cortes exclusivos de uvas do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. Os rótulos também trazem informações em braile de cada bebida.
As variedades que compõem a carta do Club des Sommeliers foram pessoalmente avaliadas por Carlos Cabral, consultor de vinhos do Pão de Açúcar. A negociação da Miolo teve início em julho de 2007 com a ida de especialistas do Grupo Pão de Açúcar para uma degustação dos produtos da vinícola. Com a aprovação e seleção das bebidas, iniciou-se o trabalho de elaboração da linha.
Neste primeiro ano de parceria, serão produzidas 600 mil garrafas de Club des Sommeliers, que estarão disponíveis nas redes Pão de Açúcar, Extra e CompreBem, em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Distrito Federal. A expectativa é que os rótulos brasileiros participem com 20% das vendas da linha no Brasil.
Conforme Bonilha, a Miolo investiu R$ 90 milhões nos últimos oito anos em tecnologia e novas áreas de cultivo para possibilitar a expansão dos negócios e o atendimento de novas demandas. “A parceria com o Grupo Pão de Açúcar já é fruto deste planejamento”, diz.
A Miolo Wine Group foi criada em 2006 para reunir uma linha de mais de 70 produtos elaborados a partir de parcerias nacionais e internacionais. Tem por objetivo atuar no mercado mundial com uma variedade de vinhos de qualidade que atenda a todos os segmentos premium. O Grupo possui sete projetos: Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos, RS), Fortaleza do Seival Vineyards (Campanha, RS), RAR (Campos de Cima da Serra, RS), Lovara Vinhos Finos (Serra Gaúcha, RS), Fazenda Ouro Verde (Vale do São Francisco, BA), Viasul (Chile) e Osborne (Espanha e Portugal).
O segmento de marcas próprias faz parte de uma tendência do varejo mundial, no entanto, a entrada dos vinhos nesse mercado é uma novidade. O Club des Sommeliers surgiu no Brasil em 2001 com a proposta de buscar parceiros em diversos países que alinhem qualidade com excelente relação custo/benefício. Atualmente são 36 rótulos, sendo 5 argentinos, 5 chilenos, 5 portugueses, 2 italianos e 16 franceses e agora mais 7 nacionais. No ano passado, a linha registrou alta de 50% em suas vendas. “Os diferenciais da marca Club des Sommeliers são um importante instrumento de fidelização para o Grupo Pão de Açúcar, especialmente nas lojas da rede Pão de Açúcar que realizam um trabalho ainda mais diferenciado na área de vinhos”, afirma Alexandra Jakob Santos.
O Grupo Pão de Açúcar é líder na venda de vinhos no Brasil, com 44% de market share. Só a rede Pão de Açúcar responde por 40% do volume comercializado na companhia, que representou 15 milhões de garrafas em 2007 e cresce a uma taxa de 15% ao ano, nos últimos três anos. Para 2008, a expectativa da empresa é crescer 20% sobre o volume verificado no ano passado. Para atingir esse objetivo, a rede conta com uma linha adequada ao paladar e a culinária brasileira e trabalha fortemente o ambiente e o atendimento em suas lojas. Hoje, 120 atendentes especialmente treinados pelo enófilo Carlos Cabral atuam em 95 lojas da rede, em várias regiões do país.
Num movimento estratégico, em 1999, o Grupo Pão de Açúcar se associou ao Groupe Casino, varejista francesa com mais de 8.000 lojas de supermercado e presença em nove países - além do Brasil e França: Colômbia, Argentina, Venezuela,Uruguai, Paises Baixos, Tailândia, Vietnã e Madagascar.
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O Grupo Pão de Açúcar, maior vendedor brasileiro de vinhos, anunciou uma parceria inédita com a Miolo Wine Group para comercialização de vinhos e espumantes nacionais. O acordo faz parte da estratégia global definida pela varejista para expansão de suas marcas exclusivas e transversais com presença em todas as redes do Grupo - supermercados Pão de Açúcar, CompreBem, Sendas, Extra Perto, hipermercados Extra e as lojas de conveniência Extra Fácil.
A produção da vinícola gaúcha para o Grupo Pão de Açúcar irá compor a linha exclusiva Club des Sommeliers, marca internacional criada pelo Casino composta por varietais franceses, chilenos, argentinos, portugueses, italianos, e que no Brasil passa a contar também com uma opção nacional.
“A marca Club des Sommeliers já é referência e sinônimo de qualidade entre nossos consumidores. Com a parceria firmada com a Miolo, ampliamos nosso portfólio e conseguimos criar um diferencial importante, sobretudo pela qualidade do fornecedor e exclusividade da marca”, afirma Alexandra Jakob Santos, diretora de marcas próprias do Grupo.
Segundo o diretor nacional de vendas da Miolo, Márcio Bonilha, o Grupo Pão de Açúcar é um dos varejistas que mais investe no segmento de vinhos. “Foi uma honra para Miolo ser escolhida entre as vinícolas nacionais para fazer parte deste projeto na produção de uma marca que já é de qualidade reconhecida no exterior”, afirma.
A produção da Miolo para a marca exclusiva da rede varejista é de categoria Reserva nas variedades cabernet sauvignon, merlot, chardonnay e rosé. Os brancos e roses são da safra 2007. Já os tintos, da safra 2006. “São vinhos jovens, ao estilo do novo mundo, aromáticos e frutados”, comenta o diretor técnico da Miolo, Adriano Miolo. Os espumantes são elaborados a partir do método champegnoise (envelhecimento na própria garrafa) nas variedades brut, brut rosé e demi-sec. Todos os produtos foram elaborados com cortes exclusivos de uvas do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. Os rótulos também trazem informações em braile de cada bebida.
As variedades que compõem a carta do Club des Sommeliers foram pessoalmente avaliadas por Carlos Cabral, consultor de vinhos do Pão de Açúcar. A negociação da Miolo teve início em julho de 2007 com a ida de especialistas do Grupo Pão de Açúcar para uma degustação dos produtos da vinícola. Com a aprovação e seleção das bebidas, iniciou-se o trabalho de elaboração da linha.
Neste primeiro ano de parceria, serão produzidas 600 mil garrafas de Club des Sommeliers, que estarão disponíveis nas redes Pão de Açúcar, Extra e CompreBem, em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Distrito Federal. A expectativa é que os rótulos brasileiros participem com 20% das vendas da linha no Brasil.
Conforme Bonilha, a Miolo investiu R$ 90 milhões nos últimos oito anos em tecnologia e novas áreas de cultivo para possibilitar a expansão dos negócios e o atendimento de novas demandas. “A parceria com o Grupo Pão de Açúcar já é fruto deste planejamento”, diz.
A Miolo Wine Group foi criada em 2006 para reunir uma linha de mais de 70 produtos elaborados a partir de parcerias nacionais e internacionais. Tem por objetivo atuar no mercado mundial com uma variedade de vinhos de qualidade que atenda a todos os segmentos premium. O Grupo possui sete projetos: Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos, RS), Fortaleza do Seival Vineyards (Campanha, RS), RAR (Campos de Cima da Serra, RS), Lovara Vinhos Finos (Serra Gaúcha, RS), Fazenda Ouro Verde (Vale do São Francisco, BA), Viasul (Chile) e Osborne (Espanha e Portugal).
O segmento de marcas próprias faz parte de uma tendência do varejo mundial, no entanto, a entrada dos vinhos nesse mercado é uma novidade. O Club des Sommeliers surgiu no Brasil em 2001 com a proposta de buscar parceiros em diversos países que alinhem qualidade com excelente relação custo/benefício. Atualmente são 36 rótulos, sendo 5 argentinos, 5 chilenos, 5 portugueses, 2 italianos e 16 franceses e agora mais 7 nacionais. No ano passado, a linha registrou alta de 50% em suas vendas. “Os diferenciais da marca Club des Sommeliers são um importante instrumento de fidelização para o Grupo Pão de Açúcar, especialmente nas lojas da rede Pão de Açúcar que realizam um trabalho ainda mais diferenciado na área de vinhos”, afirma Alexandra Jakob Santos.
O Grupo Pão de Açúcar é líder na venda de vinhos no Brasil, com 44% de market share. Só a rede Pão de Açúcar responde por 40% do volume comercializado na companhia, que representou 15 milhões de garrafas em 2007 e cresce a uma taxa de 15% ao ano, nos últimos três anos. Para 2008, a expectativa da empresa é crescer 20% sobre o volume verificado no ano passado. Para atingir esse objetivo, a rede conta com uma linha adequada ao paladar e a culinária brasileira e trabalha fortemente o ambiente e o atendimento em suas lojas. Hoje, 120 atendentes especialmente treinados pelo enófilo Carlos Cabral atuam em 95 lojas da rede, em várias regiões do país.
Num movimento estratégico, em 1999, o Grupo Pão de Açúcar se associou ao Groupe Casino, varejista francesa com mais de 8.000 lojas de supermercado e presença em nove países - além do Brasil e França: Colômbia, Argentina, Venezuela,Uruguai, Paises Baixos, Tailândia, Vietnã e Madagascar.
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Bolsa de Mercadorias
O presidente regional da Bolsa Brasileira de Mercadorias, José Alfredo Duarte Filho, é um dos interessados em participar dos jantares da Confraria do Cordeiro. Vamos providenciar seu convite.
Estrangeiros gostaram do nosso vinho
Jornalistas e críticos de vinhos estrangeiros trazidos ao Rio Grande do Sul pela Apex-Brasil e pelo Ibravin para degustarem vinhos gaúchos saíram daqui impressionados. No primeiro dia da programação do Projeto Imagem, promovido pelo Wines from Brazil (WFB), jornalistas internacionais ficaram impressionados com a qualidade dos vinhos brasileiros. O grupo, formado por 12 jornalistas de oito países (Canadá, Estados Unidos, Alemanha, República Tcheca, Singapura, Inglaterra, França e Suíça), participou de um seminário que abordou temas relacionados à vitivinicultura brasileira e às estratégias de promoção do vinho e espumante brasileiro no mercado externo, encerrando com degustação de vinhos das vinícolas participantes do projeto. Após a degustação, os jornalistas estrangeiros juntamente com representantes da imprensa nacional participaram de um coquetel onde puderam estar em contato com as 28 empresas que fazem parte do WFB. O evento foi realizado, dia 04, no Hotel Villa Europa, no Vale dos Vinhedos.
Os 12 jornalistas permaneceram na região até o dia 08 de março. A agenda do grupo teve intensa programação que inclui visitação às vinícolas Lídio Carraro, Miolo, Pizzato, Don Laurindo, Casa Valduga, Salton, Dal Pizzol, Boscato, Monte Reale, Panizzon, Perini, Cooperativa Garibaldi e Marson e também à Embrapa Uva e Vinho.
De acordo com a Gerente de Promoção Comercial do WFB, Andreia Gentilini Milan, o sucesso do projeto pode ser medido pelo crescente interesse das vinícolas brasileiras. Ela acredita que a intenção de alcançar 30 empresas até o final deste ano será atingida em breve, uma vez que ontem mesmo já foi confirmada a inclusão de uma nova empresa no WFB. “O nome da mais nova participante, no entanto, só será divulgado após a oficialização da adesão. Esta é a primeira ação do Wines from Brazil no ano e já contamos com 29 vinícolas”, comemora.
Mas eu posso antecipar o nome da nova vinícola no Wines From Brazil: Dom Cândido.
A apresentação dos 10 vinhos representativos das empresas do projeto foi feita pelo pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Doutor Celito Guerra, que contextualizou os produtos com a palestra “O Brasil Vitivinícola e suas Regiões Produtoras”. Animada com o que viu, a jornalista Nicole Barrete Ryan, do Canadá, disse que gostou muito dos assemblage. “Tive uma agradável surpresa com o que vi e com o que degustei”, destacou. April Cullom, também dos Estados Unidos, acredita que o futuro do Brasil está diretamente ligado a elaboração de vinhos a base de cortes.
Outra impressão positiva dos vinhos brasileiros quem teve foi o jornalista americano Manos Angelakis. Editor e crítico de vinhos, ele disse que o Chardonnay número 1 do mundo está na Grécia, mas o segundo está no Brasil.
O Diretor Executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, que falou sobre a “Caracterização da Vitivinicultura Gaúcha e Brasileira”, apresentou dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Cadastro Vitícola que mostram a existência de 1.162 vinícolas distribuídas em 22 estados brasileiros, sendo 702 somente no Rio Grande do Sul, o que comprova a representatividade do Estado no setor. “Este número cresceu 60% em seis anos, subindo de 439 em 2001 para 702 empresas em 2007”, relatou.
A quantidade de uvas viníferas industrializadas no Estado no mesmo período também teve expressivo aumento. Os 50,01 milhões de quilos industrializados em 2001 passaram para 72,15 milhões de quilos em 2007, um acréscimo de 45%, o que mostra que o país vem apostando na elaboração de vinhos finos e espumantes. A qualidade vem sendo reconhecida no mundo inteiro. Prova disso são as 1.600 medalhas conquistadas em concursos internacionais de vinhos desde 1995. Paviani também destacou que apesar de ainda ser considerado baixo, principalmente em relação a países da Europa, além dos vizinhos Argentina e Chile, o consumo per capita de vinhos e derivados no Brasil aumentou 45% de 1993 a 2005, quando chegou a 2 litros.
Com a meta de aumentar o volume médio de exportações do Wines from Brazil de US$ 2,3 milhões em 2007 para US$ 3 milhões em 2008 e US$ 5 milhões em 2009, o projeto também atua para ampliar o número de países de destino dos vinhos do Brasil passando de 20 para 30 nos próximos dois anos. Segundo Andreia Gentilini Milan, a Alemanha, a Inglaterra e os Estados Unidos estão entre os mercados alvo. “Hoje, 14 vinícolas do WFB exportam, sendo que o projeto busca atingir 20 até dezembro de 2009”, salientou.
Boscato Indústria Vinícola, Casa Valduga, Cave Marson, Champagne Georges Aubert, Cooperativa Vinícola Aurora, Cooperativa Vinícola Aliança, Cooperativa Vinícola Garibaldi, Fante Indústria de Bebidas, Irmãos Molon, Lovara Vinhos Finos, Miolo Wine Group, Panizzon, Pizzato Vinhas & Vinhos, Sociedade de Bebidas Mioranza, Sulvin Indústria e Comércio de Vinhos, União de Vinhos do Rio Grande, Velha Cantina, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Salton, Vinícola Boutique Lídio Carraro, Vinícola Cordelier, Vinícola Cordilheira de D’Santanna, Vinícola Courmayer, Vinícola Dal Pizzol, Vinícola Panceri, Vinícola Perini, Vinhos Monte Reale, Vinícola Mena-Kaho e, agora, Dom Candido
Os 12 jornalistas permaneceram na região até o dia 08 de março. A agenda do grupo teve intensa programação que inclui visitação às vinícolas Lídio Carraro, Miolo, Pizzato, Don Laurindo, Casa Valduga, Salton, Dal Pizzol, Boscato, Monte Reale, Panizzon, Perini, Cooperativa Garibaldi e Marson e também à Embrapa Uva e Vinho.
De acordo com a Gerente de Promoção Comercial do WFB, Andreia Gentilini Milan, o sucesso do projeto pode ser medido pelo crescente interesse das vinícolas brasileiras. Ela acredita que a intenção de alcançar 30 empresas até o final deste ano será atingida em breve, uma vez que ontem mesmo já foi confirmada a inclusão de uma nova empresa no WFB. “O nome da mais nova participante, no entanto, só será divulgado após a oficialização da adesão. Esta é a primeira ação do Wines from Brazil no ano e já contamos com 29 vinícolas”, comemora.
Mas eu posso antecipar o nome da nova vinícola no Wines From Brazil: Dom Cândido.
A apresentação dos 10 vinhos representativos das empresas do projeto foi feita pelo pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Doutor Celito Guerra, que contextualizou os produtos com a palestra “O Brasil Vitivinícola e suas Regiões Produtoras”. Animada com o que viu, a jornalista Nicole Barrete Ryan, do Canadá, disse que gostou muito dos assemblage. “Tive uma agradável surpresa com o que vi e com o que degustei”, destacou. April Cullom, também dos Estados Unidos, acredita que o futuro do Brasil está diretamente ligado a elaboração de vinhos a base de cortes.
Outra impressão positiva dos vinhos brasileiros quem teve foi o jornalista americano Manos Angelakis. Editor e crítico de vinhos, ele disse que o Chardonnay número 1 do mundo está na Grécia, mas o segundo está no Brasil.
O Diretor Executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, que falou sobre a “Caracterização da Vitivinicultura Gaúcha e Brasileira”, apresentou dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Cadastro Vitícola que mostram a existência de 1.162 vinícolas distribuídas em 22 estados brasileiros, sendo 702 somente no Rio Grande do Sul, o que comprova a representatividade do Estado no setor. “Este número cresceu 60% em seis anos, subindo de 439 em 2001 para 702 empresas em 2007”, relatou.
A quantidade de uvas viníferas industrializadas no Estado no mesmo período também teve expressivo aumento. Os 50,01 milhões de quilos industrializados em 2001 passaram para 72,15 milhões de quilos em 2007, um acréscimo de 45%, o que mostra que o país vem apostando na elaboração de vinhos finos e espumantes. A qualidade vem sendo reconhecida no mundo inteiro. Prova disso são as 1.600 medalhas conquistadas em concursos internacionais de vinhos desde 1995. Paviani também destacou que apesar de ainda ser considerado baixo, principalmente em relação a países da Europa, além dos vizinhos Argentina e Chile, o consumo per capita de vinhos e derivados no Brasil aumentou 45% de 1993 a 2005, quando chegou a 2 litros.
Com a meta de aumentar o volume médio de exportações do Wines from Brazil de US$ 2,3 milhões em 2007 para US$ 3 milhões em 2008 e US$ 5 milhões em 2009, o projeto também atua para ampliar o número de países de destino dos vinhos do Brasil passando de 20 para 30 nos próximos dois anos. Segundo Andreia Gentilini Milan, a Alemanha, a Inglaterra e os Estados Unidos estão entre os mercados alvo. “Hoje, 14 vinícolas do WFB exportam, sendo que o projeto busca atingir 20 até dezembro de 2009”, salientou.
Boscato Indústria Vinícola, Casa Valduga, Cave Marson, Champagne Georges Aubert, Cooperativa Vinícola Aurora, Cooperativa Vinícola Aliança, Cooperativa Vinícola Garibaldi, Fante Indústria de Bebidas, Irmãos Molon, Lovara Vinhos Finos, Miolo Wine Group, Panizzon, Pizzato Vinhas & Vinhos, Sociedade de Bebidas Mioranza, Sulvin Indústria e Comércio de Vinhos, União de Vinhos do Rio Grande, Velha Cantina, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Salton, Vinícola Boutique Lídio Carraro, Vinícola Cordelier, Vinícola Cordilheira de D’Santanna, Vinícola Courmayer, Vinícola Dal Pizzol, Vinícola Panceri, Vinícola Perini, Vinhos Monte Reale, Vinícola Mena-Kaho e, agora, Dom Candido
Vinícola Garibaldi
A Vinícola Garibaldi, uma das principais produtoras de sucos de uva no Rio Grande do Sul, vem apresentando recordes sucessivos na venda do produto. Desde o primeiro lançamento da empresa – o suco Precioso, em 1959, passando pela produção de sucos orgânicos a partir de 2005 e sucos integrais desde 2006, a empresa já soma um milhão de litros por ano. Até o mês de dezembro deste ano, o aumento deve atingir cerca de 40% na linha de sucos. Um dos grandes destaques é o suco integral. Ele sozinho tem elevado as vendas em 48%.
De acordo com o presidente da Vinícola, Oscar Ló, a Garibaldi concentra parcela expressiva de sua energia na produção de matéria-prima e capacidade instalada para elaborar o suco de uva. “Notícias de sua importância para o coração e a saúde das pessoas têm contribuído para dar um impulso na produção”. Atualmente, a empresa oferece ao mercado o suco de uva Precioso em embalagens de 500ml e 1,5 L, suco de Uva Integral (1,5 L e 500ml) e o Suco de Uva Orgânico (500ml).
Para atender as exigências do mercado, a vinícola ampliará a linha de sucos integrais, oferecendo duas novas embalagens, de um litro e 500ml, que serão integradas as já existentex de 500 ml e 1,5 L. “Isso fará com que sejamos ainda mais competitivos no mercado”, explica o presidente. A ampliação da comercialização do produto em outros Estados também é muito importante segundo ele. “Firmamos parcerias com novos distribuidores, o que garantirá incremento das vendas”, aponta. Além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia já dispõem das linhas de sucos da Garibaldi.
De acordo com o presidente da Vinícola, Oscar Ló, a Garibaldi concentra parcela expressiva de sua energia na produção de matéria-prima e capacidade instalada para elaborar o suco de uva. “Notícias de sua importância para o coração e a saúde das pessoas têm contribuído para dar um impulso na produção”. Atualmente, a empresa oferece ao mercado o suco de uva Precioso em embalagens de 500ml e 1,5 L, suco de Uva Integral (1,5 L e 500ml) e o Suco de Uva Orgânico (500ml).
Para atender as exigências do mercado, a vinícola ampliará a linha de sucos integrais, oferecendo duas novas embalagens, de um litro e 500ml, que serão integradas as já existentex de 500 ml e 1,5 L. “Isso fará com que sejamos ainda mais competitivos no mercado”, explica o presidente. A ampliação da comercialização do produto em outros Estados também é muito importante segundo ele. “Firmamos parcerias com novos distribuidores, o que garantirá incremento das vendas”, aponta. Além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia já dispõem das linhas de sucos da Garibaldi.
Don Giovanni em evento carioca
Um dos acontecimentos mais badalados na gastronomia do Rio de Janeiro em 2008 vai servir vinho e espumante gaúcho. Isto porque a vinícola Don Giovanni foi convidada pela Associação de Restaurantes da Boa Lembrança para servir sua linha de produtos durante a 5ª edição do festival Rio Bom de Mesa, que ocorrerá entre os dias 11 e 15 de março. No coquetel de inauguração, marcado para a data de abertura do evento, no Hotel Marina Rio, no Leblon, artistas e personalidades convidadas vão provar espumantes da vinícola de Pinto Bandeira. O evento deve reunir chefs de cozinha de todo o país e neste ano o tema vai abordar os 200 anos da chegada de Dom João VI ao Rio de Janeiro, homenageando Portugal. Os menus serão elaborados a partir da rel eitura de receitas do livro "Arte de Cozinha", escrito por Domingos Rodrigues, cozinheiro de Dom João VI, cuja primeira edição data de 1794. “Os organizadores consideraram nossos produtos de excelente qualidade e estamos honrados em participar deste grande evento. Temos certeza que as pessoas que ainda não provaram nossos vinhos e espumantes vão se surpreender, voltando a consumi-los em diversas outras oportunidades. Pratos tão especiais merecem uma bebida que agregue ao que está sendo servido à mesa”, adianta André Dreher Giovannini, proprietário da vinícola.
Um dos organizadores do evento carioca e membro da Associação de Restaurantes da Boa Lembrança, o empresário Rodrigo Nunes Leal lembrou que o casamento dos sabores entre a refeição e o vinho é essencial. “Harmoniza-se o prato e conseqüentemente potencializamos o sabor e o prazer do que se está comendo”, avalia. Ele, que também é proprietário e sommelier do Bistrô Montagu, restaurante que servirá produtos da linha Don Giovanni durante o festival, destacou ainda que “o vinho é uma bebida social, que dificilmente se toma sozinho, sendo consumida comunitariamente. Portanto a qualidade é fundamental”, frisou. O cliente
poderá no menu degustação do bistrô, optar entre uma taça de Cuvée ou espumante Brut Don Giovanni.
Um dos organizadores do evento carioca e membro da Associação de Restaurantes da Boa Lembrança, o empresário Rodrigo Nunes Leal lembrou que o casamento dos sabores entre a refeição e o vinho é essencial. “Harmoniza-se o prato e conseqüentemente potencializamos o sabor e o prazer do que se está comendo”, avalia. Ele, que também é proprietário e sommelier do Bistrô Montagu, restaurante que servirá produtos da linha Don Giovanni durante o festival, destacou ainda que “o vinho é uma bebida social, que dificilmente se toma sozinho, sendo consumida comunitariamente. Portanto a qualidade é fundamental”, frisou. O cliente
poderá no menu degustação do bistrô, optar entre uma taça de Cuvée ou espumante Brut Don Giovanni.
Melhor rosé do Brasil
O Miolo Seleção Rosé safra 2006 foi considerado o melhor vinho de sua categoria do Brasil, conforme degustação promovida em dezembro pela Revista Vinho Magazine. O produto atingiu pontuação de quatro estrelas, dentro de uma escala de 0 a cinco.
A escolha foi realizada a partir de uma degustação às cegas de 98 vinhos de 10 países – destes 15 produzidos no Brasil -, feita por oito especialistas, que elegeram os melhores rótulos de cada país.
A metodologia adotada para classificar os produtos foi dividir os rótulos por países e por valores (até R$ 50 e acima de R$ 50). Além do destaque no Brasil, a Miolo também está entre os vinhos mais apreciados da Espanha, com o rótulo Osborne Solaz Tempranillo Rosado safra 2005.
Na classificação geral, na categoria até R$ 50, o Miolo (preço médio de R$16,50) ganhou quatro estrelas, o que representa o conceito de “bom vinho”. O Osborne Solaz Tempranillo Rosado recebeu três estrelas – considerado “boa compra” - também na categoria até R$ 50 (preço médio do Osborne Solaz Tempranillo é de R$30,00).
Caracterizado como o vinho do verão, com sabor refrescante, os dois rótulos são encontrados em todo o Brasil e podem ser harmonizados com canapés e frios.
A escolha foi realizada a partir de uma degustação às cegas de 98 vinhos de 10 países – destes 15 produzidos no Brasil -, feita por oito especialistas, que elegeram os melhores rótulos de cada país.
A metodologia adotada para classificar os produtos foi dividir os rótulos por países e por valores (até R$ 50 e acima de R$ 50). Além do destaque no Brasil, a Miolo também está entre os vinhos mais apreciados da Espanha, com o rótulo Osborne Solaz Tempranillo Rosado safra 2005.
Na classificação geral, na categoria até R$ 50, o Miolo (preço médio de R$16,50) ganhou quatro estrelas, o que representa o conceito de “bom vinho”. O Osborne Solaz Tempranillo Rosado recebeu três estrelas – considerado “boa compra” - também na categoria até R$ 50 (preço médio do Osborne Solaz Tempranillo é de R$30,00).
Caracterizado como o vinho do verão, com sabor refrescante, os dois rótulos são encontrados em todo o Brasil e podem ser harmonizados com canapés e frios.
Festa internacional do vinho
O prefeito de Livramento, Wainer Machado, fez o lançamento oficial de uma grande festa de vinhos a ser realizada, em 2009, na bela cidade da fronteira com o Uruguai. Livramento é uma das novas províncias vinícolas brasileiras, já possui mais de cinco vinícolas e produz mais de 10 milhões de quilos de uvas. Em parceira com Rivera, no Uruguai, que também possui mais de cinco vinícola, promete realizar uma comemoração do início da colheita em 2009.
Sucesso do vinho de garagem
Tormentas Premium 2007 acaba de superar, em pontuação, os vinhos de autor do emblemático argentino Mauricio Lorca, em painel Brasil x Argentina confrontando os dois produtores. Hoje, um fato aparentemente banal. Amanhã, talvez, um marco na história do vinho brasileiro.
A comunicação foi feita por Marco Danielle, jovem produtor de vinhos em Encruzilhada do Sul, onde leva adiante uma experiência que os francês chamam “vinho de garagem” porque são pequeníssimas quantidades produzidas em sistemas artesanais muito especiais:
Caros amigos enófilos,
Há pouco mais de 30 anos os americanos cultuavam os vinhos franceses, e acreditavam que vinho americano servia apenas para cozinhar. Até que alguns vinhos da Califórnia comparados às cegas obtiveram notas mais altas que os grandes franceses numa apresentação confrontando alguns dos maiores vinhos da França aos primeiros produtos da titubeante recém nascida vinicultura californiana. O fato mudou os rumos do mundo vinícola, e entrou para a história como "O Julgamento de Paris" - recentemente transformado em filme por Hollywood.
Guardadas as devidas proporções, algo semelhante ocorreu no dia 14 de fevereiro passado, em São Paulo, quando o crítico de vinhos e painelista Luiz Otávio Peçanha confrontou Brasil e Argentina em dois projetos vinícolas ambiciosos, de produção relativamente pequena e centrados na qualidade: Tormentas e Mauricio Lorca.
Lorca figura entre os enólogos mais respeitados e inovadores da Argentina. Seu vinhedo está localizado em um paraíso vitivinícola; aos pés da Cordilheira dos Andes, em Mendoza, com condução controlada para produzir apenas um quilo por planta - o que atesta o requinte de um projeto radicalmente norteado para a qualidade.
Ter meu trabalho comparado ao de Lorca é uma honra. Superar suas notas, um prêmio.
Minha primeira impressão sobre o Luiz Otávio foi a de um degustador-detetive; o estilo que persegue falhas e procura "cabelo em casca de ovo", além de ver o vinho brasileiro com certa reserva (e não está, de todo, errado). Me parecia o tipo de crítico que ante a repercussão positiva de um projeto nacional fica incrédulo e trata logo de investigar o que está "errado".
O modo como Luiz Otávio aborda o produtor é frio e pouco amistoso: faz questão de comprar os vinhos que pretende "colocar à prova" para resguardar a distância, o que nos causa a sensação de dar a cabeça ao carrasco sem direito a tapinhas nas costas ou venda nos olhos. Cada vez que inclui meus vinhos em seus painéis de vinhos europeus me digo: aí vem bomba. Quando anunciou esta avaliação Tormentas x Mauricio Lorca, pensei: puxa, esse Luiz Otávio não cansa de me perseguir. Escolheu um dos mais famosos enólogos argentinos, e vai colocar meus vinhos ao lado daquelas bombas de fruta madura concentrada de um vinhedo produzindo um quilo por planta, com tempero em barrica francesa de primeiro uso. Tamanha explosão de fruta-compota ao chocolate com baunilha prejudicará a degustação do meus vinhos [mais austeros], imaginei.
O objetivo inicial deste painel Brasil x Argentina foi confrontar vinhos sem madeira de dois projetos consistentes e autorais. Mas no fim, foram avaliados três Tormentas (sem madeira) e quatro Lorca (com e sem madeira).
O Tormentas Premium 2007, vinho com menos de um ano de vida, levou a nota mais alta do painel. Este resultado quebrou uma tese que até há pouco me parecia invencível no Brasil: entre dois vinhos de qualidade, o mais velho com madeira e estrangeiro sempre terá notas mais altas que o mais novo sem madeira e brasileiro. O Tormentas Premium 2007 (sem madeira) superou a nota mais alta dada ao topo de linha de Mauricio Lorca - o Poético 2003 (12 meses em barrica).
Há pouco tempo atrás, pareceria utópico imaginar que um vinho brasileiro de menos de um ano, concebido sob a proposta ousada dos vinhos premium sem madeira, pudesse obter nota mais alta que um dos mais renomados vinhos argentinos.
Lembro que o Tormentas Premium 2007 é meu primeiro produto de vinificação cem por cento orgânica, elaborado com leveduras nativas e absolutamente sem SO2 (conservante INS 220). Comprova-se aqui a singularidade expressiva dos vinhos naturais.
O Tormentas Premium 2006, vinho de guarda, a cada nova degustação mostra-se mais distante de tudo que conhecíamos por vinho brasileiro, pela estrutura perfeita que combina maturação plena, concentração fenólica e acidez natural.
Quanto ao Minimus Anima 2007, voltou a confirmar a reação passional, de sedução e estranheza, que tanto busco em meus melhores vinhos. Tenho consciência de que trata-se de um vinho que será compreendido por poucos. Contudo, alegra-me que a sedução sempre fale mais alto, ao longo da evolução em taça.
É muito importante contar com o interesse de críticos da qualidade de Luiz Otávio, quando a proposta é divulgar experiências enológicas tão radicais quanto o Minimus Anima 2007.
Um grande abraço, e vamos em frente!
Marco Danielle
Vinhos de Autor
Eis os números da degustação:
Degustação de vinhos das Vinicolas Mauricio Lorca (Argentina) e Tormentas (Brasil)
Dia 14/02/2008 – Tratoria di Piero
(Resumo)
1- Lorca Fantasia 2006
Preço- R$ 32,00
Serviço- Servido a 10ºC
Cor amarelo palha com reflexos esverdeados, brilho médio para intenso, lagrimas abundantes e grossas. Nariz simples, de media intensidade e muito bom, com abacaxi, leve maça verde, vegetal e melado. Media persistência. Na boca mostrou-se agradável, frutado, fresco, com sensações de abacaxi, limão, leve tangerina e leve melado. Álcool um pouco quente, acidez acentuada, textura macia, pouco encorpado, médio equilíbrio, com evolução muito boa; retrogosto intenso e muito bom, com boa persistência. Nota 72/14,5
2- Minimvs Anima 2007 ( 2600 gfs produzidas )
Preço- R$ 80,00
Serviço- Decantado por uma hora e meia com agitação e servido a 16ºC
Depois de uma hora e meia de aeração no decanter com agitação, esta é minha nota: Cor rubi/magenta de media intensidade cromática, brilho médio, lagrimas bem formadas, medias, lentas e verticais. Nariz intenso e muito bom com souis bois, leve banana, tinta nanquim, ameixa, groselha, jabuticaba, violeta, pimenta vermelha e folha de tabaco. Persistente. Na boca mostrou-se agradável, frutado, com groselha, ameixa, jabuticaba meio verde, pimenta, notas de chocolate, fumaça e um leve dulçor. Álcool e acidez adequado, textura macia, taninos adequados ( agradáveis ), corpo médio, equilibrado, com evolução boa; retrogosto intenso e muito bom, com boa persistência. Nota 75/15.
3- Lorca Ópalo 2005
Preço- R$ 60,00
Serviço- Decantado por uma hora e meia hora e servido a 16ºC
Depois de uma hora e meia de aeração em decanter, esta é minha nota: Cor rubi/magenta com reflexos violáceos, media intensidade cromática, brilho intenso, lagrimas abundantes, finas e rápidas. Nariz intenso e muito bom com amora, ameixa preta, acerola, mamão bem maduro, banana da terra, pimenta, café e menta. Persistente. Na boca mostrou-se agradável, frutado, equilibrado, com sensações de amora, ameixa preta, cassis, pimenta, menta, chocolate e café com leite. Álcool e acidez adequados, textura sedosa, taninos adequados (bons/agradáveis ), encorpado, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto intenso e excepcional, com boa persistência. Nota 79/16
4- Lorca Poético 2004
Preço- R$ 78,00
Serviço- Decantado por meia hora e servido a 16ºC
Cor rubi/magenta, media intensidade cromática, brilho médio, lagrimas abundantes, rápidas, finas e verticais. Nariz de media intensidade e muito bom com ameixa, framboesa, groselha, anis, noz moscada, pimenta, menta, maço de cigarro, tostado e serragem. Persistente. Na boca mostrou-se agradável, frutado, com sensações de framboesa, groselha, romã, sorvete de mouse de uva, chocolate ao leite, pimenta e menta. Álcool um pouco quente, acidez adequada, textura macia, taninos adequados ( muito agradáveis ), corpo médio, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto muito intenso e muito bom, com boa persistência. Nota 79/16
5- Lorca Poético 2003
Preço- R$ 78,00
Serviço- Decantado por uma hora e servido a 16ºC
Cor rubi, media intensidade cromática, pequeno halo de evolução, brilho médio para intenso, lagrimas bem formadas, finas e verticais.
Nariz intenso e muito bom com ameixa, amora, figo, cravo da índia, pimenta, tostado, chocolate, café, leite e madeira úmida. Persistente.
Na boca mostrou-se muito agradável, frutado, viril, com sensações de ameixa, frutas vermelhas, banana e figo seco, pimenta, menta, café, cravo da índia, madeira, baunilha e notas terrosas. Álcool e acidez adequados, textura macia, levemente tanico ( bons/agradáveis ), encorpado, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto intenso e excepcional, com boa persistência. Nota 81/16
6- Tormentas Premium 2006 ( 1100 gfs produzidas )
Preço- R$ 160,00
Serviço- Decantado por uma hora e servido a 16ºC
Cor rubi/magenta, media intensidade cromática, brilho médio para intenso, lagrimas abundantes, finas e rápidas.
Nariz de media intensidade e muito bom com acetato de etila, álcool, cereja, floral, pimenta, chocolate. Persistente.
Na boca mostrou-se muito agradável, frutado, complexo, com frutas vermelhas e pretas, chocolate e pimenta. Álcool um pouco quente, acidez adequada, textura macia, taninos adequados ( muito agradáveis ), encorpado, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto intenso e excepcional, com boa persistência. Nota 80/16.
7- Tormentas Premium 2007 ( 700 gfs produzidas )
Preço- R$ 160,00
Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC
Cor rubi/sangue, brilho médio, lagrimas bem formadas, lentas e verticais.
Nariz intenso e muito bom com amora, cereja, hortênsia, violeta, cominho, pimenta e café. Persistente.
Na boca mostrou-se muito agradável, frutado, elegante e viril, com sensações de frutas vermelhas maduras, morango em calda, leve pimenta e café. Álcool e acidez adequados, textura macia, tanico ( finos/muito agradáveis ), corpo médio, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto muito intenso e muito bom, com boa persistência.Este vinho parece ter estrutura para uma boa evolução em garrafa, devendo melhor com alguns anos. Nota 82/16,5.
Obs: Na minha opinião os vinhos polêmicos nos levam a buscar mais conhecimento que os vinhos consensuais.
Saudações
Luiz Otávio
A comunicação foi feita por Marco Danielle, jovem produtor de vinhos em Encruzilhada do Sul, onde leva adiante uma experiência que os francês chamam “vinho de garagem” porque são pequeníssimas quantidades produzidas em sistemas artesanais muito especiais:
Caros amigos enófilos,
Há pouco mais de 30 anos os americanos cultuavam os vinhos franceses, e acreditavam que vinho americano servia apenas para cozinhar. Até que alguns vinhos da Califórnia comparados às cegas obtiveram notas mais altas que os grandes franceses numa apresentação confrontando alguns dos maiores vinhos da França aos primeiros produtos da titubeante recém nascida vinicultura californiana. O fato mudou os rumos do mundo vinícola, e entrou para a história como "O Julgamento de Paris" - recentemente transformado em filme por Hollywood.
Guardadas as devidas proporções, algo semelhante ocorreu no dia 14 de fevereiro passado, em São Paulo, quando o crítico de vinhos e painelista Luiz Otávio Peçanha confrontou Brasil e Argentina em dois projetos vinícolas ambiciosos, de produção relativamente pequena e centrados na qualidade: Tormentas e Mauricio Lorca.
Lorca figura entre os enólogos mais respeitados e inovadores da Argentina. Seu vinhedo está localizado em um paraíso vitivinícola; aos pés da Cordilheira dos Andes, em Mendoza, com condução controlada para produzir apenas um quilo por planta - o que atesta o requinte de um projeto radicalmente norteado para a qualidade.
Ter meu trabalho comparado ao de Lorca é uma honra. Superar suas notas, um prêmio.
Minha primeira impressão sobre o Luiz Otávio foi a de um degustador-detetive; o estilo que persegue falhas e procura "cabelo em casca de ovo", além de ver o vinho brasileiro com certa reserva (e não está, de todo, errado). Me parecia o tipo de crítico que ante a repercussão positiva de um projeto nacional fica incrédulo e trata logo de investigar o que está "errado".
O modo como Luiz Otávio aborda o produtor é frio e pouco amistoso: faz questão de comprar os vinhos que pretende "colocar à prova" para resguardar a distância, o que nos causa a sensação de dar a cabeça ao carrasco sem direito a tapinhas nas costas ou venda nos olhos. Cada vez que inclui meus vinhos em seus painéis de vinhos europeus me digo: aí vem bomba. Quando anunciou esta avaliação Tormentas x Mauricio Lorca, pensei: puxa, esse Luiz Otávio não cansa de me perseguir. Escolheu um dos mais famosos enólogos argentinos, e vai colocar meus vinhos ao lado daquelas bombas de fruta madura concentrada de um vinhedo produzindo um quilo por planta, com tempero em barrica francesa de primeiro uso. Tamanha explosão de fruta-compota ao chocolate com baunilha prejudicará a degustação do meus vinhos [mais austeros], imaginei.
O objetivo inicial deste painel Brasil x Argentina foi confrontar vinhos sem madeira de dois projetos consistentes e autorais. Mas no fim, foram avaliados três Tormentas (sem madeira) e quatro Lorca (com e sem madeira).
O Tormentas Premium 2007, vinho com menos de um ano de vida, levou a nota mais alta do painel. Este resultado quebrou uma tese que até há pouco me parecia invencível no Brasil: entre dois vinhos de qualidade, o mais velho com madeira e estrangeiro sempre terá notas mais altas que o mais novo sem madeira e brasileiro. O Tormentas Premium 2007 (sem madeira) superou a nota mais alta dada ao topo de linha de Mauricio Lorca - o Poético 2003 (12 meses em barrica).
Há pouco tempo atrás, pareceria utópico imaginar que um vinho brasileiro de menos de um ano, concebido sob a proposta ousada dos vinhos premium sem madeira, pudesse obter nota mais alta que um dos mais renomados vinhos argentinos.
Lembro que o Tormentas Premium 2007 é meu primeiro produto de vinificação cem por cento orgânica, elaborado com leveduras nativas e absolutamente sem SO2 (conservante INS 220). Comprova-se aqui a singularidade expressiva dos vinhos naturais.
O Tormentas Premium 2006, vinho de guarda, a cada nova degustação mostra-se mais distante de tudo que conhecíamos por vinho brasileiro, pela estrutura perfeita que combina maturação plena, concentração fenólica e acidez natural.
Quanto ao Minimus Anima 2007, voltou a confirmar a reação passional, de sedução e estranheza, que tanto busco em meus melhores vinhos. Tenho consciência de que trata-se de um vinho que será compreendido por poucos. Contudo, alegra-me que a sedução sempre fale mais alto, ao longo da evolução em taça.
É muito importante contar com o interesse de críticos da qualidade de Luiz Otávio, quando a proposta é divulgar experiências enológicas tão radicais quanto o Minimus Anima 2007.
Um grande abraço, e vamos em frente!
Marco Danielle
Vinhos de Autor
Eis os números da degustação:
Degustação de vinhos das Vinicolas Mauricio Lorca (Argentina) e Tormentas (Brasil)
Dia 14/02/2008 – Tratoria di Piero
(Resumo)
1- Lorca Fantasia 2006
Preço- R$ 32,00
Serviço- Servido a 10ºC
Cor amarelo palha com reflexos esverdeados, brilho médio para intenso, lagrimas abundantes e grossas. Nariz simples, de media intensidade e muito bom, com abacaxi, leve maça verde, vegetal e melado. Media persistência. Na boca mostrou-se agradável, frutado, fresco, com sensações de abacaxi, limão, leve tangerina e leve melado. Álcool um pouco quente, acidez acentuada, textura macia, pouco encorpado, médio equilíbrio, com evolução muito boa; retrogosto intenso e muito bom, com boa persistência. Nota 72/14,5
2- Minimvs Anima 2007 ( 2600 gfs produzidas )
Preço- R$ 80,00
Serviço- Decantado por uma hora e meia com agitação e servido a 16ºC
Depois de uma hora e meia de aeração no decanter com agitação, esta é minha nota: Cor rubi/magenta de media intensidade cromática, brilho médio, lagrimas bem formadas, medias, lentas e verticais. Nariz intenso e muito bom com souis bois, leve banana, tinta nanquim, ameixa, groselha, jabuticaba, violeta, pimenta vermelha e folha de tabaco. Persistente. Na boca mostrou-se agradável, frutado, com groselha, ameixa, jabuticaba meio verde, pimenta, notas de chocolate, fumaça e um leve dulçor. Álcool e acidez adequado, textura macia, taninos adequados ( agradáveis ), corpo médio, equilibrado, com evolução boa; retrogosto intenso e muito bom, com boa persistência. Nota 75/15.
3- Lorca Ópalo 2005
Preço- R$ 60,00
Serviço- Decantado por uma hora e meia hora e servido a 16ºC
Depois de uma hora e meia de aeração em decanter, esta é minha nota: Cor rubi/magenta com reflexos violáceos, media intensidade cromática, brilho intenso, lagrimas abundantes, finas e rápidas. Nariz intenso e muito bom com amora, ameixa preta, acerola, mamão bem maduro, banana da terra, pimenta, café e menta. Persistente. Na boca mostrou-se agradável, frutado, equilibrado, com sensações de amora, ameixa preta, cassis, pimenta, menta, chocolate e café com leite. Álcool e acidez adequados, textura sedosa, taninos adequados (bons/agradáveis ), encorpado, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto intenso e excepcional, com boa persistência. Nota 79/16
4- Lorca Poético 2004
Preço- R$ 78,00
Serviço- Decantado por meia hora e servido a 16ºC
Cor rubi/magenta, media intensidade cromática, brilho médio, lagrimas abundantes, rápidas, finas e verticais. Nariz de media intensidade e muito bom com ameixa, framboesa, groselha, anis, noz moscada, pimenta, menta, maço de cigarro, tostado e serragem. Persistente. Na boca mostrou-se agradável, frutado, com sensações de framboesa, groselha, romã, sorvete de mouse de uva, chocolate ao leite, pimenta e menta. Álcool um pouco quente, acidez adequada, textura macia, taninos adequados ( muito agradáveis ), corpo médio, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto muito intenso e muito bom, com boa persistência. Nota 79/16
5- Lorca Poético 2003
Preço- R$ 78,00
Serviço- Decantado por uma hora e servido a 16ºC
Cor rubi, media intensidade cromática, pequeno halo de evolução, brilho médio para intenso, lagrimas bem formadas, finas e verticais.
Nariz intenso e muito bom com ameixa, amora, figo, cravo da índia, pimenta, tostado, chocolate, café, leite e madeira úmida. Persistente.
Na boca mostrou-se muito agradável, frutado, viril, com sensações de ameixa, frutas vermelhas, banana e figo seco, pimenta, menta, café, cravo da índia, madeira, baunilha e notas terrosas. Álcool e acidez adequados, textura macia, levemente tanico ( bons/agradáveis ), encorpado, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto intenso e excepcional, com boa persistência. Nota 81/16
6- Tormentas Premium 2006 ( 1100 gfs produzidas )
Preço- R$ 160,00
Serviço- Decantado por uma hora e servido a 16ºC
Cor rubi/magenta, media intensidade cromática, brilho médio para intenso, lagrimas abundantes, finas e rápidas.
Nariz de media intensidade e muito bom com acetato de etila, álcool, cereja, floral, pimenta, chocolate. Persistente.
Na boca mostrou-se muito agradável, frutado, complexo, com frutas vermelhas e pretas, chocolate e pimenta. Álcool um pouco quente, acidez adequada, textura macia, taninos adequados ( muito agradáveis ), encorpado, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto intenso e excepcional, com boa persistência. Nota 80/16.
7- Tormentas Premium 2007 ( 700 gfs produzidas )
Preço- R$ 160,00
Serviço- Decantado por uma hora e servido a 18ºC
Cor rubi/sangue, brilho médio, lagrimas bem formadas, lentas e verticais.
Nariz intenso e muito bom com amora, cereja, hortênsia, violeta, cominho, pimenta e café. Persistente.
Na boca mostrou-se muito agradável, frutado, elegante e viril, com sensações de frutas vermelhas maduras, morango em calda, leve pimenta e café. Álcool e acidez adequados, textura macia, tanico ( finos/muito agradáveis ), corpo médio, equilibrado, com evolução muito boa; retrogosto muito intenso e muito bom, com boa persistência.Este vinho parece ter estrutura para uma boa evolução em garrafa, devendo melhor com alguns anos. Nota 82/16,5.
Obs: Na minha opinião os vinhos polêmicos nos levam a buscar mais conhecimento que os vinhos consensuais.
Saudações
Luiz Otávio
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Degustação Miolo
A Miolo Wine Group fará no dia 22/11, das 15h às 21h, degustação de vinhos e espumantes na inauguração delicatessen Empório Sul, na Múcio Teixeira, 119, em Porto Alegre. Os clientes poderão apreciar o Miolo Brut, Brut Rose e Terranova Moscatel e os vinhos Fortaleza do Seival Pinot Noir, recém lançado no mercado, e o Seleção Rose.
Grande dama
E já que está entre as melhores produtoras de vinhos do mundo, a Salton, de Bento Gonçalves, acaba de confirmar, com mais um lançamento de categoria. Daniel Salton, o diretor comercial da casa, convida para degustar o vinho Volpi Pinot Noir, elaborado com a uva considerada a Grande Dama das viníferas européias. Aceite o convite do Salton e, tenho certeza, não se arrependerá.
Salton entre as melhores
A Vinícola Salton está entre as melhores elaboradoras de vinho do mundo. A afirmação dos experts que participaram da 4ª edição do Prazeres da Mesa, realizado em São Paulo, no final de outubro, mostra porque o ano de 2007 está sendo de muita comemoração na empresa de Bento Gonçalves. Os produtos da vinícola foram destaques em diversos concursos no Brasil e no exterior. A Medalha de Ouro conquistada pelo Salton Talento 2004 na Anuga Wine Special 2007, maior feira de alimentos e bebidas do mundo, realizada na Alemanha, é apenas o exemplo mais recente.
As conquistas começaram ainda em janeiro, quando o Salton Desejo 2004 foi eleito o melhor vinho Merlot entre 53 amostras do mundo em degustação às cegas, na República Tcheca, e dentre mais de 400 rótulos nacionais e importados, foi o único vinho tinto nacional a ficar entre os TOP 10 da Expovinis 2007. Além disso, recebeu a nota mais alta no Guia 2007 do respeitado sommelier Manoel Beato. Só neste ano, a vinícola contabiliza. 35 medalhas em concursos.
As conquistas começaram ainda em janeiro, quando o Salton Desejo 2004 foi eleito o melhor vinho Merlot entre 53 amostras do mundo em degustação às cegas, na República Tcheca, e dentre mais de 400 rótulos nacionais e importados, foi o único vinho tinto nacional a ficar entre os TOP 10 da Expovinis 2007. Além disso, recebeu a nota mais alta no Guia 2007 do respeitado sommelier Manoel Beato. Só neste ano, a vinícola contabiliza. 35 medalhas em concursos.
Bons vinhos no verão
O verão clama por bebidas mais refrescantes. Engana-se quem pensa que não é agradável degustar um bom vinho na estação mais quente do ano. Você já provou um vinho branco, rosé ou um espumante bem gelado à beira da piscina ou na praia? Está esperando o quê?
Vinhos brancos, rosés e espumantes vêm ganhando espaço à mesa em bares, restaurantes ou à beira da piscina. O vinho vem sendo adotado pelos brasileiros nos últimos anos. Não restam dúvidas de que os brancos são perfeitamente adequados à nossa condição de vivermos num país tropical com temperaturas altas na maior parte do verão.
A Dal Pizzol Vinhos Finos, localizada no distrito de Faria Lemos, em Bento Gonçalves, conta com diversas variedades da bebida que combinam com todas as ocasiões. Os destaques da estação são o Dal Pizzol Espumante Brut Rosé e o Do Lugar Rosé. O primeiro ganhou Medalha de Ouro no V Concurso do Espumante Fino Brasileiro e o segundo foi classificado entre os 30% mais representativos da Safra 2007 durante a XV Avaliação Nacional de Vinhos. A vinícola ainda oferece os vinhos brancos Dal Pizzol Chardonnay e Dal Pizzol Gewurztraminer, além do vinho Do Lugar Trebiano, excelentes opções para enfrentar o calor da estação. Isso sem contar os tradicionais espumantes Brut (Champenoise e Charmat) e Moscatel (Asti) elaborados pela vinícola.
Aos amantes de um bom vinho que não querem perder o prazer de degustá-lo, mesmo sob um calor de 35 graus, vai aí algumas dicas da Dal Pizzol. Vinhos brancos ou rosés, frescos e leves ou espumantes são específicos para o verão, por serem servidos refrescados ou gelados. A temperatura deve estar entre 4 e 6 graus para os espumantes e de 10 a 12 graus para os vinhos brancos e rosés.
Em dias de muito calor, uma opção é aproveitar para beber vinhos leves, com acidez pronunciada, secos e com alto frescor. Os espumantes têm lugar garantido na seleção de vinhos para o verão.
Vinhos brancos, rosés e espumantes vêm ganhando espaço à mesa em bares, restaurantes ou à beira da piscina. O vinho vem sendo adotado pelos brasileiros nos últimos anos. Não restam dúvidas de que os brancos são perfeitamente adequados à nossa condição de vivermos num país tropical com temperaturas altas na maior parte do verão.
A Dal Pizzol Vinhos Finos, localizada no distrito de Faria Lemos, em Bento Gonçalves, conta com diversas variedades da bebida que combinam com todas as ocasiões. Os destaques da estação são o Dal Pizzol Espumante Brut Rosé e o Do Lugar Rosé. O primeiro ganhou Medalha de Ouro no V Concurso do Espumante Fino Brasileiro e o segundo foi classificado entre os 30% mais representativos da Safra 2007 durante a XV Avaliação Nacional de Vinhos. A vinícola ainda oferece os vinhos brancos Dal Pizzol Chardonnay e Dal Pizzol Gewurztraminer, além do vinho Do Lugar Trebiano, excelentes opções para enfrentar o calor da estação. Isso sem contar os tradicionais espumantes Brut (Champenoise e Charmat) e Moscatel (Asti) elaborados pela vinícola.
Aos amantes de um bom vinho que não querem perder o prazer de degustá-lo, mesmo sob um calor de 35 graus, vai aí algumas dicas da Dal Pizzol. Vinhos brancos ou rosés, frescos e leves ou espumantes são específicos para o verão, por serem servidos refrescados ou gelados. A temperatura deve estar entre 4 e 6 graus para os espumantes e de 10 a 12 graus para os vinhos brancos e rosés.
Em dias de muito calor, uma opção é aproveitar para beber vinhos leves, com acidez pronunciada, secos e com alto frescor. Os espumantes têm lugar garantido na seleção de vinhos para o verão.
Cordeiro paulista
O prato Cordeiro à Paranapiacaba (cordeiro assado à base de saquê, cambuci e temperos finos) é um dos destaques do 6º Festival Comida de Botequim, em Santo André, na região do ABC paulista. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Ação Regional do município, vai premiar em dezembro as melhores receitas nas categorias prato, petisco, lanche e bar noturno.
Das 66 receitas inscritas inicialmente no festival, passaram para a segunda fase 39. Agora, são 16 bares e lanchonetes que disputam a final. O resultado sai no dia 4 de dezembro. A seleção dos estabelecimentos, em cada uma das etapas, foi realizada por um júri especializado e pelos próprios freqüentadores, que puderam votar nas iguarias preferidas por meio das urnas colocadas nos botequins e pela internet, por meio do site www.santoandre.sp.gov.br/festivalbotequim. A estratégia continua valendo nessa última fase.
O 6º Festival Comida de Botequim tem patrocínio da Porto Seguro e apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) e da ABC Rádio Táxi. Aqui no sul, ainda vamos fazer um Festival de Cordeiro, mas o que nos faltam são patrocinadores.
Das 66 receitas inscritas inicialmente no festival, passaram para a segunda fase 39. Agora, são 16 bares e lanchonetes que disputam a final. O resultado sai no dia 4 de dezembro. A seleção dos estabelecimentos, em cada uma das etapas, foi realizada por um júri especializado e pelos próprios freqüentadores, que puderam votar nas iguarias preferidas por meio das urnas colocadas nos botequins e pela internet, por meio do site www.santoandre.sp.gov.br/festivalbotequim. A estratégia continua valendo nessa última fase.
O 6º Festival Comida de Botequim tem patrocínio da Porto Seguro e apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) e da ABC Rádio Táxi. Aqui no sul, ainda vamos fazer um Festival de Cordeiro, mas o que nos faltam são patrocinadores.
Não vai dar
Estava a fim de experimentar um cordeiro assado na churrascaria Komka, em Porto Alegre, na sexta-feira, em companhia da Vera Renner e do Auri Rodrigues, mas não vai dar. Terei que estar em Gramado, onde serei homenageado, quinta-feira à noite, na abertura do 19º Festival de Turismo de Gramado, uma realização vitoriosa das empresárias Marta Rossi e Silvia Zorzanello, que acompanho, exatamente, há 19 anos!
Herval Premium
O Cordeiro Herval Premium estará completando oito anos, no próximo dia 8 de dezembro. Em Herval já foi comemorado, com boa festa. E o Informativo do Herval Premium, que sairá agora em dezembro, vai fazer alusão à data. Nas páginas centrais serão publicados pequenos depoimentos de pessoas de diversas áreas, falando sobre a carne de cordeiro Herval Premium. Estarei lá, por gentileza da jornalista Tatiana de la Torre, assessora de imprensa do projeto.
domingo, 18 de novembro de 2007
Erro no preço do jantar
Osmar Maduro manda mensagem informando que se enganou no preço do jantar que terá cordeiro como um dos seus pratos de resistência. É a matéria logo após esta nota.
Segundo Osmar, da Edelman Brasil (11) 3017-5315, o preço é de R$ 480,00 por pessoa e não R$ 4.805,00, como le havia informado.
Segundo Osmar, da Edelman Brasil (11) 3017-5315, o preço é de R$ 480,00 por pessoa e não R$ 4.805,00, como le havia informado.
domingo, 11 de novembro de 2007
Cordeiro com vinhos Baron de Rotschild
Carré de cordeiro assado com tomilho, ameixas ao vinho, nabos confits com pêra será um dos pratos do jantar especial do restaurante Eau (Hotel Grand Hyatt São Paulo, avenida das Nações Unidas, 13.301, Brooklyn, tel. 6838-3207), dia 23 de novembro, acompanhado com vinhos da casa Baron Philippe de Rotschild. . Será uma das primeiras oportunidades para conhecer o novo chef da casa, Laurent Hervé, que trabalhava anteriormente no badalado Maxim´s de Paris.
O evento começará com um coquetel no Upstairs Lounge, também no Grand Hyatt, que contará com a presença do aclamado enólogo e diretor da vinícola, Philippe Dhalluin. No atual posto desde 2003, Dhalluin formou-se em enologia na cidade francesa de Bordeaux.
Alguns dos vinhos Rothschild mais premiados, como o Mouton Rothschild 1990 e Petit Mouton 1997, farão parte do jantar harmonizado. Desde 1933, a “Baron Philippe de Rothschild”, localizada na cidade de Pauillac, na região francesa de Médoc, se esmera na constante ambição de fazer os melhores vinhos do mundo. A atual proprietária da casa, a Baronesa Philippine de Rothschild, garante o toque familiar do importante empreendimento. Preço por pessoa do menu degustação (inclui os vinhos): R$ 4.805,00. Os vinhos serão Château d’Armailhac - 2003, Château Clerc Milon - 1999, Le Petit Mouton - 1997, Château Mouton Rothschild - 1990, Château Coutet - Cuvée Madame - 1995.
O evento começará com um coquetel no Upstairs Lounge, também no Grand Hyatt, que contará com a presença do aclamado enólogo e diretor da vinícola, Philippe Dhalluin. No atual posto desde 2003, Dhalluin formou-se em enologia na cidade francesa de Bordeaux.
Alguns dos vinhos Rothschild mais premiados, como o Mouton Rothschild 1990 e Petit Mouton 1997, farão parte do jantar harmonizado. Desde 1933, a “Baron Philippe de Rothschild”, localizada na cidade de Pauillac, na região francesa de Médoc, se esmera na constante ambição de fazer os melhores vinhos do mundo. A atual proprietária da casa, a Baronesa Philippine de Rothschild, garante o toque familiar do importante empreendimento. Preço por pessoa do menu degustação (inclui os vinhos): R$ 4.805,00. Os vinhos serão Château d’Armailhac - 2003, Château Clerc Milon - 1999, Le Petit Mouton - 1997, Château Mouton Rothschild - 1990, Château Coutet - Cuvée Madame - 1995.
A Salton quer liderar
A Vinícola Salton, de Bento Gonçalves, investe pesado para se destacar como a maior e melhor vinícola do país, título que planeja conquistar até 2010, quando completa seu primeiro centenário. No triênio (2008-2010) cerca de R$ 20 milhões serão aplicados no aumento da capacidade de produção da vinícola, que inclui a instalação de uma nova linha de vinificação, aquisição de tanques de autoclave, contratação de pessoal especializado, além do posicionamento de mercado. Com a mudança da sede para o distrito de Tuiuty, em 2004, já foram investidos, aproximadamente, R$ 50 milhões no aumento da capacidade de produção, qualidade genética, tecnologia, obras e recursos humanos. De acordo com o diretor comercial da vinícola, Daniel Salton, o novo investimento irá possibilitar a ampliação da produção das atuais 2,4 milhões de caixas para cerca de 4 milhões de caixas a cada ano.
Líder na comercialização de espumantes no país há quatro anos consecutivos, com 2,3 milhões de litros em 2006, a Salton pretende chegar a 2,8 milhões de litros neste ano e a 4 milhões de litros em 2010. A expectativa é de que a representatividade do produto no faturamento da empresa siga o mesmo crescimento: dos esperados 27% em 2007 para 36% em 2010, ou seja, de R$ 39 milhões para R$ 57 milhões.
Líder na comercialização de espumantes no país há quatro anos consecutivos, com 2,3 milhões de litros em 2006, a Salton pretende chegar a 2,8 milhões de litros neste ano e a 4 milhões de litros em 2010. A expectativa é de que a representatividade do produto no faturamento da empresa siga o mesmo crescimento: dos esperados 27% em 2007 para 36% em 2010, ou seja, de R$ 39 milhões para R$ 57 milhões.
O sucesso do Vale dos Vinhedos
Seis vinícolas do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, classificaram seus vinhos entre os mais representativos da Safra 2007, durante a XV Avaliação Nacional de Vinhos realizada no dia 29 de setembro no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (RS) e no Hotel Glória, no Rio de Janeiro. O evento foi realizado nas duas cidades simultaneamente, através de vídeo-conferência reunindo um público de mil apreciadores da bebida. Entre as 260 amostras inscritas por 61 vinícolas de todo o Brasil, 81 vinhos se destacaram ficando entre os 30% representativos da Safra. Deste seleto grupo, 24% - 19 vinhos - são do Vale dos Vinhedos. Outra importante distinção é a de que dos 16 vinhos selecionados e apresentados ao público, quatro são do Vale dos Vinhedos.
Dos 19 vinhos, 12 são de variedades tintas e sete de cepas brancas. A maioria destes vinhos tintos começarão a chegar ao mercado somente a partir de 2008. Já os brancos poderão ser degustados pelos consumidores a partir deste ano.
Este resultado comprova a qualidade dos produtos elaborados no Vale dos Vinhedos, única região produtora de vinhos do Brasil a conquistar o Selo de Indicação de Procedência (I.P.V.V.) uma garantia da origem que os distingue dos demais.
A análise das amostras foi feita por um grupo de 78 enólogos e o resultado foi apresentado a um público formado por mil apreciadores, entre os quais este blogueiro. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), é o único do gênero no mundo, sendo respeitado por expertos internacionais pela sua credibilidade.
VINHOS CLASSIFICADOS
1. Casa Valduga Vinhos Finos Ltda
Chardonnay – Vinho Base Espumante
Chardonnay / Pinot Noir – Vinho Base Espumante
Malbec – Tinto Fino Seco
Merlot – Tinto Fino Seco *
2. Pizzato Vinhas & Vinhos Ltda
Merlot – Rosé *
3. Vinhos Don Laurindo Ltda.
Ancelotta - Tinto Fino Seco *
Cabernet Sauvignon - Tinto Fino Seco
Malbec - Tinto Fino Seco
Merlot - Tinto Fino Seco
Tannat - Tinto Fino Seco
4. Vinícola Dom Cândido Ltda
Marselan – Tinto Fino Seco
5. Vinícola Miolo Ltda
Chardonnay/Pinot Noir – Vinho Base Espumante *
Chardonnay/Pinot Noir – Vinho Base Espumante
Cabernet Sauvignon – Tinto Fino Seco
Chardonnay – Branco Fino Seco Não Aromático
Chardonnay - Branco Fino Seco Não Aromático
Merlot – Tinto Fino Seco
Merlot - Tinto Fino Seco
6. Moët Hennessy do Brasil - Vinhos e Destilados Ltda
Riesling Itálico/Pinot Noir/Chardonnay – Vinho Base Espumante
* Amostras selecionadas entre as 16 degustadas durante a XV Avaliação Nacional de Vinhos.
Dos 19 vinhos, 12 são de variedades tintas e sete de cepas brancas. A maioria destes vinhos tintos começarão a chegar ao mercado somente a partir de 2008. Já os brancos poderão ser degustados pelos consumidores a partir deste ano.
Este resultado comprova a qualidade dos produtos elaborados no Vale dos Vinhedos, única região produtora de vinhos do Brasil a conquistar o Selo de Indicação de Procedência (I.P.V.V.) uma garantia da origem que os distingue dos demais.
A análise das amostras foi feita por um grupo de 78 enólogos e o resultado foi apresentado a um público formado por mil apreciadores, entre os quais este blogueiro. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), é o único do gênero no mundo, sendo respeitado por expertos internacionais pela sua credibilidade.
VINHOS CLASSIFICADOS
1. Casa Valduga Vinhos Finos Ltda
Chardonnay – Vinho Base Espumante
Chardonnay / Pinot Noir – Vinho Base Espumante
Malbec – Tinto Fino Seco
Merlot – Tinto Fino Seco *
2. Pizzato Vinhas & Vinhos Ltda
Merlot – Rosé *
3. Vinhos Don Laurindo Ltda.
Ancelotta - Tinto Fino Seco *
Cabernet Sauvignon - Tinto Fino Seco
Malbec - Tinto Fino Seco
Merlot - Tinto Fino Seco
Tannat - Tinto Fino Seco
4. Vinícola Dom Cândido Ltda
Marselan – Tinto Fino Seco
5. Vinícola Miolo Ltda
Chardonnay/Pinot Noir – Vinho Base Espumante *
Chardonnay/Pinot Noir – Vinho Base Espumante
Cabernet Sauvignon – Tinto Fino Seco
Chardonnay – Branco Fino Seco Não Aromático
Chardonnay - Branco Fino Seco Não Aromático
Merlot – Tinto Fino Seco
Merlot - Tinto Fino Seco
6. Moët Hennessy do Brasil - Vinhos e Destilados Ltda
Riesling Itálico/Pinot Noir/Chardonnay – Vinho Base Espumante
* Amostras selecionadas entre as 16 degustadas durante a XV Avaliação Nacional de Vinhos.
Especialidade: o cordeiro
Com uma proposta diferenciada e inovadora de gastronomia, o Ristorante Don Ziero, bem na entrada do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, oferece uma culinária contemporânea sem perder a identidade de suas raízes. As opções incluem cremes, saladas, risotos especiais, massas, filés, aves, peixes, caças, deliciosas sobremesas e um destaque para a especialidade: o cordeiro. Instalado na Vinícola Cordelier, oferece os bons vinhos Granja União.
De acordo com o gerente, Leandro Giordani, a qualidade, tanto da alimentação como do atendimento, é outra marca do Ristorante Don Ziero. “Um restaurante de qualidade não é composto somente por estrutura física, localização, boa comida e bom serviço. Ele é fruto de uma visão e precisa estar focado nos objetivos a que se propõe”, salienta o empresário.
De acordo com o gerente, Leandro Giordani, a qualidade, tanto da alimentação como do atendimento, é outra marca do Ristorante Don Ziero. “Um restaurante de qualidade não é composto somente por estrutura física, localização, boa comida e bom serviço. Ele é fruto de uma visão e precisa estar focado nos objetivos a que se propõe”, salienta o empresário.
Fenavinho 2009
A Fenavinho 2009 – Festa e Feira dos Vinhos do Brasil já tem data marcada. O evento ocorrerá em Bento Gonçalves, de 30 de janeiro a 24 de fevereiro de 2009. Mesmo com mais de um ano de antecedência, as ações para promoção e divulgação do evento já iniciaram.
Feira do Espumante em dezembro
A Phoenix Produções e Marketing começou a divulgação da Feira do Espumante e Vinhos Brancos, que realizará entre os dias 12 e 16 de dezembro, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. No ano de 2006 foram comercializadas mais de 8 mil garrafas de vinhos, espumantes e sucos de uva.
Espumante da Miolo
Já a jornalista Luciana Móglia garante que o Miolo Wine Group encerrará 2007 na disputa do terceiro lugar entre as maiores produtoras de espumantes do Brasil. A previsão é de que as vendas cresçam 30% em comparação ao ano passado, chegando a 1,7 milhão de garrafas.
O bom desempenho dos espumantes, fatia responsável por 30% do faturamento do Miolo Wine Group, reflete o investimento realizado em novas variedades para ampliação do mix de produtos. O Terranova Brut e Terranova Demi-Sec chegaram para completar a linha da Miolo, totalizando seis opções: Miolo Brut, Brut Rosé e Millésime, Terranova Moscatel, Terranova Brut e Terrova Demi-Séc.
Os lançamentos Terranova Brut e Demi-Sec foram inspirados no sucesso do Terranova Moscatel, produzido na Fazenda Ouro Verde, no Vale do São Francisco (BA). O produto conquistou o público jovem e o feminino. “Os dois lançamentos completam a família de uma linha mais suave e com preço mais acessível, fortalecendo a Miolo na disputa pelo mercado da faixa de R$ 19,00 a R$ 25,00”, afirma o diretor comercial da empresa, Márcio Bonilha. Os produtos serão encontrados em redes de supermercado, lojas especializadas, restaurantes e casas noturnas.
Adriano Miolo, diretor-técnico da empresa, observa que as características da Fazenda Ouro Verde, aliadas aos investimentos feitos em tecnologia e pesquisa de variedades que mais se adaptem à região, garantem a produção de espumantes de qualidade com preços competitivos. “Boa parte do investimento de R$ 20 milhões feito nos últimos anos na Fazenda Ouro Verde foi destinado a pesquisas, expansão da área de vinhedos e aumento da capacidade produtiva da vinícola, que passou de 1,5 milhão para 3 milhões de garrafas/ano a partir de 2008”, comenta.
O bom desempenho dos espumantes, fatia responsável por 30% do faturamento do Miolo Wine Group, reflete o investimento realizado em novas variedades para ampliação do mix de produtos. O Terranova Brut e Terranova Demi-Sec chegaram para completar a linha da Miolo, totalizando seis opções: Miolo Brut, Brut Rosé e Millésime, Terranova Moscatel, Terranova Brut e Terrova Demi-Séc.
Os lançamentos Terranova Brut e Demi-Sec foram inspirados no sucesso do Terranova Moscatel, produzido na Fazenda Ouro Verde, no Vale do São Francisco (BA). O produto conquistou o público jovem e o feminino. “Os dois lançamentos completam a família de uma linha mais suave e com preço mais acessível, fortalecendo a Miolo na disputa pelo mercado da faixa de R$ 19,00 a R$ 25,00”, afirma o diretor comercial da empresa, Márcio Bonilha. Os produtos serão encontrados em redes de supermercado, lojas especializadas, restaurantes e casas noturnas.
Adriano Miolo, diretor-técnico da empresa, observa que as características da Fazenda Ouro Verde, aliadas aos investimentos feitos em tecnologia e pesquisa de variedades que mais se adaptem à região, garantem a produção de espumantes de qualidade com preços competitivos. “Boa parte do investimento de R$ 20 milhões feito nos últimos anos na Fazenda Ouro Verde foi destinado a pesquisas, expansão da área de vinhedos e aumento da capacidade produtiva da vinícola, que passou de 1,5 milhão para 3 milhões de garrafas/ano a partir de 2008”, comenta.
Os rosés da Aurora
A jornalista Mariana Tochetto, da Fatto Comunicação, manda dizer que descobriu o Blog do Ucha e aproveita para mandar uma informação da Aurora. Já dei esta notícia, mas a repito: A Aurora está lançando dois produtos para suprir a crescente demanda por rosés. Muito consumido no verão e em datas especiais, como as festas de final de ano, pelo seu charme especial, que combina borbulhas e cor-de-rosa, o espumante rosé tem duas novas versões assinadas pelos enólogos da maior cooperativa vinícola do país: o Conde de Foucauld Brut Rosé e Aurora Moscatel Rosé.
De tonalidade rosada intensa, viva e aromas frescos e frutados, o Conde de Foucauld Brut Rose é mais suave e refrescante apropriada para o verão. “Mostra uma acidez interessante, harmonizando com seu paladar suave, proporcionando uma sensação de frescor”, descreve o enólogo-chefe da vinícola, Antônio Czalnobay. “Na boca é muito agradável, equilibrado, de média persistência”, completa. Elaborado com uvas Merlot, Pinotage e Cabernet Franc, o rosé é viníficado pelo método Charmat, com rápido contato do mosto com as cascas.
Já o Aurora Moscatel Rosé “apresenta-se límpido, cristalino, com uma belíssima coloração rosa-clara. Seu aroma é predominantemente floral, adocicado, com toques interessantes de frutas como morango. Na boca é suave, equilibrado e refrescante. O perlage é fino e persistente.” O enólogo ainda recomenda: “deve ser servido gelado: entre 5°C e 7°C”.
De tonalidade rosada intensa, viva e aromas frescos e frutados, o Conde de Foucauld Brut Rose é mais suave e refrescante apropriada para o verão. “Mostra uma acidez interessante, harmonizando com seu paladar suave, proporcionando uma sensação de frescor”, descreve o enólogo-chefe da vinícola, Antônio Czalnobay. “Na boca é muito agradável, equilibrado, de média persistência”, completa. Elaborado com uvas Merlot, Pinotage e Cabernet Franc, o rosé é viníficado pelo método Charmat, com rápido contato do mosto com as cascas.
Já o Aurora Moscatel Rosé “apresenta-se límpido, cristalino, com uma belíssima coloração rosa-clara. Seu aroma é predominantemente floral, adocicado, com toques interessantes de frutas como morango. Na boca é suave, equilibrado e refrescante. O perlage é fino e persistente.” O enólogo ainda recomenda: “deve ser servido gelado: entre 5°C e 7°C”.
Degustação de vinho argentino
A Giuliano Vinhos (rua Dinarte Ribeiro, 36/1) está completando 8 anos. Vai comemorar com uma degustação de vinhos da bodega argentina Ruca Malen, dia 13, às 18h, com ingresso a R$ 45,00. O enólogo Lisandro Vieira Neis vai apresentar seis vinhos das safras 2004 e 2006.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Festival do Cordeiro e Vinho Barbacoa
Para os apreciadores de carnes nobres e de bons vinhos que forem a São Paulo, uma ótima opção é o Festival do Cordeiro, que segue até o dia 30 de novembro, em Campinas, na rede de churrascarias Barbacoa. O festival reúne quatro opções de pratos à base de cordeiro, sempre acompanhadas de geléia de menta e molho de hortelã. Para completar, os clientes têm três novas opções de vinhos, próprios para harmonizar com os pratos.
Esta é a 4ª edição do Festival do Cordeiro em Campinas, teve início no dia 26 de outubro e continuará até o fim do mês de novembro. Durante esse período, as casas da rede Barbacoa espalhadas pelo Brasil oferecem aos clientes além das opções já existentes no cardápio e do buffet de saladas, pratos à base de cordeiro.
O Festival do Cordeiro faz sucesso entre os clientes. São receitas testadas de picanha baby, costeleta, hambúrguer de picanha e T-Bone de cordeiro, servidas com guarnições variadas, mas sempre com o acompanhamento de geléia de menta e molho de hortelã.
Complementando as pedidas, a casa recebe três vinhos especialmente para servir com os pratos. São eles: o chileno Puerto Viejo, um vinho 100 % Carmenere, de tanino mais forte e aroma mais denso que complementa o aroma do cordeiro; Bordeaux Tinto Chateau Lesparre AOC-Graves Vayres, com graduação alcoólica mais baixa, e bastante aromático, mais equilibrado; e Villalobos Blend Cabernet Sauvignon – Malbec 2004, que leva a mistura de duas uvas - cabernet e malbec - que o deixam mais encorpado. “Os vinhos que sugerimos para o Festival têm sabor mais denso, são mais encorpados, ideais para acompanhar pratos de sabor forte como o cordeiro”, explica Raimundo Cosmo, sommelier da casa.
Esta é a 4ª edição do Festival do Cordeiro em Campinas, teve início no dia 26 de outubro e continuará até o fim do mês de novembro. Durante esse período, as casas da rede Barbacoa espalhadas pelo Brasil oferecem aos clientes além das opções já existentes no cardápio e do buffet de saladas, pratos à base de cordeiro.
O Festival do Cordeiro faz sucesso entre os clientes. São receitas testadas de picanha baby, costeleta, hambúrguer de picanha e T-Bone de cordeiro, servidas com guarnições variadas, mas sempre com o acompanhamento de geléia de menta e molho de hortelã.
Complementando as pedidas, a casa recebe três vinhos especialmente para servir com os pratos. São eles: o chileno Puerto Viejo, um vinho 100 % Carmenere, de tanino mais forte e aroma mais denso que complementa o aroma do cordeiro; Bordeaux Tinto Chateau Lesparre AOC-Graves Vayres, com graduação alcoólica mais baixa, e bastante aromático, mais equilibrado; e Villalobos Blend Cabernet Sauvignon – Malbec 2004, que leva a mistura de duas uvas - cabernet e malbec - que o deixam mais encorpado. “Os vinhos que sugerimos para o Festival têm sabor mais denso, são mais encorpados, ideais para acompanhar pratos de sabor forte como o cordeiro”, explica Raimundo Cosmo, sommelier da casa.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Rosé da montanha
Jornalistas Letícia Souza e Edith Auler mandam avisar que a Vinícola Don Giovanni, de Pinto Bandeira, lançou o vinho rosé Don Giovanni Safra 2007, elaborado a partir de uvas pinot noir e merlot colhidas em vinhedos próprios nas montanhas do interior de Bento Gonçalves. Tem graduação alcoólica de 12,4 graus GI e é ótimo para acompanhar ostras, camarão e peixes.
Um bom Merlot
Durante a Avaliação Nacional de Vinhos promovida pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), em setembro, a Casa Valduga foi um dos destaques com o seu Merlot safra 2007. Eu estava lá e gostei do Merlot da Valduga. Na 15ª edição da avaliação das safras produzidas em território nacional, participaram 260 amostras de 61 vinícolas de todo o País. Os vinhos foram analisados por 81 enólogos, que chegaram aos 30% mais representativos da safra 2007. Deste total, apenas 16 foram apreciados pelo público e o Merlot da Casa Valduga esteve entre os eleitos, alcançando 88 pontos, uma das maiores notas do evento.
Dal Pizzol em São Paulo
Os vinhos Dal Pizzol estão presentes em quatro dos melhores restaurantes de São Paulo, segundo seleção de um time de jornalistas convidado pela Veja São Paulo. Participaram da votação Arnaldo Lorençato, Bráulio Pasmanik, J. A. Dias Lopes, João Carlos Camargo, Jorge Carrara, Ricardo Castanho, Rita Lobo, Rodrigo Paranhos Velloso, Suzana Barelli e Washington Olivetto. O resultado foi publicado na Veja São Paulo de 26 de setembro de 2007. Entre os melhores restaurantes estão Brasil a Gosto, Fogo de Chão, Ráscal e Fasano.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Um Perini especial
A Perini lançou o Perini 4, um vinho premium que utiliza quatro variedades de uvas resultando em um vinho equilibrado ao paladar e complexo em notas aromáticas. Sua edição é limitada, sendo comercializadas apenas 1000 caixas contendo 4 garrafas cada.
O Perini 4 é elaborado a partir de uvas cultivadas nos vinhedos próprios da vinícola e, seguindo o conceito europeu de mesclar variedades entre si, a Perini utilizou as uvas Anccellota, Tannat, Cabernet Sauvignon e Merlot a fim de preparar um produto diversificado e inovador.
O resultado dessa mistura dá origem a um vinho com coloração intensa, reflexos violáceos e aroma de frutas em compotas como figo, goiaba, marmelo que, ao paladar, apresenta uma surpreendente maciez, tendo retrogosto prolongado e persistente.
Na enogastronomia, o Perini 4 é o vinho ideal para acompanhar carnes fortes ou gordurosas, além de pratos a base de queijos fortes ou picantes.
O número 4 utilizado pela Perini significa determinação, estabilidade, comprometimento, lealdade, sedução e simboliza as 4 uvas, as 4 estações, as 4 fases da lua, os 4 elementos, os 4 pontos cardeais e os 4 símbolos da matemática.
O Perini 4 é elaborado a partir de uvas cultivadas nos vinhedos próprios da vinícola e, seguindo o conceito europeu de mesclar variedades entre si, a Perini utilizou as uvas Anccellota, Tannat, Cabernet Sauvignon e Merlot a fim de preparar um produto diversificado e inovador.
O resultado dessa mistura dá origem a um vinho com coloração intensa, reflexos violáceos e aroma de frutas em compotas como figo, goiaba, marmelo que, ao paladar, apresenta uma surpreendente maciez, tendo retrogosto prolongado e persistente.
Na enogastronomia, o Perini 4 é o vinho ideal para acompanhar carnes fortes ou gordurosas, além de pratos a base de queijos fortes ou picantes.
O número 4 utilizado pela Perini significa determinação, estabilidade, comprometimento, lealdade, sedução e simboliza as 4 uvas, as 4 estações, as 4 fases da lua, os 4 elementos, os 4 pontos cardeais e os 4 símbolos da matemática.
Viu Manent
A jornalista Daniela Sanchotene avisou sobre a vinda do diretor presidente de uma das maiores e mais bem conceituadas vinícolas chilenas ao Brasil. Don Jose Miguel da Viu Manent está em Porto Alegre. No dia 6 de novembro, na Sommelier Vinhos, degustou e comentou seus vinhos.
Pinot Noir da Salton
Agradável, prolongado e harmônico, assim é o sabor do Volpi Pinot Noir, varietal da safra 2006 que a Salton colocou no mercado esta semana, ampliando as opções top da vinícola neste verão. O mais novo integrante da linha Volpi – que conta hoje com outros cinco rótulos, onde estão reproduzidas as telas de Alfredo Volpi, numa homenagem ao pintor brasileiro – destaca uma coloração rubi claro com aromas de frutos negros, como framboesa, amora, mirtilo e cereja, tostados, baunilha, fumaça e especiarias.
Elaborado com uvas colhidas dos vinhedos na Região da Campanha (Bagé), formados por videiras originárias da França, o Volpi Pinot Noir chega com produção limitada de 5,1 mil garrafas. Neste primeiro momento, a comercialização ficará restrita ao varejo da empresa e, posteriormente, poderá ser encontrado em casas especializadas. Considerado um grande desafio, pela delicadeza da uva, o vinho Pinot Noir da Salton promete surpreender o consumidor, afirma o diretor técnico e enólogo da vinícola, Lucindo Copat. “Pode ser comparado aos melhores vinhos da Borgonha.”
Elaborado com uvas colhidas dos vinhedos na Região da Campanha (Bagé), formados por videiras originárias da França, o Volpi Pinot Noir chega com produção limitada de 5,1 mil garrafas. Neste primeiro momento, a comercialização ficará restrita ao varejo da empresa e, posteriormente, poderá ser encontrado em casas especializadas. Considerado um grande desafio, pela delicadeza da uva, o vinho Pinot Noir da Salton promete surpreender o consumidor, afirma o diretor técnico e enólogo da vinícola, Lucindo Copat. “Pode ser comparado aos melhores vinhos da Borgonha.”
Festa do Espumante
O enólogo argentino Adolfo Lona, há 25 anos radicado no Brasil, onde ajudou a produzir grandes vinhos e agora dedicado a elaborar seus próprios vinhos, especialmente espumantes, vai realizar, dia 10 de outubro, sábado, o Encontro do Espumante, no Grêmio Náutico União, em Porto Alegre. Há distribuição de espumante à vontade, jantar, homenagens aos Amigos do Vinho e baile. Nas edições anteriores, os Encontros do Espumante reunião mais de mil pessoas.
Carne e lã ovina
A Feevale, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, está incentivando a criação de ovinos por pequenos proprietários rurais. Além de criar cursos de extensão sobre a atividade criatória e o uso da carne ovina, também incentiva a produção de roupas com lã ovina.
Em outubro, o Centro de Design, em parceria com a Associação de Tecelãs, fez o lançamento de duas coleções de vestuário e acessórios em lã ovina: Cittá e Sotille.
A linha urbana Cittá é inspirada num ambiente metropolitano. As peças são caracterizadas por cores quentes e uma modelagem despojada, voltada para o público jovem e cheio de atitude. A linha se apropria de texturas e aplicações de aviamentos diferenciados.
Já a Sotille, em português, sutil, é uma coleção refinada, feita com sofisticação e delicadeza, inspirada na Itália, o "berço das artes", um dos países que mais influencia a cultura e a arte no mundo ocidental. Nas peças foram utilizadas cores clássicas e o requinte italiano. As artesãs estão vinculadas à cinco propriedades rurais do estado, situadas nos municípios de Araricá, Dom Pedrito, Palmares do Sul e Taquara.
Em outubro, o Centro de Design, em parceria com a Associação de Tecelãs, fez o lançamento de duas coleções de vestuário e acessórios em lã ovina: Cittá e Sotille.
A linha urbana Cittá é inspirada num ambiente metropolitano. As peças são caracterizadas por cores quentes e uma modelagem despojada, voltada para o público jovem e cheio de atitude. A linha se apropria de texturas e aplicações de aviamentos diferenciados.
Já a Sotille, em português, sutil, é uma coleção refinada, feita com sofisticação e delicadeza, inspirada na Itália, o "berço das artes", um dos países que mais influencia a cultura e a arte no mundo ocidental. Nas peças foram utilizadas cores clássicas e o requinte italiano. As artesãs estão vinculadas à cinco propriedades rurais do estado, situadas nos municípios de Araricá, Dom Pedrito, Palmares do Sul e Taquara.
Cabernet Sauvignon da Cordelier
A Vinícola Cordelier colocou no mercado 27.000 garrafas do vinho Granja União Cabernet Sauvignon – Safra 2006. Com graduação alcoólica de 11,5%, foi totalmente elaborado a partir de uvas viníferas da variedade Cabernet Sauvignon cultivadas no Vale dos Vinhedos. O valor do produto no mercado é de R$ 10,00.
O Granja União Cabernet Sauvignon está disponível em supermercados, lojas especializadas, delicatessens, loja de vinhos da vinícola e pelo site www.cordelier.com.br. O lançamento revitaliza a identidade da marca com o design dos novos rótulos. Desta forma, os vinhos Granja União, ao completarem 76 anos, solidificam sua posição como clássicos contemporâneos.
O Granja União Cabernet Sauvignon está disponível em supermercados, lojas especializadas, delicatessens, loja de vinhos da vinícola e pelo site www.cordelier.com.br. O lançamento revitaliza a identidade da marca com o design dos novos rótulos. Desta forma, os vinhos Granja União, ao completarem 76 anos, solidificam sua posição como clássicos contemporâneos.
Medalhas em Londres
Os vinhos e espumantes brasileiros continuam conquistando medalhas em Concursos Internacionais de Vinhos. Desta vez foi em Londres, na Inglaterra, no The International Wine Spirit Competition 2007, promovido de março a setembro. O concurso, realizado desde 1969, conferiu quatro Medalhas para produtos brasileiros, sendo uma de Prata e três de Bronze. O evento, considerado um dos concursos mais importantes do mundo, tem o objetivo principal de promover a qualidade e a excelência dos melhores vinhos e licores do mundo.
Medalha de Prata e Melhor da Categoria: Aurora Espumante Moscatel - Cooperativa Vinícola Aurora; Medalha de Bronze: Pietro Felice Espumante Champenoise Brut 2005 - Irmãos Molon; Salton Volpi Chardonnay - Vinícola Salton; Peterlongo Espumante Moscatel - Bebidas da Serra.
Medalha de Prata e Melhor da Categoria: Aurora Espumante Moscatel - Cooperativa Vinícola Aurora; Medalha de Bronze: Pietro Felice Espumante Champenoise Brut 2005 - Irmãos Molon; Salton Volpi Chardonnay - Vinícola Salton; Peterlongo Espumante Moscatel - Bebidas da Serra.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Essa foi boa, deputado
O vinho brasileiro – leia-se vinho gaúcho – vive um momento decisivo de sua história. Depois da reversão dos parreirais para viníferas e da adoção de novas técnicas de manejo nos vinhedos e novas tecnologias na vinificação, houve aumento de qualidade, de produtividade e de produção, o que acabou gerando, também, excesso de produção, geração de estoques, por falta de um maior consumo, também prejudicado pela concorrência de vinhos estrangeiros, muitas vezes de forma desleal, através de contrabando em portos sem fiscalização ou ponto de fronteira de fácil travessia. Nunca, como agora, o nosso vinho precisou de apoio governamental e dos organismos públicos.
Por isso, andou bem a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul ao criar a Frente Parlamentar da Vitivinicultura e da Fruticultura, sob o comando do deputado Alberto Oliveira, oriundo de uma região vinífera, Flores da Cunha. Ambos os segmentos – vinicultura e fruticultura – estão em desenvolvimento no estado e precisam de apoio para vencer muitos obstáculos.
A Frente começou bem, ao conseguir a sanção do projeto de lei 508/06, construído no governo Germano Rigotto, também ele um bom parceiro do vinho, pois oriundo de Caxias do Sul. O documento foi aprovado por unanimidade no Palácio Farroupilha e transformado na Lei 12.743/07, sancionada pela governadora Yeda Crusius, e modifica a sistemática de repasses de recursos p-ara o Ibravin, o instituto que cuida do nosso vinho e, principalmente, precisa de recursos para aumentar os controles e a divulgação do produto. Com isso, 25% da taxa de fiscalização, controle e promoção, recolhida pelo setor vitivinícola do estado, serão destinados diretamente ao Ibravin.
Muito boa essa, deputado Alberto Oliveira. Conheço-o desde os tempo em que subia ao palco dos festivais de música Vindima da Canção, em Flores da Cunha, e enfrentava o público apenas com sua voz e seu violão, mostrando talento e garra. Valeu!
Por isso, andou bem a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul ao criar a Frente Parlamentar da Vitivinicultura e da Fruticultura, sob o comando do deputado Alberto Oliveira, oriundo de uma região vinífera, Flores da Cunha. Ambos os segmentos – vinicultura e fruticultura – estão em desenvolvimento no estado e precisam de apoio para vencer muitos obstáculos.
A Frente começou bem, ao conseguir a sanção do projeto de lei 508/06, construído no governo Germano Rigotto, também ele um bom parceiro do vinho, pois oriundo de Caxias do Sul. O documento foi aprovado por unanimidade no Palácio Farroupilha e transformado na Lei 12.743/07, sancionada pela governadora Yeda Crusius, e modifica a sistemática de repasses de recursos p-ara o Ibravin, o instituto que cuida do nosso vinho e, principalmente, precisa de recursos para aumentar os controles e a divulgação do produto. Com isso, 25% da taxa de fiscalização, controle e promoção, recolhida pelo setor vitivinícola do estado, serão destinados diretamente ao Ibravin.
Muito boa essa, deputado Alberto Oliveira. Conheço-o desde os tempo em que subia ao palco dos festivais de música Vindima da Canção, em Flores da Cunha, e enfrentava o público apenas com sua voz e seu violão, mostrando talento e garra. Valeu!
Caviar do Uruguai com champagen e chablis
Foge um pouco ao tema deste blog, que trata, preferencialmente, de cordeiro e vinho, mas como ele cai muito bem com um espumante ou um chablis, abro espaço para a novidade que é o caviar produzido no Uruguai, bem pertinho de nós, nas águas do rio Negro, que nasce aqui no Rio Grande, no município de Hulha Negra, perto de Bagé. A supernovidade, importada com exclusividade pelo Fasano ao Brasil, acaba de chegar à loja de vinhos do grupo e promete surpreender os paladares mais refinados.
Já está à venda na Enoteca Fasano o caviar uruguaio Black River Sturgeons, da primeira e única fazenda de piscicultura de ossetra malossol de caviar legítimo e carne de esturjão do Hemisfério Sul. O caviar ossetra apresenta ovos com grande variedade de tamanho, sabor e cor. Seu grão é longo, com uma gama de cores que se estende do preto ao marrom claro. Apresenta um delicado sabor de noz, que satisfaz o paladar dos mais exigentes conhecedores, numa harmonização perfeita com champagne e os melhores chablis.
O caviar Black River Sturgeons é importado ao Brasil com exclusividade pelo grupo Fasano e pode ser encontrado na Enoteca Fasano, em São Paulo e no Rio de Janeiro, em potes de três tamanhos: 25g (R$225) 50g (R$450) e 100g (R$900). O produto pode ser adquirido nas lojas ou através do televendas: 11. 3074 3959.
Até então, a gente só falava em caviar beluga, elaborado com as ovas do esturjão das águas geladas do mar Cáspio.
Já está à venda na Enoteca Fasano o caviar uruguaio Black River Sturgeons, da primeira e única fazenda de piscicultura de ossetra malossol de caviar legítimo e carne de esturjão do Hemisfério Sul. O caviar ossetra apresenta ovos com grande variedade de tamanho, sabor e cor. Seu grão é longo, com uma gama de cores que se estende do preto ao marrom claro. Apresenta um delicado sabor de noz, que satisfaz o paladar dos mais exigentes conhecedores, numa harmonização perfeita com champagne e os melhores chablis.
O caviar Black River Sturgeons é importado ao Brasil com exclusividade pelo grupo Fasano e pode ser encontrado na Enoteca Fasano, em São Paulo e no Rio de Janeiro, em potes de três tamanhos: 25g (R$225) 50g (R$450) e 100g (R$900). O produto pode ser adquirido nas lojas ou através do televendas: 11. 3074 3959.
Até então, a gente só falava em caviar beluga, elaborado com as ovas do esturjão das águas geladas do mar Cáspio.
O Tannat da Cordilheira de Sant´Ana
O pessoal gostou tanto da nota que escrevi sobre o Tannat 2004 que bebi com o Claudino Loro, o Gladistão Omizzolo e a Rosana Wagner na Vinícola Cordilheira de Sant´Ana, ao pé do Cerro de Palomas, terra do Juremir Machado, que resolvi publicar mais algumas informações sobre o vinho, principalmente para o colega Aldo Renato Soares, o Lagarto, lá de Brasília. Proprietários e enólogos da Cordilheira de Sant’Ana, Gladistão e Rosana apresentam a primeira safra de seu Tannat de 2004. Depois de descansar por um período de 18 meses nas caves, em barris novos de carvalho, finalmente o Tannat foi domado e está pronto para ir ao mercado e encantar os clientes como fazem os outros vinhos produzidos por essa nova vinícola, escreveu Denise Cavalcante, assessora de imprensa da casa.
O Tannat 2004 alcançou um alto grau alcoólico e foi cortado com Cabernet Sauvignon e Merlot para amaciar os potentes taninos característicos desta casta. A vinícola fica na região de Palomas, Sant’Ana do Livramento, a uma altitude de 200 m, no paralelo 31º, na Campanha Gaúcha, Rio Grande do Sul. Foi nessa região que a uva Tannat melhor se adaptou no Brasil, próximo a fronteira com o Uruguai, onde a casta Tannat se tornou ícone.
Seus enólogos realizaram uma vinificação tradicional, com temperatura de fermentação controlada entre 26 a 28ºC por 8 dias. O vinho foi envelhecido 85% em barris de carvalho durante 18 meses e cortado com 10% de Cabernet Sauvignon e 5% de Merlot. O resultado é um vinho com 13,8 ºGL, natural, sem nenhuma chaptalização, muito concentrado, com uma cor rubi-violácea intensa, sabor frutado de cassis e ameixas, deliciosamente equilibrado e agradável na boca. Desse lote foram produzidas 6.600 garrafas.
“O Tannat é um vinho rico em compostos fenólicos, realmente estruturado. O corte com Cabernet e Merlot e o longo repouso em barricas de carvalho tornou-o harmônico ao paladar, assegurando-lhe a maciez necessária para o consumo, bem como um toque arredondado e textura suave”, explica Rosana.
A harmonização ideal com esse vinho são as carnes vermelhas como gado e cordeiro, carne de porco e caças variadas, pratos com molhos fortes e picantes, além de queijos como Gouda, Ementhal e Parmesão. A sugestão de temperatura de serviço fica entre 18 e 20ºC.
A vinícola
A vinícola Cordilheira de Sant’Ana apresentou a primeira safra de seus vinhos no final de 2005 e desde então têm recebido excelentes críticas. Seu projeto é o resultado maduro da experiência de dois profissionais com profunda experiência em enologia para realizar essa ousada empreitada: criar uma vinícola do zero.
O empreendimento é fruto exclusivo de investimentos pessoais de casal, que entende que o retorno financeiro será a muito longo prazo. Para eles, a Cordilheira de Sant’Ana é a realização de um profundo desejo de reunir todas os melhores aspectos que o Brasil pode oferecer para a produção de um vinhos de alta qualidade. Gladistão e Rosana entendem que a tarefa de elaborar bons vinhos não se resume simplesmente a um negócio, mas reflete uma filosofia de vida. Tiveram a paciência de aguardar seis anos para lançarem os seus primeiros produtos, resultado de uma produção muito limitada. O trabalho no vinhedo começou em 1999.
Todas as fases de produção dos vinhos Cordilheira de Sant’Ana, da produção das uvas até o engarrafamento dos vinhos, acontece dentro da propriedade, sob os atentos olhos de seus enólogos/proprietários que exercem com prazer a liberdade de decidir o momento exato para colher as uvas, engarrafar o vinho ou qualquer outra parte do processo. Por este motivo a empresa é considerada uma Adega Regional de Vinhos Finos.
A região escolhida para o empreendimento foi Palomas, em Sant’Ana do Livramento, região da Campanha Gaúcha, localizada no sudoeste do Rio Grande do Sul, a 31º de latitude sul, a uma altitude média de 200 metros. A escolha do terroir Palomas é fruto do conhecimento adquirido através de muita pesquisa e da experiência dos enólogos na região. Gladistão e Rosana instalaram seus vinhedos e adega em Palomas por estarem convictos de que esta é a melhor região brasileira para o cultivo de uvas viníferas.
Em qualquer decisão tomada no vinhedo, privilegia-se a qualidade em detrimento da quantidade. A produtividade dos vinhedos é idealmente baixa: em média 5 toneladas por hectare. As uvas são acompanhadas, analisadas e avaliadas durante seu amadurecimento no vinhedo e colhidas somente após demonstrarem que alcançaram o máximo do seu potencial em termos de complexo aromático e parâmetros físico-químicos, tais como açúcares, polifenóis e acidez.
Os vinhos se revelaram estruturados e potentes, aromáticos, com excelente acidez, taninos equilibrados e boa graduação alcoólica natural. A Cordilheira de Sant’Ana colocou seus primeiros vinhos no mercado em 2006, após um tempo de maturação em carvalho ou inox, dependendo da casta, e um período de descanso na garrafa nas caves da adega.
Nesse primeiro lote lançaram apenas dois brancos e dois tintos: Cabernet Sauvignon 2003; Merlot 2004; Gewurztraminer 2004 e Chardonnay 2004. O Chardonnay é fermentado em carvalho, parte do Merlot, 20%, passa seis meses em carvalho; 20% do Cabernet Sauvignon envelheceu 12 meses no carvalho. Tintos e brancos descansaram na cave antes do seu lançamento.
Com esse trabalho, o casal deseja “a obtenção de vinhos íntegros, vinhos que foram planejados para, dentro de sua aptidão natural, nos brindarem com o máximo do seu potencial”, como define a enóloga Rosana Wagner. “Meu desejo é levar ao nosso consumidor momentos de plenitude, satisfação e prazer”, afirma.
Representante em São Paulo – (11) 7140-2482 com Marina Lins. Em Livramento, Caixa postal 34 – Fone: (55) 99732620 – Fax: (55) 32423749 - CEP 97.573-000 – SANT’ANA DO LIVRAMENTO – Rio Grande do Sul – Brasil - www.cordilheiradesantana.com.br, rosana@cordilheiradesantana.com.br
O Tannat 2004 alcançou um alto grau alcoólico e foi cortado com Cabernet Sauvignon e Merlot para amaciar os potentes taninos característicos desta casta. A vinícola fica na região de Palomas, Sant’Ana do Livramento, a uma altitude de 200 m, no paralelo 31º, na Campanha Gaúcha, Rio Grande do Sul. Foi nessa região que a uva Tannat melhor se adaptou no Brasil, próximo a fronteira com o Uruguai, onde a casta Tannat se tornou ícone.
Seus enólogos realizaram uma vinificação tradicional, com temperatura de fermentação controlada entre 26 a 28ºC por 8 dias. O vinho foi envelhecido 85% em barris de carvalho durante 18 meses e cortado com 10% de Cabernet Sauvignon e 5% de Merlot. O resultado é um vinho com 13,8 ºGL, natural, sem nenhuma chaptalização, muito concentrado, com uma cor rubi-violácea intensa, sabor frutado de cassis e ameixas, deliciosamente equilibrado e agradável na boca. Desse lote foram produzidas 6.600 garrafas.
“O Tannat é um vinho rico em compostos fenólicos, realmente estruturado. O corte com Cabernet e Merlot e o longo repouso em barricas de carvalho tornou-o harmônico ao paladar, assegurando-lhe a maciez necessária para o consumo, bem como um toque arredondado e textura suave”, explica Rosana.
A harmonização ideal com esse vinho são as carnes vermelhas como gado e cordeiro, carne de porco e caças variadas, pratos com molhos fortes e picantes, além de queijos como Gouda, Ementhal e Parmesão. A sugestão de temperatura de serviço fica entre 18 e 20ºC.
A vinícola
A vinícola Cordilheira de Sant’Ana apresentou a primeira safra de seus vinhos no final de 2005 e desde então têm recebido excelentes críticas. Seu projeto é o resultado maduro da experiência de dois profissionais com profunda experiência em enologia para realizar essa ousada empreitada: criar uma vinícola do zero.
O empreendimento é fruto exclusivo de investimentos pessoais de casal, que entende que o retorno financeiro será a muito longo prazo. Para eles, a Cordilheira de Sant’Ana é a realização de um profundo desejo de reunir todas os melhores aspectos que o Brasil pode oferecer para a produção de um vinhos de alta qualidade. Gladistão e Rosana entendem que a tarefa de elaborar bons vinhos não se resume simplesmente a um negócio, mas reflete uma filosofia de vida. Tiveram a paciência de aguardar seis anos para lançarem os seus primeiros produtos, resultado de uma produção muito limitada. O trabalho no vinhedo começou em 1999.
Todas as fases de produção dos vinhos Cordilheira de Sant’Ana, da produção das uvas até o engarrafamento dos vinhos, acontece dentro da propriedade, sob os atentos olhos de seus enólogos/proprietários que exercem com prazer a liberdade de decidir o momento exato para colher as uvas, engarrafar o vinho ou qualquer outra parte do processo. Por este motivo a empresa é considerada uma Adega Regional de Vinhos Finos.
A região escolhida para o empreendimento foi Palomas, em Sant’Ana do Livramento, região da Campanha Gaúcha, localizada no sudoeste do Rio Grande do Sul, a 31º de latitude sul, a uma altitude média de 200 metros. A escolha do terroir Palomas é fruto do conhecimento adquirido através de muita pesquisa e da experiência dos enólogos na região. Gladistão e Rosana instalaram seus vinhedos e adega em Palomas por estarem convictos de que esta é a melhor região brasileira para o cultivo de uvas viníferas.
Em qualquer decisão tomada no vinhedo, privilegia-se a qualidade em detrimento da quantidade. A produtividade dos vinhedos é idealmente baixa: em média 5 toneladas por hectare. As uvas são acompanhadas, analisadas e avaliadas durante seu amadurecimento no vinhedo e colhidas somente após demonstrarem que alcançaram o máximo do seu potencial em termos de complexo aromático e parâmetros físico-químicos, tais como açúcares, polifenóis e acidez.
Os vinhos se revelaram estruturados e potentes, aromáticos, com excelente acidez, taninos equilibrados e boa graduação alcoólica natural. A Cordilheira de Sant’Ana colocou seus primeiros vinhos no mercado em 2006, após um tempo de maturação em carvalho ou inox, dependendo da casta, e um período de descanso na garrafa nas caves da adega.
Nesse primeiro lote lançaram apenas dois brancos e dois tintos: Cabernet Sauvignon 2003; Merlot 2004; Gewurztraminer 2004 e Chardonnay 2004. O Chardonnay é fermentado em carvalho, parte do Merlot, 20%, passa seis meses em carvalho; 20% do Cabernet Sauvignon envelheceu 12 meses no carvalho. Tintos e brancos descansaram na cave antes do seu lançamento.
Com esse trabalho, o casal deseja “a obtenção de vinhos íntegros, vinhos que foram planejados para, dentro de sua aptidão natural, nos brindarem com o máximo do seu potencial”, como define a enóloga Rosana Wagner. “Meu desejo é levar ao nosso consumidor momentos de plenitude, satisfação e prazer”, afirma.
Representante em São Paulo – (11) 7140-2482 com Marina Lins. Em Livramento, Caixa postal 34 – Fone: (55) 99732620 – Fax: (55) 32423749 - CEP 97.573-000 – SANT’ANA DO LIVRAMENTO – Rio Grande do Sul – Brasil - www.cordilheiradesantana.com.br, rosana@cordilheiradesantana.com.br
Salton ganhou prêmio em turismo
A Salton está em festa. A vinícola foi uma das vencedoras do Top de Turismo 2007, promovido pela Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), que premiou, pelo segundo ano, destinos, roteiros e cases do setor. Dos 164 cases inscritos, 32 receberam a distinção, que levou em conta critérios como apresentação de inovações tecnológicas e estratégias para desafios e soluções, retorno sobre investimentos, geração de negócios e indicadores econômicos. O objetivo é incentivar as diversas categorias profissionais, interessadas direta ou indiretamente no exercício dessa atividade.
A Salton apresentou à ADBV o case Diversificando, Criando Atrações e Entretenimento na Serra Gaúcha, escrito pela jornalista Simoni Schiavo, da Enter Consultoria em Comunicação, que conta a trajetória da vinícola de Bento Gonçalves desde a transferência de sua sede para o distrito de Tuiuty, em 2004. Vencedora na subcategoria serra/montanha, a distinção resulta de um investimento inicial de R$ 35 milhões para construir uma estrutura capaz de produzir vinhos e espumantes e também receber turistas.
Na “vila” construída em estilo italiano, o turista pode acompanhar todo o processo produtivo por passarelas aéreas, a uma altura de seis metros do chão. Os resultados do projeto começaram a aparecer há dois anos: em 2004, a vinícola recebeu 4.918 turistas. Em 2005, foram 12.748 visitantes e, no ano passado, o número subiu para 24.179. O que representa um incremento de quase 500% em apenas dois anos. Para este ano, a expectativa é receber 60 mil turistas até dezembro.
“A conquista deste prêmio nos estimula ainda mais na construção de um sonho alimentado por todas as gerações da família Salton, de transformar a região e a própria empresa em um ponto turístico imperdível e diferenciado na região serrana, criando alternativas de lazer e de renda para toda a comunidade”, afirma o diretor comercial da empresa, Daniel Salton.
O prêmio foi dividido em duas categorias: destinos e roteiros, com 12 subcategorias, como aventura, cultura, serrra/montanha, ecoturismo, esporte e evento e negócios, por exemplo; e cases empresariais, com 11 subcategorias, como centro de eventos, hotéis, locadoras, parques e operadoras e agências. Os trabalhos foram julgados por um júri formado por Paulo Gaudenzi, consultor e ex-secretário de Turismo da Bahia; Luiz Carlos Barbosa, diretor-técnico do Sebrae; Mário Beni, professor da Eca-Usp; Sebastião Misiara, presidente da União dos Vereadores do Estado de São Paulo; e Caco de Paulo, editor da revista Viagem e Turismo, da Editora Abril.
A Salton apresentou à ADBV o case Diversificando, Criando Atrações e Entretenimento na Serra Gaúcha, escrito pela jornalista Simoni Schiavo, da Enter Consultoria em Comunicação, que conta a trajetória da vinícola de Bento Gonçalves desde a transferência de sua sede para o distrito de Tuiuty, em 2004. Vencedora na subcategoria serra/montanha, a distinção resulta de um investimento inicial de R$ 35 milhões para construir uma estrutura capaz de produzir vinhos e espumantes e também receber turistas.
Na “vila” construída em estilo italiano, o turista pode acompanhar todo o processo produtivo por passarelas aéreas, a uma altura de seis metros do chão. Os resultados do projeto começaram a aparecer há dois anos: em 2004, a vinícola recebeu 4.918 turistas. Em 2005, foram 12.748 visitantes e, no ano passado, o número subiu para 24.179. O que representa um incremento de quase 500% em apenas dois anos. Para este ano, a expectativa é receber 60 mil turistas até dezembro.
“A conquista deste prêmio nos estimula ainda mais na construção de um sonho alimentado por todas as gerações da família Salton, de transformar a região e a própria empresa em um ponto turístico imperdível e diferenciado na região serrana, criando alternativas de lazer e de renda para toda a comunidade”, afirma o diretor comercial da empresa, Daniel Salton.
O prêmio foi dividido em duas categorias: destinos e roteiros, com 12 subcategorias, como aventura, cultura, serrra/montanha, ecoturismo, esporte e evento e negócios, por exemplo; e cases empresariais, com 11 subcategorias, como centro de eventos, hotéis, locadoras, parques e operadoras e agências. Os trabalhos foram julgados por um júri formado por Paulo Gaudenzi, consultor e ex-secretário de Turismo da Bahia; Luiz Carlos Barbosa, diretor-técnico do Sebrae; Mário Beni, professor da Eca-Usp; Sebastião Misiara, presidente da União dos Vereadores do Estado de São Paulo; e Caco de Paulo, editor da revista Viagem e Turismo, da Editora Abril.
Como exportar para os Estados Unidos
Seminário “Os desafios da exportação de vinhos para o mercado americano”, promovido pelo Projeto Setorial Integrado Wines from Brazil (WFB) na tarde do dia 30 de outubro, em Bento Gonçalves, confirmou que os Estados Unidos é um dos principais mercados para os vinhos brasileiros. Esta condição foi assegurada pelo importador americano de vinhos brasileiros, Gelson Cardoso, que falou sobre o assunto com autoridade. O evento, que lotou as dependências do Auditório do Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC/BG), reuniu mais de 120 representantes de vinícolas da Serra Gaúcha.
O presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Denis Debiasi, ao dar as boas-vindas aos participantes, falou da importância do evento para o fortalecimento do mercado nacional no exterior. A gerente de promoção comercial do Wines from Brazil, Andreia Gentilini Milan, deu início aos trabalhos apresentando um vídeo institucional do projeto que chama a atenção para a diversidade de regiões produtoras e, conseqüentemente, de vinhos elaborados no Brasil. O material, que vem sendo apresentado nos eventos realizados no exterior, foi produzido em cinco idiomas especialmente para atrair a atenção de importadores, distribuidores, formadores de opinião e consumidores do mundo inteiro.
Ao relatar as experiências e a evolução do WFB, Andreia Milan destacou os benefícios oferecidos às vinícolas participantes do projeto como a troca de experiências, o fortalecimento da marca “Vinhos do Brasil”, o apoio financeiro para a participação nas atividades, o apoio institucional e financeiro para ações de promoção e a garantia de tarifas diferenciadas. Ela explicou que para realizar um circuito de degustação nos USA é necessário um investimento médio de US$ 50 a US$ 60 mil. “O custo de cada vinícola participante em uma ação dessas é de apenas US$ 2,5 mil, o que corresponde ao envio da amostra e despesas de viagem. O restante é subsidiado pelo projeto. Este investimento, muitas vezes, é mais barato do que ações desenvolvidas pela empresa no Brasil”, salientou.
A gerente do projeto adiantou que a meta de exportações do Wines from Brazil até o final de 2009 é de chegar a US$ 5 mi, o que corresponde quase 10% da produção atual de vinhos finos do Brasil. Entre os mercados que atualmente mais importam vinhos ela destacou a Alemanha, o Reino Unido e os Estados Unidos.
O melhor caminho
Gaúcho de Porto Alegre e há 17 anos morando nos Estados Unidos, Gelson Cardoso, que teve importante papel na introdução dos vinhos finos brasileiros neste mercado, alertou os empresários para a necessidade de atuarem com um importador. “O mercado americano é muito aceptível a coisas novas, mas também é muito exigente e tem diferentes legislações em cada estado. Jamais enviem amostras se não for para importadores. É triste ver empresários irem lá, gastar muito e voltar sem pedidos”. Ao falar sobre os desafios do mercado americano para o vinho brasileiro, Cardoso aconselhou as vinícolas a tratarem com importadores que atuam nos estados de New York, New Jersey e Califórnia em razão da logística criada no país. Seguindo este caminho o custo da operação representa um terço do valor se comparado ao que é cobrado na Flórida. Além disso, a agilidade na entrega dos vinhos é muito mais eficaz.
Há 10 anos no mercado americano, os vinhos brasileiros tiveram seu primeiro carregamento em 2002, ano em que surgiu o Wines from Brazil. Gelson Cardoso relatou que o início foi muito difícil. Segundo ele, as churrascarias brasileiras – hoje mais de 200 - instaladas nos Estados Unidos foram fundamentais para a introdução do vinho brasileiro naquele país. “A era dos Vinhos do Novo Mundo – diga-se Chile e Argentina – também nos ajudou, permitindo que pegássemos carona tirando proveito da situação”, comemorou.
70% dos vinhos consumidos no mercado americano são produzidos na Califórnia. O restante é importado, sendo que os vinhos que mais vendem são os que ficam numa faixa de US$ 10 a US$ 20. Dentro dos USA é possível encontrar vinhos de US$ 3,99 até US$ 400. São 38 mil rótulos. Hoje, 250 milhões de americanos têm poder de compra, um mercado que ainda precisa ser explorado.
O Brasil nos USA
O Seminário, que teve o objetivo de oportunizar aos participantes ampliar seus conhecimentos sobre este potencial mercado para os vinhos do Brasil, é mais uma ação do plano de ações do WFB que tem o propósito de aumentar o volume da exportação de vinhos brasileiros, além de atrair novas vinícolas para o grupo. Atualmente, nove vinícolas do Wines from Brazil exportam para os USA, sendo elas: Cooperativa Vinícola Aurora, Miolo Wine Group, Vinícola Boutique Lídio Carraro, Sociedade de Bebidas Mioranza, Vinhos Marson, Champagne Georges Aubert, Vinhos Salton, Sulvin Indústria e Comércio de Vinhos e Pizzato Vinhas & Vinhos.
Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e relatórios internos do Grupo WFB, as exportações para o mercado americano entre as vinícolas participantes do projeto representaram 21% do total no ano passado. Os resultados, em 2007, são melhores ainda. Até o final de setembro, o grupo exportou 30,92% do volume, reafirmando a posição de liderança dos Estados Unidos como principal mercado para os vinhos brasileiros.
A logística de distribuição
A logística de distribuição de vinhos no mercado internacional foi o assunto apresentado pela representante comercial regional da FedEx Express, Marisa Neves. Ela explicou que para o vinho brasileiro chegar aos Estados Unidos sem entraves é necessário uma série de ações como o registro no FDA, fatura comercial com porcentagem de álcool e açúcar, nota fiscal e em caso de venda DSE (Declaração Simplificada de Exportação) ou RE.
A FedEx é a maior empresa de transporte expresso aéreo de cargas com mais de 45 mil veículos e 669 aeronaves que transportam mais de 4 mi/dia de pacotes. O serviço de porta a porta é feito com rastreamento on-line. Para melhor atender o transporte de vinhos, a empresa desenvolveu uma caixa totalmente revestida internamente com isopor. A embalagem, desenvolvida a partir de uma idéia sugerida por vinícolas brasileiras, protege o produto evitando perdas. Além disso, a FedEx oferece para as empresas participantes do Wines from Brazil descontos fixos especiais.
Experiência exportadora
A Diretora Comercial da Casa Valduga, Juciane Valduga, relatou a participação da empresa no projeto. Segundo ela, o grande desafio do grupo sempre foi o de levantar a bandeira dos ‘Vinhos do Brasil’. “A experiência tem nos ensinado não só o que precisamos fazer lá fora, mas também o que tem a ser feito em casa, no Brasil”, afirmou.
A diretora destacou que o grupo está fazendo a história dos vinhos brasileiros no mundo. Para ela, existem três pontos principais a serem considerados neste processo, que levam as vinícolas brasileiras a exportar seus vinhos. O primeiro é o de que as vinícolas não podem depender apenas do mercado brasileiro. O segundo, para ela o mais importante, é a constante busca pela atualização das tendências mundiais, e neste caso Juciane cita o exemplo dos vinhos rosés, produto que a Casa Valduga lançou ainda em 2004, iniciativa impulsionada pela evidência que este vinho já apresentava na Europa ainda em 2002. E o terceiro aspecto é a valorização do vinho brasileiro no mercado interno, como reflexo do status gerado devido a exportação.
O evento encerrou com um coquetel regado a vinhos e espumantes brasileiros exportados para os Estados Unidos. O Seminário teve o patrocínio da FedEx Express e contou com o apoio da Apex Brasil, Ibravin e Sebrae.
Como participar do projeto?
As empresas interessadas em participar do WFB devem apresentar uma carta de adesão, contribuir com uma mensalidade, participar das ações do projeto, fornecer informações da empresa e prestação de contas.
Empresas que integram o Wines from Brazil
Boscato Indústria Vinícola, Casa Garcia, Casa Valduga, Cave Marson, Champagne Georges Aubert, Cooperativa Vinícola Aurora, Cooperativa Vinícola Garibaldi, Cooperativa Vitivinícola Aliança, Cordilheira de Sant’ana, Fante Indústria de Bebidas, Lovara Vinhos Finos, Panizzon Indústria de Bebidas, Miolo Wine Group, Pizzato Vinhas & Vinhos, Sociedade de Bebidas Mioranza, Sulvin Indústria e Comércio de Vinhos, Velha Cantina, Vinicola Courmayer, Vinicola Dal Pizzol, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Salton, Vinícola Boutique Lídio Carraro, Vinícola Cordelier, Vinícola Panceri e Vinícola Perini.
O presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Denis Debiasi, ao dar as boas-vindas aos participantes, falou da importância do evento para o fortalecimento do mercado nacional no exterior. A gerente de promoção comercial do Wines from Brazil, Andreia Gentilini Milan, deu início aos trabalhos apresentando um vídeo institucional do projeto que chama a atenção para a diversidade de regiões produtoras e, conseqüentemente, de vinhos elaborados no Brasil. O material, que vem sendo apresentado nos eventos realizados no exterior, foi produzido em cinco idiomas especialmente para atrair a atenção de importadores, distribuidores, formadores de opinião e consumidores do mundo inteiro.
Ao relatar as experiências e a evolução do WFB, Andreia Milan destacou os benefícios oferecidos às vinícolas participantes do projeto como a troca de experiências, o fortalecimento da marca “Vinhos do Brasil”, o apoio financeiro para a participação nas atividades, o apoio institucional e financeiro para ações de promoção e a garantia de tarifas diferenciadas. Ela explicou que para realizar um circuito de degustação nos USA é necessário um investimento médio de US$ 50 a US$ 60 mil. “O custo de cada vinícola participante em uma ação dessas é de apenas US$ 2,5 mil, o que corresponde ao envio da amostra e despesas de viagem. O restante é subsidiado pelo projeto. Este investimento, muitas vezes, é mais barato do que ações desenvolvidas pela empresa no Brasil”, salientou.
A gerente do projeto adiantou que a meta de exportações do Wines from Brazil até o final de 2009 é de chegar a US$ 5 mi, o que corresponde quase 10% da produção atual de vinhos finos do Brasil. Entre os mercados que atualmente mais importam vinhos ela destacou a Alemanha, o Reino Unido e os Estados Unidos.
O melhor caminho
Gaúcho de Porto Alegre e há 17 anos morando nos Estados Unidos, Gelson Cardoso, que teve importante papel na introdução dos vinhos finos brasileiros neste mercado, alertou os empresários para a necessidade de atuarem com um importador. “O mercado americano é muito aceptível a coisas novas, mas também é muito exigente e tem diferentes legislações em cada estado. Jamais enviem amostras se não for para importadores. É triste ver empresários irem lá, gastar muito e voltar sem pedidos”. Ao falar sobre os desafios do mercado americano para o vinho brasileiro, Cardoso aconselhou as vinícolas a tratarem com importadores que atuam nos estados de New York, New Jersey e Califórnia em razão da logística criada no país. Seguindo este caminho o custo da operação representa um terço do valor se comparado ao que é cobrado na Flórida. Além disso, a agilidade na entrega dos vinhos é muito mais eficaz.
Há 10 anos no mercado americano, os vinhos brasileiros tiveram seu primeiro carregamento em 2002, ano em que surgiu o Wines from Brazil. Gelson Cardoso relatou que o início foi muito difícil. Segundo ele, as churrascarias brasileiras – hoje mais de 200 - instaladas nos Estados Unidos foram fundamentais para a introdução do vinho brasileiro naquele país. “A era dos Vinhos do Novo Mundo – diga-se Chile e Argentina – também nos ajudou, permitindo que pegássemos carona tirando proveito da situação”, comemorou.
70% dos vinhos consumidos no mercado americano são produzidos na Califórnia. O restante é importado, sendo que os vinhos que mais vendem são os que ficam numa faixa de US$ 10 a US$ 20. Dentro dos USA é possível encontrar vinhos de US$ 3,99 até US$ 400. São 38 mil rótulos. Hoje, 250 milhões de americanos têm poder de compra, um mercado que ainda precisa ser explorado.
O Brasil nos USA
O Seminário, que teve o objetivo de oportunizar aos participantes ampliar seus conhecimentos sobre este potencial mercado para os vinhos do Brasil, é mais uma ação do plano de ações do WFB que tem o propósito de aumentar o volume da exportação de vinhos brasileiros, além de atrair novas vinícolas para o grupo. Atualmente, nove vinícolas do Wines from Brazil exportam para os USA, sendo elas: Cooperativa Vinícola Aurora, Miolo Wine Group, Vinícola Boutique Lídio Carraro, Sociedade de Bebidas Mioranza, Vinhos Marson, Champagne Georges Aubert, Vinhos Salton, Sulvin Indústria e Comércio de Vinhos e Pizzato Vinhas & Vinhos.
Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e relatórios internos do Grupo WFB, as exportações para o mercado americano entre as vinícolas participantes do projeto representaram 21% do total no ano passado. Os resultados, em 2007, são melhores ainda. Até o final de setembro, o grupo exportou 30,92% do volume, reafirmando a posição de liderança dos Estados Unidos como principal mercado para os vinhos brasileiros.
A logística de distribuição
A logística de distribuição de vinhos no mercado internacional foi o assunto apresentado pela representante comercial regional da FedEx Express, Marisa Neves. Ela explicou que para o vinho brasileiro chegar aos Estados Unidos sem entraves é necessário uma série de ações como o registro no FDA, fatura comercial com porcentagem de álcool e açúcar, nota fiscal e em caso de venda DSE (Declaração Simplificada de Exportação) ou RE.
A FedEx é a maior empresa de transporte expresso aéreo de cargas com mais de 45 mil veículos e 669 aeronaves que transportam mais de 4 mi/dia de pacotes. O serviço de porta a porta é feito com rastreamento on-line. Para melhor atender o transporte de vinhos, a empresa desenvolveu uma caixa totalmente revestida internamente com isopor. A embalagem, desenvolvida a partir de uma idéia sugerida por vinícolas brasileiras, protege o produto evitando perdas. Além disso, a FedEx oferece para as empresas participantes do Wines from Brazil descontos fixos especiais.
Experiência exportadora
A Diretora Comercial da Casa Valduga, Juciane Valduga, relatou a participação da empresa no projeto. Segundo ela, o grande desafio do grupo sempre foi o de levantar a bandeira dos ‘Vinhos do Brasil’. “A experiência tem nos ensinado não só o que precisamos fazer lá fora, mas também o que tem a ser feito em casa, no Brasil”, afirmou.
A diretora destacou que o grupo está fazendo a história dos vinhos brasileiros no mundo. Para ela, existem três pontos principais a serem considerados neste processo, que levam as vinícolas brasileiras a exportar seus vinhos. O primeiro é o de que as vinícolas não podem depender apenas do mercado brasileiro. O segundo, para ela o mais importante, é a constante busca pela atualização das tendências mundiais, e neste caso Juciane cita o exemplo dos vinhos rosés, produto que a Casa Valduga lançou ainda em 2004, iniciativa impulsionada pela evidência que este vinho já apresentava na Europa ainda em 2002. E o terceiro aspecto é a valorização do vinho brasileiro no mercado interno, como reflexo do status gerado devido a exportação.
O evento encerrou com um coquetel regado a vinhos e espumantes brasileiros exportados para os Estados Unidos. O Seminário teve o patrocínio da FedEx Express e contou com o apoio da Apex Brasil, Ibravin e Sebrae.
Como participar do projeto?
As empresas interessadas em participar do WFB devem apresentar uma carta de adesão, contribuir com uma mensalidade, participar das ações do projeto, fornecer informações da empresa e prestação de contas.
Empresas que integram o Wines from Brazil
Boscato Indústria Vinícola, Casa Garcia, Casa Valduga, Cave Marson, Champagne Georges Aubert, Cooperativa Vinícola Aurora, Cooperativa Vinícola Garibaldi, Cooperativa Vitivinícola Aliança, Cordilheira de Sant’ana, Fante Indústria de Bebidas, Lovara Vinhos Finos, Panizzon Indústria de Bebidas, Miolo Wine Group, Pizzato Vinhas & Vinhos, Sociedade de Bebidas Mioranza, Sulvin Indústria e Comércio de Vinhos, Velha Cantina, Vinicola Courmayer, Vinicola Dal Pizzol, Vinhos Don Laurindo, Vinhos Salton, Vinícola Boutique Lídio Carraro, Vinícola Cordelier, Vinícola Panceri e Vinícola Perini.
Degustações para Indicar Procedência
Encerraram dia 31 de outubro as degustações das 44 amostras de 15 vinícolas integrantes da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) que solicitaram Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos (IPVV) para vinhos da Safra 2007. As degustações, que iniciaram no dia 29 de outubro, foram realizadas no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves. Deste total, 40 são vinhos tintos e quatro são de variedades brancas, que totalizam 1.778.066 garrafas que aguardam o resultado das análises físico-químicas para sua aprovação final.
Os vinhos brancos são os primeiros a chegar no mercado, ainda em 2007. Os tintos, que permanecem estocados nas caves até atingir o envelhecimento ideal, passam por mais uma etapa de degustação antes de serem apresentados ao consumidor, a partir de 2008.
O primeiro passo para a obtenção da I.P.V.V. é a comprovação da origem da uva, sua variedade, quantidade produzida, fornecedor e localização. Informações fornecidas por cada vinícola através do encaminhamento de documentação exigida pelo Conselho Regulador, além de dados obtidos pelo Cadastro Vitivinícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). É importante destacar que 85% da uva deve ser cultivada no Vale dos Vinhedos. Após examinar a procedência da matéria-prima, o Conselho Regulador, através de seus membros, recolhe diretamente dos tanques nas vinícolas, seis amostras lacradas e sem identificação. As garrafas de cada amostra passam por testes analíticos e organolépticos, realizados nos Laboratórios da Embrapa Uva e Vinho e no Laboratório de Enologia de Caxias do Sul (LAREN). Uma amostra fica como testemunha com a Aprovale e outra com a empresa associada. As duas restantes são utilizadas para degustação feita às cegas, conforme estabelece a Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV). Somente depois de passar pela comprovação da origem da uva, degustação e análises o vinho pode ser certificado com a I.P.V.V. e recebe o selo de controle.
O Vale dos Vinhedos está localizado entre os municípios de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Garibaldi, na Serra Gaúcha, a 120 quilômetros de Porto Alegre. Mais informações podem ser obtidas junto a Aprovale pelo fone (54) 3451.9601 ou pelo e-mail faleconosco@valedosvinhedos.com.br.
Os vinhos brancos são os primeiros a chegar no mercado, ainda em 2007. Os tintos, que permanecem estocados nas caves até atingir o envelhecimento ideal, passam por mais uma etapa de degustação antes de serem apresentados ao consumidor, a partir de 2008.
O primeiro passo para a obtenção da I.P.V.V. é a comprovação da origem da uva, sua variedade, quantidade produzida, fornecedor e localização. Informações fornecidas por cada vinícola através do encaminhamento de documentação exigida pelo Conselho Regulador, além de dados obtidos pelo Cadastro Vitivinícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). É importante destacar que 85% da uva deve ser cultivada no Vale dos Vinhedos. Após examinar a procedência da matéria-prima, o Conselho Regulador, através de seus membros, recolhe diretamente dos tanques nas vinícolas, seis amostras lacradas e sem identificação. As garrafas de cada amostra passam por testes analíticos e organolépticos, realizados nos Laboratórios da Embrapa Uva e Vinho e no Laboratório de Enologia de Caxias do Sul (LAREN). Uma amostra fica como testemunha com a Aprovale e outra com a empresa associada. As duas restantes são utilizadas para degustação feita às cegas, conforme estabelece a Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV). Somente depois de passar pela comprovação da origem da uva, degustação e análises o vinho pode ser certificado com a I.P.V.V. e recebe o selo de controle.
O Vale dos Vinhedos está localizado entre os municípios de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Garibaldi, na Serra Gaúcha, a 120 quilômetros de Porto Alegre. Mais informações podem ser obtidas junto a Aprovale pelo fone (54) 3451.9601 ou pelo e-mail faleconosco@valedosvinhedos.com.br.
Granja União Safra 2006
A Vinícola Cordelier disponibiliza no mercado 27.000 garrafas do Granja União Cabernet Sauvignonon – Safra 2006. Com graduação alcoólica de 11,5%, foi totalmente elaborado a partir de uvas viníferas da variedade Cabernet Sauvignon cultivadas no Vale dos Vinhedos. O valor do produto no mercado é de R$ 10,00.
O Granja União Cabernet Sauvignon está disponível em supermercados, lojas especializadas, delicatessens, loja de vinhos da vinícola e pelo site www.cordelier.com.br. O lançamento revitaliza a identidade da marca com o design dos novos rótulos. Desta forma, os vinhos Granja União, ao completarem 76 anos, solidificam sua posição como clássicos contemporâneos.
O Granja União Cabernet Sauvignon está disponível em supermercados, lojas especializadas, delicatessens, loja de vinhos da vinícola e pelo site www.cordelier.com.br. O lançamento revitaliza a identidade da marca com o design dos novos rótulos. Desta forma, os vinhos Granja União, ao completarem 76 anos, solidificam sua posição como clássicos contemporâneos.
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